abr 19, 2020 | Brasil
Um estudo divulgado ontem pela operadora de saúde Prevent Senior aponta que o uso de hidroxicloroquina associado ao antibiótico azitromicina, em pacientes com quadros suspeitos de covid-19 e algum fator de risco, reduziu o número de internações pela doença. A pesquisa ainda não foi publicada em periódicos científicos e, segundo os autores e outros pesquisadores, apresenta limitações na metodologia que impedem considerar o resultado evidência definitiva da eficácia da hidroxicloroquina contra a infecção pelo coronavírus.
O estudo foi realizado por pesquisadores da operadora com pacientes, em sua maioria idosos e doentes crônicos. Para participar, o voluntário tinha de apresentar sintomas de síndrome gripal, como febre e tosse, e possuir algum fator de risco para complicação da doença, como idade acima de 60 anos, hipertensão ou diabete. Foram incluídos pacientes que, embora dos gruPos de risco, tinham sintomas brandos, o que tornou possível que fossem monitorados a distância.
Participaram do ensaio clínico 636 pacientes, dos quais 412 fizeram uso da medicação e os outros 224 optaram por não fazer o tratamento. A opção de utilização ou não foi dada ao paciente, que assinou termo de consentimento e foi alertado sobre a falta de evidências. Aos que aceitaram se submeter à terapia, a hidroxicloroquina foi administrada durante sete dias e a azitromicina, por cinco dias. Entre o grupo que usou a combinação de hidroxicloroquina com azitromicina, 1,9% dos pacientes evoluiu para um quadro mais grave e foi hospitalizado. No grupo que não fez o tratamento, o índice de internados foi maior, de 5,4%.
Segundo os pesquisadores, o resultado indica que a combinação de drogas pode atuar contra a replicação viral nas células, o que reduziria o risco de complicações pela doença. “A ideia desse modelo de tratamento surgiu ao percebermos entre os pacientes internados que aqueles que tomavam a hidroxicloroquina quando já estavam muito graves não apresentavam grande melhora. Já entre os que faziam o tratamento nos primeiros dias os resultados eram melhores. O medicamento parece ter uma resposta melhor no período de infecção pelo vírus e não tanto depois que já se instalou um quadro inflamatório grave”, afirma Rodrigo Esper, médico e pesquisador da Prevent Senior e líder da pesquisa.
Ele destaca, porém, que novas pesquisas são necessárias para avaliar a ação do remédio. “Não é um estudo definitivo sobre o tema, mas é uma luz que traz uma possibilidade de tratamento. Mas é preciso ser responsável. Na pesquisa, os pacientes tiveram a indicação da medicação por serem do grupo de risco e após avaliação médica. Tiveram monitoramento diário. Não pode haver uma histeria coletiva atrás da hidroxicloroquina”, ressaltou.
Um dos riscos do uso indiscriminado são possíveis efeitos colaterais da medicação, como problemas cardíacos e na visão. Por isso, foram impedidos de participar do estudo pacientes com doenças relacionadas. De acordo com os pesquisadores, não foram notados efeitos colaterais graves entre os participantes. Duas mortes foram registradas no grupo que fez o tratamento, mas, de acordo com os autores, elas não estão relacionadas ao remédio.
Limitações
Para pesquisadores de outras instituições ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, embora o estudo seja importante para trazer mais pistas sobre a ação da hidroxicloroquina, ele tem limitações que não permitem afirmar que o resultado observado tenha sido causado exclusivamente por ação do medicamento. Os principais problemas, dizem os cientistas, são os fatos de o estudo não ser randomizado, ou seja, não ter tido uma escolha aleatória de pacientes que comporiam cada grupo, e a falta de confirmação do diagnóstico de covid-19 entre os participantes.
“É louvável a iniciativa da Prevent Senior de estudar o tema e criar conhecimento. Mas eles próprios reconhecem como limitação a ausência de randomização. É fato que você tem características diferentes no grupo que toma e no que não toma e isso pode influenciar o resultado. A pessoa que não tomou, por exemplo, pode ficar mais insegura diante de um agravamento de sintomas e procurar mais o hospital e uma internação do que o que está fazendo o tratamento. Pode até ser que esses resultados estejam relacionados somente ao remédio, mas pode ser que eles tenham impacto de outros fatores também, por isso precisamos de estudos randomizados”, afirma Alexandre Biasi Cavalcanti, superintendente de pesquisa do Hospital do Coração (Hcor).
A médica Rachel Riera, coordenadora do Núcleo de Avaliação de Tecnologia em Saúde do Hospital Sírio Libanês e professora de medicina baseada em evidências da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concorda que a falta de randomização é um problema e acrescenta que outra limitação é o fato de o estudo ser aberto, situação em que pesquisadores, pacientes e avaliadores sabem qual paciente faz parte de cada grupo. “Quem definiu a alocação dos participantes em cada grupo foram os próprios pacientes, que decidiram ou não se tomariam o remédio. Isso é bem crítico porque pode haver diferenças de cuidado com a saúde entre o grupo que decidiu fazer uso do medicamento e o que não quis”, destaca.
Os pesquisadores da Prevent Senior reconhecem as limitações, mas dizem que o estudo foi feito dentro das condições possíveis em um cenário atípico de pandemia e com falta de testes. “Os resultados demoravam de cinco a sete dias. É um tempo que não podíamos esperar porque é o período em que os sintomas se agravam”, afirmou Pedro Batista, médico e diretor executivo da Prevent.
abr 16, 2020 | Brasil

Em sua última entrevista coletiva como ministro da Saúde, nesta quinta-feira (16), Luiz Henrique Mandetta elogiou servidores e colaboradores antes de anunciar que está de saída do ministério.
Ele pediu que os servidores que ficam no Ministério da Saúde continuem se dedicando ao seu substituto: “Trabalhem pelo próximo ministro, tal qual vocês trabalharam por mim”.
“Não tenham medo, não façam um milímetro diferente do que vocês sabem fazer. Deixo esse Ministério da Saúde com muita gratidão pelo presidente ter me nominado e por ter deixado eu nominar cada um de vocês”.
Ele reforçou que o objetivo dos servidores da pasta é manter o foco na defesa da vida, do Sistema Único da Saúde e da ciência. “A ciência é a luz. É o Iluminismo. Apostem todas as suas energias através da ciência”.
Luiz Henrique Mandetta afirmou que passará a atuar a favor da saúde pública em esfera internacional. “Podem ter certeza que eu vou lutar no campo da saúde pública mundial”.
Ele disse que o século começa a ser escrito agora, após a pandemia do coronavírus. “O século XXI será dividido entre antes e após a Covid-19. Estamos começando o século XXI e ele virá com muitas verdades que eram absolutas virarão pó. Muitas certezas serão questionadas”.
Em sua fala, Mandetta fez um alerta sobre o número de casos de coronavírus no Brasil.
“A vida de uma pessoa na Cracolândia tem o mesmo significado de um homem mais rico pela mesma vaga de uma CTI. Não pensem que não estamos livres de um pico de ascensão dessa doença. O sistema de saúde ainda não está preparado para uma marcha acelerada. Sigam orientações das pessoas mais próximas que estão em contato com a saúde, que são prefeitos, governadores e o próprio Ministério da Saúde”.
“Como cidadão, trabalharei em dobro pelo meu país”, finalizou, sob aplausos.
Mais cedo, ele confirmou sua demissão por meio de sua conta no Twitter.
“Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar”, escreveu.
A demissão aconteceu após um longo processo de embate entre o presidente Jair Bolsonaro e Mandetta diante das ações de combate ao coronavírus.
Bolsonaro anunciou também que o oncologista Nelson Teich assume no lugar de Mandetta.
Fonte: Yhaoo
abr 16, 2020 | Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um pedido do senador Major Olimpio (PSL-SP) para adiar as eleições municipais deste ano em razão da pandemia do novo coronavírus no Brasil.
Segundo a presidente da Corte, ministra Rosa Weber, o prazo é estabelecido por lei e qualquer alteração feita judicialmente extrapola os limites de atuação da Justiça Eleitoral. O Tribunal entende, portanto, ser possível ainda a realização do pleito no prazo estabelecido.
O calendário eleitoral está sendo cumprido, apesar da crise sem precedentes no sistema de saúde do país causada pela pandemia do coronavírus. No dia 4 de abril, data que marca seis meses antes do pleito, foi concluído o período para que novas legendas, que participarão das eleições, registrassem seus estatutos no TSE. Nesta data, se encerrou também o prazo de filiação de candidatos, que devem ter o domicílio eleitoral na circunscrição em que desejam disputar o pleito em outubro.
“Lamentável essa decisão, uma vez que não sabemos quando esse momento crítico da Pandemia irá passar”, disse o senador Major Olimpio.
O TSE tem se manifestado sobre a questão desde o mês passado, afirmando que a Justiça Eleitoral não tem o poder de alterar o calendário eleitoral.
“Esses prazos não estão à disposição do TSE, eles constam da legislação federal”, disse o ministro Luís Roberto Barroso, que assume o comando do TSE em 19 de maio e deve estar à frente da Justiça Eleitoral durante a realização do pleito nos municípios.
No último dia 6 de abril, foi criado um grupo de trabalho para projetar impactos da pandemia do novo coronavírus na realização das eleições de 2020.
Para que as eleições sejam adiadas, é necessária uma emenda na Constituição. Uma proposta com esse teor foi apresentada pelo senador José Maranhão (MDB-PB). Porém, alterações no calendário eleitoral devem respeitar o princípio de anualidade, segundo o qual mudanças na legislação eleitoral somente entrem em vigor se aprovadas até um ano antes do pleito. A regra visa dar segurança jurídica e impedir alterações casuísticas nas regras legais.
abr 9, 2020 | Brasil

Na saída do hospital de volta para casa, a equipe médica a surpreendeu com balões coloridos e uma emocionada salva de palmas
ma senhora de 95 anos, cujo nome não foi divulgado, é a primeira paciente a receber alta no Hospital dos Estivadores, em Santos, SP, após uma semana de internação devido à covid-19. Ela tinha chegado a apresentar fortes sintomas da doença provocada pelo novo coronavírus.
No dia da alta, a equipe médica celebrou o retorno da idosa para a sua casa com uma surpresa: os profissionais de saúde da unidade se posicionaram no corredor à saída de um elevador e, quando a paciente recuperada saiu, a receberam com balões coloridos e uma emocionada salva de palmas.
A prefeitura de Santos informou que, além da idosa, outras 54 pessoas com a covid-19 receberam alta na cidade até a manhã de hoje, 9 de abril. Na região da Baixada Santista, que engloba a cidade de Santos e outros 8 municípios (Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Cubatão, Guarujá e Bertioga), os casos confirmados de covid-19 são 190, os suspeitos cerca de 1.480 e as internações 200. Foram confirmados 15 óbitos ligados à doença e há outros 64 em investigação.
abr 8, 2020 | Brasil

Um golpe que circula na internet com falso link para, supostamente, fazer o cadastramento na plataforma do auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal já fez 6,7 milhões de vítimas desde março, alertou o dfndr lab — laboratório especializado em segurança digital da PSafe.
A mensagem afirma que os pagamentos começam nesta terça-feira (dia 7), o que não é verdade, e que é possível sacar a quantia imediatamente após preencher as informações, o que também é falso.
Ao clicar no site indicado, o usuário é levado um questionário com três perguntas:
“Você recebe Bolsa Família?”; “Você é autônomo?”; “Você quer receber o auxílio?”.
Após respondê-las afirmativamente, aparece uma mensagem dizendo que o benefício foi aprovado, mas que, antes, é necessário enviar o link para seus contatos no WhatsApp.
“Para tornar o ataque mais verídico, alguns golpes se aproveitam de ações reais que grandes empresas e o governo estão realizando para enfrentar o coronavírus, como a doação de álcool em gel e pagamento de benefícios à população. E a tendência é que o número de ataques e de vítimas aumente nos próximos dias, principalmente em decorrência do agravamento da situação do país neste momento de crise”, explicou Emílio Simoni, diretor do dfndr lab.
A PSafe, no entanto, informou que existem diversos links por onde o ataque de criminosos virtuais vem sendo disseminado.
Alguns dos links dos sites falsos são:
- auxiliocidadao.archivezap.live/
Grande parte deles têm o objetivo de roubar dados pessoais e financeiros das vítimas ou levá-las a páginas falsas para visualizar publicidades excessivas.
Golpe do chocolate de Páscoa
Outro golpe recente identificado pelo laboratório de segurança digital da PSafe é o do ovo de Páscoa, que atingiu mais de 560 mil brasileiros em apenas três dias de circulação. Os números continuam aumentando.
Foram identificados seis links maliciosos que utilizam o indevidamente o nome das empresas de chocolate Nestlé e Cacau Show para enganar vítimas com a oferta de ovos de Páscoa grátis. A suposta promoção contemplaria cinco mil participantes com ovos entregues em casa.
As mensagens utilizam inclusive a hashtag #ficaemcasa, da campanha pelo isolamento social, como justificativa para a falsa promoção.
Saiba como evitar cair em golpes
- Evite clicar em links de mensagens que ofereçam brindes, prêmios ou benefícios;
- Desconfie de informações sensacionalistas ou ofertas muito vantajosas e busque fontes confiáveis;
- No caso de mensagens que tratam de assuntos governamentais, como benefícios sociais e questões de saúde pública, busque a informação em sites oficiais, como do Ministério da Economia e do Ministério da Saúde;
- Não compartilhe mensagens sem antes verificar se a informação é verídica e se os links são seguros;
- Utilize soluções de segurança no celular que oferecem a função de detecção automática de ‘phishing’ (roubo de dados) em aplicativos de mensagem e redes sociais;
OGlobo
abr 2, 2020 | Brasil

A advogada Inês Conceição Santiago, presidente da FCDL-MS (Federação das Câmaras Lojistas de MS), disse que os varejistas de Campo Grande, estão aliviados com a medida provisória 936 divulgada pelo governo federal nesta quinta-feira (2).
Completamente favorável a MP, ela explicou que desde que começou a pandemia de coronavírus a Federação junto a Confederação de Brasília levaram a pauta ao Ministério da Economia, pedindo que o governo federal interferisse com ações de resgate.
“Como advogada eu entendo que deve existir a responsabilidade do governo em todas as esferas: federal, estadual e municipal. O socorro da economia e dos postos de trabalho é função deles, assim como a saúde que é um direito constitucional de todos os brasileiros”, explicou.
A advogada explica também que a CDL da Capital, já está com suporte jurídico e contábil para atender os associados com orientações a respeito de como aderir a medida provisória, e também com a elaboração de contratos e documentação necessária.
“Até quem não for associado pode procurar a CDL, estamos de portas abertas para tirar dúvidas. É um momento importante para que o empresariado possa compreender o papel da entidade. A MP chega para contribuir com o varejista e também com o trabalhador que está bastante preocupado”, finaliza.
Fonte: Top Midia News