jun 29, 2020 | Brasil
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luis Roberto Barroso, admitiu rever nesta segunda-feira (29), durante videoconferência com prefeitos, a posição que defende publicamente sobre a realização das eleições municipais este ano.
A possibilidade de o ministro mudar de opinião foi uma resposta a questionamento feito pelo presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Pedro Caravina, que representou os prefeitos da região Centro Oeste durante a reunião virtual promovida pela CNM (Confederação Nacional de Municípios).
Ao encaminhar sua perguntar, Caravina falou das dificuldades dos municípios diante do agravamento da pandemia do Covid-19 (novo coronavírus) em todo Brasil, além do risco que os candidatos e eleitores correm caso a calendário eleitoral seja mantido para este ano.
Há dias, o Senado aprovou PEC 18/2020 (Proposta de Emenda à Constituição) que fixou os dias 15 e 29 de novembro como datas do pleito este ano. Agora, o texto está sendo analisado pela Câmara dos Deputados, onde ainda não existe consenso.
Caravina fez várias ponderações na reunião, inclusive sobre a questão sanitária, a saúde pública, não apenas em Mato Grosso do Sul, mas em todo país, nesse momento de crise, sobretudo, advertiu que não existe nenhuma garantia de que a situação esteja controlada até lá, a possibilidade de se ferir a democracia, o índice de abstenções, além dos riscos a mesários e a população de um modo geral.
Diante disso, o dirigente perguntou se já não era o momento de decidir pela suspensão das eleições e não apenas empurrar a data mais para frente, como é o desejo de algumas lideranças em Brasília.
Como resposta, segundo Caravina, o ministro, além de não descartar a possibilidade de rever sua posição, revelou contudo, que tinha em mãos informações técnicas de saúde pública de que em setembro a curva de contaminação pelo Covid-19 deve começar a cair.
“Ele disse que vai aguardar, porque os médicos disseram pra ele que em setembro a curva começa a cair e novembro vai estar mais tranqüilo e em condições de fazer as eleições, mas que ele não descarta uma nova reunião, uma nova tomada de decisão junto com o Congresso Nacional”, informou o presidente da Assomasul e membro do Conselho Político da CNM.
Na reunião, apenas cinco presidentes de entidades estaduais de municípios, além do presidente Glademir Aroldi, usaram da palavra.
jun 27, 2020 | Brasil
Pesquisa Datafolha aponta que 76% dos brasileiros acreditam que as escolas deveriam continuar fechadas nos próximos dois meses por causa da pandemia do coronavírus. A pesquisa foi publicada na edição deste sábado (27) do jornal “Folha de S.Paulo”. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa mostra que:
– 21% acreditam que as escolas deveriam ser reabertas
– 76% acham que as escolas deveriam continuar fechadas
– 2% não sabem
O Datafolha aponta que não há diferença significativa na opinião entre as faixas de renda familiar. Entre as pessoas que têm renda familiar de até 2 salários mínimos, 77% defendem que as escolas continuem fechadas. Já entre os que ganham mais de 10 salários mínimos o percentual é de 73%.
A situação também se repete entre os tipos de municípios: para 77% dos entrevistados que moram na região metropolitana, as escolas não devem abrir agora. No interior, o percentual é de 76%.
Segundo o Datafolha, a principal diferença de opinião aparece na segmentação de avaliação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
A pesquisa foi realizada nos dias 23 e 24 de junho e ouviu 2.016 pessoas de todo o país por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Entre os ouvidos que consideram Bolsonaro ótimo ou bom, as respostas foram:
– 38% acreditam que as escolas deveriam ser reabertas
– 60% disseram que as escolas deveriam continuar fechadas
– 2% não sabem
Entre os participantes que consideram o presidente regular:
– 23% acreditam que as escolas deveriam ser reabertas
– 75% responderam que as escolas deveriam continuar fechadas
– 2% não sabem
Entre quem acha Bolsonaro ruim ou péssimo:
– 9% acreditam que as escolas deveriam ser reabertas
– 89% disseram que as escolas deveriam continuar fechadas
– 2% não sabem
Uma maior diferença também aparece entre sexos.
Entre o sexo masculino:
– 26% disseram que as escolas deveriam ser reabertas
– 71% responderam que as escolas deveriam continuar fechadas
Entre o sexo feminino:
18% disseram que as escolas deveriam ser reabertas
81% responderam que as escolas deveriam continuar fechadas
jun 27, 2020 | Brasil
No último dia 27 de junho comemoramos o dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma santa que tem muitos devotos e uma história emocionante que teremos o prazer de compartilhar aqui com vocês.
Também muito conhecida como “Maria, Mãe de Deus”, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é uma das santas mais populares no Brasil principalmente por suas novenas perpétuas, geralmente realizadas às quartas-feira.
A imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que hoje veneramos, apareceu em forma de pintura-quadro e segundo relatos, pintada pelas mãos de São Lucas. Além de médico e escritor, Lucas também era pintor e as pintura feitas por ele eram muito mais do que um simples retratos. Por conta de sua herança grega, ela contém simbolismos e significados escondidos além de uma forte carga de emoção e verdade por trás da beleza da arte.
História
Em 1496 essa pintura, que encontrava-se em uma igreja da Ilha de Creta. Um homem, pensando em conseguir algum dinheiro com a venda dela, a roubou e levou-a para Roma. Durante o trajeto, pelo rio, conta-se que ele e sua tripulação só foram salvos devido a intervenção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
O homem em questão, um comerciante de Roma, ficou muito doente e a beira do leito de morte se arrependeu de seu feito e pediu para um amigo devolver o quadro a uma igreja. O quadro ficou em posse de sua família, principalmente por vontade da esposa do homem e foi aí que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro interviu e fez algumas aparições pedindo para que a imagem fosse levada a uma Igreja.
Tal ação só aconteceu quando Nossa Senhora apareceu para a filha caçula da família onde com os dizeres “Avisa à tua mãe que Santa Maria do Perpétuo Socorro quer que a tireis desta casa.” Em uma outra ocasião, Nossa Senhora também pediu que o quadro fosse levado a Igreja de São Mateus. E foi aí que, em 1499, seus pedidos foram finalmente atendidos e a imagem foi encaminhada para lá.
A história de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro se espalhou de tal maneira que no caminho da casa da família até a Igreja de São Mateus formou-se uma enorme procissão para acompanhar a imagem e demonstrar sua fé e devoção e já era esperado que o local tornou-se um lugar sagrado de peregrinação de vários fiéis que diziam-se agraciados pelas intenvenções e milagres de Nossa Senhora.
Mas no final do século XVIII a Igreja foi destruída e tomada pelos franceses e o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi levado para outro lugar. Foi então que em 1866 a imagem foi confiada pelo Papa Pio IX aos Padres Redentoristas para ficar no mesmo local onde a Igreja de São Mateus foi destruída.
No local da igreja destruída ergueu-se uma nova Igreja e também a proposta de renovação de fé e propagação da imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Para que o objetivo fosse cumprido, o Papa ainda mandou fazer algumas cópias da imagem e espalhou-as entre outras igrejas para que sua popularidade aumentasse ainda mais e desde então não parou mais.
Significado
A imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro contém vários significados muito importantes por trás da simples figura da Virgem Maria segurando o Menino Jesus.
Na parte superior do quadro, encontramos inscrições em grego que signifcam “Mãe de Deus”. Acima dos ombros de Nossa Senhora, encontram-se dois anjos, um de cada lado onde um segura uma lança, uma vara e uma esponja e o outro segunda uma cruz e pregos. São símbolos que indicam o sofrimento de Cristo na cruz e anunciam a Paixão de Cristo.
Discretamente, a mão direita de Nossa Senhora aponta para o Menino Jesus, como num gesto de mostrá-lo como “esse é o Deus de verdade”.
Oração à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Ó Senhora do Perpétuo Socorro, mostrai-nos que sois verdadeiramente nossa Mãe obtendo-me o seguinte benefício: (faz-se o pedido)… E a graça de usar dela para a glória de Deus e a salvação de minha alma. Ó glorioso Santo Afonso, que por vossa confiança na bem-aventurada Virgem conseguistes tantos favores e tão perfeitamente provastes, em vossos admiráveis escritos, que todas as graças nos vêm de Deus pela intercessão de Maria, alcançai-me a mais terna confiança para com nossa Mãe do Perpétuo Socorro e rogai-lhe, com instância, me conceda o favor que reclamo de seu poder e bondade maternal. Eterno Pai, em nome de Jesus e pela intercessão de nossa Mãe do Perpétuo Socorro e de Santo Afonso, peço-vos me atendais para vossa glória e bem da minha alma. Amém. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, rogai por nós.
jun 25, 2020 | Brasil

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jun 23, 2020 | Brasil
A empresa será responsável pela produção e venda do brinquedo no país
A Nogueira Brinquedos trouxe para o Brasil o Pony Toy, o cavalinho que é sucesso nos países Asiáticos e da Europa. O brinquedo foi pensado no fascínio que as crianças têm pelo animal e projetado para que elas tenham a sensação de cavalgar com diversão e segurança.
A fábrica que referência na criação e inovação de brinquedos para espaços infantis e entretenimento em buffets, restaurantes e áreas kids será responsável pela fabricação e venda do produto no país, disponível também para o consumidor final. “Estamos em constante pesquisas para trazer o que há de melhor em diversão para as crianças, priorizamos a fantasia, as brincadeiras lúdicas que proporcionam benefícios que auxiliam no desenvolvimento e coordenação motora, combatem o sedentarismo, estimulam o movimento, a socialização e interação entre os pequenos”, afirma Percila Paloma, gerente de projetos e marketing da empresa.
O brinquedo é fabricado com estrutura de ferro, espuma e pelúcia. “O Pony Toy galopa de acordo com o movimento vertical da criança, como se ela estivesse montando em um cavalo de verdade, pode ser utilizado em ambientes internos e externos de condomínios, residências, chácaras e áreas de lazer, é ideal para a criançada gastar energia e se divertir’’, destaca a profissional.
O produto já está à venda para todo o país, nos tamanhos pequeno para criança com até 20k e o grande até 45k, custa a partir deR$990,00 e pode ser adquirido pelo telefone (11) 2236-3733 ou e-mail : vendas@nogueirabrinquedos.com.br.
Sobre a Nogueira Brinquedos
Com fábrica localizada na Zona Norte de São Paulo, Capital, a Nogueira Brinquedos possui 24 anos de atuação em todo o mercado brasileiro. A empresa desenvolve brinquedos, cenografias, mobiliários e eletrônicos para espaços infantis, brinquedoteca e entretenimento para condomínios e hotéis, buffets e casa de festas, restaurantes e empreendimentos, escolas e igrejas. Em 2020, passou a atuar no segmento B2C, por meio da fabricação e venda exclusiva do Pony Toy e mesinhas interativas de massinha e aquarela. A empresa está sempre em busca de novidades, criando brinquedos de acordo com o objetivo de entreter, despertar o lúdico, a fantasia e a interação entre as crianças e adultos. Desde o mês de maio de 2020 passou a fabricar totens para álcool em gel.
A marca conta com mais de 60 funcionários, produção 100 % nacional, está renovando e se aprimorando de acordo com as mudanças do mercado, investindo em consultores para juntos criarem estratégias que melhorem o desempenho da empresa. É a única do setor a ter o selo ISO 9001:2015, certificado que garante a qualidade e padronização dos seus produtos.
Para mais informações acesse: www.nogueirabrinquedos.com.br.
jun 23, 2020 | Brasil
A necessidade de adiamento das eleições municipais, discutida em sessão temática nesta segunda-feira (22), foi o principal consenso entre os senadores que se manifestaram. Além da data das eleições, questões como a possibilidade de voto facultativo, a preocupação com as campanhas eleitorais em meio à pandemia e a prorrogação de mandatos foram lembradas no debate.
Também participaram da sessão temática o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso; especialistas em saúde e direito eleitoral; e representantes de prefeituras.
A votação para eleger novos prefeitos e vereadores está prevista para o primeiro e o último domingo de outubro, mas por conta da pandemia de covid-19, o pleito deve ser adiado. A proposta de emenda à Constituição que trata do adiamento (PEC 18/2020) deve ser votada no Plenário nesta terça-feira (23). Foi o relator da proposta, senador Weverton (PDT-MA), que sugeriu a sessão temática.
O relatório de Weverton deve ficar pronto na manhã de terça-feira. Ele afirmou que a construção do texto é feita com base nas necessidades urgentes impostas pela pandemia e não em mudanças permanentes na legislação eleitoral. Para Weverton, a PEC precisa focar no adiamento da data da eleição, deixando outras questões para um segundo momento.
— O nosso relatório será única e exclusivamente para o momento único que a nossa história está vivendo, e que espero, eu e todos nós, que seja apenas um momento para contarmos história no futuro, mas não se repetir novamente. Então, a construção dessa solução está sendo nessa direção — explicou o relator.
Inevitável
De acordo com o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), a maioria dos líderes e dos parlamentares apoia o adiamento da votação. Ele admitiu que já existem prejuízos para o processo eleitoral, mas apontou que é essa a realidade que a pandemia impõe, já que não há controle sobre o futuro próximo da pandemia.
Para Eduardo Braga (MDB-AM) e Zenaide Maia (Pros-RN), o adiamento das eleições é uma necessidade. Segundo Braga, a mudança na data do pleito não era a vontade de nenhum dos senadores e deputados, mas sim uma realidade que se impõe e que o Congresso precisa enfrentar.
— Não é uma questão de nós querermos ou não. Está sendo imposta a nós uma decisão, e nós a faremos amanhã [terça-feira]. O mais importante de tudo isso é que nós estamos preservando o direito constitucional da periodicidade das eleições, fazendo com que seja assegurado o exercício democrático do cidadão brasileiro — disse Braga.
Esperidião Amin (PP-SC) apontou que é doloroso ter que adiar a eleição por conta da pandemia, mas disse que é preciso suprir lacunas. Nelsinho Trad (PSD-MS), por sua vez, ressaltou que a covid-19 mudou o mundo e a vida das pessoas. O senador por Mato Grosso do Sul, que foi contaminado com essa doença logo no início da pandemia, afirmou que o fato de o Brasil ser um país continental leva à necessidade de uma maior flexibilização na legislação eleitoral.
Campanhas
Vários senadores também demonstraram preocupação com a campanha eleitoral em um período atípico como o que o país vive. Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) lembrou que a campanha, especialmente para o cargo de vereador, é marcada por eventos que promovem o contato com outras pessoas, como almoços e reuniões. Para ele, é preciso pensar não apenas na data das eleições, mas também no risco de contágio nesses eventos.
— Eu não tenho grandes preocupações com o dia da eleição em si. Eu acho que aí nós podemos realmente tomar providências de forma a minimizar a questão do contágio. A minha grande preocupação está exatamente na campanha, e ela vai acontecer bem antes das eleições propriamente ditas — alertou Oriovisto, que defendeu um adiamento maior, para 2021.
A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) se somou ao questionamento feito pelo colega e também se disse preocupada com a maneira como serão feitas as campanhas eleitorais em meio a tantas restrições.
Ex-ministro da Saúde, o senador Humberto Costa (PT-PE) concorda com a recomendação para se evitar aglomerações, como é o caso de comícios e visitas dos candidatos às casas de eleitores. Por essa razão, segundo ele, surge a preocupação de que uma campanha feita basicamente em redes sociais, rádio e de televisão quebre a equidade na disputa eleitoral.
Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) demonstrou preocupação com a possibilidade de um prazo muito curto entre o primeiro e o segundo turno. Para ele, é preciso que o eleitor tenha tempo para conhecer as ideias dos candidatos. As datas provavelmente só serão definidas depois da aprovação da proposta de adiamento, que deixará uma janela de tempo para que o pleito seja realizado.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, explicou que a campanha por meio de rádio, televisão e redes sociais está disciplinada em leis que valem para todo o país. Já as restrições ligadas ao isolamento e ao distanciamento social dependem de regras estaduais e municipais, ou seja: variam de acordo com o local do país.
O senador Weverton explicou que, como forma de evitar abusos, seu relatório deve sugerir a inclusão, na PEC, de uma regra para determinar que os atos de propaganda eleitoral não poderão ser limitados pela legislação municipal ou pela Justiça Eleitoral. Para que isso aconteça, será preciso fundamentar a decisão com parecer técnico prévio emitido por autoridade sanitária estadual ou nacional.
— Assim, você vai dar mais segurança para que os candidatos e todos possam livremente fazer a sua campanha, seguindo, claro, as normas sanitárias que vão ser divulgadas — informou.
Voto facultativo
Senadores também manifestaram apoio ao voto facultativo, em decorrência da pandemia. Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou ser favorável ao fim da obrigatoriedade do voto. Para ele, esse é um desejo antigo dos brasileiros, e o momento da pandemia pode servir como um teste.
— Este ano poderia ser um teste com relação a isso, até para preservar os idosos e as pessoas com comorbidades dessa pandemia. Eu acho que seria uma saída humanitária interessante, já que o Brasil é um dos poucos países do mundo onde o voto ainda é obrigatório — defendeu.
Médico e ex-ministro da saúde, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) também defendeu o voto facultativo em razão da pandemia. Ele lembrou que a função principal do poder público é fazer todo o esforço para preservar vidas.
— Apresentei uma emenda para que, somente nesta eleição, o voto seja facultativo para todos, até para nós dividirmos a responsabilidade, porque não é justo que nós coloquemos a vida de alguém em risco — argumentou Castro, autor de PEC 16/2020, que dá ao Tribunal Superior Eleitoral o poder de decidir as datas para as eleições municipais, entre 4 de outubro deste ano e 25 de abril do ano que vem.
Em resposta, Weverton disse que não poderia acatar a sugestão em sua PEC, pois a democracia brasileira ainda precisa de “um empurrão”. Ele sinalizou com uma anistia para quem não se sentir seguro e deixar de votar.
Divisão
Outra sugestão feita por senadores foi a divisão de cada turno das eleições em mais de um dia. Para Rose de Freitas (Podemos-ES), as votações deveriam ser feitas em dois dias por turno, com os dois turnos ocorrendo em dezembro. Izalci Lucas (PSDB-DF), por sua vez, argumentou que a divisão de cada votação em dois dias poderia prevenir grandes aglomerações, que ofereceriam um risco maior de contágio.
— Acho que amenizaria bastante se fosse possível realizar a eleição durante o sábado e o domingo para realmente não deixar aglomerar muita gente — alertou Izalci.
Em resposta, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, disse que há um problema no custo das eleições, já que um dia a mais de votação significaria R$ 191 milhões a mais para os cofres públicos. Ele também apontou que o TSE vai fazer uma campanha para evitar aglomerações, recomendando horários específicos para grupos de risco.
Eliziane Gama (Cidadania-MA) afirmou que eleição é a “festa de democracia”, mas lembrou que não é possível deixar de lado a questão sanitária. Ela sugeriu postergar ao máximo possível as datas e também ampliar o horário de votação, para proteger os mais vulneráveis à doença.
— Estamos em um momento excepcional e precisamos buscar formas para que o processo ocorra de forma mais tranquila — declarou.
Questões regionais
O senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) lembrou as diferenças do avanço da pandemia nas diferentes partes do Brasil. Ele ressaltou que há a possibilidade de uma cidade estar com a situação controlada e outra com alto índice de contágio. O presidente do TSE afirmou que situações específicas poderão demandar ações específicas.
— Onde houver dramático risco para a saúde pública, vamos ouvir os médicos. O Tribunal Superior Eleitoral vai priorizar a saúde — explicou Barroso.
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) destacou que Mato Grosso vive uma situação específica, pois a Justiça Eleitoral determinou uma nova eleição para senador no estado, depois da cassação da ex-senadora Juíza Selma. Wellington ainda defendeu a coincidência de mandatos, com eleições para todos os cargos em uma mesma data, tema de uma proposta que apresentou (PEC 19/2020).
Paulo Paim (PT-RS), por sua vez, disse considerar que o Brasil está sem “timoneiro”, numa crítica à condução do presidente Jair Bolsonaro diante da crise de coronavírus.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado