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Bela Vista-MS Sábado, 14 de Março de 2026
Artigo: Anúncio Apocalíptico! Por Victor Luiz Martins Currale

Artigo: Anúncio Apocalíptico! Por Victor Luiz Martins Currale

Victor

Victor Luiz Martins Currale

Tenho recebido várias mensagens em alguns grupos que participo numa rede social de supostas lideranças sindicais ou sociais convocando e anunciando Ações Apocalípticas que visam impactar a nação entre elas paralisação dos caminhoneiros, fechamentos de refinarias e distribuidoras de combustíveis e principalmente provocar o desabastecimento de alimentos e água para a população até que o governo seja derrubado ou renuncie ao mandato, enfim querem parar o Brasil.

O que causa preocupação vendo tudo isso, não é o fato em si, afinal como democrático que sou faço coro à célebre frase de Abraham Lincoln que disse “A democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo”, e é justamente e principalmente extraído dessa máxima que sustenta o regime é que vem o questionamento e preocupação: Afinal se o governo é do povo, para o povo então para quem e por quem está sendo armado toda essas manifestações?

Quero deixar bem claro nesta afirmação, sempre apoiei e continuarei apoiar toda e qualquer manifestação que busque ou reivindique conquistas, direitos reprimidos, melhorias e avanços para a sociedade agora não podemos nos esquecer nunca que todo os direitos advêm do dever.

Em que pese a reprovação ao governo Dilma Rousseff (PT) tenha atingido índices muito alto do seu mandato da presidente da República, não deve ser fator de disputa ou guerra além do campo das ideias ou propostas de governo nos momentos eleitorais pré-existentes no País, por isso é devemos exaurir todas as tentativas de diálogo para evitar o confronto e o caos social que se incitam por ai.

Defenderei portanto até o último instante o direito da luta, do protesto ou manifestação justa para que não percamos como Nação de termos e vivermos num país mais justo, democrático e soberano do mundo.

A greve, as paralisações, panelaços, buzinaços, passeatas, eleições e até o impeachment são as ferramentas e instrumentos legais para expressarmos de forma ordeira e pacífica nossa insatisfação com os poderes instituídos enquanto cidadãos.

Badernas, vandalismos, privações do direito universal de ir e vir nas rodovias, provocar desabastecimento de alimentos, água e combustível que são elementos básicos e primordiais para a sociedade, não deve ser apoiada pelo contrário, devem ser evitados para que não sermos todos fora da lei e provocarmos desnecessariamente e irresponsavelmente uma guerra civil.

Que Deus nos abençoe, ilumine e guarde!

Artigo: Sal, o grande vilão do coração – Por Amarildo Cruz

Artigo: Sal, o grande vilão do coração – Por Amarildo Cruz

Amarildo Cruz

O sal de cozinha faz parte do cardápio das pessoas há décadas. Difícil encontrar alguém que não goste de temperar a comida com esse produto. Porém, esse “sabor tão especial” esconde na verdade uma série de problemas que podem se desenvolver com o passar dos anos, entre eles a hipertensão arterial, pedras nos rins e insuficiência renal, aumento das chances das doenças autoimunes, agravamento da osteoporose, além de afetar o paladar e acelerar o envelhecimento.

É importante destacar que, se usado com moderação, ele não faz mal. Isso porque o sal é rico em sódio, ou seja, uma substância essencial para manter o equilíbrio de líquidos no corpo e ajudar na transmissão de impulsos nervosos e no relaxamento muscular. O problema está no consumo em excesso. Ao consumir além do recomendado ele reterá líquido e, consequentemente, aumentará o volume de sangue nas artérias. O desequilíbrio na concentração de plasma sanguíneo faz com que o coração acelere os batimentos, o que provoca a hipertensão.

No Brasil, o consumo por pessoa chega a 12 gramas diários. Estudos realizados pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) apontam que um adulto deve consumir no máximo a quantidade de 2 gramas mineral por dia, o que representa aproximadamente uma colher de chá.

Conforme a entidade, se o consumo de sal no Brasil, seguisse os padrões recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), haveria uma diminuição de 15% nos óbitos por Acidente Vascular Cerebral e redução de 10% dos óbitos por infarto. Além disso, 1,5 milhão de pessoas ficariam livres de medicação para hipertensão e a expectativa de vida de indivíduos hipertensos aumentaria mais quatro anos.

Apesar do alerta em vários países, até o momento nenhuma nação do Mundo tratou a redução do sódio com marco regulatório. O Canadá foi pioneiro em propor a redução de forma voluntária. Em Portugal, saleiros não ficam à disposição nas mesas de estabelecimentos comerciais, e quando solicitados aos garçons, estes, por sua vez, relutam em fornecê-los, dizendo aos seus clientes que o produto não faz bem à saúde.

No Brasil, estão trabalhando, de forma articulada, Governo, setor produtivo e sociedade civil organizada, com o objetivo de desenvolver ações que contribuam para redução. O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abi) firmaram o quarto acordo, desde 2011, para a redução da quantidade de sódio em alimentos industrializados no país.

Segundo estimativas do governo, aproximadamente 11,3 mil toneladas de sódio deixaram de ser adicionadas aos alimentos produzidos pela indústria nacional em dois anos. A meta é que este número chegue a 28,5 mil toneladas. Além disso, esses resultados vão atuar diretamente em outra taxa importante: reduzir a mortalidade prematura, ou seja, de quem tem menos de 70 anos, por doenças crônicas não transmissíveis, em 2% ao ano.

Estados como Espírito Santo já regulamentaram lei restringindo o consumo de sal em estabelecimentos comerciais. Em Mato Grosso do Sul, tramita na Assembleia Legislativa projeto de lei, de minha autoria, proibindo a disposição e exposição de “saleiros” em mesas e balcões de bares, restaurantes, lanchonetes e similares.

Pela proposta, o sal só poderá ser disposto nos estabelecimentos, se solicitado pelo cliente. Como o consumo de sal em excesso é cultural, muitas pessoas discordam da proposta, porém a medida ganha força e o apoio da classe médica e de outros profissionais da área de saúde, que diariamente atendem pessoas com problemas relacionados ao consumo excessivo de sódio.

Apresentei a proposta porque entendo que é dever do Estado zelar pela saúde e qualidade de vida da sua população. Rejeição semelhante aconteceu quando começaram discutir os projetos para diminuição do consumo de cigarros. No início muitas pessoas foram contrárias às propostas, todavia com o passar dos anos as leis ganharam força.

Acredito que o projeto seja aprovado na Assembleia Legislativa até dezembro deste ano. Ele prevê que o estabelecimento infrator poderá ser multado em 20 UFERMS e, em caso de reincidência, a multa será de 40 UFERMS. Estamos, ainda, programando uma audiência pública na Assembleia Legislativa para democratizar o debate. Uma alimentação balanceada pode garantir uma vida mais longa. A mudança vale a pena e o seu coração agradece.

*Amarildo Cruz é Deputado Estadual, Fiscal Tributário Estadual, Advogado e Pós-Graduado em Gestão Pública

Artigo: Antes do seu tempo…Por Victor Currales

Artigo: Antes do seu tempo…Por Victor Currales

1438796516-artigo-sitePróximo de fechar o seu terceiro mandato e até com certo atraso, há que se resgatar o perfil visionário do atual prefeito de São Gabriel do Oeste, Adão Unirio Rolim, que enxergou o futuro e executou obras estruturantes e definitivas.

Mais que metade das obras estruturais como Escolas, Postos de Saúde, Pontes de Concreto, Parques Ecológico e Aquático, Fundações, Centro de Eventos, Hospital Municipal, Unidades Habitacionais, além de atuar permanentemente nas articulações para a vinda e permanência do Governo Federal e Estadual com a vinda de órgãos como Fórum, MPE, TRE, Tribunal Regional do Trabalho, INSS entre outras como a melhoria do sistema viário municipal rural e estrutural da cidade, foram realizadas e conquistadas em uma de suas gestões.

Além disso é importante também destacar as ligações do centro da cidade com bairros periféricos e distritos, a criação do Centro de qualificação Profissional que tem contribuído para que o município pudesse hoje ter a capacidade de oferecer mão de obra qualificada às empresas destacando hoje na geração de emprego como também em ações sem obras físicas mas que dão ao município status de referência como os avanços na Educação, Assistência social e Saúde.

Por ter realizado esse extraordinário e dedicado trabalho no contexto sócio-político-econômico em São Gabriel do Oeste, Adão Unírio Rolim, têm contribuído de forma destacada para o desenvolvimento do estado e hoje reconhecidamente várias honrarias vêm sendo outorgadas a ele como foi recentemente os Títulos de Cônsul Honorário do Rio Grande do Sul, Cidadão Sul-Mato-Grossense, concedido por intermédio do parlamento sul-mato-grossense.

Em alguns momentos de sua administração não esteve alinhado politicamente ao governo estadual, porém sua administração teve sucesso, devido ao apoio do governo federal e o empenho de sua equipe que contou com a compreensão do povo são-gabrielense.

Acredito que a partir dessa busca das relações institucionais com todos os Deputados Federais e Senadores, o seu governo mudou de cara e os recursos passaram a chegar com regularidade. Rolim apresar de estar pagando um alto preço hoje, teve a feliz ideia de concretizar a parceria com o Partido dos Trabalhadores, o que lhe permitiu carrear recursos do governo federal, com a força dos seus secretários do PT, que hoje fazem parte de sua base política.

A sua visão futurista ensejou a extensão da Avenida Mato Grosso do Sul, com a interligação do Bairro Jardim Gramado através de uma ponte de concreto em seu segundo mandato, culminando com o ousado e futurista projeto urbanístico do Parque Ecológico num conjunto de benefícios que melhorou sensivelmente a qualidade de vida da população do entorno bem como a valorização imobiliária da região.

Embora criticado por imediatistas, essas obras influenciaram a implantação e o desenvolvimento de novos bairros e conjuntos habitacionais. Recentemente já na atual gestão a execução de um eixo, no meio do mato, numa área de brejo, Rolim abriu caminhos para a cidade tomar um novo rumo e uma nova fronteira habitacional se formou com o prolongamento da Rua alagoas e a construção de uma nova ponte de concreto.

A cidade chega aos seus 25 mil habitantes, com ótima infraestrutura, certamente é o que faz a diferença entre as demais da região, desafios ainda são grandes apesar de estarmos muito próximo do pleno emprego, no entanto questões como habitação, saúde, educação e segurança precisam avançar e para visionários, o futuro é hoje e o momento de fazer é agora.

Nesse pensar, quem vasculhar o legado do prefeito Rolim irá descobrir no futuro que ele administrou São Gabriel do Oeste antes de seu tempo.

Victor Currales

Artigo: “ Entre o  sono e o sonho” – Por Rosildo Barcellos

Artigo: “ Entre o  sono e o sonho” – Por Rosildo Barcellos

sonoInglaterra…foi lá que a ideia floresceu, em material impresso datado de 1907 com Willian Willet que fazia movimentações sociais para a redução do consumo de luz “artificial” – wast of daylight, propondo avançar 20 minutos no mês de abril e reduzindo a mesma quantia, em setembro. Mas o primeiro país a utilizar este expediente foi a Alemanha em 1916 – chegando a época da guerra. Atualmente, por exemplo, em Portugal, a hora legal mudou 31 de março e retorna em 27 de outubro; nos moldes de uma hora de adiantamento. No Brasil o horário de verão 2014 está em vigorando.
Mas de tudo isto o importante são os números e as estatísticas. A economia gerada em 2012 foi de 4,5% no período de pico, nos estados aonde foi adotado.Em 2013 nada diferente.Em 2014 criada a bandeira vermelha (acréscimo de taxa extra na na conta de energia elétrica )A cor da bandeira é impressa nos boletos das contas de luz e sinaliza o real custo de produção da energia no país. Se a cor é verde, a situação está normal e não há cobrança de taxa. Amarela, cobra-se R$ 2,50 para cada 100 kWh de energia consumidos.

Desde o início do ano é a bandeira vermelha – com cobrança maior – que vigora no país. Para 2015, com estas ondas de calor, os olhos estão tanto para redução da demanda, tanto quanto na redução do investimento para geração e transmissão de energia, que são estimados em R$ 4,6 bilhões. No horário de pico, entre as 18h e as 21h, a redução na demanda será 2.065 megawatts (MW) no sistema das regiões Sudeste/Centro-Oeste. Na Região Sul, a redução será 630 MW. Nos dois sistemas, que abrangem as três regiões, a redução da demanda nos horários de pico ficará entre 4,5% e 5%.

Historicamente, o “Horário de Verão” foi instituído em um primeiro momento no Brasil, nos idos do verão de 1931. Destarte, até o ano de 1967 sua utilização foi realizada de forma esporádica e ocasional. Praticamente se esqueceu deste expediente pois ficaram 18 anos sem sua utilização, até que no verão de 1985 no bojo de ações governamentais para o racionamento em função da escassez de água naquele ano, nas hidrelétricas, o sistema foi retomado.

Para entender melhor os efeitos do horário de verão, imagine uma viagem de avião cruzando um fuso horário, que no início dessa viagem seria no sentido leste-oeste e no término sentido oeste/leste; por isso a dificuldade em muitas pessoas em assimilar de pronto esta diferença. Em condições normais os diversos ritmos do nosso organismo aonde se incluem o ciclo de vigília/sono e ritmo de temperatura estão sincronizados e concatenados, o que chama de ordem temporal interna; assim como o claro e o escuro.

Com o advento do horário de verão ou a mudança de fuso horário, o organismo busca sincronizar novamente seu ritmo ao novo horário, no entanto, como cada sistema corporal tem sua velocidade própria de ajuste, a relação de fase entre os ritmos sofre discrepâncias, aonde se instala a desordem temporal interna. Claro, depois de algum tempo (variável) o ditame da normalidade se restabelece; mas é justamente este um dos motivos para tantas pessoas não verem com bons olhos o tão falado “Horário de Verão”.

*Articulista

Artigo: Sonegação fiscal, um crime praticado por muitos

Artigo: Sonegação fiscal, um crime praticado por muitos

Sonegação fiscal, um crime praticado por muitos

Nos últimos meses temos visto muitas manifestações nas ruas do Brasil de pessoas pedindo o fim da corrupção. Essa prática, extremamente reprovável, provoca prejuízos de bilhões todos os anos aos cofres públicos. A sonegação fiscal, por sua vez, é sete vezes maior que a corrupção, mas recebe atenção mínima da sociedade e do noticiário.

Muitas das pessoas que foram às ruas pedir o fim da corrupção são sonegadores de impostos, dinheiro que podia ser investido em áreas como saúde, educação, segurança pública, habitação e assistência social, entre outras. Dados do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional mostram que o Brasil deixa de recolher R$ 500 bilhões por ano por causa da sonegação. Estima-se que o custo anual médio da corrupção no Brasil, em valores de 2013, corresponde a R$ 67 bilhões anuais.

Este ano, foi instalado em Brasília (DF) um impostômetro. Na inauguração o medidor mostrava um total sonegado de R$ 105 bilhões desde janeiro, dos quais R$ 80 bilhões escoados por meio de operações de lavagem ou manipulação de recursos de origem ilegal para retornarem à economia formal com aparência lícita.

A maior parte desse montante (62%) estaria concentrada na mão de “grandes devedores”, que representam menos de 1% de todas as empresas registradas no Brasil. O setor industrial é o que concentra a maior parte dos débitos tributários com a União, seguido pelo comércio. Conforme o levantamento, o País perderá mais de meio trilhão de reais por causa da sonegação de impostos só neste ano. O valor seria suficiente para cobrir 16 vezes o rombo de R$ 50 bilhões estimado pelo governo para o orçamento de 2016. O total é também 15 vezes maior que a expectativa de arrecadação com a nova CPMF – que, segundo o governo, pode chegar a R$ 32 bilhões, caso a contribuição seja mesmo aprovada – e 19 vezes maior que o corte de R$ 26 bilhões nas despesas públicas, que inclui as polêmicas suspensões do reajuste salarial dos funcionários públicos e da realização dos concursos públicos. Não bastasse isso, o governo deixará de arrecadar R$ 271 bilhões só com renúncia fiscal – isenções de tributos que o governo concede a determinados setores econômicos com o objetivo de estimular a atividade.

Ainda segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, o valor sonegado em 2015 já seria o suficiente para fechar as contas do governo no azul, sem a necessidade de cortar investimentos, aumentar impostos ou subir as taxas de juros. O que ocorre, infelizmente, é que muita gente reclama da carga tributária do Brasil, mas é sonegador de impostos. Reclama da corrupção, mas não paga o imposto que lhe cabe pagar. A sonegação gira em torno de 40% em cima das taxas e tributos que deveriam ser pagos, o que significa que quase 1 em cada 2 contribuintes são sonegadores.

Os impostos mais sonegados são o INSS, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto de Renda (IR) e as contribuições sociais pagas com base nas declarações das empresas. Os impostos indiretos, embutidos nos produtos e serviços e o Imposto de Renda retido na fonte, incidentes sobre as pessoas físicas, são impossíveis de sonegar. A pessoa jurídica cobra os tributos, mas algumas vezes não os repassa ao governo.

Quem tem mais, deve pagar mais, estabelece a Constituição, em um preceito tão desobedecido quanto o do Imposto sobre Grandes Fortunas, à espera de regulamentação no Brasil. Os tributos aumentaram porque a sonegação é alta ou a sonegação é alta porque os tributos aumentaram? Isso não importa, precisamos acabar com esse circulo vicioso de uma vez por todas.

É praticamente impossível pensar em um Brasil desenvolvido, com justiça social, produtivo e competitivo enquanto o contribuinte tiver de trabalhar quatro meses só para pagar impostos. No mesmo sentido, para o empresário que investe, gera emprego, que arca com o alto custo-Brasil ter que competir com um concorrente que trabalha na ilegalidade é injusto.

Concordo que o País tem uma das mais elevadas cargas tributárias do Mundo, e, diferentemente de outras nações, o Brasil investe mal aquilo que arrecada. Temos visto nos noticiários reportagens sobre a possibilidade de aumento de alíquota de impostos neste período de dificuldades que o Brasil, assim como outras nações, passa.

Essas alternativas para aumentar a arrecadação do Estado precisam ser intensamente debatidas para que não haja injustiça com a população. Sem dúvida, uma saída para os Governos Federal e Estadual é fortalecer a arrecadação e criar mecanismos para barrar o crime de sonegação, ao invés de criar novos tributos.

Na Assembleia Legislativa, inclusive, já sugeri ao Governo de Mato Grosso do Sul a criação de um sistema que possa nos fornecer com maior precisão informações sobre o quanto é sonegado diariamente e a forma como esse crime impacta na sociedade. Por fim, é preciso destacar que a sonegação fiscal é crime com detenção de seis meses a dois anos, e multa de duas a cinco vezes o valor do tributo, e sua prática afeta todo o desenvolvimento de toda a sociedade.

*Amarildo Cruz é Deputado Estadual, Fiscal Tributário Estadual, Advogado e Pós-graduado em Gestão Pública

 

A Divisão de MS segundo Jêronimo Alves Chaves

A Divisão de MS segundo Jêronimo Alves Chaves

Jêronimo Alves Chaves

“Valorizar as virtudes e minimizar os defeitos são atitudes que nos fazem crescer e construir uma história sólida e de sucesso”. Ensina Jerônimo Alves Chaves Enquanto ouvia atentamente as recomendações de sua mãe, que falava de uma terra desconhecida e lhe questionava a decisão de sair de Ponte Nova, Minas Gerais, e vir para o Mato Grosso – aceitando de pronto uma proposta junto de outros cinco colegas – o jovem Jerônimo Alves Chaves, só pensava nas oportunidades que o desafio lhe poderia render em terras então comandadas por Pedro Pedrossian.

Autorizado pelo visionário Governador, Bento Lobo, Secretário de Agricultura a época, egresso da mesma universidade onde Jerônimo estava se formando, em 1967 – uma das mais renomadas de Minas (Universidade Rural do Estado de Minas Gerais, hoje Universidade Federal de Viçosa) – escolheu a dedo os convidados para o audacioso projeto.

Quando recebeu o convite, Jerônimo acabava de chegar de Ribeirão Preto onde havia participado de um processo de seleção para trabalhar com cana de açúcar na então Copersucar. Considerando que sua família se dedicava a cultura da cana e a produção de aguardente e produtos correlatos, Jerônimo que trabalhava junto e participava ativamente do intercambio entre famílias do entorno – levando indagações para a universidade e retornando com as respostas – teve a oportunidade de acessar laboratórios, realizar trabalhos de analises de solo, testes de sacarose em cana e outros.

A experiência somada a sua dedicação aos estudos lhe renderam elogios do renomado professor Franz Briger, avaliador daquela seleção em Ribeirão Preto e a apresentação ao Presidente da Coopersucar, Maurílio Biagi, que fez votos de pudesse integrar sua equipe de trabalho. Ao assegurar que trabalhariam em cidades com potencial considerável de crescimento, Doutor Bento Lobo, responsável pelo convite formal para o projeto em Mato Grosso, ganhou a confiança dos cinco mineiros e de um capixaba.

A preocupação comum era de não serem enviados a cidades em processo de exaustão da atividade garimpeira, e também garantir o treinamento necessário para o serviço ao qual seriam designados. Bento Lobo ofereceu todas as garantias e logo estavam Jerônimo e os pais discutindo sobre as duas propostas que ele tinha em vista. Mal sabiam eles que a segunda, a da investida em novos horizontes, já estava praticamente aceita.

Sem deixar seu jeito formal, mas já um pouco mais a vontade ao contar a sua história pessoal, que se confunde com a do Estado em alguns momentos, Jerônimo lembra que não conhecia Mato Grosso quando aceitou o convite, mas tinha enorme curiosidade – mesmo sabendo do elevado numero de casos de malaria e considerável quantidade de índios que ali habitavam – por conta dos comentários de colegas que enalteciam duas qualidades da nova terra: o churrasco e o pôr do sol.

Para a mãe, mesmo já com o pensamento formado, ainda prometeu repensar sua decisão. Mesmo respeitando sua preocupação, não voltou atrás e nem bem pegou o canudo, já estava assinando o contrato que lhe garantiria dois anos de muito trabalho e uma experiência impar no Centro Oeste do País. 2 Deixar de trabalhar numa das regiões mais desenvolvidas do País, com produtos específicos como exemplificou, a cana em Ribeirão Preto ou o café em Londrina – culturas de maior expressão e que passavam por um processo de crescimento significativo a época – segundo ele, custou explicações longas a todos os familiares.

Com o peso de ser o primeiro neto, dos dois lados da família – uma com treze e outra com dez filhos – a ter um curso superior, bom aluno e recomendado por sua memória excelente e dedicação exemplar aos estudos, o mineiro corajoso, filho do Seu Doque começava a escrever a sua história ao aceitar participar das ações do 1º Plano Nacional de Desenvolvimento, fomentado pelo Ministério do Interior, sob o comando de Rangel Reis – que também era agrônomo.

Sob influência do ex-ministro Delfin Neto, foi passado a Rangel a incumbência – no auge do Governo Militar, de Castelo Branco – de ampliar a produção de alimentos no País, para exportar e poder comprar petróleo – uma vez que o Brasil não era autossuficiente. O projeto para ocupar os espaços vazios na região do Brasil Central, recrutou então os jovens mais bem preparados das principais universidades para a missão, que distribuída em diversos programas especiais, objetivavam transformar a agricultura, principalmente através da mecanização das lavouras.

O trabalho contaria com a tecnologia já disponível nos principais institutos brasileiros e em países tropicais. Direto de Viçosa para Cuiabá e enfim Rondonópolis, logo no primeiro dia de serviço no Estado, Jerônimo já garantiu uma boa história pra contar aos netos. Entusiasmado, achou por bem colocar sua ‘roupinha de ver Deus’ – jeito que costumava chamar as peças que deixava reservada para ir à missa no domingo – e o par de sapatos lustroso que usara em sua formatura, para ir ao encontro de seu contratante.

Aquele dia ficou marcado não só pela consolidação da escolha que havia feito, mas também por ter tido que – pouco depois do encontro– parar para desatolar o jipe em que seguia com outro novato, o que lhe rendeu voltar todo enlameado e principalmente, como destacou – rindo hoje da situação – com seus lustrosos sapatos escondidos pelo barro acinzentado.

Homem de fino trato, educado com a rigidez que se tinha a época em que o contato com uma namorada se restringia ao tocar das mãos, Jerônimo, que deixara alguém especial em Minas, conta que mal tinha tempo para lamentar a falta dela ou do conforto da casa dos pais, tamanhas as responsabilidades. “Nunca reclamava.

Seguia a risca o conselho de meu pai que sempre dizia que um homem tem que viver intensamente as suas escolhas e cumprir com seus compromissos”. Comenta. Encantado com as belezas naturais da região para a qual foi designado para o trabalho de assistência técnica e extensão rural em sítios, através da extinta ACARMAT (fundada em 1965), logo se apaixonou por aquela que seria a cidade de onde nunca mais deixaria de ter vinculo, Rondonópolis – distante 215 km da capital Cuiabá, onde mantém uma propriedade de porte médio em sociedade com seus cunhados, criando gado, e ajuda a cuidar – por telefone e ao menos uma vez por mês, viajando pra lá no final de semana – até os dias de hoje.

Rondonópolis, que era diferenciada, por suas terras férteis e de grande potencial para a mecanização agrícola, logo começava a se destacar num Estado onde tudo ainda era muito 3 primitivo – estradas precárias, energia tocada a motor, raras oportunidades de aprimoramento dos conhecimentos e de lazer. Naquela época, Jerônimo lembra que o trabalho era focado na promoção da família e tinha forte cunho educativo.

Antes de se preocuparem com a comercialização dos produtos para garantir a renda ao produtor, trabalhava-se com maior ênfase a produção para consumo da família, o cuidado com a educação e a saúde, e depois com a venda dos excedentes. “Eu costumo dizer que o serviço de extensão rural tem um forte componente social, que no passado se chamou serviço social rural.” Aspecto que ele observa ser fundamental para que os dirigentes públicos ao refletirem sobre recursos aplicados no campo entendam que há um forte componente educativo neste trabalho e não só de produção.

Três anos e meio se passaram, e as transformações verificadas com o atendimento nas pequenas propriedades em Rondonópolis e Jaciara só fizeram crescer a certeza de que aquela tinha sido a escolha correta. Mesmo com a economia do País passando por dificuldades, entre 1969 e 1971, Jerônimo lembra que havia muita motivação e era grande a crença em dias melhores. “O Doutor Bento Lobo tinha enorme capacidade de comandar e motivar. Daí parte do nosso animo em prosseguir enfrentando as tantas adversidades, inclusive o calor excessivo e recursos escassos da estrutura.

Fora isso, eu precisava provar para minha mãe que eu tinha razão”. Complementa sorrindo. Rapaz novo e bem apessoado, não demorou para que os encantos de uma mato grossense o fizesse deixar de lado as lembranças da Mineira. Educadora, Lucilia, da família ‘Santiago’, uma das mais tradicionais de Rondonópolis – chegaram lá em 1954 – deu a Jerônimo quatro filhos (sendo três homens e uma moça) e cinco netos.

Em 1971 Jerônimo e os colegas pararam para refletir sobre o trabalho que haviam desenvolvido até ali e se convenceram – por já estarem bem relacionados com os pequenos produtores, instituições, cooperativas e terem adquirido experiência e respeito no meio – que deveriam mudar de trabalho. “Tínhamos satisfação em acordar as quatro da manhã, as cinco estarmos no rádio alertando sobre nossa chegada, e ao buzinar na estrada, reunir em volta do nosso jeep dez ou quinze produtores para auxiliar na avaliação das suas lavouras, naquela época principalmente de algodão, para dar as orientações necessárias”.

Lembra, destacando o grande numero de encontros e o esforço físico que o trabalho demandava, e que rendia a muitos deles problemas respiratórios e renais com certa frequência. Sobre a conjuntura política e as condições de trabalho oferecidas a época pelo Estado Jerônimo faz questão de enaltecer o espírito empreendedor do Governador Pedro Pedrossian, que em todas as oportunidades em que se reunia com o grupo ressaltava a importância de ‘misturar’ gente de fora com gente da terra para promover as transformações que desejavam, engrandecendo e incentivando o trabalho de extensão rural.

Para permanecer em Rondonópolis e ainda assim ampliar seu raio de atuação, Jerônimo inicia então o trabalho no Conselho Nacional de Pecuária de Corte, que tinha sua sede regional em Campo Grande, cidade que começou a frequentar com maior regularidade. 4 Atuando do Piquiri a Cáceres, até Pontes e Lacerda, como assistente técnico ele pode conhecer boa parte das propriedades do Pantanal e se maravilhar com as belezas da ampla e rica fauna e flora do lugar, ao mesmo tempo em que trabalhava contribuindo com o desenvolvimento da pecuária de corte naquela região.

“Os produtores eram mais exigentes, as condições de trabalho tão ou mais desgastantes, mas tudo compensava se observadas as oportunidades que nos eram oferecidas pelo nosso Diretor Regional, Professor Afonso Nogueira Simões Correa, de participar de importantes reuniões e de intercâmbios para atualização dos nossos conhecimentos”. Professor Afonso foi o responsável por lançar Jerônimo na vida publica, ao designa-lo para coordenar uma Equipe de Analise de Projetos do POLOCENTRO, em 1975, em Campo Grande. Seu comprometimento e dedicação ao trabalho são motivos de orgulho do amigo, que enaltece suas qualidades e sua força, lembrando que ainda hoje, com mais de noventa anos, o professor Afonso continua lúcido e ativo.

Nesse período o Estado deveria incorporar aproximadamente um milhão de hectares de cerrados ao processo de produção, em diversos programas entre os quais Jerônimo lembra o ‘POLOCENTRO’ e o de ‘Desenvolvimento da Grande Dourados’, dos quais participou ativamente e se orgulha em ser lembrado pelos colegas de ter sido um dos responsáveis pelo seu sucesso. Jerônimo lembra com orgulho de seu relacionamento profissional com Doutor Hélio e Ludio Coelho, com os membros das famílias Garcia, Leal e Queiroz – da região de Três Lagoas – com Balduino Mafissoni, grande amigo o qual esteve ao lado quando da criação de São Gabriel e dos principais acontecimentos que marcaram sua história, e tantas outras pessoas que ajudaram a construir Mato Grosso do Sul.

A divisão do Estado Dos principais fatos do processo separatista de Mato Grosso do Sul, Jerônimo participou de grande parte. Entre 1975 e 1976 foram retomadas as ações e movimentos separatistas na porção sul do Estado. Naquela época, ele lembra que os mais antigos contavam que a morte do Doutor Ary Coelho, em praça publica, foi em decorrência de sua postura muito veemente a favor da divisão e que histórias narradas, por exemplo, por Leal de Queiroz, falavam do desejo de Paranaíba de se separar do então Mato Grosso e integrar-se ao Estado de Goiás. Segundo Jerônimo, os esforços de integração tanto nacional como regional foram importantes, mas insuficientes para conter as manifestações.

Ao assumir a Presidência do País, o General Ernesto Geisel e o chefe da Casa Civil, Golbery do Couto e Silva, que tinham informações da situação – por conta das visitas que realizaram ao Estado anteriormente – manifestaram o propósito de efetivar a divisão do Estado, criando assim o Mato Grosso do Sul. Nesse período Jerônimo já trabalhava no Conselho Nacional de Pecuária de Corte, que mais tarde veio a ser absorvido pela Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural e teve participação no processo da divisão.

“A informação que tínhamos é que o presidente Geisel chamou o então governador Garcia Neto e disse, prepara seu Estado para receber a divisão”. 5 Em 11 de outubro de 1977 foi oficializada a criação de Mato Grosso do Sul e o sentimento que se tinha era de contentamento e fé de que essa seria a melhor alternativa. Segundo Jerônimo os movimentos contrários à divisão zombavam dos grupos favoráveis alegando que nem mesmo água se tinha para beber em Campo Grande. “A porção sul do Estado era considerada mais desenvolvida e já demandava ampliação de sua infraestrutura, o que não acontecia no norte”.

Jerônimo recorda a oportunidade em que o Governador Fragelli foi a Inglaterra para captar recursos para levar energia de Cachoeira Dourada para Cuiabá ficando por isso rotulado como o Governador dos Índios, segundo ele por que era a imagem que se tinha da região norte, uma região a ser desbravada e que ainda era fortemente povoada por indígenas. Mesmo buscando não enaltecer as partes ruins da história, Jerônimo não se furta de comentar a forma como o Estado foi tratado desde o anuncio da divisão, com a redução significativa de alocação de recursos do então Mato Grosso para a região, inclusive com o esvaziamento do parque de maquinas do antigo Departamento de Estradas de Rodagem, que deixou evidente o descaso por conta da situação.

“De 1977 quando se consumou a divisão, até 1982 nós tivemos uma interrupção no nosso processo de desenvolvimento fruto desse quadro de transição e fruto também das indicações dos primeiros governadores, que pra nós foram quatro”. Destaca, lembrando-se de Harry Amorim Costa, Marcelo Miranda, Pedrossian e em situações de substituição, em boa parte das vezes, o deputado Londres Machado, presidente da Assembleia neste período. Jerônimo lembra que o inicio do novo Estado foi um tanto conturbado.

Para ele a justificativa dessa situação se deu por que “Quem criou, não implantou”. Lembrando que quem criou o novo Estado foi o General Geisel – que nem se quer compareceu ao ato de instalação – e quem começou a implanta-lo foi o General Figueiredo. Mesmo evitando entrar em detalhes sobre os aspectos políticos da divisão, Jerônimo comentou que naquele momento enfrentava-se dificuldades de harmonização política, por conta da falta de convergência dos interesses para continuidade dos trabalhos, ao ponto de o Governo Federal optar por indicar um profissional para comandar o novo Estado.

Um sentimento muito forte por mudanças tomava conta dos que ficaram no novo Estado e nesse período já se passava por uma fase de grandes transformações no setor da pecuária e em parte no setor agrícola. “Municípios como Dourados e Maracaju começavam a se consolidar como polos produtivos e outros municípios, como São Gabriel e Chapadão do Sul, recém-criados, começavam a se auto afirmar”.

Comentou, observando que a partir dali, mesmo o País vivendo as dificuldades do final do Governo Militar e inicio de um Governo Civil, o Estado tinha mais regularidade em suas ações. Logo após a divisão, em 1979, Jerônimo que foi cedido pelo Governo Federal ao Governo do Estado, passou a integrar a equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que a época abrangia as áreas de agropecuária, indústria e comércio, tendo participado inclusive da administração da antiga EMPAER.

Essa secretaria em seguida foi dividida e Jerônimo permaneceu na estrutura que ficou com as atribuições da Agricultura e Pecuária. Jerônimo, que participou em 1985, da conclusão do prédio, que hoje abriga a Secretaria de Produção e Agricultura Familiar, fala com orgulho de sua trajetória e da participação ativa nas 6 diversas decisões do setor desde então e de como observara, a época, o audacioso projeto de Pedrossian de construir uma sede para o Governo que se instalava em uma área de reserva, criando o Parque dos Poderes, na capital. “Ele era engenheiro e tinha muita determinação.

Concentrava seu tempo nesta área, até por que na parte social tinha a grande força da dona Maria Aparecida (…) Ao deslocar do centro da cidade as secretarias de Estado, os tribunais, Assembleia Legislativa e a central de comunicação [TV educativa] ele criou um espaço de trabalho incomparável e inimaginável para outros Estados”. Comenta, destacando os privilégios da paisagem e da presença de animais silvestres, que da sacada de sua sala de trabalho podem ser observados, até hoje.

Mesmo sendo um dirigente exigente e bastante rígido com seus comandados, Pedrossian os prestigiava constantemente despachando periodicamente em uma das secretarias, onde chegava muito cedo, geralmente sem avisar. Era educado e costumava compartilhar com a equipe seus projetos e decisões e por isso, é lembrado por Jerônimo, que lhe rende homenagens ao mesmo tempo em que pede para fazer um parênteses na continuação da história para nominar e destacar as principais características dos secretários com os quais trabalhou.

Do Professor Afonso Nogueira, que destacou ter sido um ‘formador de profissionais’, passando por José Américo Flores do Amaral, que vindo do setor cooperativo se tornou uma referencia por ter dirigido a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes, Jerônimo lembrou ainda dos secretários de perfis que classificou como ‘diferenciados’ como citou Ruben Figueiró, que quando tinha viagem marcada para Brasília reunia a equipe numa sala grande para ajudar a construir sua agenda e no retorno dava o feedback – atitude que na opinião de Jerônimo marcou sua gestão.

“E lembro também mais recentemente da Tereza [Cristina Correa da Costa], que tinha e tem um relacionamento com o setor produtivo, fantástico, veio por indicação do setor inclusive e, entre as centenas de telefonemas que fazia num dia, conversava com os principais dirigentes de empresas e entidades do País todo”.

Completou, fechando os comentários com suas observações sobre a experiência e o profissionalismo do atual Secretário, Fernando Mendes Lamas, que é pesquisador e ex-Chefe da Embrapa de Dourados mas acima de tudo, como fez questão de frisar Jerônimo, foi um extensionista e conhece a realidade daquele serviço. Antes de voltar a linha do tempo, Jerônimo ainda comentou sobre sua estreita relação com a Família Coelho, em especial com o Doutor Hélio, que além do envolvimento com as entidades representativas do setor produtivo, também foi lembrado por seu trabalho nas questões da secretaria e sua amizade respeitosa e sincera. Eduardo Metello, Paulo Machado e os colegas do Crea – onde participou ativamente – também foram lembrados com grande saudosismo.

Questionado sobre ter tantos elogios para distribuir e tão poucas, ou nenhuma reclamação a fazer, Jerônimo lembra as palavras de um pensador grego, que dizia: “Fale tudo que souber de bom de um homem”. Lembrando que a frase não cabe apenas para nortear o que a língua ira proferir sobre outra pessoa, bem como sobre o que se contará sobre si mesmo, quando perguntado. Sobre algumas de suas maiores alegrias, Jerônimo destaca além de filhos, netos e conquistas pessoais e profissionais a alegria da comemoração dos seus 70 anos, realizada em 2013 com 7 uma bela festa que reuniu aproximadamente 300 convidados entre familiares, amigos e colegas de trabalho, em um dos locais que marcou a sua juventude, o Rádio Clube Cidade.

Sobre a aposentadoria – que lhe foi concedida oficialmente pelo Estado em 2014 – e a decisão de continuar em atividade cumprindo todos os horários e regras, Jerônimo, aos 72 anos, confessa sua vontade e fé de viver com saúde pelo menos mais um terço deste tempo que já viveu. “Meu avô viveu até os 107 anos lúcido. Quero crer que um pouco dessa genética boa tenha vindo pra mim” e a surpresa que teve ao ser ‘convocado’ por Eduardo Riedel, Secretário de Governo, para permanecer contribuindo com o Estado, emprestando seus valorosos conhecimentos a Secretaria de Produção e Agricultura Familiar, na oportunidade em que colocava seu cargo a disposição através de uma carta de demissão – documento comum aos que enxergam a necessidade de tal formalidade para deixar a vontade os novos dirigentes.

“Fui surpreendido e não encontrei palavras para recusar o convite que vinha cercado de referências a respeito de meu trabalho e em forma de convocação quando Eduardo me lembrava das importantes conquistas de tantos anos de parceria que mantivemos. Aceitei permanecer e aqui estou orgulhoso por fazer parte desta equipe”. Complementou lembrando ainda que Riedel foi um dos tantos amigos que o alertou sobre o momento não ser propicio para colocar o pijama – fazendo alusão à vida de aposentado.

Para definir-se Jeronimo cita Suassuna: “Eu sou um realista esperançoso”, por conta de ter muitas esperanças de que mais estes desafios que hoje estão postos ao Estado, serão vencidos. Do encontro com o atual Governador Reinaldo, seguem claros em sua memória as observações sobre a importância de seu trabalho e a cobrança firme de resultados.

Finalizando a entrevista o Secretário Adjunto de Produção e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul, parafraseou o próprio Governador lembrando que neste momento devemos suprimir da palavra ‘crise’ a letra ‘s’ e seguir trabalhando norteados pela palavra ‘crie’. E completa: “Valorizar as virtudes e minimizar os defeitos são atitudes que nos fazem crescer e construir uma história sólida e de sucesso”. Kelly Ventorim, assessora de comunicação da Sepaf