jan 24, 2017 | Artigos
Somos todos capazes de prever o futuro, mesmo porque assim o fazemos espontaneamente todos os dias. Seja quando planejamos nosso cotidiano, seja quando tentamos programar os próximos passos de nossas vidas. No entanto, rigorosamente, ninguém sabe o futuro. Mesmo assim, todos fazemos, quase que automaticamente, diagnósticos, projeções e previsões.
Particularmente sobre educação, não há sobre o futuro que nos aguarda uma síntese única e nem é possível um resumo consensual. Porém, os acadêmicos da Open University, no Reino Unido, propuseram uma interessante lista de novos termos educacionais, bem como inéditas teorias e práticas, que muito em breve farão parte de nosso cotidiano. Destaco a seguir uma dezena delas, já em curso em 2016, mas que tendem a estar cada vez mais presentes em 2017:
1. Aprendizagem via mídia social. Aprendemos o tempo todo e em todos os lugares. Fora da escola, ainda que o ensino seja menos formal, a aprendizagem, em alguns aspectos, pode ser melhor e mais rápida. Todos estão familiarizados com exemplos como Facebook ou Twitter, locais naturais de compartilhamento de fatos, ideias e opiniões, ainda que haja o risco inerente de informações imprecisas, incompletas ou parciais. Há experiências em curso, inclusive no Brasil, utilizando, com sucesso, os espaços do Facebook como ambiente central de aprendizagem, inclusive para turmas regulares. O mestre neste caso explora, de forma pioneira, seu papel de facilitador no estímulo ao engajamento, promovendo e organizando as discussões e fazendo a curadoria dos temas e das referências mais adequadas;
2. Falha produtiva. Trata-se de um método de aprendizagem no qual aos educandos são apresentados problemas complexos para serem resolvidos, mesmo cientes de que provavelmente eles não dispõem ainda de todas as ferramentas. Antes de receberem qualquer instrução, eles exploram, de forma independente, as várias oportunidades de solução e falham, atestando que podemos aprender mesmo quando trilhamos caminhos supostamente errados. Os professores, vencidas as etapas preliminares, apresentam os conceitos mais relevantes e exploram os métodos de solução existentes;
3. Aprender ensinando. Da mesma forma que os aprendizes aprendem com seus mestres, podem eles assumir o desafio de explicarem uns aos outros o que eles conseguiram aprender até então, ainda que nesta etapa embrionária a aprendizagem seja limitada e parcial. Tais tentativas colaboram na consolidação de conceitos e evidenciam as eventuais deficiências. O método é de relativamente fácil execução, podendo no limite envolver toda a turma, ou mesmo pessoas externas à turma. As tecnologias digitais são ferramentas essenciais na implementação deste método e a área da saúde é onde os resultados, até aqui, aparentam ser mais evidentes;
4. Design thinking. Esta abordagem procura resolver problemas usando processos usualmente adotados por designers. Significa incluir nos processos etapas como experimentação, criação e modelagem, estimulando que as práticas gerem protótipos progressivos que viabilizem um processo contínuo de redesigning. Ou seja, envolvendo exercícios mentais e sociais, os usuários das soluções propostas contribuem de forma decisiva nas camadas de reanálises e de novas implementações;
5. Aprendizagem com o coletivo. Contar com um número grande de opiniões e contribuições significa, cada vez mais, agregar valor. O estímulo à participação de amadores interessados ou de especialistas com vínculos eventuais com o projeto pode ser de extrema valia na procura das melhores soluções. Além disso, esporadicamente útil para arrecadar fundos ou obter elementos os mais diversos que gerem ou viabilizem soluções. Os campos de aplicação variam de identificação e estudos de pássaros à contagem coletiva de estrelas e galáxias. Projetos bem desenhados podem obter escala devida, portanto sucesso, via o envolvimento de comunidades inicialmente externas ao trabalho e que vão gradativamente sendo incorporadas;
6. Aprendizagem com videogames. Aprender pode ser divertido, interativo e estimulante, especialmente contando com ferramentas e ambientes nos quais os aprendizes se sentem totalmente confortáveis. Os jogos podem ser utilizados tanto na formação inicial como na continuada. Uma empresa que pretenda adotar novas práticas e estratégias pode e deve desenvolver instrumentos próprios e específicos. Quem o faz hoje obtém taxas de sucesso muito acima do esperado, em geral. Ao contrário de reforçar o isolamento, é plenamente possível, ao longo do processo, adaptar os jogos ao espírito de trabalho em equipe;
7. Analítica da aprendizagem. Mais conhecida como learning analytics, permite conhecer bem o educando, colhendo dados de seu comportamento e, a partir desta caracterização, desenhar as melhores trilhas educacionais personalizadas. É possível identificar educandos em faixas de risco de desistência em tempo hábil para corrigir rumos e abordagens. Destaque-se que cada vez mais o próprio educando participa ativamente da análise, dado que um dos objetivos principais da educação permanente ao longo da vida é que o estudante conheça cada vez mais como ele aprende, aumentando sua compreensão acerca dos mecanismos de aprendizagem que lhes são mais eficientes e eficazes;
8. Aprendizagem do futuro. Aprendizes de hoje, mas com olhos voltados para o futuro. Ou seja, há que se adquirir habilidades e disposições que viabilizem realizar desvios de rumos com flexibilidades inerentes às exigências dos novos tempos. Ao contrário de antigamente, é bastante provável que os profissionais do futuro tenham, ao longo da carreira, atividades e empregos bastante díspares. Uma boa educação para o futuro os prepara para quaisquer desafios em diferentes contextos. Ademais, o estímulo à aprendizagem independente com foco no amanhã também favorece ao educando no sentido de planejar suas perspectivas profissionais de maneira ampla e sem medo excessivo de futuros incertos. Gostemos ou não, a ocorrência de imprevistos deverá ser a marca dos novos tempos;
9. Translinguagem. Cada vez mais nossos alunos estão aprendendo em idiomas que não são sua primeira língua. A habilidade de fazê-lo sem prejuízo, e sim com ganhos, é central em um mundo progressivamente globalizado. A translinguagem tende a aumentar o nível de profundidade do conhecimento adquirido, seja por ampliar as fontes de acesso, seja por exigir uma ginástica mental que é útil no desenvolvimento de interpretação de textos complexos e no estímulo a pensamentos originais;
10. Blockchain para aprendizagem. Blockchain é termo usualmente utilizado para designar o registro público de todas as transações realizadas na moeda bitcoin. São formadas em blocos completos, os quais são adicionados cronologicamente aos já existentes e assim crescem indefinidamente. Esta técnica pode ser adotada em educação ao disponibilizarmos os dados dos trabalhos em curso feito pelos estudantes, bem como seus desempenhos, para espaços mais plurais, tornando os disponíveis a um público interessado bem maior. Ainda que acessível amplamente a vários usuários, estes não podem modificá-los. Educandos e pessoas em geral podem angariar créditos por suas atividades intelectuais ao mesmo tempo que podem conferir credibilidade aos trabalhos dos demais. Tudo se passa como se credibilidade e reputação educacional fossem espécies de moedas, podendo ser intercambiadas, bem como questionadas em um processo de construção coletiva e colaborativa.
Educação precisa levar em conta o futuro, expresso nas tendências acima e em tantas outras, e incluir esta preocupação explicitamente em seus processos. É consenso que quanto mais conhecemos sobre o que houve antes, bem como melhor entendemos o que está acontecendo agora, mais aptos estamos para tomarmos decisões sobre o que vem pela frente. E vem muito mais surpresas educacionais neste futuro tão próximo que parece ter começado no mês passado.
(*Reitor da Universidade Estácio de Sá)
jan 23, 2017 | Artigos

Marco Asa
SUPONHAMOS…
1) Suponhamos que a violência nos presídios (que está sendo transferida para as ruas) foi orquestrada para que, de “saco cheio”, o cidadão apoie incondicionalmente a presente das Forças Armadas na rua e, com isso, haja um golpe militar “pacífico”.
2) Suponhamos que a pseudoquebra do Rio de Janeiro seja justamente para enfraquecer a polícia daquele estado que, comprovadamente, em anos anteriores, conseguiu controlar as áreas de risco.
3) Suponhamos que o ato de apagar a arte de rua de São Paulo pelo prefeito midiático-boçal seja uma fora de falar à população: “acabou a festa, agora só trabalhem e produzam. Nada de lúdico lhes é mais permitido”.
4) Suponhamos que a morte do ministro na véspera da divulgação da lista da Odebrecht que incrimina o PSDB e o PMDB não tenha sido apenas um acidente.
5) Suponhamos que a morte do auditor do Tribunal de Contas da União, com décadas de experiência em mergulho, afogado no último final de semana no lago Paranoá, em Brasília, não tenha sido uma mera fatalidade.
6) Suponhamos que o golpe que derrubou a presidente Dilma não tenha sido contra a corrupção, mas sim para manter a corrupção a todo vapor, já que muita coisa da lava-jato estava andando no governo do PT.
7) Suponhamos que a restrição da Farmácia Popular, prejudicando milhões de brasileiros carentes, seja apenas para “apagar” da memória os avanços do governo petista.
8) Suponhamos que eu e você (independentemente de ideologia ou partido) estejamos sendo enganados ardilosamente pela maior quadrilha política do planeta.
9) Suponhamos que a crise se torne insuportável com a posse de um insano nos Estados Unidos.
10) Suponhamos que tudo isso seja verdade, o que poderemos fazer?
jan 20, 2017 | Artigos

Wilson Aquino*
A notícia desta semana, da Revista Forbes, dos 8 homens que, juntos, detêm uma fortuna equivalente à soma dos bens de 3,6 bilhões de pessoas do mundo, foi decisiva para expor aqui esta reflexão que faço, já há algum tempo, ao estudar as Escrituras Sagradas sobre o segundo maior mandamento de Deus, que é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (o primeiro é: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”).
Depois de ler, reler e ponderar, passei a ver com mais clareza a profundidade dessa Lei que nos dá segurança, alegria e tranquilidade para trilharmos O Caminho.
Ela se estende também ao mercado de trabalho e, consequentemente, está intimamente ligada à relação patrão/empregado.
Ao trabalhador, como todos bem sabem, cabe respeitar, dedicar e honrar suas atividades profissionais, sendo honesto em seu labor, mesmo na ausência do empregador.
A responsabilidade patronal é que não é bem clara, pelo menos para o próprio patrão (maioria), pois não basta que pague apenas o salário mínimo ou piso estabelecido por categoria e cruze os braços, se dando por satisfeito, achando que cumpre bem a sua parte. Ela vai muito além disso. Ou seja, não basta pagar salário pelo suor do trabalho de seu próximo, é preciso ser justo na retribuição daqueles que os servem.
Em outras palavras:
– É honesto um empregador que paga um piso a um funcionário que lhe rende milhões anualmente?
– É honesto um empregador que paga salário mínimo a uma empregada doméstica que cuida (alimenta, educa, protege…) seus filhos; prepara o alimento de todos e mantêm a casa limpa e em ordem?
– É honesto um empregador não repassar nenhuma remuneração extra a seus funcionários que ao final do ano elevam o lucro da empresa em mais de … 200, 300, 400%?
Quando penso que mesmo nos dias de hoje o homem ainda é capaz de escravizar o próprio homem, fica fácil entender como a maioria do empresariado, no Brasil e no mundo, está muito longe da evolução e dos propósitos divinos para com seu semelhante, pois pensam apenas em pagar o mínimo necessário pelo suor e serviço do próximo, para adquirir e armazenar cada vez mais para si próprio, sem se importar se o que paga de salário permite o sustento da família de seus servidores com alimentação adequada, saúde, educação, vestuário, habitação digna, conforto, bem estar geral e lazer.
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:39), implica, sem sobra de dúvida, em honrar e respeitar o trabalho de todos aqueles que lhes servem. E longe do socialismo! Pois trata-se de uma simples questão de justiça. De ser honesto! Afinal, de que vale conquistar grandes fortunas às custas da exploração de mão obra alheia, sem a devida e justa remuneração?
Se aplicado esse princípio divino, um industrial, por exemplo, não deveria se orgulhar de ter grande produção têxtil, mas sim de ter uma indústria que produz homens prósperos e produtivos que labutam honestamente e são incentivados, pela própria empresa, a se aperfeiçoarem e a galgarem elevados postos de trabalho, sempre atingindo nobres e objetivos méritos profissionais, e serem reconhecidos moral e financeiramente por isso.
E para comprovar a orientação de Deus para a justa remuneração do trabalhador, eis aqui apenas algumas das diversas passagens da Bíblia Sagrada em que o Senhor Nos fala sobre o assunto:
“Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do diarista não ficará contigo até pela manhã” (Lv. 19:13).
“Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas duas portas” (Dt. 24:14)
“No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua vida depende disso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado”(Dt. 24:15).
“Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos”(Tg. 5:4).
“Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça, e os seus aposentos sem direito, que se serve do serviço do seu próximo sem remunerá-lo, e não lhe dá o salário do seu trabalho” (Jr. 22:13).
“E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não temem o Senhor dos Exércitos” (Ml. 3:5).
Deus é mesmo incrível! Suas palavras são contemporâneas e vão ao cerne das questões, sem rodeios, e falam para todos nós.
E para que os afortunados não entendam esse segundo maior mandamento apenas no final da vida, quando, quase todos, correm para fazer caridade, doando quase tudo o que receberam ao longo da vida, numa vã tentativa de reparar danos e de tentar fazer justiça, que as Palavras de Deus, contidas nas Escrituras Sagradas, os ajudem a refletir e a mudar, agora, para que possam, de fato, amar ao próximo como a si mesmos.
*Jornalista, Professor e Cristão SUD
jan 20, 2017 | Artigos
Com esse calorão, algumas coisas vêm automaticamente à nossa cabeça: praia, sol, piscina, diversão e lazer. Afinal, é verão e muitas pessoas estão de férias e aproveitam o seu tempo livre para deixarem os problemas de lado e relaxarem suas cabeças.
Mas ir à praia requer algumas preparações, não é mesmo? Ninguém gosta de tomar sol na beira do mar sem antes fazer uma depilação. Pois saiba que é aí que mora o perigo!
“A depilação exige cautela não só antes e durante o procedimento, mas depois também. São inúmeras as pessoas que se depilam no verão e não tomam os devidos cuidados com a pele, o que acaba gerando irritações e outros problemas mais sérios”, explica Maria Muniz, proprietária da Depyl Action Shopping Campo Grande.
1. Evite exposição direta ao sol
O nosso amigo sol emite, naturalmente, alguns raios que já são conhecidos pela população: os chamados raios ultravioletas (UV). Existem três tipos de raios ultravioleta: o UV-A, extremamente danoso à pele; o UV-B, que pode ser substancialmente danoso à saúde e o UV-C, que não chega a penetrar na atmosfera.
2. Não se esqueça do protetor solar e dos cremes hidratantes
Por falar em protetor solar, não podíamos deixar sua importância de fora. Junto aos cremes hidratantes e calmantes, o protetor solar pode se tornar um poderoso aliado na proteção da pele.
3. Não faça bronzeamento artificial antes ou depois da depilação
Como dito anteriormente, o arranque do pelo acaba por retirar também algumas células próximas à região, deixando-a mais sensível. Por esse motivo, o bronzeamento artificial deve ser descartado nessas situações.
4. Se possível, não opte pela depilação a laser no verão
A depilação a laser, se possível, deve ser efetuada em outras estações do ano. Isso porque esse método exige cuidados maiores que os demais após o procedimento, requerendo atenção redobrada quanto ao uso de cremes hidratantes e protetores solares — já que a pele fica bastante sensível.
5. Evite saunas após a depilação
Que a sauna faz bem para a limpeza dos poros e para a renovação da pele, isso é indiscutível. Porém, a alta temperatura do ambiente deve ser evitada após a sessão de depilação, já que podem aparecer manchas na pele.
6. Suspenda os tratamentos de pele por medicamentos
O ácido retinoico é o composto mais utilizado atualmente para a remoção de manchas da pele e para o combate ao envelhecimento. O seu tratamento deve ser suspenso cinco dias antes de fazer qualquer tipo de depilação.
É importante salientar isso porque nem todo mundo pode usar o mesmo tipo de protetor solar ou de creme hidratante após a depilação. A partir dos exames, esse profissional saberá qual produto será o ideal para a sua pele e quais métodos de depilação se adaptam melhor a seu estilo de vida.
A época de calor pode ser aproveitada da melhor forma possível com as devidas precauções tomadas. Os cuidados no verão para quem depila não devem ser deixados para última hora, dias antes de frequentar a praia, a piscina ou o parque.
É importante que a depilação tenha atenção redobrada antes, durante e depois do procedimento, evitando complicações futuras ou contratempos durante seu lazer. Aproveite o tempo de verão como se deve, com equilíbrio e saúde!
jan 16, 2017 | Artigos

Marco Asa
Ricos – Acho estranho que alguns amigos não viram nada demais que 6% dos seres vivos neste planeta concentrem a riqueza de outros 3,6 bilhões de seres vivos miseráveis. Concentração de renda NUNCA foi legal. Nem os capitalistas ganham, já que o dinheiro não circula e os bens de capital não são comercializados. Estamos vivendo o ápice da falência mundial e ninguém se deu conta. Será?
Mais do mesmo – Estou esperando a grande revolução que os prefeitos novos, eleitos por aqueles que odeiam o PT e a esquerda, fariam em seus municípios. Hoje ouvi alguém dizendo que não deu tempo pra nada. Ora bolas! O prefeito de São Paulo, o empresário marketeiro João Dória, assumiu varrendo ruas e elogiando a transição feita por Haddad. Então, por que a cidade está cheia de lixo? Isso está se repetindo em outros lugares. Um prefeito do Paraná se orgulhou de destruir uma ciclovia. Deveria ser processado por destruição de bem público…
Sinal dos tempos – Mesmo para quem não acredita, um pé atrás é conveniente. O sangue de São Januário, que todos os anos se liquefaz, continuou pó neste ano. Nos anos em que isso aconteceu, tivemos terremotos, erupções vulcânicas e a segunda guerra mundial. E, em outra profecia, desta vez de Nostradamus, dizia-se que “o mundo iria acabar quando nevasse em Salento, uma cidade litorânea da Itália (que nunca neva)”. Neste ano nevou…
PCC – Perguntar não ofende: se a ordem para esses massacres em presídios está partindo das lideranças do PCC (presos em SP), por que Marcola e companhia não estão nos presídios federais, isolados?
Cadeias – Acho engraçada a cara de surpresa das autoridades quando se fala do caos nas cadeias do Brasil. Tragédia anunciada…e faz tempo…
Empresários desesperados – Está ficando difícil maquiar a crise. A conta do golpe contra a presidente Dilma está saindo caro demais. Ao entregar o galinheiro às raposas (PMDB e PSDB, com apoio de DEM e Cia), o Brasil já perdeu centenas de bilhões de dólares. Isso, porque as cadeias produtivas, que incluíam a distribuição de renda pelas agendas sociais e obras públicas, foram rompidas e NADA foi oferecido em troca. Ou seja, o Brasil já perdeu 30% de seu mercado interno, mas não mostram isso. No entanto, o empresário sente isso, no bolso.
Marco ASA é jornalista, escritor e publicitário. Contato pelo e-mail portalautoasa@gmail.com
jan 16, 2017 | Artigos
A vida nas regiões de fronteira possui uma dinâmica própria, que em muitos sentidos desafia a ordem nacional e seus mecanismos de controle e vigilância, transcendendo o dogma da soberania. Por outro lado, é justamente pelo contato com o “outro”, que o Ladarense e o Corumbaense se forjam na amizade e reafirmam a construção do sentimento de pertencer a cidades irmãs, diferentemente de outras áreas centrais do Estado. Por isto as decisões das prefeituras, não podem ser encaradas como uma via de mão única, em que o Estado é o único agente produtor de identidades, definidor dos seus limites e de sua própria história, isto é, que as definições da nossa cidade, a partir da vida e relato de seus moradores, possuem um papel fundamental (e muitas vezes ignorado) na formação das políticas públicas.
Estive presente em uma reunião nesta quarta feira ao lado de diversas autoridades municipais inclusive o prefeito Carlos Aníbal Ruso Pedrozo, aonde se aqueceu a ideia de acreditar nas primeiras medidas que nos permitirão, no futuro, unir as propostas levantadas pela população, de integrar um conjunto de pessoas para pensar nas saídas para os problemas de nossa cidade. Isso já havia sido buscado com o olhar de uma definição,outrora reclamada com veemência pelas autoridades e moradores; que seria a regularização de nossos limites territoriais. Há dez anos, um requerimento do deputado federal Vander Loubet, atendendo solicitação do prefeito José Francisco Mendes Sampaio, estava sendo analisado pelo Ministério das Cidades. Vander, na ocasião, recorreu ao ministro Márcio Fortes para que oferecesse solução a demanda.
Tive acesso ao material protocolado e o Deputado Vander apontava a seguinte expressão: “Essa questão é seríssima e, por perdurar há mais de cinco décadas, e vem causando graves prejuízos econômicos e sociais aos ladarenses, além de ferir os direitos constitucionais da população e contrariar dispositivos pontuais do Estatuto das Cidades” além de reforçar os apelos que vinham sendo feitos pelo prefeito Mendes Sampaio. Ladário e Corumbá são cidades germinadas – a distância entre ambos é de aproximadamente 6 km. Abriga o VI Distrito Naval, possui população próxima de 20 mil habitantes e é um dos pontos históricos e turísticos mais importantes na região pantaneira.
O Prefeito Municipal de Ladário José Francisco Mendes Sampaio, na época, não se deu satisfeito e foi a capital acompanhado do vereador Oswalmir Arruda e com apoio do deputado estadual Ary Rigo, conversaram com o desembargador Hildebrando Coelho Neto (Corregedor do Tribunal de Justiça de MS), onde solicitaram a regularização das escrituras de terras que se encontram dentro dos limites territoriais do município, mas registradas como sendo pertencentes a Corumbá. O argumento de Sampaio explicava que o cartório de registro de imóveis pertence a comarca de Corumbá, “talvez por isso as escrituras estariam sendo registradas naquela cidade, convencido Hildebrando orientou ao cartório que fizessem a notificação dessas escrituras que estão irregulares e a transferências das matriculas para o município.Isso é história e são fatos verídicos. Eis que o Prefeito Russo (eleito pela coligação Juntos por uma Ladário melhor) colocou seu empenho pessoal, (me chamando, assim como Mazó, Nereu, Dedé, e especialistas e notórios conhecedores da causa) para contribuir em um dos temas que certamente valorizarão a população Ladarense e que trará luz a algumas dúvidas que ainda persistem, por décadas a fio.
*Assessora Executiva