(67) 99634-2150 |
Bela Vista-MS Domingo, 27 de Setembro de 2026
Leia Coluna Amplavisão: BRs, índios, ferrovias e a galinha em perigo

Leia Coluna Amplavisão: BRs, índios, ferrovias e a galinha em perigo

BRILHANDO: Manter a lealdade ao padrinho político na construção de sua própria história e ao mesmo tempo imprimir seu estilo pessoal. Assim defino até aqui a postura agradável e séria – sem sisudez do governador Eduardo Riedel (PSDB). Nos eventos   públicos tem sido acessível, simpático a exemplo da 1ª. Dama Mônica Riedel.

DESAFIO: Na história política temos exemplos de políticos que mesmo eleitos ficaram reféns de outros líderes tidos como referências. A ex-presidente Dilma (PT) é apenas mais um caso, dependente que ficou do ex-presidente Lula. A libertação sem traumas não ocorre por acaso. Exige preparo, habilidade e certa dose de carisma.

SEM CIUME: No caso de Riedel há de se reconhecer e fazer justiça ao ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Suas atitudes ensejam liberdade, interferência zero na gestão de Riedel. Comparativamente lembra a relação entre aquele pai e o filho que ganha autonomia pessoal no enfrentamento dos desafios de uma vida nova.

MÉRITO: Outro mérito de Azambuja foi inovar na escolha de um técnico para sucedê-lo, quebrando a sequência da velha rançosa política. Aliás, a cabeça oxigenada de Riedel tem oportunizado chances e espaços para outros colaboradores na sua equipe.  O atual quadro político-administrativo justifica o lema ‘É pra frente que se anda’.

CALMA! Neste clima de entusiasmo já se fala de reeleição casada com a candidatura de Azambuja ao Senado. Devagar com o andor. O manual mineiro da política prega prudência, admitindo que no ‘correr do caminho’ tudo pode ocorrer. E não se pode ignorar: o cenário nacional está sujeito a chuvas e trovoadas que podem respingar aqui.

CUIABANO devoto de São Benedito, (padroeiro de Cuiabá). Valter Benedito Carneiro cursou veterinária no Rio de Janeiro e iniciou a vida profissional em Dourados onde foi vereador. Deputado estadual por 3 mandatos, foi líder do Governo Pedrossian e presidiu a Assembleia.  Neste dia 27 lança na Alems o seu livro biográfico escrito pelo jornalista Edson Moraes.

COERÊNCIA: O deputado Rafael Tavares (PRTB) põe o dedo em feridas. Denuncia   a doutrinação ideológica da esquerda na escola Joaquim Murtinho taxando de fascistas os políticos da direita. Também tem projeto proibindo a presença de crianças em eventos com temática LGBT no MS – como ocorreu há pouco em São Paulo. Rafael tem recebido muitas manifestações de apoio pela sua postura.

RICO POBRE: “Pode ser um país com 214 milhões de habitantes que gera um PIB de apenas 2 milhões de dólares. Rico com um PIB per capita inferior a 10 mil dólares e nos coloca na lista do FMI entre Tunísia e Azerbaijão? Rico com um PIB inferior ao do Canadá, com população 6 vezes menor. Pode ser rico um país cuja economia produz tanto quanto a cidade de Tóquio?” (Percival Puggina)

DOURADOS  O noticiário mostra o ninho tucano efervescente.  Politicamente isso é  bom porque demonstra não haver acomodação com vistas a 2024. Mas um douradense lembra: é cedo para brigar por candidatura e sim fortalecer a sigla também com gente nova. A deputada tucana Lia Nogueira está entusiasmada com essa fase da sigla.

COMPARE: Se aqui a média da tributação das empresas é de 34%, no Reino Unido é de apenas 19%, nos ‘USA é de 25%, no Japão 30%. Portanto, é urgente uma reforma tributária para melhorar o ambiente de negócios. O grave é que não há manifestações animadoras dos congressistas. Acho que é tudo porque eles vivem noutra galáxia.

A PROPÓSITO:  Houve recente auê na mídia só porque disseram que Brasília é uma ‘Ilha da Fantasia’. É que embora não produza nem quiabo, consegue ter a maior renda per capita (R$2.284,00) deixando o pujante São Paulo em 2º lugar com os seus suados R$1.787,00. Aliás o Maranhão segue na lanterna com apenas R$662,00.

ESTUDIOSO:  O exercício do mandato passa pela postura do titular sobre assuntos em pauta. É o caso do deputado Pedrossian Neto (PSD) destaque no debate sobre as rotas do transporte ferroviário – com teses pertinentes já acolhidas pelo Governo Estadual  e que deve encaminhá-las à Agencia Nacional de Transportes Terrestres.

ARGUMENTOS:  Pedrossian lembra a diferença brutal de custos da rota ‘Maracajú-Porto Paranaguá” de R$35 bilhões e apenas R$ 1 bilhão da rota P.Porã-Campo Grande-Mairiporã (SP). Reformar a linha atual é também mais rápido do que o outro trecho   dependente de desapropriações, de ponte de 20 kms, do circuito sinuoso e problemático entre Curitiba e o litoral.

CALIFÓRNIA: 5º PIB do mundo, 1/3 da produção agrícola, renda per capita de US$ 70 mil ano, Agora sofre reveses das políticas públicas: descriminalização de drogas e de furtos até US$950 e alta de impostos. Perdeu 13 mil empresas e 300 mil famílias.  Um alerta ao Brasil e sua reforma tributária que pode impactar na alta do custo de vida, desemprego, na fuga de capital e deterioração social. Não se mata a galinha.

ELEIÇÕES 2026: Tarcísio de Freitas (Rep.), Romeu Zema (Novo) e Eduardo Leite (PSDB) são os nomes para substituir Bolsonaro (PL) se ele for declarado inelegível dia 22 pelo TSE. No caso a direita não morre, devendo se alimentar no antipetismo, nas  falhas do Governo Lula e na falta de nomes de peso no PT para tentar sucedê-lo.

PREPARATIVOS: Sem crise, o PL local em transição. Numa boa o deputado Rodolfo Nogueira (PL) passa o bastão ao deputado Marcon Pollon, a quem caberá reestruturar a sigla para 2024 e a sucessão presidencial. Quanto a senadora Tereza Cristina seguirá seu  caminho no PP,  assumindo compromissos, como aliás já fez para o pleito da capital.

DEPURAÇÃO? É o que parece. Mesmo se Bolsonaro ficar inelegível, a intenção é manter a unidade ideológica da direita – liderada pelo PL. Sem o ‘capitão’ haveria chances de caronas – ou como se diz – de oportunistas – aproveitarem a ocasião e tentarem comandar a oposição ao PT e aos partidos da esquerda.

A NOVELA: Até 2024 o STF decidirá o ‘Marco Temporal’. O ativo deputado Zé Teixeira lembra que as reservas indígenas ocupam 12,5% do país. Aqui são 34,1 mil indígenas em 16,3 mil hectares regularizados antes de 1988 com direitos assegurados. Os restantes (mais de 48 mil índios) ficariam com a ocupação das terras sem respaldo jurídico, fomentando o conflito.

PONTO FINAL: Da chegada do PT ao poder até agora, com seis meses do terceiro governo do Lula, se você olhar o país de cima, vai ver um panelão e um tremendo angu de caroço, com pás mexendo pra cá, pra lá, etc. O povo carrega o peso disso aí. O que mudou, vai mudar? A cor do angu. (zbetosilva@gmail.com)

A versatilidade vocal de Jessyca Bueno: Rosildo Barcellos

A versatilidade vocal de Jessyca Bueno: Rosildo Barcellos

Cantora e compositora que transforma simples notas em eternas melodias, tem um lema: “Quando conquistar seu objetivo, não pense que chegou ao fim do caminho, pois o caminho nunca terá fim, sempre haverá algo novo a ser conquistado, e um dia iremos perceber que, sua vida é uma roda gigante que nunca para de girar, subir e descer. E nessa estrada da vida,  seu sorriso são cápsulas  de carinho, tal qual afluente sem fim, vem forte como um rio que leva nossas mágoas, mas traz saudades, faz maldades e esmaga o peito num encontro das águas.

Claro, que ela canta o atual em suas apresentações, para quem gosta de dançar,  “AGROTOP” a nova música de trabalho, mas não esquece das sertanejas apaixonadas, das suas canções autorais “Pra nunca Mais” e nem tampouco daquelas que arrancam as mais escondidas lembranças. Enquanto canta, Jessyca Bueno, parece dizer que a paixão segue um curso paralelo ao real e cativo amor. Muitas vezes com uma velocidade maior, o que dificulta o encontro em condições propícias, o que nos traz um aprendizado que ainda ao custo de dores e desilusões motivados pelo impulso do amor que quer gritar mas segura a voz. Desta forma, fincada no dedilhar das cordas solta o amor que assanha e arranha na lembrança maior do perfume que fica trazendo a saudade do amor distante. Quem a ouve e assiste a suas apresentações no palco, percebe que a música não está ligada somente a notas, melodias, harmonias.

O ouvido é a porta do coração, destarte, a música está ligada diretamente conosco, com nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações, e inclusive à nossas escolhas na vida. Falar sobre música, é tão complexo quanto falar sobre sentido da vida. Por que este tema que é tão difícil de se discutir, parece ser tão fácil de entender?

Ademais, a versatilidade  de Jessyca Bueno, é traduzida na maior amplitude da palavra, e tanto no visual, quanto nos gestos, conseguindo adocicar e apimentar  seu fiel e crescente público em instantes. E por que vemos tantos artistas de qualidade e sucesso ruírem no anonimato?

Justamente neste ponto reside o diferencial de Jessyca Bueno. Sabe ser grata, sabe ser meiga, sabe cativar. E apenas uma mulher completa e que transborda sentimento pode cantar a emoção dos outros. Em suas próprias palavras ela comenta: “Aquele que não luta para ter o futuro que quer, deve aceitar o futuro que vier. Por isso seu sorriso é a porta aberta para  emoções,  e seu abraço alcança todos os corações, sedentos de sentimentos, através da música. Saudade, pertencimento e paixão se misturam no tom de seu cantar.

 

 

Leia Coluna Amplavisão: Vale mais a Popularidade ou a credibilidade?

Leia Coluna Amplavisão: Vale mais a Popularidade ou a credibilidade?

DECISIVA: Na avaliação de candidaturas, entre a popularidade e a credibilidade deve prevalecer o último fator. Popularidade não representa capacidade. Apesar de simpática é fruto da demagogia e posturas dúbias. Quanto a credibilidade é alicerçada em outros valores, independe de aparências. É resultado de uma boa conduta, chancelada pela opinião pública.

CALMA!  Nada contra a popularidade. Mas o ideal é que ela venha acompanhada da credibilidade necessária para fazer frente aos desafios que o cargo exige, seja ele qual for. Imagine se os popularíssimos Moacir Franco, Sergio Reis e Agnaldo Timóteo  tivessem bom nível de preparo para a função de deputado federal. Teriam sido espetaculares.

TRUQUES:  O termo é antigo mas válido. Hoje existem recursos para melhorar, maquiar, mudar, trabalhar e popularizar a imagem do político. Fonaudiologia, implante capilar, regime alimentar, implante dentário, aulas de oratória, lentes de contato e vestuário. A ex-presidente Dilma Roussef (PT) pode atestar a validade desta fórmula.

MUDANÇAS: Vão além. Graças aos marqueteiros os candidatos passam por uma reciclagem comportamental. Ganham maior intimidade com as câmeras, microfones e celulares, frequentam ambientes antes improváveis e passam a demonstrar interesse e opinam sobre assuntos do dia a dia. Enfim, vale tudo para chegar ao poder.

SACANAGEM:  O perfil era 10. Antônio Ermírio de Morais gerava 60 mil empregos, entusiasta pelo país, escritor com bom trânsito na mídia. Todas essas qualidades foram insuficientes para popularizar sua imagem e perdeu as eleições ao  governo de São Paulo para Orestes Quércia (1986). Ali o populismo demagogo venceu a credibilidade.

INCÓGNITA: Aquela derrota gerou conclusões irônicas sobre a postura do eleitor brasileiro. Ele rejeita verdades duras e prefere mentiras leves. Não quer fazer sacrifícios para o bem comum. No fundo é comparável ao eleitor portenho pichando num muro de Buenos Aires: “Argentinos: chega de realidades! Agora nós queremos promessas! ”.

OS IGUAIS:  “Jogadores de futebol e políticos são parecidíssimos. Ambos rejeitam a ideia de parar devido ao fator idade”. A comparação é do estrategista político Sergio de Paula, que responde pelo escritório de MS em Brasília. Os inúmeros atletas veteranos em nossos gramados e outros tantos de políticos  aindana ativacomprovam isso.

DO LEITOR: “É preciso reconhecer os bons políticos, sem idolatrá-los. Não brigue por causa deles. Não vale a pena. Na hora do voto não vote pela simpatia, mas pelo currículo e capacidade comprovada. Graças aos políticos a conta não fecha. De todo o PIB sobra apenas 10% no máximo para saúde, infra-estrutura e educação. Pense nisso”.

A PROPÓSITO: O leitor diz bem. Aproveito para complementar: os políticos seriam realmente transparentes nas suas ações ao longo do mandato? Será que o eleitor se sente  efetivamenterepresentado pelos políticos que levaram seu voto (de confiança)? Essa postura passiva (do eleitor) acaba tendo vínculos de cumplicidade. Quem cala… 

FOLCLORE:  O escritor Graciliano Ramos foi prefeito de Palmeira dos Índios (AL) e marcou pelos seus relatórios ao Governador. Um deles: “Pensei em construir um novo cemitério, pois o que temos dentro em pouco será insuficiente, mas os trabalhos a que me aventurei, necessários aos vivos, não me permitiram a execução de uma obra, embora útil, prorrogável. Os mortos esperarão mais algum tempo. São os munícipes que não reclamam. ”

OLHAR CLÍNICO:  Sobre o ‘delírio’ de se tentar cidade por cidade a escolha do candidato a prefeito que atenda os interesses do PSDB e MDB, a deputada Mara Caseiro (PSDB) com a habitual ‘finesse’ antecipa: “ não há clima para acordo na grande maioria das cidades. ” Convenhamos; Mara tem conhecimento da matéria.

MUITO BOM:Preocupado com os efeitos nocivos do cigarro o deputado Marcio Fernandes (MDB) quer proibir a exposição pública do produto no comércio. Antes o parlamentar viu virar lei seu projeto que protege os usuários dos serviços públicos de  abusos no atendimento pelos funcionários através de fixação de cartazes com advertência da lei.

CONCORDÂNCIA: Também calejado em eleições o deputado Jr. Mochi (MDB) confessa não se iludir por teses ingênuas de entendimento político fácil. Ele observa que os obstáculos maiores estão justamente nas chamadas bases eleitorais, ondeinteresses comuns dividem as lideranças e por consequência a população.

APARÊNCIAS: Após deparar com a foto do ex-governador Azambuja (PSDB) com Paulo Duarte, presidente do PSB – estou convencido de que o vereador Carlão (PSB) (presidente da Câmara Municipal) será o companheiro do deputado Beto Pereira (PSDB) no pleito municipal da capital. Os indicativos levam a essa conclusão.

É CEDO:  Observadorespreferem esperar mais um pouco para aferir os efeitos da união da prefeita Adriane Lopes e do marido deputado Lídio Lopes com a senadora Tereza Cristina (PP).  O PP, além da senadora, conta com o vice governador José C. Barbosa, o prefeito de Dourados Alan Guedes, o presidente da Assembleia deputado Gerson Claro eos deputados Londres Machado e Luiz Ovando. Bom time.

LEITE & POLÍTICA: 60 laticínios e 20 mil produtores no MS. Caímos de 1 milhão de litros diários para 500 mil. Os deputados Gerson Claro (PP) e Renato Câmara (MDB) querem reverter o quadro com incentivos fiscais do Governo Estadual. O Brasil tem o 2º rebanho leiteiro do mundo, a Índialídera. Os americanos bebem 327 litros/ano e os brasileiros apenas 172 litros.

  1. MOCHI: Não quer polemizar, tirar ou mudar o nome do MS. Apenas acrescentar o slogan “O Estado do Pantanal” ao logotipo do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul. É a apropriação do Pantanal como grife da região, para atrair investimentos, eventos e parcerias ligados ao meio ambiente inclusive. O projeto difere dos anteriores e já ganhou a simpatia de todos na Assembleia.

QUESTÕES: Papo antipático ao clima de euforia gerado pelas florestas. Mas será que não haveria críticas à invasão dos eucaliptos? Em Três Lagoas há despovoamento do campo e isso é constatado pela diminuição brutal de alunos nas escolas rurais na região onde trabalhavam os seus país. Claro que o progresso cobra um preço. Às vezes impagável.

RUMO CERTO:  Deputado federal precisa defender uma causa. É o que faz Rodolfo Nogueira (PL), coerente com suas propostas de palanque para não decepcionar a classe ruralista. Rodolfo aprende rápido de que o parlamentar em Brasília não pode ficar fora de seu grupo. Ganha maturidade política marcando espaço no universo ruralista.

ANÁLISE: “…Lula venceu porque uma boa fatia dos eleitores centristas preferiu seu nome ao de Bolsonaro. Mas, no parlamento, foi a direita, não a esquerda, que avançou. E temos hoje um legislativo muito mais forte do que era 20 anos atrás. Mesmo assim, penso que o governo está sofrendo mais que o necessário, e parte grande da responsabilidade cabe a Lula…”  (HelioSchwartsman, na FSP) 

PILULA  AMARGA:

“Collor caiu nessa máquina de moer quem perde o poder” – (ElioGaspari)

 

Alimentos que não são o que parecem: Wilson Aquino*

Alimentos que não são o que parecem: Wilson Aquino*

A indústria e comércio têm aumentado a substituição de ingredientes utilizados no preparo de alimentos, visando a diminuição do custo de produção e, consequentemente, a obtenção de maiores lucros. O problema é que muitos desses alimentos podem parecer inofensivos ou versões mais saudáveis dentro de sua categoria, porém, como são tão processados ou passam a ter ingredientes tão artificiais, acabam sendo uma armadilha para a saúde do consumidor.

O aumento é tanto do número de ingredientes como do volume que eles passam a compor em determinados alimentos. Além de possíveis prejuízos à saúde humana, são também uma afronta à economia do trabalhador brasileiro que acaba comprando “gato por lebre”.

O problema torna-se muito mais grave quando essas medidas são amparadas por lei e expressas nos produtos adquiridos pelo consumidor de maneira ardilosa, pois em muitos casos somente com uma lupa pode-se ler na embalagem a real composição do produto.

A maioria dos pães integrais, por exemplo, cujas embalagens estampavam com letras garrafais esse produto “100% integral”, foram obrigadas agora a mudar para “100% naturais”, depois que o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec constatou que a maioria deles é feita com farinha de trigo branca.

O frigorífico Swift, outro exemplo, está colocando no mercado “cortes mecanicamente amaciados” (congelados)com adição de solução de água, colágeno e aromas. Na picanha, o percentual dessa solução chega a 15%  e nos bifes de coração de alcatra, 10%. Além da ingestão de produtos  químicos, tem também a questão  econômica pela adição de elevado percentual de água no produto.

Iogurtes que não são iogurtes também enganam o consumidor. Isto porque somente nas letras miúdas estão as informações de que se  tratam de bebidas feitas à base de soro de  leite: “Bebida láctea fermentada” e não iogurte, que é um produto bem diferente.

Por conta do arrocho na legislação, que aliás deveria ter sido há mais tempo e mais rigorosa em relação aos “ingredientes” utilizados no fabrico de alimentos, muitos produtos apresentam agora o termo “tipo”, já que não são o que parecem ou insinuam ser.  É o caso da “Linguiça tipo calabreza”, que é feita de carne de aves e proteína de soja, ou da “Mussarela de Búfala” que contém até 80% de leite de vaca.

Foi um escândalo nacional recentemente  quando se descobriu que o “Hambúrguer de picanha”, lançado no mercado por uma rede de alimentação, era na verdade, feito com carne comum de gado, triturado com carne de frango.

Tem muitos “requeijões” por aí também feitos com derivados do leite e de vegetais como amido e gordura vegetal.

O tradicional leite condensado ganhou uma nova versão econômica colocada no mercado pela Nestlé: “Mistura láctea condensada de leite, soro de leite e amido”. Como as embalagens se parecem e o sabor também, o consumidor acaba sendo enganado.

É preciso cuidado com o mel que não vem da abelha. Na leitura do rótulo o consumidor pode se surpreender com a real composição de muitos desses produtos à venda no mercado: Produtos à base de glicose ou melado de cana.

E aos apreciadores de azeite, cuidado! Têm muitos produtos no mercado que se passam por “azeite puro de oliva” mas que na verdade não passam de uma mistura que leva 80 a 90% de óleo de soja.

E para quem pensa que toda cerveja é de puro malte de cevada, ledo engano. O Idec levantou que muitas marcas brasileiras de cerveja são na verdade, produzidas à base de milho, sob a expressão: “cereais não maltados”. De acordo com o instituto, o milho aparece em mais de 50% da composição dessa bebida.

E como se não bastassem todas essas “fraudes” contra os consumidores, as indústrias também diminuíram a quantidade dos produto nas embalagens (papel higiênico diminuiu na metragem, tubo de creme dental menor, sabonetes diminuíram e os volumes de produtos nas caixas, como do sabão em pó, também diminuíram). Isso tudo sem redução de preços, que só aumentam. Abram os olhos consumidores!

*Jornalista e Professor

Receita Saudável: bolinho de arroz  

Receita Saudável: bolinho de arroz  

Versão é saudável, pode ser assada e feita com arroz integral  

O arroz é uma das grandes paixões na culinária brasileira. A misturinha perfeita entre ele e o feijão está presente na nossa cozinha e por vezes a paixão é tanta que exageramos na quantidade e fica aquele restinho para depois.  

Pensando em aproveitar as sobras do arroz, e de forma saudável, uma excelente saída é o bolinho de arroz saudável. Cheio de nutrientes para uma alimentação equilibrada, a receitinha também ajuda a equilibrar o desperdício, ainda mais quando deixamos a criatividade fluir e outras guarnições da geladeira também podem ser incluídas no prato.  

Bolinho de arroz  

Ingredientes  

– 2 xícaras de arroz integral ou branco cozido  

– 1 ovo  

– 2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado  

– 2 colheres de sopa de farinha de trigo integral  

– Sal a gosto  

– 2 colheres de sopa de cebolinha  

– 2 dentes de alho ralados  

– Óleo de coco para untar  

Modo de fazer  

– Em um recipiente, misture o arroz integral, o ovo, o queijo parmesão ralado, a farinha de trigo integral, o sal, o alho ralado e mexa  

– Adicione a cebolinha picada e misture até ficar uma massa homogênea  

– Faça bolinhas e coloque-as em uma assadeira untada com óleo de coco  

– Leve ao forno a 200ºc por 15 minutos ou até começar a dourar  

Leia Coluna Amplavisão: Pacto PSDB-MDB: quem ganha e quem perde?

Leia Coluna Amplavisão: Pacto PSDB-MDB: quem ganha e quem perde?

ENTENDA:  A federação partidária – aprovada pelo TSE ainda em 2021 – é formada por 2 ou mais siglas com afinidade programática que se unem para atuar como uma só legenda por, no mínimo, 4 anos. Ela tem o caráter nacional e atua como teste para eventual fusão ou incorporação de legendas que fizerem parte da federação.

NOVELA: A origem do PSDB é no MDB de José Sarney que discordava da proposta de adotar o parlamentarismo como defendiam Fernando H. Cardoso e outros históricos. Hoje discute-se o reagrupamento em nível nacional de tucanos e emedebistas. Aqui foi iniciado um pacto pelas lideranças (PSDB-MDB) como ato preliminarda federação.

DESAFIO:  É difícil conciliar interesses de MDB e PSDB que tem objetivos iguais.  O PSDB tem 3 governadores, 13 deputados federais e 4 senadores. Já o MDB tem sido mais pragmático e hoje integra o Governo Federal. No Nordeste seus caciques estão enraizados no poder e dele não cedem em eventuais negociações.

NA PRATICA: Tucanos e emedebistas falaram do pacto como se tratasse de algo pragmático, de uma pureza singelacomo a troca de presentes natalinos. Mas não é nada disso. O anúncio de mapear o Estado para aferir as chances de acordo pode revelar outra realidade.  Em qual cidade do interior – situação e oposição convivem harmonicamente?

NO INTERIOR as relações sociais passam pela identidade política partidária. É na escolha do médico, advogado e no comércio. Nos velórios, casamentos e aniversários a divisão política é nítida. Um adversário como padrinho de casamento da filha? Jamais! A deputada Mara Caseiro (PSDB) por exemplo, já admite a dificuldade de acordo com o MDB nas suas bases eleitorais por motivos óbvios.

LIÇÕES: Acordos decididos só por de líderes são duvidosos. Em 1994 no Mato Grosso Dante de Oliveira venceu Osvaldo Sobrinho (PTB) ao governo lançado por dois grupos que eram rivais: Júlio Campos e Carlos Bezerra. Em 2012 Alcides Bernal (PP) se elegeu prefeito de Campo Grande vencendo Edson Giroto (MDB) imposto pelo governador Puccinelli com apoio do prefeito Nelson Trade mais 16 partidos.

‘THE END’: Se eleição fosse igual a matemática não teria graça. Eleição é igual a confecção de um bolo. Pode gorar por um detalhe ou ingrediente em excesso ou de qualidade ruim. Há muitos interesses atrás da porta. Até aqui o eleitor não se manifestou pelas redes sociais inclusive. Às vezes incoerente, o eleitor pede coerência de seus políticos. Sabe como é…

CAMPO GRANDE:A cereja do bolo! Todo mundo quer. Puccinelli abriria mesmo mão de disputar? Na mídia a notícia de que inclusive ele pleiteara o cargo de vice prefeito para a filha Denise e uma vaga de Conselheiro no Tribunal de Contas para o filho Andrezinho. Hipótese que nos remete ao personagem ‘Justo Veríssimo’.

DOURADOS: No saguão da Assembleia Legislativa a cidade é citada como um dos mitos desafios de conciliação e concordância de um candidato que atenda o MDB e PSDB. Para os íntimos da política douradense os fiadores do pacto já podem riscar a cidade da lista dos prováveis êxitos. Ponta Porã seria outro caso perdido. Sem acordo.

OPOSIÇÃO: Na outra ponta o deputado João Henrique (PL) defende a aliança entre partidos da direita para eleger o maior número de vereadores na capital e no interior – fortalecendo o grupo no MS. A estratégia é dividir as lideranças como fez Bolsonaro com o PL, PP e Republicanos e elegendo o maior número (187) de parlamentares.

O PLANO: É alinhar Capitão Contar, Marcos Pollon, Rafael Tavares Coronel Davi, além do PP e lideranças do Patriotas, Republicanos, PRTB entre outros. Quanto a senadora Tereza Cristina o deputado João Henrique defende que ela permaneça no PP onde comanda um forte contingente da direita como foi provado nas eleições de 2022.

ATENTO:  João Henrique entende que as recentes negociações do PSDB com o MDB de André Puccinelli e por tabela com o PT visam retirar os eventuais adversários do caminho – eliminando assim a concorrência. Para o deputado, a ação lembra a estratégia absolutista de Luiz XIV (Rei Sol) detendo a concentração total dos poderes na França.

CONVITES:  A prefeitaAdriane Lopes (Patriotas) da capital recusou os convites do PSDB e MDB.Opta pela senadora Tereza Cristina (PP) que não integra o projeto dos ex-governadores Puccinelli (MDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB). Também cultiva relações com o PT através do deputado Vander Loubet que tem avalizado nomeações de petistas na prefeitura, inclusive da ex-vereadora Thais Helena.

COERÊNCIA:  A senadora Tereza Cristina valoriza o seu patrimônio eleitoral graças ao bolsonarismo. Hoje o PP conta com 21 prefeitos, dezenas de vereadores, além dos deputados Londres Machado, Gerson Claro, Luiz Ovando, além de José Carlos Barbosa – vice governador. O tabuleiro político começa a ficar interessante para 2024.

ROSE MODESTO: Tudo combinado, bem pensado, nada fora por acaso. O cargo na Sudeco visaria amainar suas pretensões no pleito prefeitural de Campo Grande? Mas a frase dela em tom de desabafo (“falaram que eu estava morta politicamente”) passa a mensagem de que ela continuaria com pretensões em 2024. O que farão com ela?

MARCIO FERNANDES: Satisfeito com o pacto MDB-PSDB. Reconhece que sua sigla (MDB) ficou desidratada (só 3 deputados estaduais e 9 prefeitos) e lembra que sempre defendeu esse entendimento. Marcio ressalta que entre as duas siglas há mais identidade do que diferençase que não sofreu discriminação nas gestões de Reinaldo.

MARQUINHOS TRAD:  Pelo menos até agora não há um caminho definido a seguir pelo PSD. Presume-se que ele teria razões oceânicas para ficar distante do PSDB e por analogia também do MDB – futuro sócio dos tucanos. Por tabela, seu mano – senador Nelsinho Trad (PSD) tem se preocupado mais com as emendas conquistadas do que o assunto eleições. Tudo ao seu tempo.

PETISTAS:  Mais uma vez sem nome de expressão para concorrer na capital. Talvez o PT opte pela condição de coadjuvante, abrindo mão do protagonismo. O partido mudou muito aqui. Ao assistir a sessão da Assembleia Legislativa o cidadão fica confuso ao ver o deputado Zeca do PT insistir no refrão na hora de votar: “sigo o voto do meu líder Londres Machado”.

PLANTANDO: Colegasda mídia comentam o número elevado de notícias enviadas diariamente pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog), onde o nome do seu titular Hélio Peluffo é destacado. Fortes sinais de que o ex-prefeito de Ponta Porã estaria investindo firme num projeto político. Na política a coragem alimenta os sonhos.

PILULAS DIGITAIS:

Carlão se contentará só com a reeleição à vereança da capital? (atrás da porta)

O MDB do MS sairá da UTI? (no saguão da Assembleia Legislativa)

“Falaram que eu estava morta politicamente. ” (Rose Modesto)

Projeto ‘Fake News’: a caminho da missa de 7º Dia. (no saguão da A. Legislativa)

“Há homens que, por dinheiro, são capazes até de uma boa ação.”(Nelson Rodrigues)

“Salvador da Pátria – a mais antiga profissão do mundo”.(Millôr)

Palloci a caminho da ressurreição. Após Dallagnol – será a vez de Moro. (internet)

“Nosso Índice de Desenvolvimento Humano é animal. ” ( Carlos Castelo)

Lula não apazigua nem o Congresso e se mete na guerra Rússia/Ucrânia. ( internet)

De tanto aparecer, parece até que Flavio Dino prendeu Lula e pilota o país. (internet)