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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 01 de Julho de 2026

Suspeitos são acusados de receber 17 milhões de dólares em propina para que Petrobras fechasse negócio; para procurador, ainda há ‘muito a ser feito’

Ministério Público Federal (MPF) denunciou, na tarde desta segunda-feira, o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) e mais dez pessoas por acusações de desvios na compra da refinaria de Pasadena, localizada nos Estados Unidos, pela Petrobras em 2005. Os envolvidos são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro estimada em 17 milhões de dólares, na primeira denúncia envolvendo a polêmica negociação.

Segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), a compra foi feita com superfaturamento de ao menos 50%. O caso continua em apuração e outros nomes, como o da ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-chefe da Petrobras Sérgio Gabrielli, ainda podem ser envolvidos. Ambos chegaram a pedido de bloqueio dos bens em virtude da compra de Pasadena.

Os outros denunciados são Alberto Feilharber, vice-presidente da belga Astra Oil, os operadores financeiros Jorge Davies, Raul Davies e Gregório Preciado, e seis ex-funcionários da Petrobras: Luis Carlos Moreira, Carlos Roberto Martins Barbosa, Cezar de Souza Tavares, Rafael Mauro Comino, Agosthilde Monaco de Carvalho e Aurélio Oliveira Telles.

O dirigente da empresa belga e Luis Moreira, que era gerente executivo da área internacional, teriam, segundo o MPF, acertado o pagamento de propina caso a estatal brasileira comprasse 50% da refinaria americana. Delcídio do Amaral é acusado de ter recebido ao menos 1 milhão de dólares do montante, por ter indicado e apoiado a nomeação de Nestor Cerveró para o comando dos negócios externos da Petrobras.

A punibilidade de Delcídio é restrita uma vez que o ex-senador fez, ele também, acordo de delação com a Justiça. No entanto, a nova acusação aparece no momento em que os benefícios obtidos pelo político são contestados legalmente por não terem resultado em condenações efetivas de terceiros e podem ser revistos.

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Fonte: Veja