Alexander Díaz Rodríguez deixou uma prisão cubana depois de anos de confinamento, mas o que chocou o mundo foi a condição em que ele saiu.
Após passar cerca de cinco anos encarcerado por sua participação nos protestos de 11 de julho de 2021, Díaz Rodríguez foi libertado extremamente debilitado, sofrendo de desnutrição severa e câncer, segundo a organização Prisoners Defenders.
As imagens divulgadas após sua libertação são difíceis de esquecer. Magro, fragilizado e visivelmente doente, ele aparece como alguém que deixou a prisão carregando no próprio corpo as marcas de anos de sofrimento.
Para seus apoiadores, o caso representa uma denúncia brutal das condições enfrentadas por presos políticos em Cuba. E o episódio ganhou ainda mais repercussão porque ocorreu enquanto o presidente cubano Miguel Díaz-Canel negava, em entrevista à NBC News, a existência de presos políticos no país.
De um lado, a declaração de que os cubanos seriam livres para protestar. Do outro, a imagem de um homem que passou anos atrás das grades e saiu da prisão gravemente debilitado.
Para muitos, o corpo de Alexander Díaz Rodríguez tornou-se um símbolo do que seus críticos chamam de repressão do regime cubano.
Uma imagem que ultrapassou os muros da prisão e colocou diante do mundo uma pergunta impossível de ignorar: o que aconteceu com esse homem durante os anos em que esteve encarcerado?