(Marco ASA) – “A casa comum, a espiritualidade, o amor” (Paulinas, 2017) é mais do que um lançamento literário. Para quem acompanha a trajetória do teólogo e professor emérito de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia, ler o seu mais novo livro é assistir um grande pensador analisar o mundo sob um prisma conciliatório.
Trata-se de um livro universal, que foge da batalha tola que tomou conta do Brasil (e por que não dizer do mundo?) de “esquerda versus direita”. Temos, neste livro, apenas a mensagem de um pensador, teólogo, flertando com as indagações básicas do ser humano: o que é Deus? Como foi criado o universo? O que é a terra na imensidão galáctica? O porquê da existência de nós, humanos; Por que a ecologia influencia na nossa existência? A espiritualidade e a igreja; O coração… Parecem questionamentos e afirmações simples mas, como estamos precisamos de coisas simples e diretas ultimamente!
Confesso que, quando comecei a ler o livro, busquei o homem de esquerda, desafiador, até odiado por alguns (que odeiam comunistas), mas, para minha decepção e para o bem de todos, li uma obra apaziguadora, que faz pensar, que ameniza o coração. Repito: estamos precisando muito de mensagens assim.
Racionalidade – Parece desafiador explicar Deus, mas Leonardo Boff o faz de maneira simples, direta e até encantadora. Mas, neste momento, desafia o leitor ao explicar o “Deus dos Perdidos”: “Jesus revelou-nos uma imagem que ainda não foi suficientemente incorporada pelos cristãos: que Deus é principalmente o Deus dos perdidos, dos considerados pecadores, daqueles que não são para a sociedade organizada”.
Como vimos, o escritor racional foi incorporado ao homem desafiador, e isso é muito bom. Afinal, precisamos que nos digam verdades para que, ao final, todos nos tornemos seres humanos mais HUMANOS. Leia sem preconceito!
Casa comum, a espiritualidade, o amor (A), Leonardo Boff.
