O novo presidente regional do PSDB, Sérgio de Paula, afirmou nesta manhã (7), durante entrevista ao programa “Tribuna Livre”, da FM Capital, que o partido pretende qualificar novas lideranças femininas, por meio do ITV (Instituto Teotônio Vilela), e ampliar a participação das mulheres na chapa que vai disputar as eleições municipais de 2020.
A presidente da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), Mara Caseiro, foi reeleita no último sábado (4) para mais um mandato à frente do PSDB-Mulher do Estado. Segundo Sérgio de Paula, ela tem experiência e toda a confiança da direção da legenda para conduzir esse processo.
“Temos que trazer bons quadros para a sigla. Não é só trazer a mulher para ser candidata. E aí temos hoje a presidente Mara Caseiro, que vai conduzir este trabalho. Ela foi prefeita, foi deputada, está dentro do Governo, tem uma grande experiência, e tenho certeza que ela vai fazer um grande trabalho, trazendo novos quadros para disputar as eleições em Mato Grosso do Sul”, afirmou.
A partir da qualificação e da escolha de mulheres preparadas, o presidente regional do PSDB acredita que não será difícil para o partido ampliar a participação feminina na disputa que se avizinha.
Hoje o PSDB tem duas deputadas federais (Rose Modesto e Bia Cavassa), duas prefeitas (Marcela Lopes, de Corguinho, e Doutora Patrícia, em Iguatemi), quatro vice-prefeitas (Ivinhema, Jateí, Juti e Porto Murtinho) e 25 vereadoras em Mato Grosso do Sul.
“De suma importância a participação das mulheres na política. Temos que buscar novos quadros, buscar essas mulheres, porque elas representam 52% do eleitorado e temos que tratar isso com carinho, e fazer o maior número de vereadoras nas próximas eleições”, detalhou.
Para Mara Caseiro, o número de mulheres atuando no campo político só vai ser ampliado a partir da aprovação de leis que garantam pelo menos 30% dos assentos para elas nas casas legislativas de todo o País.
“Nós sabemos a dificuldade das mulheres para atuar na política. Ainda não é fácil. Ainda há preconceito, mas nós estamos aí, rompendo barreiras, vencendo desafios, e nos fazendo presentes nos espaços de poder. E eu faço aqui um chamamento para as lideranças femininas do nosso partido, para acentuarmos o movimento por mais mulheres na política. E não dá para falar nisso sem essa lei que determine a cota. Só assim promoveremos a igualdade”, concluiu.
PSDB deixa convenção regional com alguns desafios para as próximas eleições, a fim de não perder o domínio da maioria das 79 prefeituras de Mato Grosso do Sul. O partido espera eleger 50 administradores municipais. No sábado (4), a legenda entrou na convenção com 36 prefeitos e saiu com 37. O novo presidente da legenda e secretário especial de Articulação Política, Sérgio de Paula, espera fechar o ano com 41. A missão é garantir, no mínimo, o controle das 41 prefeituras nas eleições de 2020 ou, na melhor das hipóteses, ampliar esse número para 50, para dar sustentação à sucessão estadual.
O partido só não deve lançar candidato a prefeito em Campo Grande. O compromisso do governador Reinaldo Azambuja é de apoiar a reeleição do prefeito Marcos Trad (PSD). Este assunto será colocado em discussão definitivamente em abril do próximo ano. O que houve, por enquanto, é a conversa de Azambuja com Marcos sobre o apoio. Os tucanos indicariam o candidato a vice-prefeito.
Para cumprir a meta de dar mais musculatura ao partido com as eleições municipais, Sérgio de Paula contará com a mobilização da militância e da participação efetiva do governador.
Ele reconhece a dificuldade de participar de processo eleitoral com a meta de eleger grande número de prefeitos, mas está confiante do êxito nas urnas. “A responsabilidade aumenta, mas não tenho nenhuma preocupação com a militância que nós temos, com os deputados estaduais e deputados federais”, afirmou.
Sérgio de Paula destacou que o PSDB lançou 56 candidatos a prefeitos em 2016. Desta vez, o plano é concorrer às prefeituras com 55 a 60 candidatos. “Acho tamanho ideal, porque temos de respeitar os nossos aliados. Isso é muito importante”, ressaltou o dirigente partidário.
O prefeito de Selvíria, José Fernando Barbosa dos Santos, compareceu ontem à convenção como filiado ao PSB e saiu com ficha assinada no PSDB. “Eu mudei por causa da conjuntura do Estado, pelo convite do governador e por ser, também, a melhor opção para o município estar em um partido estável”, justificou.
José Fernando encontra ainda no PSDB a guarida e apoio do governador para concorrer à reeleição em 2020. “Para mim, é o melhor cenário, porque vou tentar a reeleição”, afirmou o prefeito.
O deputado federal Beto Pereira, que transmitiu o cargo a Sérgio de Paula, disse ter cumprido a missão na presidência. Ele destacou as eleições de 2018 como sendo o maior desafio da sua gestão, quando reelegeu Reinaldo Azambuja ao governo, elegeu dois deputados federais e uma grande bancada na Assembleia Legislativa.
Na convenção, o prefeito de Rio Verde, Mario Kruger (PSC), não vai disputar a reeleição por estar no segundo mandato, mas assegurou estar alinhado ao grupo de Azambuja. “Não estou no PSDB hoje, mas eu sou Reinaldo e sou Rose [Modesto], aonde eles estiverem, eu vou”, comentou.
O prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo (PSDB), vai concorrer à reeleição, contudo, prevê dificuldades. “Não tem reeleição fácil, não tem eleição fácil. É uma soma de trabalho, habilidade política para construir alianças”, comentou Peluffo.
Trinta dias após reunião com a Aneel (Agência Nacional de aenergia Elétrica) sobre o reajuste na conta de luz em Mato Grosso do Sul, o senador Nelsinho Trad (PSD/MS) ocupou novamente a tribuna do Plenário na última sexta-feira para cobrar a Agência sobre a autorização dada à Energisa para o aumento de 12,48%, considerado abusivo. “Esse percentual é superior à inflação no País, sendo que o salário mínimo não vai subir um terço”, comparou o senador. Audiência pública com a diretoria da Aneel está prevista para ser realizada na Comissão de Infraestrutura do Senado ainda neste mês, dia 21 de maio.
Para Nelsinho Trad, em respeito à população sul-mato-grossense, diretoria da Aneel, que inclusive recebeu os senadores de Mato Grosso do Sul para explicar, sem sucesso, o porquê do índice de aumento, precisa rever e esclarecer essa equação matemática. “A estimativa de inflação para 2019 subiu de 3,90% para 4,06, enquanto que a conta de luz no ano passado teve aumento de 10,35% e neste foi para 12,48%”, questionou.
A concessionária no Estado, Energisa, tem um milhão e quarenta mil clientes em Mato Grosso do Sul. Do total, só 129 mil consumidores estão na tarifa social (programa com até 65% de desconto na conta). “Então, entendo que esse percentual de aumento afeta diretamente a economia do Estado. É preciso manter o equilíbrio para ajudar o País a sair da tão falada crise econômica”, afirmou o senador.
Para o parlamentar, há motivos econômicos suficientes de alerta para alterar esse reajuste. “Quando se aumenta a energia, o cidadão mais simples sente forte, o empresário que precisa produzir também sente, o que ele faz? Joga a conta para o preço do produto ou manda gente embora. Esse círculo que não é virtuoso, deixa uma preocupação. Faz acender uma luz amarela”, enfatizou o senador.
Conta mais cara do País
O senador destacou, em seu pronunciamento, que Mato Grosso do Sul terá um dos maiores reajustes de conta de luz em comparação com os outros Estados. “De acordo com notícias publicas, Aneel propõe reajuste médio de 6,32% para as tarifas de energia de São Paulo e região metropolitana. Já no nosso Mato Grosso do Sul, é 12,48%, e no estado vizinho, Mato Grosso, o reajuste será de 11,29% na tarifa de energia elétrica.”
Diante do comparativo, o senador pede a mesma atenção a Mato Grosso do Sul que foi concedida ao Ceará. “O reajuste na conta de energia no Ceará deverá ser menor do que inicialmente previsto pela Aneel. Em janeiro, a agência propôs um reajuste médio de 11,62% nas tarifas da Enel Ceará. Mas, após conclusão de um acordo entre a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e um grupo de bancos, a agência estima que o aumento fique em torno de 8,65% no Estado. Se lá no Ceará, houve essa revisão, nós de Mato Grosso do Sul desejamos ter a mesma revisão”, completou o senador Nelsinho Trad.
André Puccinelli não corre mais o risco de ser preso dentro do processo da Lama Asfática – Foto: Bruno Henrique / Arquivo / Correio do Estado
A Procuradoria-Geral da República não recorreu da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de mandar soltar o ex-governador André Puccinelli, o seu filho, André Puccinelli Júnior, e o advogado João Paulo Calves. Com isso, a decisão do STJ transitou em julgado e livrou os três de nova prisão dentro do mesmo processo.
Segundo o entendimento do advogado André Borges, defensor de Calves, “o acórdão poderia ser objeto de recurso no próprio STJ ou no STF, embora a chance de reversão fosse pequena”. Isto porque a decisão de soltura dos três foi por unanimidade de votos.
“A ausência de recurso do Ministério Público Federal liquida a possibilidade de nova prisão”, afirmou Borges. Para ele, “agora é esperar decisão sobre qual órgão do Judiciário é competente para o processo, concentrando a atenção na defesa para, no final, ser pedida a absolvição ao Judiciário”.
O relator do processo no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador Paulo Fontes, suspendeu a ação penal na primeira instância até a definição da instância que irá julgar os envolvidos.
André Puccinelli Júnior alegou existir conexão eleitoral no caso, porque o Ministério Público Federal apontou , na denúncia, suposto pagamento de propina da JBS ao ex-governador André Puccinelli em troca de incentivos fiscais. O dinheiro seria destinado à campanha eleitoral.
Fontes observou, ainda, em sua decisão, o fato do juiz federal Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, não julgou a arguição de exceção de incompetência antes de marcar as audiência para ouvir as testemunhas. O desembargador cancelou essas audiências até decidir o destino do processo, que tanto pode ficar na 3ª Vara ou ser enviada à Justiça Eleitoral ou à Justiça Estadual por se tratar de crimes conexos afetos a ambas jurisdição.
Há ainda pagamento de patrocínio de eventos realizados pelo Instituto Ícone e compra de centenas de livros de Puccinelli Júnior. Para o Ministério Público Federal tudo não passava de pagamento de propinas ao ex-governador por intermédio do filho.
Por essa razão, o Puccinelli Júnior questionou a competência do juiz federal Bruno Cezar para julgar o processo. O juiz, no entanto, se manifestou, na denúncia do MPF, ser competente para julgar o caso por ser corrupção e lavagem de dinheiro. Só que ele não tinha decidido sobre a arguição de incompetência apresentada pela defesa.
Hoje, tanto o pai, quanto o filho e o advogado, que aparece no processo como diretor do Instituto Ícone, não serão mais presos. A não ser se surgir fatos novos. Mas neste processo, o Ministério Público Federal preferiu aceitar a decisão do STJ de mandar tirá-los da prisão.
Laurita não concordou com os argumentos do juiz Bruno Cezar de mantê-los presos por não vislumbrar continuidade delitiva.
Romualdo representando a ex-deputada fazendo entrega da chave. Foto. Ademir Mendonça
O pedido do líder político Romualdo Silva, a ex-deputada Antonieta Amorim viabilizou recurso para a compra de um carro novo para a secretaria de saúde do município de Bela Vista. A entrega do veiculo aconteceu nesta sexta-feira (03) de maio.
Romualdo ressaltou a importância deste veiculo, entendendo a necessidade de aumentar a resolutividade de oferecer melhor atendimento aos pacientes, e de oferecer melhores condições para a equipe, e que pedimos a ex-deputada esse recurso para a aquisição deste veiculo, e hoje com muita alegria participo da entrega desse veiculo que ira atender a nossa comunidade, e dessa forma que estamos contribuindo com a nossa cidade, comentou Romualdo.
“É uma importante conquista para nosso Município, além de oferecermos mais conforto e segurança, irá proporcionar mais agilidade no transporte dos munícipes. Quero agradecer a ex-deputada Antonieta Amorim por esta grande parceria, e por mais esse importante investimento em nosso Município.” disse Romualdo.
Participaram do evento o prefeito Reinaldo Piti, vereador Marquinhos Lino, Diogo Murano, Mestre Hiato, Ico Battilani, secretaria de Saúde Maria Paula, chefe de gabinete Guiterres, Dirtor do SAAE Geronimo Ferreira, secretario de Esporte Celestino Ferreira e funcionários.
Romualdo falou da importância do veiculo para a saude. Foto. Ademir Mendonça
Por meio da Secretaria de Estado de Saúde, o governo do Estado informou, na tarde desta quinta-feira (02.05), que está trabalhando juridicamente para quitar, o mais rápido possível, valores pendentes com os funcionários do Hospital Regional “Dr. José Simone Neto”, referentes ao mês de março e que eram de responsabilidade da antiga empresa gestora, a Gerir.
Segundo o secretário estadual de Saúde Geraldo Resende “até o momento os repasses do mês de março referentes a salários, rescisões e direitos trabalhistas não puderam ser efetuados devido a entraves judiciais”. Ele explica que o montante, que totaliza cerca de R$ 3,2 milhões já está previsto financeiramente nos cofres públicos e o Estado aguarda apenas a liberação burocrática para que possa cumprir com o embolso.
A Secretaria de Estado de Saúde explicou que assumiu a plena responsabilidade sobre o pagamento dos celetistas da unidade, após a substituição da empresa Gerir, que se encontrava em situação de insolvência e inadimplência em todo país e rescindiu suas ações com Estado.
“Com a rescisão do contrato o Governo ficou impossibilitado de fazer o pagamento à empresa Gerir, pois havia fortes indícios de que os recursos financeiros seriam bloqueados, como realmente foram. Por isso, por meio de uma negociação que envolveu inclusive o Ministério Público e o Ministério do Trabalho, o Governo do Estado optou pelos critérios de prudência e não concluiu o repasse de março, até que haja uma maneira efetiva de pagar os funcionários”.
De acordo com o secretário, uma empresa terceirizada pela Gerir fazia a gestão da folha de pagamento dos funcionários. Depois de muitas negociações, o Governo está aguardando os dados da folha. “Com essas informações em mãos, vamos buscar, junto com o sindicato e as instituições de controle, uma forma de efetuar a transferência dos recursos aos funcionários ou ex-funcionários do Hospital Regional de Ponta Porã”.