ago 5, 2019 | Política
Maracaju vai ganhar investimentos importantes do Governo do Estado como um complexo esportivo, com capacidade para 3 mil pessoas, e uma maternidade no Hospital Soriano Correa da Silva. O anúncio será feito pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nesta segunda-feira (5), às 8h, na Câmara Municipal.
Na cerimônia de apresentação do anteprojeto do Complexo Desportivo, Reinaldo Azambuja também vai assinar as ordens de serviço de revitalização do Centro Cultural Professor Francisco Moacir Feitosa e de construção da maternidade.
Ele vai ainda lançar a pedra fundamental da construção da Cidade do Caminhoneiro; repassar R$ 40 mil para a aquisição da câmara fria para o Posto de Saúde Central e repassar recursos para aquisição de equipamentos para atender o Pronto Socorro do Hospital Soriano Correa da Silva.
ago 5, 2019 | Política
O ex-secretário de Obras de Mato Grosso do Sul, ex-deputado federal, ex-secretário executivo do Ministério dos Transportes, até 2015, Edson Giroto, tornou-se o único encarcerado por crimes financeiros, supostamente praticados nas gestões do ex-governador de MS, André Puccinelli (MDB).
Ele foi capturado em maio de 2018 e levado para a cela 17 do Centro de Triagem Anízio Lima, em Campo Grande, e condenado a quase dez anos de prisão em março passado, por ter ocultado a compra de uma fazenda no valor de R$ 7,6 milhões. Embora a sequência de recursos judiciais, a prisão dele tem sido mantida.
Além de Giroto, já frequentaram a cela 17 do Centro de Triagem, outras cinco pessoas de calibre igual ao seu no meio político: o ex-governador André Puccinelli; o filho André Júnior; o cunhado do ex-deputado, Flávio Scrocchio; Wilson Roberto Mariano de Oliveira, ex-prefeito de Paranaíba; e também o empreiteiro João Amorim.
Apelações judiciais garantiram a soltura dos cinco, a última delas, concedida na semana passada, que favoreceu Scrocchio. O cunhado de Giroto deve cumprir inicialmente prisão albergue no interior de São Paulo, onde mora.
Investigações, conduzidas pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Estadual e ainda CGU (Controladoria Geral da União) e Receita Federal, revelaram que no período que MS era governado por Puccinelli (2008-2014) havia um esquema de corrupção que envolvia fraudes em licitações, em execuções de obras e lavagem de dinheiro.
Puccinelli e Giroto, segundo a PF, eram os cabeças da trama. O filho do governador foi preso por ter, segundo denúncia do MPF e MPE, por ter criado uma empresa para captar dinheiro de propina.
Solto em dezembro passado, depois de amargurar cinco meses de prisão, Puccinelli, hoje em dia ensaia seu retorno à política. Ele tem sido visto e fotografado em reuniões com parceiros de legenda, o MDB. Embora liberto, o ex-governador de MS enfrenta processos por corrução e ainda deve ser julgado por tais crimes. Também continuam encrencados com a Justiça o empreiteiro João Amorim, Scrocchio, André Júnior e João Amorim.
ESPECULAÇÕES?
Já há algumas semanas, circulam em Campo Grande rumores de que Giroto estaria interessado em apelar para a delação premiada, meio de abrandar eventuais sentenças. A colaboração com os investigadores, ainda que no campo das especulações, teria deixado ao menos uma parcela de ex-políticos apavorados. Giroto teria se irritado por ter fica preso e os supostos parceiros deram-lhes as costas.
Fonte> Top Midia News
ago 2, 2019 | Política
A igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande, completa 78 anos neste sábado, 3 de agosto. Construída no bairro Amambaí, a inauguração aconteceu no dia 3 de agosto de 1941. Mas a paróquia teve início dois anos antes, em 1939, fundada pelo então Bispo de Corumbá, Dom Vicente Priante, ficando sob os cuidados da Congregação do Santíssimo Redentor dos Missionários Redentoristas.
A igreja foi tombada, no 13 de julho de 2018, como patrimônio histórico do município. Conforme o documento do tombamento, o processo é justificado por seu valor histórico e arquitetônico.
Para comemorar os 78 anos da Igreja, o Santuário Estadual Nossa Senhora do Perpétuo Socorro realizará uma série de atividades.
Neste sábado (3) será o Casamento Comunitário de 34 casais, às 10h. A celebração matrimonial coletiva é realizada pelo Santuário duas vezes ao ano. Ainda neste sábado, será a partilha do tradicional bolo gigante, após a missa solene dos 78 anos, às 19h.
Já no domingo (4) acontece a 1ª Corrida Perpétuo Socorro, com largada às 8h, em frente aos Santuário. Haverá percurso de 5 km e 2km, além de caminhada. As inscrições estão disponíveis no aplicativo ou no site Kmais (https://app.kmaisclube.com/eventos/hotsiteeventos.aspx?Corrida-Perpetuo-Socorro)
Casamento Comunitário
Os casais participaram de encontros de formação com palestras sobre a importância do sacramento do matrimônio e receberam os sacramentos iniciais que não possuíam, como batismo, 1ª Eucaristia e Crisma.
Desde 2005, quando teve início a legitimação matrimonial realizada pelo Santuário, quase 700 casais já participaram da cerimônia.
78 anos de história
Os projetos originais da Igreja e da residência dos redentoristas nasceram juntos. Ambos são datados de 9 de novembro de 1939 e possuem Joaquim Teodoro de Faria como responsável técnico, que até mesmo foi nomeado prefeito de Campo Grande na década de 40, segundo o documento do processo de tombamento do Santuário como patrimônio histórico e cultural do município. Mas a construção da Igreja teve início em 1940, conforme a data entalhada na Pedra Fundamental, localizada a esquerda de quem entra no Santuário.
A arquitetura impressiona muitos devotos. É considerada uma das mais belas igrejas do Estado e os estudos arquitetônicos mostram que foi inspirada na Basílica de Santo Apolinário em Classe, localizada em Ravena (Itália).
A cor avermelhada da igreja é originária do material da Cidade Morena empregado na alvenaria. O brilho presente na edificação é devido a utilização de pó de mica, um dos três componentes do granito.
Naquele tempo, Campo Grande começava a se desenvolver ainda no Estado de Mato Grosso (Uno). Localizada a direita do córrego Segredo e próxima a linha ferroviária que por muito tempo esteve em atividade, a Igreja foi construída em meio ao conjunto militar.
Por isso é possível afirmar que o Santuário foi fundamental para o desenvolvimento do então pujante bairro Amambaí. A Avenida Afonso Pena ainda não possuía o prolongamento até a região. As ruas principais eram em torno da Cabeça de Boi.
No dia 10 de janeiro de 1999, o então Arcebispo de Campo Grande, Dom Vitorio Pavanello, publicou o decreto de elevação da Igreja a Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, motivado pelas tradicionais novenas que acontecem todas as quartas-feiras.
O Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ainda contribuiu para o surgimento de novas paróquias, como a Cristo Luz dos Povos (26/03/1967), Nossa Senhora Auxiliadora (30/05/1971), Nossa Senhora da Conceição Aparecida (08/12/1982), Cristo Bom Pastor (01/12/2000) e Santo Afonso Maria de Ligório (12/02/2011).
O Santuário passou a ter caráter Estadual com a publicação de dezembro de 2017 que tornou Nossa Senhora do Perpétuo Socorro a Padroeira de MS.
Atualmente, o Santuário de Campo Grande é o que mais realiza novenas em todo o mundo, com 18 novenas, de hora em hora, a partir das 6h até às 23h, que reúne em média cerca de 25 mil pessoas.
ago 2, 2019 | Política
Uma cobra picou um bêbado, que mordeu a cobra, deixando-a em pedaços. Resultado: o bêbado acabou internado em estado grave, em um hospital do distrito de Etah, na Índia.
Segundo o site de notícias NDTV, o rapaz embriagado e agora enfermo foi identificado como Raj Kumar.
Em entrevista para a agência asiática ANI, Babu Ram, o pai da vítima humana, confirmou que o filho estava alcoolizado no momento em que o réptil invadiu a casa onde vivem.
“Meu filho estava bêbado. Uma cobra entrou em nossa casa e o mordeu. Mais tarde, ele a mordeu e a deixou em pedaços”, contou.
“Não podemos arcar com as despesas de seu tratamento”, lamentou.
Assim que chegou ao hospital, o médico que atendeu Raj foi avisado de que o paciente havia mordido uma cobra: “Pensei ter entendido mal, que a cobra o havia mordido”.
Apesar da confusão inicial, o profissional de saúde explica que a situação do rapaz é grave e por isso o encaminhou para um hospital melhor equipado.
Após o incidente, a família de Raj decidiu cremar a cobra.
jul 31, 2019 | Política
Se dinheiro investido ou gasto nas campanhas eleitorais fosse um negócio de busca lucrável, alguns parlamentares eleitos, ao menos da bancada federal de Mato Grosso do Sul, já teriam a certeza de que, no fim do mandato em vigor, em 2022, fizeram uma péssima aplicação.
O mandato da deputada federal Bia Cavassa, do PSDB, que assumiu na condição de terceira suplente, por exemplo, custou perto de R$ 5 milhões.
Já a vaga do deputado estreante no parlamento federal, Tio Trutis, do PSL, R$ 12 mil, cifra 416 vezes menor do que a consumida na campanha de Bia.
Deputados federais e senadores da República recebem de salário R$ 33,7 mil, mas, com os descontos na folha, como o imposto de renda, embolsam em torno de R$ 22,7 mil por mês. Somadas as remunerações arrecadadas em quatro anos, período do mandato, eles ganham R$ 1.089 milhão.
Dagoberto Nogueira, deputado federal do PDT, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) gastou R$ 1,8 milhão na campanha, dinheiro saído, principalmente, do partido.
No caso, ainda formulando a questão como se a atividade política fosse uma transação financeira, o parlamentar teria amargado um prejuízo de R$ 800 mil, já que em quatro anos deve receber em torno de R$ 1 milhão referentes aos salários.
A conta usada nesse material não contabiliza eventuais reajustes salariais dos políticos daqui em diante.
Gastos da campanha eleitoral de Vander Loubet, o deputado federal do PT que ocupa o quinto mandato, segundo o TSE, somaram R$ 888,7 mil. Ou seja, no fim do mandato notaria um rendimento de cerca de R$ 100 mil.
Beto Pereira, deputado federal do PSDB, é outro que elegeu-se com uma campanha de farta cifra: R$ 833,5 mil. Isto é, lucro inferior a qualquer plano financeiro disponível no mercado financeiro.
Fábio Trad, parlamentar do PSD, conquistou o mandato como segundo mais bem votado deputado federal de MS. Sua campanha eleitoral consumiu, segundo o TSE, R$ 688,6 mil. Se política negócio fosse, Fábio teria um ganho de R$ 300 mil no fim do mandato.
Rose Modesto, deputada federal do PSDB, campeã de votos nas últimas eleições, gastou R$ 778,7 mil na campanha eleitoral. Comparando a soma obtida com o salário pelos quatro anos de mandato, a tucana teria um ganho de ao menos R$ 200 mil.
MANDATO MAIS CARO
A também tucana Bia Cavassa ocupa um dos mandatos mais caros da Câmara Federal. Sabe por quê? De acordo com o TSE, a campanha dela custou R$ 206,3 mil. Ocorre que Bia assumiu a cadeira como a terceira suplente. A dona da vaga seria a ex-deputada federal Tereza Cristina, do DEM, que havia se reelegido.
Como foi escolhida ministra da Agricultura pelo presidente Jair Bolsonaro, assumiria o lugar dela o ex-deputado federal Geraldo Rezende, que não quis o cargo por ter sido convidado pelo governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, para ocupar a chefia da Secretaria Estadual de Saúde.
Sem Tereza e Geraldo, seria dono do mandato o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, do PP. Contudo, a Justiça Eleitoral cassou a candidatura de Bernal e ele perdeu o mandato. Daí, a vaga caiu no colo da outra tucana, a Bia Cavassa.
Agora, aos números: campanha da Bia Cavassa, a que ficou com o mandato, custou R$ 206,3 mil; a de Alcides Bernal, o que foi impedido de assumir a vaga por embaraços judiciais, R$ 1,3 milhões, a de Geraldo Rezende, que virou secretário estadual, R$ 1,058 milhão, Já a campanha da ministra consumiu, segundo o TSE, impressionantes R$ 2,2 milhões.
Ou seja, o mandato de Bia custou quase R$ 5 milhões. Se encarado como negócio o valor da campanha e a importância salarial recebida pela atividade parlamentar nos quatro anos, a quantia investida na vaga de Bia teria causado um prejuízo de R$ 4 milhões.
RINDO A TODA
Já os parlamentares do PSL, partido de Bolsonaro, se fossem negociante, estariam rindo a toa hoje em dia. A campanha do deputado federal Tio Trutis, conforme número divulgado pelo TSE, custou apenas R$ 12 mil; e a do parlamentar Dr. Luiz Ovando, R$ 21,6 mil. A dupla do PSL nunca tinha ocupado cargo político conquistado por voto.
Fonte: Top Midia
jul 31, 2019 | Política

Equipes da PF foram deslocadas para o município – Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado
O município de Cassilândia, distante 434 quilômetros de Campo Grande, é alvo de da 62ª fase da Operação Lava Jato, denominada Rock City, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal. Prisões e mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos também nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ministério Público Estadual (MPE) e Receita Federal.
Nesta fase, o objetivo é apurar o pagamento de propinas travestidas de doações de campanha eleitoral realizado por empresas do grupo investigado, que também teria auxiliado empreiteira investigada a pagar valores ilícitos de forma oculta e dissimulada, através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior, expediente conhecido como operações dólar-cabo.
Cerca de 120 policiais federais cumprem 1 mandado de prisão preventiva, 5 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão, em 15 diferentes municípios (Boituva, Fernandópolis, Itu, Vinhedo, Piracicaba, Jacareí, Porto Feliz, Santa Fé do Sul, Santana do Parnaíba e São Paulo/SP; Cuiabá/MT; Cassilândia/MS; Petrópolis e Duque de Caxias/RJ; e Belo Horizonte/MG). Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR.
Os fatos investigados nesta fase mantêm relação com as atividades do setor de operações estruturadas da empreiteira, responsável por viabilizar os pagamentos ilícitos do grupo, de forma profissional e sofisticada, e, assim, evitar o rastreamento dos valores e a descoberta dos crimes pelas autoridades de persecução penal. A suspeita é que offshores relacionadas à empreiteira realizavam – no exterior – transferências de valores para offshores do grupo investigado, o qual disponibilizava dinheiro em espécie no Brasil para realização de doações eleitorais.
Um dos executivos da empreiteira investigada, em colaboração premiada, afirmou que utilizou o grupo investigado para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de outubro de 2008 a junho de 2014, o que resultou em dívida não contabilizada pela empreiteira com o grupo investigado, no valor de R$ 120 milhões. Em contrapartida, a companhia investia em negócios do grupo investigado.
Também foi apurado que um dos executivos do grupo investigado, valendo-se do instituto do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT) instituído pela Lei 13.254/16, regularizou em 2017, mediante apresentação de declaração falsa de que esses valores seriam oriundos de atividades lícitas, R$ 1,3 bilhão. Contudo, há indícios de que essa regularização tenha sido irregular, em razão da suspeita de que os valores seriam provenientes da prática de “caixa dois” na empresa, com origem em um sofisticado esquema de sonegação tributária que contava com a burla de medidores de produção de cerveja, a qual era então vendida diretamente a pequenos comerciantes em espécie, sendo os valores então entregues a couriers da empreiteira.
O esquema desenvolvido com o grupo investigado é uma das engrenagens do aparato montado pela empreiteira para movimentar valores ilícitos destinados sobretudo para pagar propina a funcionários públicos da PETROBRAS e da Administração Pública brasileira e estrangeira. Outro delito a ser apurado é o de lavagem de dinheiro. Também foi determinada ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros dos investigados.
Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, onde serão interrogados.