Mato Grosso do Sul se mantém como o maior exportador de tilápias no país no segundo trimestre de 2020, sendo responsável por 84,84% das vendas externas do produto. O resultado ocorre no momento em que é verificado um aumento nas exportações da piscicultura brasileira. Levantamento realizado pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) em parceria com a Embrapa Pesca e Aquicultura. aponta que os embarques totais da proteína cresceram 33% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019.
De acordo com Nota Técnica elaborada pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), no acumulado dos dois primeiros trimestres de 2020, Mato Grosso do Sul exportou 486 toneladas de tilápia, num total de US$ 2,73 milhões.
Houve variação trimestral em termos de valores exportados. De janeiro a março deste ano foram US$ 1,866 milhões, frente a US$ 872,8 mil de abril a junho, queda de 53,24%. Mesmo assim, a produção sul-mato-grossense se manteve na liderança das vendas externas dessa proteína, representando 84,84% do total de tilápia exportada pelo país no 2º trimestre deste ano.
Os Estados Unidos é o principal comprador da tilápia produzida em Mato Grosso do Sul
Conforme os dados da Peixe BR, a tilápia se mantém no posto de espécie mais exportada e é responsável por 86% da movimentação das exportações do setor. Os principais destinos dessas vendas externas de Mato Grosso do Sul foram os Estados Unidos e os Canadá nos dois primeiros trimestres de 2020. De abril a junho, no entanto, o mercado norte-americano foi o destino principal de 171,84 toneladas.
O resultado das exportações de tilápia produzida em Mato Grosso do Sul é decorrente da política de atração de investimentos implantada pelo Governo do Estado, por meio da Semagro. “Desde 2015 trabalhamos no estímulo à produção, industrialização e a exportação de peixes, principalmente a tilápia. Neste ano, a pandemia teve um impacto significativo na retração das exportações no segundo trimestre por conta da logística prejudicada, mas o setor estabeleceu protocolo de biossegurança, fez investimentos para modernizar e manter sua produção e agora acompanhamos o desempenho nos próximos meses”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semagro.
Dentre os investimentos atraídos pela administração estadual estão a indústria da Tilabrás, em Selvíria, e a Geneseas, de Aparecida do Taboado. Em Itaporã, o frigorífico de peixes Mar e Terra foi vendido ao grupo Paturi Piscicultura Agroindustrial e fez adequações na estrutura para produzir tilápia. Em Angélica, foi entregue o certificado de adesão ao SISBI (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal) para a Samak pescados, que já está em operação.
Marcelo Armôa, Semagro – Foto do destaque: Edemir Rodrigues
Os 18 municípios de Mato Grosso do Sul que fazem parte do projeto “MS Fronteiras” serão contemplados com R$ 439.823,00 (quatrocentos e trinta e nove mil, oitocentos e vinte e três reais), para reestruturação dos órgãos da rede de atendimento à mulher em situação de violência, por meio de aquisição de bens permanente para uso exclusivo nos OPMs e em órgãos da rede de atendimento à mulher em situação de violência. O recurso será liberado por meio de convênio assinado entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov).
A subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Luciana Azambuja, que assina como responsável técnica pelo projeto, explica que a emenda da deputada federal Bia Cavassa foi de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) e que o valor de R$ 39.823,00 (trinta e nove mil, oitocentos e vinte e três reais) foi contrapartida do Governo do Estado, visando contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento e dos serviços oferecidos.
“Quando conversamos com a deputada Bia sobre os desafios para a efetiva implementação das políticas públicas de enfrentamento à violência, ela prontamente se dispôs a reservar uma quantia de sua emenda parlamentar individual para que pudéssemos executar um projeto visando melhorar os serviços existentes, para que as mulheres pudessem ter acolhimento mais humanizado e qualificado nos órgãos da rede, encorajando a procura por seus direitos e incentivando as denúncias. O investimento no projeto MS Fronteiras surgiu naturalmente, em razão da preocupação da deputada com as mulheres da região de Corumbá e Ladário e também por conhecer o projeto desde o início, quando ainda atuava na Prefeitura Municipal de Corumbá. Protocolamos a proposta no início do mês de maio e estávamos aguardando ansiosamente os trâmites administrativos, e hoje (quinta-feira) fomos surpreendidas com a publicação do extrato. Nosso Agosto Lilás ainda mais significativo”, disse Luciana Azambuja.
O projeto “Fortalecendo a rede de atenção e proteção à mulher fronteiriça” tem por objeto a aquisição de bens permanentes para uso exclusivo nos OPMs e em órgãos da rede de atendimento à mulher em situação de violência, em 18 (dezoito) municípios sul-mato-grossenses que integram o projeto “MS Fronteiras”.
Os recursos devem ser destinados à compra de móveis e computadores para reestruturar o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) de Corumbá, para as delegacias de Atendimento à Mulher (DAM) de Corumbá e de Ponta Porã e para os Organismos de Políticas para Mulheres (OPMs) dos municípios de Corumbá e Ladário (fronteira com a Bolívia); Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Laguna Caarapã, Amambai, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Tacuru, Japorã, Eldorado, Iguatemi e Mundo Novo (fronteira com o Paraguai).
O projeto vai custear ainda a instalação de uma Sala Lilás na Delegacia da Polícia Civil de Bela Vista. Também está prevista a aquisição de três veículos, para uso na Coordenadoria da Mulher de Corumbá e nas Delegacias de Atendimento à Mulher de Corumbá e Ponta Porã.
Segundo a deputada federal Bia Cavassa, a proteção da mulher vítima de violência doméstica ou vulnerável a esse tipo de violência precisa de investimentos contínuos em educação, prevenção e apoio, e a pandemia provocada pela Covid-19 acabou servindo para mostrar essa realidade e reforçar os investimentos no setor.
“Vimos uma explosão de casos no Brasil de mulheres sofrendo algum tipo de agressão e violência doméstica e até a barbárie do feminicídio, exatamente porque elas passaram a ter que conviver mais tempo com seus algozes, por conta da pandemia”, comentou a parlamentar, acrescentando que “por conta do trabalho e dos investimentos que vem sido realizados de forma contínua pelo Governo do Estado, esses números caíram de forma significativa durante o mesmo período em Mato Grosso do Sul, mostrando que todo e qualquer esforço para coibir, inibir e evitar a violência doméstica ou ainda, aplacar e amenizar os seus efeitos para as mulheres que sofreram esse tipo de abuso é necessário”.
Sobre o projeto “MS Fronteiras”
As gestoras estaduais de políticas para mulheres que integram a Comissão Permanente de Políticas para Mulheres do Codesul (consórcio formado pelos estados de MS, PR, SC e RS), conversando desde 2016, constataram que a problemática das violências que acometem as mulheres que vivem nas regiões fronteiriças era uma questão comum aos quatro estados-membros. Diante disso, foi proposta a constituição de um grupo de trabalho para atuar de forma articulada no âmbito do Codesul.
Essa mobilização resultou na edição da Resolução nº 1.251/2017, assinada pelos governadores dos estados-membros, constituindo grupo de trabalho para mapeamento e diagnóstico dos tipos de violência que acometem as mulheres que vivem numa faixa de 50 km entre os países fronteiriços, formado por representantes das comissões de mulheres e da segurança pública de cada Estado.
Em Mato Grosso do Sul, o decreto estadual nº 14.960, de 8 de março de 2018, instituiu um grupo de trabalho, coordenado pela SPPM, para execução das ações do “MS Fronteiras”, que vem sendo utilizado como “projeto-piloto” para os demais estados. No âmbito do projeto, foi também criado o “Parlamento Feminino da Fronteira”, reunindo as vereadoras dos 18 municípios, com objetivo de dar maior visibilidade à pauta do enfrentamento à violência e do empreendedorismo das mulheres na região fronteiriça.
As cidades de Figueirão, Anastácio, Porto Murtinho e Corumbá estão passando pela setorização da rede de abastecimento de água; mais eficiência na manutenção e aproveitamento dos recursos
Figueirão, Anastácio, Porto Murtinho e Corumbá estão passando pela setorização da rede de abastecimento de água. A Sanesul tem investido em projetos como este, fundamentais para o uso racional dos recursos naturais e melhorar a qualidade do serviço de abastecimento.
A setorização divide a rede em distritos, com o objetivo de facilitar a manutenção e diminuir os impactos causados durante a execução dos serviços, como por exemplo, a interrupção do fornecimento, além de reduzir as perdas de água, porque é possível controlar melhor a pressão da água na tubulação.
São várias as necessidades que podem ser atendidas em relação a um projeto de setorização. Via de regra, o foco é tornar os sistemas de abastecimento de água mais eficientes. E, essa eficiência pode ser do ponto de vista:
– Energético: dividindo o abastecimento em áreas que aproveitem melhor a infraestrutura já existente, reduzindo a necessidade de bombeamento e custo de energia;
– Redução de perdas de água com:
**Divisão em DMCs (Distritos de Medição e Controle), de forma que se controla toda a água que entra e é consumida, monitorando o volume perdido em áreas menores, inclusive possibilitando a identificação mais rápida de vazamentos. Torna possível saber em que parte da cidade está as maiores perdas e priorizá-las, tomando ações corretivas.
** ou Divisão em Distritos de Manutenção – ao contrário dos DMCs, não se mede a entrada. A finalidade é reduzir a área de intervenção em momentos de manutenção na rede. São menores que os DMCs. Quando é preciso fazer manutenção, apenas essa pequena parte é fechada e o impacto da paralisação é mínimo. Quando o serviço é concluído, rapidamente a distribuição é restabelecida. Ajuda também a diminuir perdas de água com descargas menores de rede para secar a tubulação para iniciar os serviços.
** ou Instalação de VRPs (Válvulas redutoras de pressão) – Se separa áreas da rede de distribuição onde a pressão é elevada e faz com que toda a água passe por uma válvula redutora de pressão antes de atender essa região. As pressões menores reduzem a ocorrência de rompimentos de rede e também os volumes perdidos em vazamentos, já que a quantidade de água que passa por um vazamento é proporcional a pressão na rede.
** ou Zonas de Pressão – Divide-se o sistema de abastecimento por zonas de pressão, atendendo as partes mais baixas da cidade pelo reservatório apoiado e as partes mais altas pelo reservatório elevado. Assim como as VRPs, isso faz com que a pressão média dos sistemas diminua, e reduz a ocorrência de rompimentos, perdas de água por vazamentos e custos com energia, já que nem toda a água precisa ser bombeada para os reservatórios elevados.
– E Boosters: São sistemas de bombeamento intermediários na rede de distribuição. É possível separar áreas mais altas onde nem sempre a pressão é suficiente e instalar boosters que elevam a pressão somente naquela área, sem tornar necessário subir a pressão no restante do sistema. São soluções muito utilizadas em regiões com relevo mais acidentado, com morros, etc.
Para o gerente de sistema de abastecimento de água da Sanesul, Elthon Teixeira, a solução é escolhida dependendo de pré-avaliação do sistema da cidade. “Muitas vezes é possível integrar diversas dessas soluções em um único projeto. A Sanesul monitora constantemente os índices de perdas, custos com energia, qualidade no atendimento de pressões mínimas, paralisações e interrupções de manutenção e estabelece com base nesses dados quais são as cidades que precisam de projetos de melhoria com setorização. Muitas vezes começamos de um projeto macro, com ajuste de zonas de pressão, e após nova análise podemos propor setorização da cidade em DMCs. Mais adiante, é possível fazer distritos de manutenção dentro destes DMCs e assim por diante. Em outros casos podemos implantar tudo em um único projeto” explicou o gerente.
Padres Ezequiel e Gustavo recebem Moção de Aplausos
A Câmara Municipal de Bela Vista, na forma regimental, após ouvir o plenário na sessão dia (10) de agosto, por meio de moção, congratulou o Padre Ezequiel Pedra Martinez e Cesar Gustavo Roa Torres.
A vereadora Fabrizia, autora da congratulação afirmou que os sacerdotes têm realizado um trabalho exemplar na comunidade, principalmente nesses dias difíceis, e isso e uma clara demonstração de fé e confiança na palavra de Deus.
A vereadora ressalta que a moção e extensivo aos membros da Igreja Santo Afonso, parabenizando-os pela programação em comemoração ao dia do padroeiro da cidade com a realização de uma missa drevi-in.
Tornar a Vila Novo Habitar melhor iluminado, garantindo maior segurança à população, é o que está solicitando o vereador, presidente da câmara municipal de Bela Vista Xetinho. A reivindicação foi feita durante sessão do Poder Legislativo dia (100 de agosto e direcionada à pasta da secretaria de obras.
Xetinho explicou que existe varias lâmpadas queimadas no bairro e o atual sistema não é suficiente para iluminar as ruas do bairro e que isto tem causado preocupação por parte dos moradores que se sentem inseguros diante da escuridão. “É preciso substituir as luminárias queimadas por lâmpadas de maior potência, já que as atuais não estão servindo para iluminar quase nada, deixando os moradores sem segurança e no escuro”, frisou.
O vereador explicou que o pedido foi feito pelos próprios moradores. “Eles alegam que a iluminação está ultrapassada e, por isso mesmo, pedem a troca por lâmpadas modernas, potentes, que sirvam realmente para iluminar as ruas da Vila Novo Habitar”, reforçou.
A adesão de Mato Grosso do Sul ao Programa de Aquisição Alimentar (PAA), na modalidade de compra com doação simultânea, vai beneficiar 395 agricultores familiares e 78 entidades de assistência social. Na prática, o Governo do Estado, ao adotar a modelo, fomenta o comércio de pequenos agricultores – com injeção de capital de R$ 2.565 milhões – e subsidia as instituições que atuam na Assistência Social e atende famílias em situação de vulnerabilidade.
“Esse programa é muito importante e tem um significado muito grande, porque você adquire os produtos do pequeno agricultor e coloca à disposição das famílias em fragilidade social. Desta forma a gente atende duas frentes, a produção a Agricultura Familiar e distribui esses alimentos às famílias mais carentes”, explicou o governador Reinaldo Azambuja.
Mato Grosso do Sul se habilitou, junto ao Ministério da Cidadania, em maior deste ano. Nesta etapa, 12 municípios do Estado fora credenciados para participar. O critério neste caso foi o cenário da produção local, unido às entidades sociais. Paranhos, Juti, Japorã, Santa Rita do Pardo, Coronel Sapucaia, Amambai, Novo Horizonte do Sul, Bela Vista, Inocência, Miranda, Guia Lopes da Laguna e Dourados vão ser conveniados para receberem o aporte que deve ser destinado ao setor.
São 395 agricultores familiares que vão atender 78 instituições, já selecionadas. A partir da assinatura, a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), inicia o processo dos convênios com os municípios. A secretaria também fará a chamada pública para habilitar os produtores.
“O programa é importante porque ele dá segurança ao segmento da Agricultura Familiar e atende a população mais carente. Isso vai de encontro com o que o governador Reinaldo Azambuja nos orienta sempre”, disse o secretário da Semagro, Jaime Verruck, que ressaltou o alcance social significativo unido aos fortalecimento da Agricultura Familiar. “Nosso papel foi mediar todo o convênio, e agora vamos fazer o trabalho de controle como agente fiscalizador”, frisou Verruck.
Agricultura familiar será beneficiada com a adesão do Estado ao compra com doação simultânea (Foto: Saul Schramm)
Cada agricultou habilitado receberá um cartão onde o recurso será depositado diretamente. Para estar apto, o produtor tem que oferecer no mínimo três diversidades de culturas. “Os alimentos fazem parte da base alimentar e o produtor deverá ter condições de oferecer pelo menos três opções de produtos”, explicou Karla Betânia, coordenador do PAA estadual.
Ideologia do programa
O PAA, por meio da modalidade Compra com Doação Simultânea, atua em duas frentes: ao comprar o alimento diretamente do pequeno agricultor, valoriza e estimula a atividade da agricultura familiar, fortalecendo esse segmento e incentiva a organização desses trabalhadores em cooperativas ou associações.
Os alimentos adquiridos são doados às entidades da rede socioassistencial (tais como: Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de
Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), Centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centros POP),
equipamentos que ofertem o serviço de acolhimento e entidades de assistência social), aos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional (restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos) e, à rede pública e filantrópica de ensino.