O governador Eduardo Riedel participou nesta quinta-feira (27), em Brasília, do Fórum de Governadores do Consórcio Brasil Central. Durante o evento destacou a importância do trabalho em conjunto na área de segurança pública, com troca de conhecimento, inteligência e integração para o combate ao crime organizado.
“A bandeira da segurança pública é um grande desafio para os estados, sabemos a luta dos gestores e profissionais da área. Acredito que a capacidade de estarmos juntos inteligência, conhecimento e integração seja determinante para combater o crime organizado, que está cada vez mais se estruturando. Temos que nos organizar em um trabalho conjunto. Quem ganha é a população”, afirmou o governador.
Riedel destacou o trabalho sério e dedicado de Mato Grosso do Sul durante o painel sobre Segurança Pública na reunião do Consórcio. O tema era a principal pauta do encontro dos governadores. O bloco de estados busca em conjunto propor ações, iniciativas e investimentos que possam reforçar o setor.
Além de Eduardo Riedel, participaram da reunião os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Ibaneis Rocha (Distrito Federal), Mauro Mendes (Mato Grosso) e Marcos Rocha (RO).
A comitiva de Mato Grosso do Sul ainda contou com os secretários Antônio Carlos Videira (Segurança), Arthur Falcete (Meio Ambiente) e Waldemir Moka, secretário-executivo do Escritório de Relações Institucionais e Políticas no Distrito Federal, além do comandante-geral da PMMS, Coronel Renato dos Anjos Garnes.
Coletiva de imprensa do Fórum Brasil Central
Premiados
Três iniciativas da Polícia Militar de MS foram premiadas como melhores projetos de segurança pública do Estado. O primeiro lugar ficou com a Expedição de Educação Ambiental no Pantanal, desenvolvido pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental. O projeto leva educação ambiental às comunidades ribeirinhas do Pantanal, percorrendo mais de 700 km pelo Rio Paraguai.
O segundo lugar ficou com o Programa Mulher Segura Indígena do 3º Batalhão da Polícia Militar. Se trata de um policiamento humanizado nas comunidades indígenas. Desde 2023, o programa atua nas aldeias Jaguapiru e Bororó, localizadas em Dourados e Itaporã.
O projeto Guardiões da Inocência levou a terceira colocação. Liderado pela capitã PM Bruna Carla, a iniciativa tem ações de prevenção ao abuso e exploração sexual infantil. Nas atividades estão palestras educativas em escolas para conscientizar crianças e adolescentes sobre este crime.
Posse
Durante a reunião o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi reconduzido para presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central. Ele apresentou durante o evento a proposta da criação do consórcio interestadual de TI dentro do Brasil Central, para fomento à inovação, tecnologia e inteligência artificial.
“Acompanhei desde o início a criação do Consórcio e sua evolução, para testemunhar mais um passo que o consórcio dá na sua presidência, com o governador Ronaldo Caiado reconduzido para o segundo mandato, com um bom trabalho. Entre ações importantes teve a compra conjunta de medicamentos, que traz economia aos estados, além de agilidade e segurança na entrega para os usuários. Algo que nasceu, cresceu e se consolidou na sua gestão”, destacou Riedel.
Criado em 2015 o bloco tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região, com a participação dos estados do Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Distrito Federal, Rondônia e Tocantins. Juntos o grupo representa 29% do território nacional, 26,2 milhões de habitantes e 49% das exportações brasileiras. Políticas públicas integradas dão mais força econômica e política para os estados membros.
Leonardo Rocha e Bruno Chaves, Comunicação do Governo de MS Fotos: Bruno Chaves
Quatro trabalhadores foram resgatados de condições semelhantes à escravidão na Fazenda Carandaí, localizada na zona rural de Corumbá (MS). A operação foi realizada na última terça-feira (25) a partir de denúncia anônima e contou com integrantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Polícia do MPU, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Polícia Militar Ambiental (PMA) da Polícia Federal (PF) e da Casa Militar do Mato Grosso do Sul.
As vítimas atuavam na extração de postes de madeira e viviam em condições degradantes. Foi constatado que alguns trabalhadores dormiam em redes embaixo de lona enquanto outros utilizavam colchão sobre cama de palha.
Falta de água potável, de banheiros e de instalações adequadas para o preparo de refeições foram outras irregularidades flagradas durante a operação. Durante a inspeção, foram tomados depoimentos do gerente da propriedade e dos trabalhadores resgatados. Relatos revelaram que os trabalhadores consumiam a mesma água utilizada pelo gado, que eles faziam necessidades fisiológicas no mato e que preparavam os alimentos em fogareiro improvisado.
A equipe de fiscalização também identificou o uso desvirtuado da terceirização informal como tentativa de afastar o vínculo de emprego direto entre o fazendeiro e os trabalhadores.
De acordo com o procurador do Trabalho Paulo Douglas Almeida Moraes, chamou a atenção o fato de o proprietário da fazenda, assim que soube que o helicóptero da equipe sobrevoava a região, ter determinado aos trabalhadores para que destruíssem os barracos e se escondessem. “Trata-se de uma evidência não apenas da consciência do ilícito como demonstra uma notória tentativa de ocultação das provas, circunstância que torna o caso bastante grave”.
Diante disso, o procurador do Trabalho afirmou que a atitude do empregador abre espaço para discutir eventual pedido de expropriação da fazenda como meio mais eficaz de punição. “A diferença entre esse caso e outros consiste na consciência do ilícito e na persistência da conduta, denotando que as penas e consequências que são aplicadas em situações como essa não foram suficientes para impedir que o empregador cometa irregularidades”.
O proprietário da fazenda foi convocado a comparecer em audiência na Vara do Trabalho de Corumbá, que será realizada nesta quinta-feira (27), às 9h. Durante a audiência, além de ouvir a versão do empregador para os fatos, o MPT vai discutir o registro na carteira de trabalho das vítimas, o pagamento de verbas rescisórias e do FGTS assim como os valores de dano moral individual e coletivo.
Outro caso – Também em fevereiro, o MPT participou de operação que resgatou 22 trabalhadores de escravidão contemporânea em fazenda localizada no município de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul. Após a fiscalização, o proprietário se comprometeu a pagar R$ 1,4 milhão em dano moral individual e R$ 500 mil em dano moral coletivo, além das verbas rescisórias.
Neste ano já foram 26 trabalhadores resgatados em Mato Grosso do Sul.
O empresário e jornalista Danilo Pereira da Costa, de 61 anos, proprietário do conhecido Jornal de Domingo e do site de notícias de Mato Grosso do Sul, o JD1, morreu noite desta segunda-feira (24), em Campo Grande…
As informações são de que o jornalista sofreu mal súbito, o que foi confirmado por colegas de profissão. Outros detalhes sobre a causa da morte não foram divulgados.
Nascido em 6 de março de 1963, natural de Pirassununga (SP), Danilo Costa era casado com a empresária Rosana El Daher Di Giorgio Costa e deixa dois filhos, Danielle e Danilo.
Além de jornalista e especialista em gestão comercial, filiado ao Sindicato de Jornalistas, diretor do grupo JD1 – do qual faz parte o Jornal de Domingo, o site JD1 e o JD1 Painéis.
Em 2018, foi homenageado na Câmara de Vereadores no Dia do Jornalista. “Esse tipo de homenagem, refresca e umidifica a caminhada, além de ser uma honra, ser homenageado pela sua cidade”, enfatizou Danilo Costa durante a solenidade na Casa de Leis.
O velório do jornalista começa às 16 horas na Capela Parque das Primaveras, localizada na Avenida Senador Filinto Muller, 2211, no Parati, em Campo Grande. O sepultamento será nesta quarta-feira (26), sem horário definido ainda.
Na tarde do dia 22 de fevereiro (sábado), por volta das 15h, a Radiopatrulha do Distrito do Boqueirão, durante rondas na cidade de Jardim, prendeu autor de tráfico de drogas.
A guarnição de serviço realizava rondas nas proximidades da vila SEAC, quando foram abordados por populares, que relataram uma movimentação suspeita em um imóvel abandonado, com a entrada e saída de diversas pessoas do local. Ante a informação, os policiais militares se deslocaram até ao local indicado, encontrando inicialmente dois homens, que alegaram serem usuários de drogas e que estariam fazendo uso do entorpecente no local. A guarnição realizou a abordagem no local, encontrando em uma sacola, de cor branca, pedaços de substância análoga a Maconha, que pesaram aproximadamente 400g (quatrocentas gramas).
Durante entrevista, um dos homens afirmou ter comprado a droga de outra pessoa, indicando o endereço e o nome do vendedor. Com o apoio das guarnições da Radiopatrulha e da Força Tática, ambas de Jardim, as guarnições se deslocaram até o endereço indicado e localizaram o suspeito de vender os entorpecentes. Com a devida autorização da proprietária do imóvel, os policiais militares realizaram vistorias no local, mas não encontraram nada de ilícito.
Diante dos fatos, o autor 27 anos, recebeu voz de prisão e juntamente com o entorpecente e os demais envolvidos, foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Jardim, para as providências cabíveis.
Na madrugada desta sábado (22), policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) recuperaram um Ford F-4000 carregado com 2.824 quilos de maconha. Na ação ninguém foi preso.
Os militares realizavam um patrulhamento ostensivo e preventivo na rodovia MS-295, área rural do município de Iguatemi, quando visualizaram o veículo às margens da pista, em um monturo de areia. Os policiais se aproximaram para verificar se tratava-se de problema mecânico e constataram que o Ford estava abandonado e carregado com a droga.
Foi realizada buscas nas imediações, porém, ninguém foi localizado. A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia da Polícia Civil em Iguatemi. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 7,5 milhões.
As ações envolvendo os policiais do DOF aconteceram dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
O homem de 22 anos, preso por estuprar uma menina de 12 anos, no bairro Santa Luzia, fez mais de uma vítima e armazenava vídeo das meninas no próprio celular, em Campo Grande.
O pai de uma das meninas é quem surrou o autor, após se passar pela filha e ir ao encontro do autor, em uma praça do bairro, nesta quarta-feira (19).
O homem de 40 anos descobriu que o agressor abordava a menor na escola e criou um vínculo com ela. Ao ter pedido de sexo negado, ele disse que ela teria os pais mortos. O estupro ocorreu dentro da casa da vítima, ainda em dezembro de 2024.
”Estava tentando marcar encontro com ele, quando cheguei no local ele correu e sacou um simulacro”, detalha o pai ainda bastante nervoso.
Mesmo sem saber que era simulacro, conseguiu tomar o armamento do suspeito e o espancou.
Ao TopMídiaNews, o pai contou que além de confessar o estupro, o criminoso tentou culpar a vítima, dizendo que a menina havia mentido a idade.
No aparelho celular do autor, foram encontrados vídeos dos abusos, segundo o pai.
“Ele tinha armazenado vídeos de outras meninas”, enfatizou.
A família da menina esteve na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) fazendo a denúncia dos abusos.
O pai da menor ainda lamentou que, diante de tantos crimes do suspeito, ser ele que vai responder por lesão corporal dolosa, por ter agredido o rapaz.
”Quebrei costela, quebrei os braços dele, mas queria matar”, disse o pai da vítima.