Marco Aurélio Cunha desde que voltou ao São Paulo tem se recusado a afirmar que o clube passa por uma crise (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
São Paulo (SP) – Marco Aurélio Cunha segue dando a cara à tapa no São Paulo. Nesta quarta-feira, mais uma vez o executivo de futebol foi o dirigente responsável por acompanhar a delegação em Recife, onde a equipe não passou de um empate por 1 a 1 com o Sport. O resultado faz com que o Tricolor do Morumbi tenha de secar seus rivais para não terminar a 29ª rodada do Campeonato Brasileiro a apenas dois pontos da zona de rebaixamento. Mesmo assim, o dirigente não gostou quando foi questionado sobre a possibilidade de ficar marcado como membro da diretoria que caiu com o time à Série B.
“Nem posso imaginar uma coisa dessa, embora me preocupe. Essa forma de perguntar não é legal, até porque nós não estamos na zona de rebaixamento. Por que você me pergunta isso se temos outros times grandes mais perto da zona do que o São Paulo?. Não vejo por que perguntar isso nesse momento em que viemos aqui e conseguimos um empate fora de casa que pode ser importante”, disse Marco Aurélio, claramente incomodado, mas se esforçando para não perder a calma.
O homem forte do futebol do São Paulo voltou a reafirmar que o campeonato do Tricolor é jogo a jogo, sem grandes projeções e novamente evitou ao máximo falar em luta contra o rebaixamento.
“O planejamento não para, estamos sempre conversando a respeito e o mais importante é ganhar pontos para a gente ficar tranquilo quanto a essa questão da zona de rebaixamento. É fazer pontos, o máximos possível, para sempre estar distante dos últimos colocados. Essa é a missão: fazer pontos”, explicou, demonstrando muita resistência em assumir a luta contra o descenso.
Para finalizar, Marco falou sobre seu comentário em um post de Jonathan Calleri na rede social Instagram, que acabou gerando muita repercussão. Muitos viram o gesto como uma expectativa de retorno do centroavante argentino, enquanto outros repudiaram a “brincadeira” em meio a crise são-paulina. “Que tal conversarmos”, escreveu o dirigente.
“Escrevi porque eu me dou bem com ele. Estivemos juntos na Olimpíada, conversamos bastente, então, mandei “vamos conversar”. Se as coisas fossem fáceis como uma postagem no Instagram eu falaria com o Messi. Foi só um comentário habitual”, disse, tentando encerrar e minimizar o tema.
Rei dos escanteios, Jean Mota recebe elogios após nova assistência
Aos 34 minutos do segundo tempo, o Santos vivia seu pior momento na partida contra o Fluminense, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Após levar o empate dentro da Vila Belmiro, o alvinegro era pressionado e quase levou a virada do Flu. Porém, um escanteio cobrado por Jean Mota fez a diferença. O meia cruzou na cabeça de Ricardo Oliveira, que se antecipou e escorou para o fundo da rede, decretando a vitória santista por 2 a 1, no duelo válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A assistência foi a quinta de Jean neste Brasileirão, sendo que quatro foram de escanteios, contra Atlético-MG (duas vezes) e Corinthians, respectivamente. Para o técnico Dorival Júnior, o meia foi um ótimo investimento do clube.
“Das quatro equipes que estão na frente no Brasileirão, o Santos é a que tem o menor volume de investimento. Mesmo assim, nós encontramos alguns atletas que chegaram nesse grupo sem muitos gastos e deram soluções para os nosso problemas. O Jean é um deles”, afirmou o comandante, em entrevista coletiva após o triunfo sobre o Flu.
Indicação direta de Dorival Júnior, o armador chegou ao Peixe em junho após se destacar pelo Fortaleza na Série C, assinando contrato com o Santos até 2020. O atleta de 22 anos pode atuar como lateral-esquerdo, volante, meia e ponta, mas a comissão técnica prefere que ele atue como armador.
“Fico feliz por cobrar o escanteio na cabeça do Ricardo e ajudar o Santos a ganhar os três pontos. Aos poucos estou conseguindo minha vaga na equipe. É um time grande, com vários jogadores de qualidade. Estou buscando aos poucos meu espaço”, afirmou Jean Mota, na saída do gramado.
Na próxima rodada, o Santos provavelmente terá o retorno do meia Lucas Lima. Com isso, a presença de Jean Mota segue sendo dúvida para o clássico contra o São Paulo, no Pacaembu, no dia 13, às 21h (de Brasília).
Brasilia (DF) – A presença Philippe Coutinho entre os titulares será a principal novidade da Seleção Brasileira no confronto com a Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas. O técnico Tite foi elogioso ao falar sobre o meia e pediu paciência à torcida em Natal, sede do jogo marcado para as 21h45 (de Brasília) de quinta-feira.
Em alta no Liverpool, Coutinho foi utilizado por Tite durante as partidas contra Equador e Colômbia. Satisfeito com o rendimento apresentado pelo meia nos dos primeiros jogos, o treinador planeja colocá-lo no lugar de Willian no duelo com a Bolívia.
“As duas entradas (contra Equador e Colômbia), o momento dele e a composição para formar como quarto homem de meio de campo que flutua”, enumerou Tite ao falar sobre Coutinho. “Ele faz isso com maestria. Vai carregar essa responsabilidade, mas não à toa é chamado de mago no Liverpool”, acrescentou.
A presença de Philippe Coutinho no lugar de Willian não será a única novidade da Seleção Brasileira. Suspenso, o volante Paulinho está fora. Assim como o lateral esquerdo Marcelo e o meio-campista Casemiro, ambos lesionados. Eles serão substituídos por Fernandinho, Filipe Luís e Giuliano.
Na véspera da partida, a ser disputada na Arena das Dunas, Tite pediu paciência ao torcedor potiguar. De acordo com o treinador, em alguns momentos a bola será recuada em busca da melhor opção para atacar a Bolívia, antepenúltima colocada nas Eliminatórias.
“Temos uma forma de jogar que, por vezes, atrasamos a bola ao goleiro para sair jogando com o lateral. Pedimos que o torcedor entenda isso sem apupos, porque é nossa forma de jogar para que possamos produzir e vencer. É importante que não se deixem levar pelos dois jogos que vencemos e esperem uma facilidade maior”, afirmou.
Com 15 pontos ganhos, um a menos que o Uruguai, a Seleção Brasileira ocupa o segundo lugar das Eliminatórias Sul-Americanas. Já a Bolívia, que na última rodada empatou sem gols contra o Chile fora de casa, tem sete pontos e figura no oitavo posto.
No primeiro turno, em São Paulo, o Palmeiras bateu o Santa Cruz por 3 a 1 (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
O Palmeiras ampliou sua vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro na noite desta segunda-feira. No Estádio do Arruda, o time alviverde ganhou do Santa Cruz por 3 a 2, abrindo três pontos de vantagem em relação ao Flamengo na tabela de classificação.
A 10 rodadas do final, o Palmeiras contabiliza 57 pontos ganhos e volta a campo para enfrentar o lanterna América-MG às 17 horas (de Brasília) deste domingo, em Londrina. Já o Santa Cruz, com os mesmos 23 pontos, segue no penúltimo lugar e pega o Flamengo também às 17 horas de domingo, no Pacaembu.
O Palmeiras dominou as ações durante o primeiro tempo e saiu na frente com um golaço de Zé Roberto, escalado no meio de campo. Em um segundo tempo emocionante, Arthur, Leandro Pereira, Grafite e Roger Guedes construíram o placar final.
O Jogo – Logo aos 7 minutos, o Palmeiras levou perigo em cobrança de falta ensaiada, mas o chute disparado por Jean foi para o fora. O time alviverde mantinha a posse de bola e assustou novamente após dois escanteios batidos pelo mesmo Jean. Edson Kolln, porém, conseguiu defender os arremates de Erik e Jean.
O Palmeiras manteve a superioridade e conseguiu inaugurar o marcador aos 32 minutos do primeiro tempo. Escalado no meio por Cuca no lugar do volante Gabriel, o versátil Zé Roberto recebeu de Erik e, na cara do goleiro, tocou com categoria por cima de Edson Kolln.
Nervosos e insatisfeitos com a arbitragem de Dewson Fernando Freitas da Silva, quatro jogadores do Santa Cruz foram advertidos com o cartão amarelo ainda no primeiro tempo. O Santa Cruz chegou a melhorar após o gol, mas não conseguiu criar boas chances para empatar.
No começo do segundo tempo, Jailson salvou o Palmeiras ao defender chute de calcanhar de Grafite, mas aos 10 minutos não conseguiu evitar o empate. Substituto de Derley, Arthur recebeu de Allan Vieira pelo lado esquerda e, da entrada da área, finalizou com precisão.
Aos 20 minutos, pouco depois de Gabriel Jesus perder boa chance diante de Edson Kolln, o Palmeiras marcou o segundo. Moisés recebeu na intermediária e lançou. Neris cabeceou e Leandro Pereira, que entrou no lugar de Erik, completou de primeira para o gol.
A vantagem do Palmeiras no marcador durou muito pouco, já que três minutos depois Erik tocou Arthur em jogada aérea e o árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva marcou pênalti. O experiente Grafite cobrou no canto direito de Jailson e empatou novamente.
O Palmeiras chegou ao terceiro gol aos 34 minutos da etapa complementar. Jean recuperou a bola no campo de defesa e acionou Cleiton Xavier, substituto de Egídio. O meia desceu pela direita e cruzou para finalização certeira de Roger Guedes. Quatro minutos depois, na última chance do jogo, Grafite invadiu a área pela esquerda e bateu para defesa de Jailson.
FICHA TÉCNICA SANTA CRUZ 2 X 3 PALMEIRAS
Local: Estádio do Arruda, em Recife-PE Data: segunda-feira, 03 de outubro de 2016 Horário: 20 horas (de Brasília) Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa) Assistentes: Marcio Gleidson Correia Dias e Helcio Araújo Neves Cartões amarelos: Derley, Neris, Danny Morais, Allan Vieira, Pisano e Grafite (SAN); Erik, Jailson e Gabriel Jesus (PAL) Público: 7.189 pagantes Renda: R$ 102.040,00 Gols: SANTA CRUZ: Arthur, aos 10 minutos do 2º Tempo, e Grafite, aos 24 minutos do 2º Tempo PALMEIRAS: Zé Roberto, aos 32 minutos do 1º Tempo, Leandro Pereira, aos 20 minutos do 2º Tempo, e Roger Guedes, aos 34 minutos do 2º Tempo
SANTA CRUZ: Edson Kolln; Danilo Pires, Neris, Danny Morais e Allan Vieira (Jadson); Uillian Correia, Derley (Arthur) e João Paulo; Pisano (Vagner), Keno e Grafite Técnico: Doriva
PALMEIRAS: Jailson; Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo e Egídio (Cleiton Xavier); Tchê Tchê, Zé Roberto e Moisés; Roger Guedes (Thiago Santos), Gabriel Jesus e Erik (Leandro Pereira) Técnico: Cuca
Ricardo Oliveira não atuou nas três últimas partidas do Santos (Foto: Ivan Storti/Gazeta Press)
Santos (SP) – O retorno de Ricardo Oliveira, o Santos bateu oAtlético-PR por 2 a 0, na Vila Belmiro, em jogo valido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Fora dos últimos três jogos do Peixe, o veterano centroavante marcou de pênalti, ainda no primeiro tempo, e Paulinho fechou o placar na segunda etapa.
Além de comemorar seu retorno com gol, fundamental para o Peixe permanecer no G4, o tento foi um alívio para Ricardo Oliveira, que não balançava as redes desde o dia oito de setembro, quando anotou o único gol do Santos na derrota por 2 a 1 para o Internacional, na Vila Belmiro. Desde então, foram seis jogos do Peixe, sendo que o veterano não atuou em três destes.
Com o resultado, o Santos chegou aos 48 pontos, assegurando a quarta colocação do Campeonato Brasileiro. Já o Atlético-PR estacionou nos 42 pontos ganhos, ficando na quarta posição. O quinto, que pode fechar um possível G5 do Brasileirão, é o Fluminense, com 46 pontos.
Na próxima rodada, o Santos recebe o Fluminense na Vila Belmiro, quarta-feira, às 21h (de Brasília), em duelo direto pela classificação à Copa Libertadores. Já o Atlético-PR recebe aChapecoense na Arena da Baixada, às 19h30 (de Brasília), no mesmo dia. Ambos os jogos são válidos pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O JOGO
Ricardo Oliveira abriu o placar para o Santos (Foto: Guilherme Dionizio/Photo Press)
Apesar de as duas equipes estarem brigando pelo G4 do Campeonato Brasileiro, o primeiro tempo não fez jus à colocação dos times e teve poucas emoções na Vila Belmiro. A primeira chance de gol aconteceu apenas aos 14 minutos, quando o volante Otávio pegou sobra da zaga santista e arrisca chutou de muito longe, mas Vanderlei espalmou por cima do travessão.
No lance de perigo seguinte, o Santos respondeu e abriu o placar aos 28 minutos, de pênalti. Vecchio disparou pelo meio e acertou bom passe para Lucas Lima na direita. O meia virou o jogo e devolveu para o argentino, que foi derrubado pelo goleiro Weverton dentro da área. Na cobrança da penalidade, Ricardo Oliveira não titubeou e mandou para as redes.
O Segundo tempo, no entanto, começou com bem mais emoção na Vila Belmiro. Logo aos três minutos, o Atlético-PR quase chegou ao empate em cobrança de falta de Herrnani. De frente para o gol, o volante cobrou por cima da barreira e Vanderlei apenas observou a bola explodir no travessão.
O Santos respondeu já no minuto seguinte. Em contra-ataque, Thiago Maia arriscou o chute, Weverton não segurou e deu rebote, que ficou com Lucas Lima. O meia cruzou boa bola para o meio, mas ninguém do Peixe chegou para mandar para as redes.
O Atlético-PR seguiu em busca do empate e teve nova chance aos 24 minutos. Hernani fez ótimo cruzamento pela esquerda, Lucho González saltou para tentar desviar, e Vanderlei espalmou.
O placar, porém, começou a ser definido aos 30 minutos, quando Paulinho entrou no lugar de Copete. Sete minutos depois, o atacante aproveitou cruzamento de Renato para o meio da área, antecipou Paulo André, e desviou de cabeça para mandar a bola no canto esquerdo de Weverton e ampliar a vantagem do Peixe.
FICHA TÉCNICA SANTOS 2 X 0 ATLÉTICO-PR
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP) Data: 1º de outubro de 2016, sábado Horário: 16h (de Brasília) Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE) Assistentes: Clovis Amaral da Silva (PE) e Cleberson do Nascimento Leite (PE) Público: 5.764 Renda: R$ 173.620,00
Cartões amarelos: Lucas Lima e David Braz (SAN); Weverton (ATL)
Gols:
SANTOS: Ricardo Oliveira, aos 29 minutos do primeiro tempo, e Paulinho, aos 37 da segunda etapa
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Luiz Felipe e Zeca; Renato eThiago Maia; Lucas Lima e Vecchio (Jean Mota); Copete (Paulinho) e Ricardo Oliveira (Yuri) Técnico: Dorival Júnior
ATLÉTICO-PR: Weverton; Rafael Galhardo, Paulo André, Thiago Heleno e Nicolas; Otávio e Hernani; Lucho González (Luan), Lucas Fernandes (Marcos Guilherme) e Matheus Rosseto; Pablo Técnico: Paulo Autuori
Paulistas foram presa fácil para o Botafogo e se afastaram da briga pela Libertadores (Foto: Ide Gomes / FramePhoto)
Rio de Janeiro (RJ) – O Corinthians foi completamente dominado pelo Botafogo na tarde deste sábado, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, e somou seu quinto jogo sem vitória no Campeonato Brasileiro. Desencontrado sem Rodriguinho e Giovanni Augusto, seus dois meias titulares, o Timão viu Neilton, Camilo e Diogo Barbosa comandarem as ações dos donos da casa e dispararem 2 a 0, com fols do primeiro e do terceiro do trio, ambos ainda na primeira etapa.
Com o resultado, os botafoguenses chegam aos mesmos 41 pontos dos corintianos, mas ainda ficam atrás na diferença de saldo de gols (6 a 2 para os paulistas). Os dois estão a cinco pontos do Fluminense, atualmente quinto colocado, e provável primeiro classificado para a Libertadores do ano que vem.
Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o perigoso Atlético-MG, terceiro colocado do campeonato, em duelo marcado para as 21h (de Brasília) da quarta-feira, no estádio de Itaquera. Jair Ventura e sua trupe, por outro lado, tentam manter a boa fase contra o Figueirense, no Orlando Scarpelli, no domingo, às 16h (de Brasília).
Timão nervoso, Botafogo solto
Preocupado com o gramado pesado do estádio Luso-Brasileiro, o técnico Fábio Carille preferiu escalar um meio-campo apenas com jogadores de força na faixa central, apostando na boa presença física de Willians, Marciel e Camacho. Do outro lado, já conhecedor de cada espaço do local, Jair Ventura mandou a campo os leves Camilo, Diogo Barbosa e Neilton, conquistando um domínio praticamente inabalado nos 45 minutos iniciais.
A primeira chance veio aos nove minutos, quando Barbosa tabelou com Camilo no meio-campo e, da linha divisória, deu belo passe em profundidade para Vinícius Tanque. O centroavante recebeu com bastante espaço para conduzir, mas mostrou certa lentidão e, na entrada da área, arriscou chute rasteiro. Walter, bem posicionado, encaixou com tranquilidade.
O melhor futebol dos donos da casa, porém, continuou envolvente e não demorou para abrir o placar. Neilton entrou driblando na defesa e dividiu com Yago. A bola espirrou e sobrou limpa para Vinícius Tanque, em claro impedimento, ignorado pela arbitragem. Com calma, o centroavante devolveu para Neilton, que encobriu Walter para abrir o placar. Apesar da irregularidade, a vantagem botafoguense era justa pelo que acontecia até os 24 minutos.
Enquanto o Corinthians se perdia na armação e ficava irritado com o juiz Caio Max, o Fogão tratou de ampliar a sua vantagem. E o lance veio dos pés de um dos poucos jogadores que a torcida corintiana ainda confia. Aos 39 minutos, Carli fez lançamento do campo de defesa e Fagner tentou cortar de calcanhar. A bola bateu no braço de Diogo Barbosa, sem intenção, e sobrou limpa para o meia chutar forte, acertar o travessão e ver a bola cair atrás de Walter.
Times cansam e Corinthians perde chance de ouro
Mesmo sem melhorar nem seu nível de futebol nem sua atitude dentro de campo, o Corinthians ganhou de presente um pênalti do árbitro logo aos nove minutos de bola rolando. Marlone recebeu bola dentro da área e tentou um chute para o meio. A bola desviou no braço de Emerson Santos, que estava colado ao corpo do zagueiro, mas o juiz concordou com uma sinalização do assistente Flávio Gomes Barroca e assinalou a penalidade.
Era a chance de ouro para a equipe tentar melhorar de produção, ficando nos pés do meia Marquinhos Gabriel. Um dos poucos atletas que havia superado a maldição dos pênaltis que assombrou a equipe na temporada 2016, porém, o armador sucumbiu ao mesmo problema dos companheiros. Bateu rasteiro, no canto esquerdo, parando em fácil defesa de Sidão.
Depois disso, o jogo mostrou um Corinthians bastante apático para quem precisava buscar a vitória na briga por uma vaga na Libertadores. Carille tentou mudar a equipe, com Lucca, Gustavo e Rildo nos lugares de Marciel, Romero e Marquinhos Gabriel. Nada, porém, foi capaz de ao menos ameaçar uma mudança no placar.
FICHA TÉCNICA BOTAFOGO 2 X 0 CORINTHIANS
Local: Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro (RJ) Data: 1º de outubro de 2016, sábado Horário: 16h30 (de Brasília) Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN) Assistentes: Flávio Gomes Barroca (RN) e Vinícius Melo de Lima (RN) Cartões amarelos: Carli, Victor Luís, Bruno Silva, Dudu Cearense (Botafogo); Romero, Lucca, Marquinhos Gabriel (Corinthians) Gols:
BOTAFOGO: Neilton, aos 24, Diogo Barbosa, aos 39 minutos do primeiro tempo
BOTAFOGO: Sidão; Alemão, Emerson Santos, Joel Carli e Victor Luís; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Camilo e Diogo Barbosa (Rodrigo Pimpão); Neilton (Dudu Cearense) e Vinícius Tanque (Luis Henrique) Técnico: Jair Ventura
CORINTHIANS: Walter; Fagner, Yago, Balbuena e Guilherme Arana; Willians, Camacho, Marquinhos Gabriel (Rildo), Marciel (Lucca) e Marlone; Romero (Gustavo) Técnico: Fábio Carille