dez 4, 2014 | Economia
Grupo Transportes lidera pelo segundo mês o IPC/CG
A inflação da Capital, em novembro, registrou alta de 0,03% em relação a outubro e fechou em 0,55%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Universidade Anhanguera-Uniderp.
A ligeira alta já era prevista, segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza, pois os últimos meses do ano são, tradicionalmente, de índices inflacionários elevados. “Apesar do aumento no índice, seu valor foi um pouco menor do que o ocorrido em novembro de 2013, quando registramos 0,58%. Desse modo, a inflação acumulada em 12 meses na cidade recuou, permanecendo em 6,45%, muito próxima do topo da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para o ano de 2014, que é de 6,5%”, analisa.
Ainda segundo o pesquisador, este comportamento revela que a inflação não deve ultrapassar o teto da meta até o final do ano. “No próximo mês, dezembro, tudo indica que a tendência da inflação é continuar nesse mesmo patamar de novembro. Ligeiros aumentos devem ocorrer em virtude do final de ano, com as festas natalinas, que devem elevar os preços do grupo Alimentação. Produto como a carne bovina pode oferecer algum risco para a inflação, com majoração de preços devido à alta demanda para esta época”, complementa o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza.
Os grupos pesquisados que registram alta da inflação foram: Transportes (2,40%), Alimentação (1,08%) e Habitação (0,04%). Já os que ajudaram a conter o índice no mês passado foram Vestuário (-0,41%), Educação (-0,26%), Saúde (-0,20%) e Despesas Pessoais (-0,04%). “Assim como outubro, vemos o grupo Transportes no topo dos que mais contribuíram para a elevação da inflação em novembro. Isso aconteceu, principalmente, pelo aumento dos preços dos combustíveis e à alta da passagem de ônibus na Capital”, revela Souza.
Inflação acumulada – Nos últimos doze meses foi registrada uma inflação de 6,45%, número acima do centro da meta de 4,5%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas ainda abaixo do teto da meta que é de 6,5%. No período, as maiores inflações acumuladas por grupos foram: Alimentação, com 10,01% e Educação, com 8,22%.
Analisando os 11 meses do ano, a inflação acumulada ficou maior, resultando em 5,78%, ultrapassando o centro da meta inflacionária para 2014, que é de 4,5%, mas ainda abaixo do teto, que é de 6,5%. Nesse tempo, os maiores índices por grupos foram: Alimentação, com 9,67% e Educação, com 8,05%.
Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação do mês de outubro foram: ônibus urbano (0,17%), batata (0,11%), gasolina (0,08%), diesel (0,05%), queijo muçarela/prato (0,04%), cebola (0,03%), tomate (0,03%), óleo de soja (0,03%), vestido (0,02%) e fígado (0,02%).
Já os dez itens que mais ajudaram a segurar a inflação nesse período com contribuições negativas foram: : feijão (-0,04%), pescado fresco (-0,04%), papelaria (-0,03%), blusa (-0,03%), leite pasteurizado (-0,02%), queijo cremoso (-0,02%), frango congelado (-0,02%), calça comprida masculina (-0,01%), milho para pipoca (-0,01%) e sapato feminino (-0,01%).
Segmentos
Em novembro, o grupo Habitação apresentou uma relativa estabilidade em seu índice, resultando em 0,04%. Alguns produtos/serviços deste grupo que sofreram majorações de preços foram: inseticida (5,17%), desinfetante (4,48%), amaciante de roupas (4,32%), entre outros. Queda de preços ocorreu com: lustra móveis (-2,81%), pilha (-2,78%), sabão em barra (-1,85%), entre outros itens.
O índice de preços do grupo Alimentação registrou alta de 0,03% em relação a outubro, ficando em 1,08%. Aumento de preços foi registrado em produtos como: limão (58,41%), batata (33,10%), cebola (24,87%), entre outros alimentos. Grande queda de valor ocorreu com a manga (-17,69%), berinjela (-15,55%), queijo cremoso (-8,93%), feijão (-8,51%), entre outros.
O coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza explica os motivos da variação de preços do itens apontados. “O grupo Alimentação sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. Alguns produtos aumentam de preços ao término da safra, outros diminuem de preços quando entram na safra. Quando o clima é desfavorável há aumentos de preços, ocorrendo quedas quando o clima se torna favorável”, diz.
Em novembro, dos treze cortes de carne bovina pesquisados pelo NEPES da Anhanguera-Uniderp, somente o contra-filé teve queda no preço, de -0,20%. Os maiores aumentos foram computados com o fígado (8,50%), filé mignon (8,28%), picanha (6,50%) e ponta de peito (5,24%).
Quanto à carne suína, todos os cortes estudados tiveram elevações de preços. A bisteca registrou alta de 2,87%, o pernil ficou 2,49% mais caro e a costeleta 2,05%. “Certamente está havendo uma migração de consumidores de carne bovina para a carne suína, o que provocou esse aumento do produto”, considera Souza.
O frango resfriado teve queda de preço de -1,73% e os miúdos de frango um pequeno aumento de 0,54%. “O frango continua sendo uma boa opção para a substituição da carne bovina, que está com preço muito alto”, indica o pesquisador da Anhanguera-Uniderp.
Passando para o grupo Transportes, não houve nenhuma queda de preço em qualquer produto/serviço pesquisado. O IPC/CG demonstra alta de 2,40%. As causas são os aumentos nos preços da passagem de ônibus urbano (11,11%), da gasolina (2,68%), do diesel (2,16%), do automóvel novo (0,68%), do etanol (0,37%) e pneu novo (0,32%).
Já o grupo Educação teve uma pequena deflação em seu índice, da ordem de (-0,26%), devido a queda de preços em produtos de papelaria (-2,40%).
O grupo Despesas Pessoais apresentou estabilidade em novembro, com pequena deflação da ordem de -0,04%. Alguns produtos desse grupo que tiveram elevação de valor foram: papel higiênico (3,83%), fio dental (2,37%) e sabonete (1,10%). Já, queda de preços ocorreu com: absorvente higiênico (-4,54%), xampu (-3,35%), protetor solar (-2,03%), entre outros.
Saúde também apresentou deflação, fechando em -0,20%. Os produtos desse grupo que aumentaram de preços foram: antialérgico e broncodilatador (2,48%), hipotensor e hipocolesterínico (0,13%) e antiinfeccioso e antibiótico (0,09%). Já, os produtos que tiveram quedas de preços foram: antidiabético (-6,19%), material para curativo (-2,34%), vitamina e fortificante (-2,31%), entre outros.
Com o mesmo comportamento, o grupo Vestuário registrou moderada deflação em seu índice, de -0,41%. Os itens que tiveram aumento de preços foram: vestido (7,25%), lingerie (2,14%), sandália/chinelo masculino (1,01%), entre outros. Queda no valor ocorreu com: blusa (-4,52%), sapato feminino (-3,85%), calça comprida masculina (-2,20%), entre outros.
IPC/CG – O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/ CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Universidade Anhanguera – Uniderp divulga mensalmente o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande.
Sobre a Anhanguera Educacional
A Anhanguera já transformou a vida de mais de um milhão de alunos e, há 20 anos, está ajudando a mudar o futuro do nosso país. Alinhada à nova fase de desenvolvimento do Brasil, a Instituição oferece conveniência e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação, extensão e Pronatec, contribuindo com o projeto de vida de crescimento e ascensão profissional dos alunos. A companhia é líder no uso de novas tecnologias no setor educacional e está presente em todos os estados brasileiros, com 70 campi e mais de 500 unidades de educação a distância. Em 2014, passou a integrar o grupo Kroton Educacional, uma das maiores organizações de educação do Brasil, com uma trajetória de sucesso de mais de 45 anos.
Com um índice de 92,2% dos cursos com conceito positivo no MEC frente à média de 87% das demais instituições privadas, a Anhanguera conta com 92 cursos estrelados pelo Guia do Estudante (edição 2013) e é a marca mais valiosa do setor de educação no país, segundo o ranking BrandZ Top 50, divulgado anualmente pela Millward Brown.
Fonte: Cidiana Pellegrin
dez 1, 2014 | Economia
Pesquisadores mostram resultados de pesquisas realizadas ao longo do ano pela Fundação MS
O circuito de apresentações de resultados de pesquisas sobre o milho safrinha, que aconteceria nesta terça-feira, em Campo Grande, foi remarcado para o próximo dia 8. O evento acontece na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), a partir das 8h, sendo uma realização da Fundação MS em parceria com o Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). Entre os assuntos, estão: manejo de solo e fertilidade, posicionamento de híbridos de milho, manejo de nitrogênio e a eficácia do uso de dos fungicidas no controle de doenças nas plantas.
A validação de híbridos de milho, que pode ajudar produtores rurais e consultores a escolherem materiais mais adequados para a próxima safrinha, é um dos assuntos do encontro. Em média, cerca de 70 híbridos foram testados em diversas regiões do Estado. “Com isso, será possível fazer um ranqueamento e a posição dos materiais nas tabelas. Toda safrinha a gente repete esse trabalho, mantendo os híbridos que já são padrões e os de lançamento”, explica o pesquisador de fitotecnia milho da Fundação MS, André Lourenção.
Combate a doenças nas plantas – A eficácia do uso de fungicidas no combate a doenças como mancha-marrom e a mancha foliar está entre os assuntos abordados. Os principais estudos foram feitos com o incremento de diferentes híbridos de milho, verificando qual o melhor momento de aplicação do recurso. O objetivo é, além de controlar doenças, elevar a produtividade e margens de lucro das lavouras.
No entanto, isso depende, também, do produto que será utilizado e das condições climáticas durante a condução da lavoura. “Em tese, anos mais chuvosos resultam em mais doenças e, como regra geral, duas aplicações podem resultar em maiores produtividades, enquanto os anos mais secos representam menos doenças e, desta forma, menor necessidade do uso de fungicidas”, explica o pesquisador.
Serviço – As apresentações de resultados de pesquisas em Campo Grande serão realizadas no próximo dia 8, a partir das 8h, na sede da Famasul, localizada na rua Marcino dos Santos, 404, Bairro Cachoeira II. Outras informações podem ser obtidas pelo site da www.fundacaoms.org.br, ou pelo telefone (67) 3454-2631.
Fonte: Júlio Mendes