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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 12 de Março de 2026
Retração do consumo faz indústria laticínia segurar preço do leite

Retração do consumo faz indústria laticínia segurar preço do leite

Retração do consumo faz indústria laticínia segurar preço do leite

A retração do consumo em decorrência da crise econômica está obrigando a indústria laticínia de Mato Grosso do Sul segurar o preço do litro de leite em plena entressafra, quando o produto começa a faltar e, historicamente, faz com que os valores sejam reajustados. De acordo com o Conseleite/MS (Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite de Mato Grosso do Sul), o valor do litro do leite pago pelas indústrias aos produtores está em R$ 0,8109, mas alguns empresários alegam pagar valor acima do estipulado.

Segundo o diretor-presidente dos Laticínios Imbaúba, Edgar Rodrigues Pereira, o valor cobrado pelo litro do leite chega a R$ 1,00. “Agosto é um mês crítico e de seca, mas, em decorrência da crise financeira, o preço já está bastante elevado, inviabilizando um novo reajuste no valor final. Além disso, o aumento de custo para o consumidor é proporcional ao aumento de custo para o produtor”, disse.

A empresária Milene Nantes, dos Laticínios Tradicional, disse que não há sinais de aumento apesar do período de seca. “Mesmo com a diminuição da produção, também há um cenário de mercado retraído e ainda não absorvemos essa falta, porque o consumo também caiu”, declarou. Já o diretor dos Laticínios Rincão, Deolindo Carlos Marques, a expectativa é de baixa nos preços, já que as vendas também estão em ritmo fraco. “O preço pago ao produtor chega a R$ 0,90 e o produto final chega ao mercado a R$ 1,95 para o leite de saquinho”, comentou.

No mercado de derivados, houve aumento crescente nos preços médios do leite durante todo o período das águas, porém, a cotação da mussarela também não acompanha esse mesmo movimento e há uma retração no preço, conforme apontou o gerente da Alvorada Laticínios, Jean Carlos Francischini. “O valor do leite por litro é de R$ 0,98. A valorização foi continua nos últimos meses e a demanda pouco aquecida”, disse.

Reportagem -Daniel Pedra

Exportação estadual de industrializados continua em queda e redução chega a 22% no ano

Exportação estadual de industrializados continua em queda e redução chega a 22% no ano

Exportação estadual de industrializados continua em queda e redução chega a 22% no ano

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul continua em queda e redução chega a 22% nos primeiros sete meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, diminuindo de US$ 2,17 bilhões para US$ 1,69 bilhão, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems.

De janeiro a julho de 2015 as maiores reduções ocorreram nos grupos “Extrativo Mineral”, “Complexo Frigorífico”, “Couros e Peles”, “Óleos Vegetais”, “Papel e Celulose” e “Alimentos e Bebidas”, que registraram, no comparativo com igual período de 2014, diminuição das receitas equivalentes a US$ 208,5 milhões, US$ 198,1 milhões, US$ 45,1 milhões, US$ 40,3 milhões, US$ 12,6 milhões e US$ 2,1 milhões, respectivamente, totalizando uma queda superior a US$ 506 milhões.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, quanto à participação relativa do setor industrial sobre tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul no acumulado do ano chegou a 58%. “Com receita equivalente a US$ 266,1 milhões, julho de 2015, registrou o pior resultado para o mês dos últimos quatro anos da série histórica da exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul”, pontuou, informando que, em relação ao volume, no acumulado do ano, a queda foi de 13%.

Detalhamento

No período de janeiro a julho deste ano, 97,7% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior ficou concentrada, basicamente, nos grupos “Papel e Celulose”, “Complexo Frigorífico”, “Açúcar e Etanol”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Couros e Peles” e “Alimentos e Bebidas”. A receita de exportação do grupo “Papel e Celulose” totalizou US$ 6921,3 milhões, indicando queda de 2% sobre igual período de 2014, quando as vendas foram de US$ 633,9 milhões.

O resultado verificado teve como principal influência a diminuição das aquisições em importantes mercados compradores da celulose sul-mato-grossense, com destaque para a Holanda, Estados Unidos e Coreia do Sul que, somados, compraram US$ 43,2 milhões a menos, quando comparado com igual período do ano passado. Bem como, na mesma comparação, pela redução de 10% do preço médio da tonelada da celulose.

No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 509,4 milhões, apontando queda de 28% sobre igual período do ano anterior, quando a receita foi de US$ 707,5 milhões. A redução observada se deu, principalmente, por conta da forte diminuição das compras em importantes mercados para as carnes de Mato Grosso do Sul, com maior peso para a Rússia, que sozinha foi responsável por uma redução superior a US$ 176,6 milhões.

Na sequência, na mesma condição, aparecem Hong Kong, Japão, Holanda, Arábia Saudita, Venezuela e Chile com menos US$ 40,2 milhões, US$ 8,3 milhões, US$ 6,1 milhões, US$ 5,50 milhões, US$ 4,40 milhões e US$ 3,10 milhões, respectivamente. Quanto ao grupo “Extrativo Mineral” a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 120,8 milhões, indicando recuo de 63,3% sobre igual período de 2014, quando as vendas foram de US$ 329,3 milhões.

Resultado fortemente influenciado pela queda de 55% no preço médio da tonelada do minério de ferro, bem como pela redução de 31% no volume comercializado do produto. Em valores, o preço médio da tonelada caiu de US$ 77,3 em 2014 para US$ 34,5 em 2015, enquanto em relação ao volume o total vendido em 2015, até o momento, alcançou o equivalente a 2,7 milhões de toneladas, contra 3,92 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. Por fim, os minérios exportados por Mato Grosso do Sul tiveram a Argentina como principal destino com 98,3% do total ou US$ 118,7 milhões.

Outros grupos

Já o grupo “Óleos Vegetais” fechou com receita equivalente a US$ 118,8 milhões, apontando queda de 25,3% sobre o mesmo intervalo de 2014, quando as vendas foram de US$ 159,1 milhões. O desempenho foi fortemente influenciado pela queda de 53% nas compras realizadas pela Tailândia e Holanda, sendo que os dois países eram os principais destinos das vendas de Mato Grosso do Sul, com participação equivalente a 63,0%. Em valores, a soma das aquisições dos dois principais destinos alcançava US$ 100,9 milhões.

Somado a isso, também houve a diminuição do preço médio da tonelada dos principais produtos do grupo, que são as Farinhas e pellets, da extração do óleo de soja e os Bagaços e outros resíduos sólidos, da extração do óleo de soja que tiveram quedas de 28,4% e 20,8%, respectivamente. Quanto aos compradores em 2015, os principais até o momento são a Tailândia com 35,9% ou US$ 42,6 milhões, Indonésia com 29,6% ou US$ 35,2 milhões e o Vietnã com 14,3% ou US$ 16,9 milhões.

Quanto ao grupo “Couros e Peles”, a receita de exportação alcançou US$ 71,4 milhões. Indicando queda de 38,7% sobre o mesmo intervalo de 2014, quando as vendas foram de US$ 116,5 milhões. A queda verificada foi influenciada, basicamente, pela redução das compras efetuadas pela China, Itália, Hong Kong e Tailândia que, somados, proporcionaram receita inferior em US$ 37,4 milhões. Por fim, os principais compradores até o momento são China com 40,0% ou US$ 28,6 milhões, Itália com 27,3% ou US$ 19,5 milhões, Vietnã com 9,0% ou US$ 6,4 milhões, Hong Kong com 8,7% ou US$ 6,2 milhões e Tailândia com 4,1% ou US$ 2,9 milhões.

Por fim, o grupo “Alimentos e Bebidas” fechou com receita equivalente a US$ 13,9 milhões, redução de 13,1% na comparação com igual período de 2014, quando as receitas foram de US$ 15,9 milhões. A queda foi influenciada, basicamente, pela redução das compras feitas pela Bolívia e Alemanha que, somados, proporcionaram receita inferior em US$ 8,85 milhões. É importante ressaltar que, no mesmo período do ano passado, os dois países respondiam por 70,5% das vendas totais de Mato Grosso do Sul ao exterior neste segmento.

Reportagem – Daniel Pedra

Audiência pública na Assembleia Legislativa debate unificação das alíquotas de ICMS

Audiência pública na Assembleia Legislativa debate unificação das alíquotas de ICMS

Audiência pública na Assembleia Legislativa debate unificação das alíquotas de ICMS. Foto. Divulgação

A unificação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e os impactos da mudança na economia de Mato Grosso do Sul serão discutidos durante audiência pública, segunda-feira (10/08), a partir das 13h, no plenário Deputado Júlio Maia, na Assembleia Legislativa. A proposição do evento é do deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB), que demonstrou preocupação em relação à Medida Provisória (MP) nº 683, de 13 de julho deste ano, que cria o Fundo de Compensação e Desenvolvimento Regional para os estados e o Fundo de Auxílio à Convergência das Alíquotas do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias. “Essa medida provisória vai quebrar o Estado, os municípios, e vai prejudicar os investimentos em Mato Grosso do Sul”, afirmou.

A MP não ainda não estabelece a unificação das alíquotas interestaduais de ICMS, mas a expectativa é que sejam fixadas em 4% em todo o Brasil, o que eliminará os diferenciais competitivos de cada estado, na avaliação de Rocha. Ambos os fundos terão como agente operador a Caixa Econômica Federal e serão compostos pela tributação de recursos dos brasileiros que foram enviados ao exterior sem pagar tributo no Brasil.
O deputado Rocha também criticou o fato da proposta de unificação das alíquotas não ter sido discutida com representantes da indústria, do comércio e da agropecuária e acrescentou que o fundo, que tem como objetivo amenizar as perdas dos estados, não surtirá o efeito esperado. “É um fundo para tapear Mato Grosso do Sul e que não irá suprir os prejuízos”, disse. O deputado reitera que os incentivos fiscais são decisivos para atrair novos empreendimentos ao Estado e cita como exemplo o município de Três Lagoas. Nos últimos 13 anos, a cidade, que até então tinha a pecuária como principal atividade econômica, recebeu R$ 24 bilhões de investimentos para a instalação de novas unidades e na expansão das indústrias locais.
O parlamentar ressalta ainda que a redução dos benefícios é uma ameaça para o desenvolvimento. “Como vamos competir com São Paulo, Minas Gerais, Paraná? Precisamos da classe política para impedir essa perda, até porque, com o anúncio da medida provisória, as indústrias já têm sinalizado que irão reavaliar seus projetos para Mato Grosso do Sul”, alertou. Devem participar da audiência pública representantes da Federação das Indústrias de MS (Fiems) e parlamentares da bancada federal, como os senadores Waldemir Moka (PMDB/MS) e Simone Tebet (PMDB/MS).
Inflação sobe na Capital e atinge 0,51%

Inflação sobe na Capital e atinge 0,51%

Inflação sobe na Capital e atinge 0,51%

Depois de cinco meses registrando quedas consecutivas, a inflação de Campo Grande voltou subir. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) de julho, divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Universidade Anhanguera-Uniderp, fechou o mês em 0,51%, bem acima da inflação de junho, que foi de 0,31%, a menor de 2015. O índice do mês passado superou em 0,29% julho de 2014, quando o indicador registrado foi de 0,22%.

Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza, a conduta da inflação registrada no mês passado revela um cenário preocupante na Capital. “O retorno da inflação ao centro da meta estabelecido pelo CMN, que é de 4,5%, só deverá ocorrer em meados de 2016, se as medidas tomadas pelas autoridades responsáveis forem bem-sucedidas, já que as taxas mensais de inflação do ano de 2014 foram muito baixas se comparada com as atuais. Podem-se citar como exemplos, a inflação do mês de julho do ano passado foi de 0,22%, a do mês de agosto 0,23%, a de setembro 0,25%, índices muito difíceis de serem alcançados neste ano em Campo Grande”, revela o pesquisador.

Neste mês de julho a capital foi beneficiada com uma redução significativa nos preços dos combustíveis, com promoções da gasolina e do etanol e uma redução do ICMS do diesel, que impactou em média -6,6% no preço, fazendo com que o grupo Transportes, com deflação de (-2,37%), com uma contribuição negativa de (-0,35%), propiciando uma menor taxa de inflação na capital. Outro grupo que registrou queda foi Educação, com -0,02%.

Por outro lado, no mês de julho aconteceu um reajuste na taxa de água/esgoto da capital, em média de 8,21%, fazendo com que o índice do grupo Habitação atingisse 1,26%, contribuindo com 0,41% para o índice de inflação.

Outros grupos pesquisados que registraram alta foram: Despesas Pessoais (2,67%), Alimentação (0,75%), Saúde (0,65%) e Vestuário (0,19%).

Inflação acumulada – A inflação acumulada nos últimos doze meses, em Campo Grande, é de 9,39%, muito acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 6,5%. As maiores inflações no período, por grupo, foram: Alimentação com 12,08%, Habitação com 12%, Despesas Pessoais com 11,30% e Transportes com 9,69%. O grupo Vestuário está com deflação de -0,24%.

O professor Celso Correia compartilha que ainda há tendência de aumento da inflação acumulada. “O índice está se aproximando perigosamente de atingir os dois dígitos, ou seja, se tornar maior que 10%, que, certamente, terá uma grande repercussão negativa por parte da comunidade campo-grandense”, considera.

Ponderando os sete meses de 2015 a inflação acumulada já ultrapassou o teto da meta, chegando a de 7,24%. Destacam-se com as maiores inflações acumuladas os grupos: Habitação com 11,49%, Despesas Pessoais com 9,48% e Educação com 7,69%. No período o grupo Vestuário registra deflação acumulada de -0,96%.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação do mês de julho foram: Taxa de água/esgoto (0,32%), pescado fresco (0,07%), acém (0,07%), papel higiênico (0,04%), leite pasteurizado (0,03%), blusa (0,03%), paleta (0,02%), aluguel apartamento (0,02%), aluguel de casa (0,02%) e batata (0,02%).

Já os dez itens que mais ajudaram a segurar a inflação nesse período com contribuições negativas  foram: diesel (-0,18%), gasolina (-0,14%), etanol (-0,06%), vestido (-0,04%), alcatra (-0,03%), tomate (-0,02%), frango congelado (-0,02%), óleo de soja (-0,01%), maçã (-0,01%), milho para pipoca (-0,01%).

Segmentos

O grupo Habitação apresentou elevação de 1,26% em relação ao mês anterior. Alguns produtos/serviços deste grupo que sofreram majorações de preços foram: taxa de água/esgoto (8,21%), vela (3,78%), esponja de aço (3,17%), entre outros com menores aumentos. Quedas de preços neste grupo ocorreram com: limpa vidros (-2,69%), carvão (-2,37%), saponáceo (-1,99%), entre outros.

O índice de preços do grupo Alimentação apresentou alta de 0,75%. Os maiores aumentos que ocorreram em produtos desse grupo foram: pescado fresco (11,56%), limão (9,86%), cebola (9,62%), paleta (8,89%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com tomate (-11,10%), repolho (-8,09%), abóbora (-7,80%), entre outros.

O pesquisador da Anhanguera-Uniderp explica os motivos da variação. “O grupo Alimentação sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. Alguns produtos aumentam de preços ao término da safra, outros diminuem de preços quando entram na safra. Quando o clima é desfavorável há aumentos de preços, ocorrendo quedas quando o clima se torna favorável”, diz Souza.

Dos quinze cortes de carnes bovinas pesquisados, sete tiveram quedas nos preços, oito sofreram elevações. As reduções foram identificadas com: alcatra (-2,37%), cupim (-1,67%), fígado (-1,21%), costela (-1,11%), picanha (-0,95%), contra filé (-0,61%), vísceras de boi (-0,14%).  Os maiores aumentos de preços ocorreram com: paleta (8,89%), acém (8,81%), músculo (3,27%), filé mignon (2,75%), peito (2,72%), patinho (2,09%), coxão mole (1,70 %) e lagarto (-0,90%).

“Percebe-se que está existindo a migração do consumidor para os cortes de segunda, de menores preços, fazendo com que esses cortes subam de preços. Com a expressiva alta do dólar, que poderá favorecer a exportação da carne bovina, a tendência é de que o valor do produto não recue a curto prazo, pois, estamos na entressafra, com redução da oferta de boi gordo para o abate”, analisa o pesquisador da Uniderp.

No mês passado, o frango resfriado teve redução de preço de 2,40% e miúdos, queda de 1,19%. Quanto à carne suína, o aumento foi de 2,97% na bisteca e a diminuição de ocorreu com pernil (-3,63%) e costeleta (-2%).

“Com o alto preço da carne bovina, o consumidor pode migrar para cortes mais baratos resultando em novos aumentos. As carnes de frango e suína, com valores já bastante baixos, continuam sendo boas opções para a substituição à carne bovina”, observa o professor Celso.

Com relação ao grupo Transportes houve uma forte queda, da ordem de -2,37%, devido à redução de preços de combustíveis. O diesel registrou -6,60%, gasolina -4,01% e etanol -3,22%. Altas de preços ocorreram com passagens de ônibus interestadual (7,47%), de ônibus intermunicipal (1,69%) e automóvel novo (0,53%).

O grupo Despesas Pessoais apresentou uma forte elevação em seu índice: 2,67%. Alguns produtos/serviços desse grupo que tiveram aumentos de preços foram: papel higiênico (8,94%), creme dental (5,21%), xampu (3,42%), entre outros. Queda de preço ocorreu somente com produto para limpeza de pele (-0,03%).

O grupo Saúde registrou alta de 0,65% e não houve nenhuma queda de preço em produtos deste grupo. Os itens com maiores aumentos foram: antidiabético (5,28%), psicotrópico e anorexígeno (3,69%), antimicótico e parasiticida (3,05%), entre outros.

Contrariando o comportamento de queda de junho, o grupo Vestuário, em julho, teve elevação em torno de 0,19%. Aumentos de preços que ocorreram com: sapato feminino (2,67%), blusa (2,37%), short e bermuda masculina (1,33%), entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com: vestido (-6,81%), saia (-2,93%), sapato masculino (-0,78%), entre outros.

O grupo Educação também apresentou uma moderada deflação de -0,02%, devido a pequenas quedas de preços em produtos de papelaria.

IPC/CG – O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC / CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Universidade Anhanguera-Uniderp divulga mensalmente o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande.

Reportagem – Cidiana Pellegrin

Exportações de cooperativas crescem no primeiro semestre  Mato Grosso do Sul é um dos destaques

Exportações de cooperativas crescem no primeiro semestre Mato Grosso do Sul é um dos destaques

Exportações

Exportações de cooperativas crescem no primeiro semestre Mato Grosso do Sul é um dos destaques

Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC), de janeiro a junho deste ano, as exportações feitas por cooperativas cresceram 4,22% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando um montante de US$ 2,79 bilhões. Em 2014, o total exportado foi US$ 2,68 bilhões.

Ao compararmos os valores das operações de exportação da última década, o resultado é ainda mais significativo: as exportações feitas por cooperativas cresceram em torno de 2,7 vezes entre os anos de 2005 e 2015, nos meses de janeiro a junho. Há 10 anos, a participação das cooperativas no montante global de exportação era de US$ 1,02 bilhão.

Tendo como sua principal fonte de exportação os produtos agropecuários, as cooperativas representaram 6,4% do total exportado pelo setor no período. Vale ressaltar que esses números são das operações de exportação realizadas diretamente pelas cooperativas.

PARCEIROS COMERCAIS – No primeiro semestre, os produtos das cooperativas foram absorvidos, principalmente, pelos mercados da China, Alemanha, Estados Unidos, Emirados Árabes e Japão. Confira abaixo os principais produtos importados por estes países:

– China – 69% do valor global exportado para a China (US$ 528,7 milhões), correspondem a soja (mesmo triturada), seguido pela carne de frango (congelada, fresca ou refrigerada incluindo miúdos), com 22,9%;

– Alemanha – Os alemães importaram do Brasil US$ 224,2 milhões no primeiro semestre deste ano. Deste total, 47,3% foram farelo de soja e 43,3% café (cru em grão);

– Estados Unidos – O volume de produtos de cooperativas exportado no período para a nação americana correspondeu a US$ 219,1 milhões. Os dois principais itens foram café (cru em grão), com 65%, e o etanol, com 32,3% de participação;

– Emirados Árabes – Foram importados pelos Emirados Árabes US$ 194,7 milhões nos seis primeiros meses deste ano. O açúcar refinado ocupa a primeira colocação na lista de produtos mais adquiridos, com 79% do valor global. A segunda posição do ranking ficou com a carne de frango (congelada, fresca ou refrigerada incluindo miúdos), com 19,2%;

– Japão – O principal produto importado do Brasil pelos japoneses foi a carne de frango (congelada, fresca ou refrigerada incluindo miúdos), 52,1% do total de US$ 130 milhões foram deste item. Ao passo que o café, segundo produto mais procurado pelo Japão, foi o responsável por 41,4%.

Na lista de parceiros comerciais também aparecem: Arábia Saudita, Países Baixos, Hong Kong, Índia, Indonésia, Malásia, Reino Unido, Coreia do Sul, Vietnã, África do Sul, dentre outros.

ESTADOS EM DESTAQUE – As unidades da federação que mais se destacaram nos seis primeiros meses deste ano são o Paraná, com 33,6% das operações de exportação, respondendo pelo montante de US$ 940,8 milhões e São Paulo, exportando US$ 596,9 milhões, equivalente a 21,3% do percentual total. Confira outros destaques:

Sintest e Sesi promovem 1º Workshop de Segurança, Saúde e Meio Ambiente

Sintest e Sesi promovem 1º Workshop de Segurança, Saúde e Meio Ambiente

Sintest e Sesi promovem 1º Workshop de Segurança, Saúde e Meio Ambiente

Sintest e Sesi promovem 1º Workshop de Segurança, Saúde e Meio Ambiente

O Sintest/MS (Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho de Mato Grosso do Sul) e o Sesi promovem, dias 24 e 25 de julho, no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande (MS), o 1º Workshop de Segurança, Saúde e Meio Ambiente para levar conhecimento aos trabalhadores do transporte de cargas perigosas e representantes de instituições prestadoras de serviços de urgência e emergência. Além disso, o evento contará ainda, no dia 25 de julho, com um exercício simulado de acidente rodoviário, que encenará um acidente rodoviário com produtos perigosos.

O evento tem como público alvo trabalhadores da área de líquidos e combustíveis inflamáveis, da indústria da construção civil e pesada, da indústria sucroenergética e de indústrias diversas. O workshop também busca abranger representantes da PRF, Corpo de Bombeiros, SAMU, Defesa Civil, Grupo de Patrulhamento Aéreo, engenheiros de segurança, técnicos e tecnólogos de segurança no trabalho, ergonomistas, terapeutas ocupacionais, médicos do trabalho, acadêmicos de engenharia e estudantes de cursos técnicos e tecnólogos de segurança no trabalho.

Programação

A programação do 1º Workshop de Segurança, Saúde e Meio Ambiente começa às 8 horas do dia 24 de julho com cursos sobre direção defensiva (prevenção de acidentes) e sobre brigada de incêndio e primeiros socorros, enquanto às 14 horas tem os cursos de legislação MOPP (Movimentação e Operação de Produtos Perigosos) e gerenciamento de CIPA (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes). No período da noite, às 19h30, será realizada a solenidade de abertura e, logo em seguida, tem uma palestra sobre prevenção de acidentes no meio ambiente de trabalho, proferida pela PRF.

No dia 25 de julho, às 8 horas, tem curso sobre NR 33 (Norma Regulamentadora), que trata sobre segurança no trabalho em espaços confinados, e NR 35, que trata sobre segurança no trabalho em altura. Já no período da tarde, a partir das 13h30, será realizado um grande exercício simulado de acidente rodoviário com produtos perigosos, com a participação de todos os envolvidos, desde PRF e Corpo de Bombeiros até os trabalhadores.

Reportagem – Daniel Pedra