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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 12 de Março de 2026
Indústria estadual tem o 5º mês consecutivo com redução de empregos

Indústria estadual tem o 5º mês consecutivo com redução de empregos

Indústria estadual tem o 5º mês consecutivo com redução de empregos

O setor industrial de Mato Grosso do Sul, composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, encerrou julho com mais uma redução líquida de postos de trabalho, sendo o 5º mês consecutivo de queda na abertura de empregos, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. No mês, o saldo negativo para o conjunto das atividades industriais foi de 2.071 vagas, enquanto no acumulado do ano o total de vagas encerradas nas atividades industriais do Estado sobe para 3.783.

 Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, os segmentos industriais que apresentaram as maiores reduções no mês de julho foram indústria de produtos alimentícios e bebidas (-1.307), indústria têxtil e do vestuário (-290), indústria da construção (-189) e indústria mecânica (-168). “No acumulado de janeiro a julho, as maiores reduções ocorreram na indústria da construção (-1.592), indústria de produtos alimentícios e bebidas (-1.318), indústria têxtil e do vestuário (-617), indústria metalúrgica (-368) e indústria mecânica (-273)”, enumerou.

Ele acrescenta que, considerando o conjunto da economia estadual, no mês de julho foram fechadas 2.068 vagas, enquanto no acumulado do ano o resultado aponta a abertura de 914 postos de trabalho. “Contudo, a média para o período, considerando o intervalo de 2005 a 2015, é 16.806 vagas abertas. Ou seja, o desempenho de janeiro a julho deste ano é 95% menor que o resultado médio historicamente obtido para o mesmo intervalo”, explicou.

Ezequiel Resende destaca que o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou julho de 2015 com um contingente de 129.832 trabalhadores formalmente empregados, queda de 1,56% em relação a junho. “Indústria segue respondendo pelo 2º maior contingente de trabalhadores formais empregados no Estado, com participação de 20,3% sobre o total, ficando atrás somente do setor de serviços, que emprega formalmente 185.726 trabalhadores com participação equivalente a 29,1%”, detalhou.

Especificações

Em Mato Grosso do Sul, conforme o Radar Industrial da Fiems, no período de janeiro a julho de 2015, ao todo ao todo 98 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 3.385 vagas. Entre as atividades industriais com saldo positivo de pelo menos 100 vagas, destacaram-se fabricação de açúcar em bruto (+544), abate de suínos, aves e outros pequenos animais (+390), distribuição de energia elétrica (+240), construção de obras de arte especiais (+205), fabricação de calçados de material sintético (+153), fabricação de alimentos para animais (+151), obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (+130), fabricação de álcool (+115) e fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado (+110).

Por outro lado, no mesmo período, 119 atividades industriais apresentaram saldo negativo em Mato Grosso do Sul, proporcionando o fechamento de 7.168 vagas. Entre as atividades industriais com saldo negativo de pelo menos 100 vagas, destacaram-se abate de reses, exceto suínos (-2.128), obras de engenharia civil não especificadas anteriormente (-658), construção de edifícios (-549), construção de rodovias e ferrovias (-478), catering, bufê e comida preparada (-201), confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas (-198), fabricação de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso doméstico (-180), confecção de roupas íntimas (-177), produção de ferro-gusa (-136), captação, tratamento e distribuição de água (-135), extração de minério de ferro (-128), fabricação de produtos de carne (-126), fabricação de biscoitos e bolachas (-120) e fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico (-111).

Em relação aos municípios, constata-se que em 43 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a julho de 2015, proporcionando a abertura de 2.518 vagas. Entre as cidades com saldo positivo de pelo menos 100 vagas, destacaram-se São Gabriel do Oeste (+544), Angélica (+340), Nova Andradina (+241), Rio Brilhante (+238), Itaquiraí (+161), Maracaju (+136) e Chapadão do Sul (+114). Por outro lado, no mesmo período, em 34 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando a fechamento de 6.301 vagas. Entre as cidades com saldo negativo de pelo menos 100 vagas, destacaram-se Campo Grande (-1.510), Três Lagoas (-1.089), Bataiporã (-649); Paranaíba (-537), Caarapó (-409), Nova Alvorada do Sul (-304), Naviraí (-291), Aparecida do Taboado (-226), Dourados (-202), Corumbá (-158), Bataguassu (-136) e Ribas do Rio Pardo (-112).

Reportagem – Daniel Pedra

Agraer garante mais dignidade a 110 famílias do assentamento São Tomé

Agraer garante mais dignidade a 110 famílias do assentamento São Tomé

Agraer garante mais dignidade a 110 famílias do assentamento São Tomé

Campo Grande (MS) – O sonho de 110 famílias agrícolas, do município de Santa Rita do Pardo, de terem a situação regularizada quanto às suas terras está cada vez mais perto de se tornar realidade. Isso graças as autorizações de ocupação dos lotes da comunidade agrícola São Tomé, que foram entregues pelo governo do Estado, por meio da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), em parceria com a prefeitura da cidade e a União.

Para a produtora rural e mãe solteira Jaqueline Leite, de 25 anos, a documentação é sinônimo de segurança para ela e o filho de 9 meses, Nicola Emanuel. “Agora, eu tenho um papel que diz que aquilo lá é meu. Em casa, quando você tem que tomar conta de tudo sozinha há uma necessidade de maior certeza e o documento me dá isso. No futuro, deixarei meu filho seguro”, afirmou com um sorriso.

Com 15 anos de existência, o assentamento de 25 hectares de extensão é dividido em 110 pequenas propriedades que produzem os mais diversos tipos de produtos, como: maracujá, colorau, hortaliças, leite, carne bovina e suína, café, mandioca, entre outros.

Das mãos do diretor-presidente da Agraer, Enelvo Felini, o casal de agricultores Adélia e Domicio Leal, recebeu toda a papelada que dá início ao processo de regularização definitiva da terra, ocupada por há 15 anos. “Temos 53 anos de casados e lembro que em 1999 chegamos aqui para morar em um barraco. Depois construímos a nossa casinha, mas nesses anos todos não tínhamos a sensação de que ela era nossa de verdade e, hoje, isso muda”, disse o senhor de 72 anos.

A próxima etapa para a legalização definitiva do São Tomé é a entrega dos títulos dos terrenos. Até o final do ano, a Agraer pretende assentar pelo menos 400 famílias em todo o Estado. “Queremos dar valor a terra e ter um estado com a força da agricultura familiar. Já estamos estudando a possibilidade de trazer mais um técnico agrícola ou engenheiro agrônomo para a Santa Rita do Pardo. Assim teremos mais alguém para elaborar projetos que tragam mais recursos do Pronaf à região”, afirmou Enelvo Felini.

Na cidade, os produtores conseguiram movimentar só este ano R$ 1,8 milhão em recursos do Plano Safra 2014/15. Montante esse que teve um aumento de R$ 300 mil, se comparado a edição de 2013/14 que foi de R$ 1,5 milhão. “Todo esse dinheiro ajuda a aquecer a economia do município. Em parte, devemos esses valores ao trabalho dos escritórios locais da Agraer”, lembrou o diretor-presidente.

A cerimônia de assinatura do Termo de Ocupação dos lotes foi realizada no barracão do assentamento, na última quinta-feira (20). Participaram da solenidade o prefeito do Município, Cacildo Dagno, o vice-prefeito, José Milton, o presidente do assentamento São Tomé, Adir Bispo, o delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA/MS), Gerson Faccina, o gerente da Regularização Fundiária e Cartografia da Agência, Humberto Maciel, o coordenador regional da Agraer de Três Lagoas, José Américo Boscaine, além de vereadores e autoridades locais.

Também estiveram presentes na solenidade, os profissionais da Agraer que atuaram no processo de legalização dos lotes, entre eles: Cláudio Roberto Nunes, Luiz Marcelo Verão, André Borges e Ilse Junges (engenheiros agrimensores), Orlando Cintra (engenheiro agrônomo), Gorette Aparecida Bento (assistente social) e André Silva (técnico agrícola da Agência de Santa Rita do Pardo). 

Patrulha Mecanizada

Em apoio a agricultura familiar de Santa Rita, a Agraer ainda assinou, no dia 20 de agosto, um termo de cedência de uso de uma patrulha mecanizada. O acordo firmado com a prefeitura e o assentamento Avaré determina que a gerência do equipamento ficará sob responsabilidade do Município, contudo, sem sair das dependências da comunidade agrícola.

“Não tínhamos condições de bancar todas as despesas de manutenção, salário do tratorista e combustível. Daí a ideia de firmar essa aliança para que agricultores tenham uma ajuda”, explica a presidente do Avaré, Raquel dos Santos.

  Assessoria de Comunicação – Agraer

 

No Centro-Oeste valorização de touros permanecerá até 2017

No Centro-Oeste valorização de touros permanecerá até 2017

No Centro-Oeste valorização de touros permanecerá até 2017

O baixo estoque de bovinos machos em Mato Grosso se estabilizará só em 2017, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com entidades e criadores de Mato Grosso do Sul e Goiás, a previsão também se aplica ao rebanho de reprodutores, o que tem estimulado a valorização dos touros em até 30% na região Centro-Oeste. Além do estoque baixista, a previsão se baseia nos preços praticados em leilões e na grande procura, que aumenta com a proximidade da estação de monta.

A alta demanda por reprodutores em Crixás (GO) fez com que o presidente da Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ), Clarismino Luiz Pereira Júnior, comercializasse touros com 19 meses de idade. “Geralmente vendo quando o animal atinge 24 meses, mas a expressiva demanda fez com que eu entregasse 10 touros bastante jovens. O que observo é o medo dos pecuaristas de não ter touros na estação de monta”, detalha Pereira Júnior referindo-se ao período de acasalamento dos animais, que inicia em novembro.

A Associação Sul-Mato-Grossense de Criadores de Nelore (Nelore MS) estima que a valorização dos touros Puros de Origem (PO), chegue a 20% no Estado, em relação ao mesmo período do ano passado. “Em Mato Grosso do Sul verificamos que a falta de fêmeas e de bezerros puxa o preço dos touros, e o animal de 30 meses que comprávamos por cerca de R$ 11 mil, atualmente chega a custar R$ 14 mil”, destaca o diretor da entidade, José Pedro Budib.

Atrelada às altas cotações do complexo agroindustrial da carne, a precificação dos touros, responsáveis por mais da metade do potencial genético de um rebanho, é vista como natural pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). “É natural que uma mercadoria se valorize quando tem a demanda aquecida. A pecuária mato-grossense e brasileira estão demandando bezerros e bezerras para aumentar a oferta de animais acabados”, pontua o consultor técnico da Acrimat, Amado de Oliveira. “Com a redução do abate de fêmeas e a valorização do preço do bezerro o segmento de cria busca aumentar a oferta e, assim, vemos o touro valorizado. Este aumento de preços tende a se estabilizar em Mato Grosso, em função de que os criadores que produzem genética são altamente especializados e ofertam anualmente touros em quantidade e qualidade que o mercado exige”, completa.

Mesmo com a valorização, Pereira Júnior, afirma que não existe ferramenta mais barata que um bom reprodutor. “Um touro é capaz de melhorar um rebanho inteiro por meio da genética multiplicada na progênie, o que faz dele uma ferramenta eficaz e de baixo custo, se levado em consideração os benefícios”, enfatiza.

De olho neste mercado que amplia a comercialização de touros conforme se aproxima a estação de monta, em Cáceres (MT), a Agropecuária Grendene se prepara anualmente e disponibilizará aos produtores rurais 1000 touros de uma só vez, no dia 30 agosto. “Nesta época do ano é estratégica a comercialização de animais que vão impactar positivamente no rebanho de outros criadores. Mas para mantermos a valorização, desenvolvemos uma seleção genética apurada, oferecendo animais com diferencial no que diz respeito à produtividade e precocidade, itens desejados por todos pecuaristas”, destaca o diretor da Fazenda, Ilson Corrêa.

Segundo o técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fábio Ferreira, neste momento, segurar as matrizes e investir em touros é uma estratégia sábia. “O mercado de cria se mantém firme, mas com oferta restrita, com isso os pecuaristas precisam aumentar o número de matrizes e investir em touros com genética comprovada, que acabam por se valorizar pela seleção genética, chegando a 30 ou 40% a mais quanto ao valor pago em 2014”, finaliza.

Dois touros de MS estão entre os 10 mais promissores do País, de acordo com Programa da Embrapa 

Dois touros de MS estão entre os 10 mais promissores do País, de acordo com Programa da Embrapa 

Dois touros de MS estão entre os 10 mais promissores do País, de acordo com Programa da Embrapa 

A partir de um rebanho de 40 mil produtos machos de todas regiões brasileiras avaliados pelo Programa de Melhoramento Genético da Embrapa Gado de Corte – Geneplus, 10 foram selecionados e classificados como os touros jovens mais promissores do País, incluindo dois de Mato Grosso do Sul, o Ikurnool da 3R, de Figueirão, e o Ima Poc, de Chapadão do Sul. A avaliação, que acontece anualmente e inclui os animais no Programa de Avaliação de Touros Jovens (ATJPlus), certificou os criadores durante a Expogenética 2015, em Uberaba (MG), que segue com programação até o próximo domingo (23).

Segundo o produtor rural de Mato Grosso do Sul, proprietário da Fazenda 3R, Rubens Catenacci, o título de ATJPlus em um de seus touros pode abrir portas para a valorização do seu rebanho e outros criadores. “A avaliação é realizada por uma entidade estritamente criteriosa e nos permite fazer planos voltadas à produtividade. Com a inclusão desse touro no Programa, o semên desse passa a ser comercializado por central, podendo impactar positivamente no rebanho de outros criadores, o que nos motiva a continuar investindo em genética de ponta”, destaca Catenacci.

De acordo com a Embrapa Geneplus, após a identificação dos animais, uma vistoria é feita, obrigatoriamente, por no mínimo dois técnicos do Programa, sendo os animais escolhidos encaminhados para quarentena e coleta de sêmen.

Os critérios para seleção dos touros que ingressam no ATJPlus incluem as avaliações quanto ao Índice de Qualificação Genética (IQG) classificado na categoria Elite (até 16% de percentil); classificação com notas cinco ou seis para conformação frigorífica à desmama e com nota seis ao sobreano, possuir RGD definitivo emitido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e idade inferior a três anos.

Lideranças do setor produtivo de MS conhecem novas tecnologias na Expo Milão

Lideranças do setor produtivo de MS conhecem novas tecnologias na Expo Milão

 

Lideranças do setor produtivo de MS conhecem novas tecnologias na Expo Milão

Os empresários Sérgio Longen (Fiems), Edison Araújo (Fecomércio-MS), Maurício Saito (Famasul), Alfredo Zamlutti (Faems) e Cláudio Mendonça (Sebrae/MS) conheceram, nesta terça-feira (18/08), as novas tecnologias de produção e armazenamento de alimentos expostas na Expo Milão, uma feira mundial realizada na cidade italiana que começou no dia 1º de maio e vai até o dia 31 de outubro deste ano.

“A Expo Milão nos surpreendente a todo momento, pois os países expositores nos trazem o que há de melhor em termos de sustentabilidade e inovação na produção de alimentos”, declarou o presidente da Fiems, Sérgio Longen, que integra a missão empresarial composta por lideranças do setor produtivo de Mato Grosso do Sul.

Ele acrescenta que durante os três primeiros dias de visita à feira mundial na Itália já foi possível vislumbrar tendência do setor de produção de alimentos que podem ser aplicadas no Brasil. “Além das novas tecnologias de armazenamento e produção de alimentos, conhecemos o supermercado do futuro, onde podemos acompanhar desde o cultivo do produto colocado à venda até como ele se comporta na cadeia alimentar”, explicou.

Ainda de acordo com o presidente da Fiems, cada liderança está coletando informações de interesse do seu setor. “Assim como eu estou levantando informações para a indústria, os representantes da Famasul, Fecomércio, Faems e Sebrae estão colhendo dados para a sua base. Com certeza, todos nós vamos sair daqui com algo de novo, pois precisamos superar a fase da crise com oportunidades e novos desafios”, reforçou, lembrando que na segunda-feira (17/08) a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, visitou a Expo Milão.

O evento

A Expo Milão 2015 tem uma área de exposição de 1,1 milhão de m² distribuídos em 80 pavilhões posicionados em dois eixos ortogonais, 200 mil m² de área verde, 12 mil árvores, 130 mil m² destinados ao espaço expositivo dos países participantes, mais de 145 países e três organizações internacionais envolvidas – ONU (Organização das Nações Unidas), União Europeia e Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear -, mais de 20 milhões de visitantes esperados, 1,3 mil operários, 10 mil trabalhadores em escala nacional e internacional, €$ 575 milhões investidos pelos anfitriões, €$ 1 bilhão investido pelos países participantes e mais de €$ 350 milhões arrecadados por meio de parcerias firmadas com empresas nacionais e internacionais.

O evento é plataforma para a troca de ideias e soluções compartilhadas sobre o tema da comida, estimular a criatividade entre os países e promover inovações para um futuro sustentável. A exposição oferece a todos a oportunidade de conhecer e saborear os melhores pratos do mundo e descobrir a excelência da comida tradicional e gastronomia de cada país. Para a duração do evento, a cidade de Milão e da Expo será animada por artísticos e musicais eventos, conferências, performances, workshops e exposições.

Figueirão é exemplo em aplicações de recursos do último Plano Safra

Figueirão é exemplo em aplicações de recursos do último Plano Safra

Figueirão é exemplo em aplicações de recursos do último Plano Safra

Campo Grande (MS) – Por ser um município de pequeno porte, Figueirão que fica distante a 226 km de Campo Grande, é exemplo de boa gestão em recursos do Plano Safra da edição 2014/15. Com a aprovação de R$ 2 milhões em projetos pelo  Pronaf (Programa Nacional da Agricultura Familiar), a cidade foi considerada a primeira no ranking de liberação de linhas de crédito, entre as comarcas que possuem a agência do Banco do Brasil de nível 6. A média nacional em liberação de investimentos em postos bancários desse tamanho fica abaixo de R$ 1 milhão.

Os dados foram repassados ao diretor-presidente da Agência, Enelvo Felini, pelo prefeito de Figueirão, Rogério Rosalin e o coordenador municipal da Agraer, Fernando Barbosa Martins, durante reunião realizada no gabinete da Prefeitura, na última sexta-feira (7). “Temos aqui uma cidade modelo. É a comprovação de que o tamanho não é motivo para empecilhos de se conseguir ótimos resultados no campo. Com uma boa administração se chega a ótimos resultados”, observou Felini.

Nessa data, Enelvo esteve pelo interior do Estado em cumprimento a sua agenda de visitas para conhecer as instalações do escritório da Agraer de Figueirão, Chapadão do Sul e Costa Rica.

Segundo o prefeito Rogério Rosalin, os números chamaram tanto a atenção que em junho deste ano o superintendente Estadual do Banco do Brasil de MS, Evaldo Souza, fez questão de viajar até a cidade. “A notícia chegou até a Capital e o superintendente fez questão de conhecer a prefeitura e a agência para ver de perto os trabalhos realizados”, disse.

Leite Forte

Mas os bons índices de Figueirão não se limitam apenas a boa gerência dos recursos do Pronaf. No campo, a quantia de leite ordenhado diariamente também é sinônimo de satisfação. “Se contabilizar todas as pequenas propriedades são cerca de 35 mil litros mês que são produzidos no município”, afirmou a veterinária que trabalha pela Agraer, Marciana Ramos.

Para o coordenador municipal da Agraer de Figueirão, Fernando Martins, o segredo está no tratamento dado ao rebanho. “Alimentação eficiente à base de cana-de-açúcar e silagem, por exemplo, associada a um bom trabalho de assistência técnica da Agraer ajuda na estabilidade da ordenha mesmo em período de entressafra”, avaliou.

De acordo com informações da Agraer local, os trabalhos na região não param e o município já segue com o processo para instalação do selo SIM (Serviço de Inspeção Municipal) e para a criação da primeira feira da agricultura familiar.

Atualmente, Figueirão conta com os produtores oriundos de pequenas propriedades e da comunidade remanescente quilombola Santa Tereza. Entre meio rural e urbano a cidade contabiliza cerca de 3 mil habitantes.

Fonte: Aline Lira/ Assessoria de Comunicação – Agraer