set 30, 2015 | Economia

Longen vai reunir-se com governador para pedir adiamento do reajuste de impostos
Em entrevista concedida ao Programa Bom Dia MS, da TV Morena, nesta quarta-feira (30/09), o presidente da Fiems, Sérgio Longen, informou que, logo mais, às 8h30, na Governadoria, vai se encontrar com o governador Reinaldo Azambuja para solicitar o adiamento do projeto encaminhado à Assembleia Legislativa que prevê a elevação de tributos estaduais. “Eu e os presidentes da Fecomércio-MS, Famasul e Faems vamos pedir ao governado que o projeto seja retirado e volte a ser apresentado daqui a seis meses. Entendemos que esse prazo seja suficiente para que o setor produtivo possa absorver o impacto, evitando a falência das empresas e o fechamento de mais postos de trabalho no Estado”, declarou.
Sérgio Longen explicou que na sexta-feira (25/09) representantes do setor produtivo reuniram-se, no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), com os secretários estaduais Eduardo Corrêa Riedel (Governo e Gestão Estratégica) e Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico) para tratar do projeto que foi apresentado pelo Governo do Estado. Durante a reunião, foram discutidas alternativas para equilibrar a necessidade fiscal do Estado com as dificuldades que o setor produtivo está enfrentando neste ano diante da pesada carga tributária imposta pelo Governo Federal.
“Nós queremos demonstrar a nossa preocupação com a sobrevivência da produtividade em nosso Estado, caso haja mais esse aumento de impostos. Os empresários já estão em sérias complicações para absorver esses últimos aumentos. Por isso, estamos realizando diversos estudos, em todas as áreas, para encontrar consenso nessas ações e o setor produtivo não sair prejudicado”, afirmou o presidente da Fiems.
Impacto
Conforme as lideranças da indústria, comércio e agropecuária, existem diversas propostas hoje que procuram buscar esse equilíbrio entre o Governo e o setor produtivo. “É um momento de diálogo entre todos os lados e isso é muito importante. As propostas que estamos desenhando são baseadas na necessidade de cada setor para que não sejam ainda mais penalizados com o ajuste fiscal que o Governo Federal já impôs. O comércio já enfrenta muitas dificuldades com a pesada carga tributária e a queda nas vendas não suportando mais aumento de impostos”, afirmou o presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo.
Já para o presidente da Famasul, Mauricio Saito, calcular os impactos de qualquer aumento de impostos é fundamental para o equilíbrio dos setores empresariais. “Fazendo esses cálculos antes de aprovar qualquer medida, conseguimos sentar com os representantes do Governo, expor nossas preocupações e chegar a um acordo entre todos. Hoje, o setor agropecuário enfrenta sérias dificuldades, principalmente, em relação aos preços dos produtos”, afirmou. Na avaliação do presidente da Faems, Alfredo Zamlutti, o setor comercial está preocupado com a perda de competitividade provocada pelo aumento de impostos. “Essa é uma demanda antiga das associações comerciais”, declarou.
O secretário Eduardo Riedel Eduardo apresentou os números do Estado e as dificuldades para encontrar um equilíbrio fiscal e as demandas do setor produtivo. “Vamos levar ao governador Reinaldo Azambuja os pleitos da indústria, comércio e agropecuária para que possam ser estudados pela equipe econômica do Estado. Ainda é prematuro falar em números e percentuais, mas vamos sentar para analisar detalhadamente as necessidades e propostas em conjunto do setor empresarial e, assim que o Governo tiver uma posição, vamos novamente nos encontrar para debater”, confirmou.
Segundo o secretário Jaime Verruck, o Governo do Estado considera fundamental o debate entre as categorias. “Nesse momento delicado da economia em todo país, é muito importante saber da realidade de cada setor para tomar decisões”, opinou. Os representantes do setor produtivo saíram do encontro otimistas nas respostas do Governo para poderem avançar nas negociações com a Assembleia Legislativa
Aumentos
O Governo do Estado apresentou na Assembleia Legislativa um pacote de medidas fiscais, que prevê, basicamente, a elevação de 25% para 27% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das bebidas alcoólicas, de 17% para 20% nos refrigerantes e cosméticos e de 28% para fumos, cigarros e produtos derivados.
Além disso, o projeto prevê que a isenção de IPVA continuará para veículos com 15 anos de fabricação só até o dia 31 de dezembro, enquanto, a partir de 1º de janeiro de 2016, só valerá para veículos com 20 anos de fabricação ou mais. Com relação ao Imposto Sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD), os imóveis cujos valores não ultrapassam R$ 30 mil serão isentos do pagamento do tributo.
A alíquota para imóveis de até R$ 300 mil será de 2%. Entre R$ 300 mil e R$ 600 mil o imposto será de 4% e 6% para os imóveis avaliados até R$ 800 mil. Acima deste valor a taxa será de 8%. O pacote ainda dispõe sobre a cobrança de ICMS nas entradas de mercadorias ou de bens importados do exterior por pessoas físicas ou jurídicas, mesmo não sendo contribuinte habitual desse imposto, e a instituição do ICMS sobre as operações e prestações interestaduais.
Neste caso, a intenção é garantir o crédito tributário, a proposição determina que o transportador é o responsável solidário pelo pagamento do imposto, em relação aos bens que forem entregues no Estado sem a comprovação do pagamento do ICMS, nas hipóteses em que o tributo deva ser pago antes ou no momento da entrada no Mato Grosso do Sul.
Além disso, está previsto possibilitar que as inconsistências nas informações prestadas ao Fisco, pelo sujeito ou terceiro, resultantes de omissões ou equívocos sejam saneadas espontaneamente pelo próprio sujeito passivo, desde que tenha sido previamente avisado pelo Fisco. Com as alterações, o sujeito passivo poderá ficar submetido apenas à multa moratória. Desta forma, o Tesouro Público receberá os débitos de ICMS.
Reportagem – Daniel Pedra
set 30, 2015 | Economia

Criadores do Nordeste mantém demanda por genética bovina de MS
Depois de importarem no primeiro semestre deste ano bezerras sul-mato-grossenses por preços recordes, que chegam a 74% acima do valor de mercado, criadores nordestinos criam a segunda demanda e, encomendam a segunda remessa para o mês de outubro, com a finalidade de desenvolver a base genética do rebanho da região de Itabuna (BA), em prol de maior produtividade. As bezerras da região de Figueirão (MS) viajaram mais de três mil quilômetros até Itabuna e chamam a atenção pelo potencial de ganho de peso, que pode impactar na rentabilidade do pecuarista baiano.
Aos oito meses de idade essas bezerras de MS atingem cerca de 80 quilos a mais que as da Bahia, isso devido a um manejo que inclui na alimentação dos animais, além da pastagem, uma ração capaz de desenvolver mais precocemente o rúmen das bezerras. “Esse manejo favorece o ganho de peso, deixando as bezerras com cerca de 300 quios ao desmame e, estimula a valorização”, destaca o pecuarista de Figueirão, Rubens Catenacci.
Enquanto as bezerras baianas custavam em torno de R$ 1.100,00, Catenacci encaminhou animais de MS ao Nordeste e as comercializou por R$ 1.920,00, valor recorde, ainda não praticado com o rebanho da região. “Nossa intenção é dividir o trabalho que realizamos com criadores de outros estados. Já fizemos com estados da região Norte e estamos enviando pela segunda vez neste ano animais para Bahia. Com isso, já na primeira cria, os pecuaristas sentirão o impacto no bolso, de um animal geneticamente diferenciado”, pontua Catenacci, que comercializou animais para região de Boa Vista (RR), Macarani (BA) e neste fim de semana enviará animais para Itabuna (BA). “Unindo esta genética, com o manejo ideal e nutrição adequada, poderão alavancar em curto prazo a agropecuária nordestina”, enfatiza.
Para o administrador da Fazenda 3R, Rogério Rosalin, a valorização desses animais está ligada também às características físicas, que são facilmente transferidas à progênie. “São animais jovens de porte médio, comprimento de lombo extraordinário, carcaça em medidas acima da média, com excelente caracterização racial. E o mais importante, são precoces em fertilidade, peso e acabamento”, finaliza Rosalin.
set 28, 2015 | Economia

Atividade industrial no Estado continua sem sinais de recuperação
A Sondagem Industrial, realizada em agosto deste ano pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas sul-mato-grossenses, aponta que a atividade industrial segue fraca e sem apresentar sinais de recuperação no curto prazo. “Quando comparado com o mês imediatamente anterior, agosto de 2015 marcou o 15º resultado consecutivo sem crescimento da produção. Nesse período, os índices ficaram abaixo da linha indicativa de expansão, que é a partir dos 50 pontos”, destacou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.
Ele acrescenta que a indústria estadual segue com elevada capacidade ociosa. “Para 51,4% dos respondentes a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para o mês. O índice marcou 37,7 pontos em agosto, queda de 2,6 pontos no comparativo com igual mês de 2014. Mantendo o resultado muito abaixo do patamar considerado adequado para o período, que é alcançado quando o indicador se situa em torno dos 50 pontos”, explicou, completando que a ociosidade média no mês de agosto em Mato Grosso do Sul foi 33%.
Ezequiel Resende reforça que as expectativas do industrial sul-mato-grossense segue sem chance de recuperação nos próximos seis meses. “Os índices que medem a expectativa em relação à demanda por seus produtos, quantidade exportada, número de empregados e compras de matérias-primas ficaram, mais uma vez, abaixo dos 50 pontos, indicando que os empresários da indústria estadual não acreditam em melhoras significativas para estas variáveis nos próximos seis meses a partir de agosto”, analisou.
ICEI
Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial em Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) segue nos mais baixos patamares da série histórica com setembro de 2015 marcou o 14º mês consecutivo com o índice inferior aos 50 pontos. “O ICEI marcou 38,3 pontos em setembro. O resultado permanece abaixo da linha divisória dos 50 pontos, principalmente, pelo pessimismo apresentado em relação às atuais condições da economia brasileira, sendo a variável de pior desempenho, marcando somente 18,5 pontos”, analisou Ezequiel Resende.
Em setembro, para 86,1% dos respondentes as condições atuais da economia brasileira pioraram, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, a piora foi apontada por 73,2% dos participantes. Com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 55,5% dos respondentes, enquanto para 37,5% elas não se alteraram. Para os próximos seis meses, 61,1% dos respondentes mostraram-se pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto no caso da economia estadual o pessimismo foi apontado por 47,9% dos participantes da pesquisa.
Com relação ao desempenho da própria empresa, considerando os próximos seis meses, 36,7% dos respondentes mostraram-se pessimistas, patamar ainda próximo aos dos que acham que a situação permanecerá igual, que chegou a 31%. Além disso, quase três quartos dos empresários industriais do Estado não pretendem investir nos próximos seis meses. “O industrial sul-mato-grossense mostra-se pouco confiante em relação aos investimentos, 73,9% dos respondentes disseram que não pretendem realizar investimentos nos próximos seis meses a partir de setembro. Por fim, o indicador de intenção de investimento marcou 35,7 pontos em setembro, recuo de 27,7% sobre igual mês do ano passado”, afirmou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.
Reportagem – Daniel Pedra
set 24, 2015 | Economia

Frigorífico de Anastácio ativa setor de desossa e emprega mais 250 pessoas
A unidade de Anastácio da JBS deu início nesta quarta-feira (26) à atividade de desossa, demanda que provocou a contratação de mais 250 trabalhadores. Agora, a unidade já dá emprego direto a 520 pessoas. Reaberto há um ano e quatro meses, o frigorífico de Anastácio restringia-se apenas ao abate de até 700 cabeças ao dia; as carcaças eram enviadas a outras unidades para serem desossadas e embaladas, explica o gerente industrial Júlio Nascimento.
As boas notícias não param por aí. Até o fim do ano, a intenção é começar a exportação direta a Israel, o que deve abrir mais vagas de trabalho já que a unidade tem capacidade para desossar um volume três vezes superior ao que abate, portanto vai passar a absorver a produção de outras localidades e direcionar tudo para o mercado exterior.
Na contramão do momento delicado da economia nacional, a JBS de Anastácio anima a economia local e reacende a esperança em uma multidão, que já conseguiu ou que ainda aguarda emprego. E não é para menos: se a notícia do fechamento do frigorífico, em 2009, foi capaz de jogar Anastácio e também Aquidauana num ambiente sombrio de retração econômica, a volta das atividades, em junho de 2014, surtiu o tão aguardado efeito contrário.
Testemunha próxima e protagonista dos fatos que culminaram na reabertura do frigorífico, o deputado estadual Felipe Orro (PDT) esteve presente na solenidade simples que marcou o início das atividades de desossa e falou para os funcionários (os antigos e os novos) e também para autoridades e diretores da empresa.
“Enquanto o Brasil se prepara para enfrentar a crise, aqui em Anastácio se abrem oportunidades de trabalho. Isso é muito bom, o pai, a mãe de família ter a garantia do salário no fim do mês, a tranquilidade da carteira assinada, os direitos trabalhistas, a segurança da família. Parabéns à JBS, que acreditou e apostou no potencial da região, e parabéns aos trabalhadores e trabalhadoras que tiveram de volta seus empregos”, disse o deputado.
A luta para reabrir a planta do frigorífico de Anastácio começou em 2009, logo após o anúncio do fechamento da unidade, então sob a bandeira do Grupo Kaiowa. Felipe Orro liderou comitivas a Campo Grande e Brasília, em tratativas com as autoridades sanitárias, governo do Estado, Ministério da Agricultura, parlamentares, enfim, todos que pudessem contribuir para solucionar o imbróglio que envolvia a falência do grupo Kaiowa e abreviasse o tempo de espera dos trabalhadores desempregados.
“Foi uma luta difícil, e como toda boa luta envolveu muita gente e a vitória está garantida. Mas eu quero aqui parabenizar e cumprimentar o Ministério da Agricultura, na pessoa do Amélio Ocampos, agente sanitário, que fizeram o impossível para preservar intactas as instalações, o maquinário, e garantir a validade do SIF (Serviço de Inspeção Federal, um selo de garantia da qualidade dos produtos emitido pelo Ministério e sem o qual a unidade não pode exportar).
Com a ativação do setor de desossa, sobe para 520 o número de empregados diretos da unidade de Anastácio da JBS, segundo o gerente industrial Júlio Nascimento. Nos próximos quatro meses a intenção é desossar e embalar todo o volume abatido, de 700 cabeças. E para o próximo ano a unidade pode receber carcaças de outras localidades onde o setor de desossa ainda não esteja funcionando. “Nossa capacidade total é para desossar 2.500 cabeças/dia”, disse.
Estavam presentes na solenidade, além do deputado Felipe Orro (PDT), o prefeito de Anastácio, Douglas Figueiredo; vereadores, secretários municipais e diretores da empresa.
João Prestes
set 4, 2015 | Economia

Apesar da queda, índice supera mesmo período de 2014 e inflação acumulada chega a 9,47%.
Depois de registrar elevação no mês de julho, a inflação de Campo Grande voltou a cair. Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Universidade Uniderp, ficou em 0,31%, abaixo do índice de julho, que foi de 0,51%. O índice do mês passado superou em 0,08% o mesmo período de 2014, quando o indicador registrado foi de 0,23%.
O grupo Habitação atingiu 0,38%, sendo o que mais contribuiu para a elevação da inflação na capital. Ainda, com inflações positivas estão Saúde, com 0,76%, Despesas Pessoais 0,64%, Vestuário 0,46% e Transportes, com 0,32%. O grupo Alimentação teve índice negativo de -0,18%, algo muito esperado pela comunidade.
Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Uniderp, Celso Correia de Souza, a inflação acumulada, que atualmente é de 9,47% pode atingir os dois dígitos, ou seja, se tornar maior que 10%, um impacto negativo na vida das famílias campo-grandenses. “Certamente, as medidas heterodoxas até agora adotadas pelo atual governo, com crédito fácil a juros baratos subsidiados pelo governo para incentivar o consumo fez com que o endividamento crescesse muito. É hora do retorno à ortodoxia, mantendo os juros mais elevados, reduzindo o papel dos bancos oficiais, diminuindo a quantidade de créditos por eles ofertadas, fazendo diminuir o consumo. Com isso, a inflação deve ceder”, acredita o professor.
Inflação acumulada – A inflação acumulada nos últimos doze meses, em Campo Grande, é de 9,47%, muito acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 6,5%. As maiores inflações no período, por grupo, foram: Habitação 12,43%, Despesas Pessoais 11,49%, Alimentação 11,26% e Transportes 10,63%.
Ponderando os oito meses de 2015 a inflação acumulada já ultrapassou o teto da meta, chegando a 7,57%. Destacam-se com as maiores inflações acumuladas os grupos:Habitação 11,92%, Despesas Pessoais 10,18% e Educação 8,07%. O grupo Vestuário está com deflação acumulada em 2015, de (-0,51%).
Em análise do cenário, o professor Celso Correia acredita que só haverá contenção da inflação acumulada caso os próximos índices sejam menores que os registrados nos últimos meses de 2014. Se essa expectativa se concretizar “a partir de outubro pode até ocorrer que a inflação acumulada deste ano não ultrapasse os 10%, resultado que seria muito interessante às autoridades governamentais. Se, realmente, as medidas do CMN surtirem os devidos efeitos, o retorno ao centro da meta, que é de 4,5%, com bastante otimismo, só acontecerá durante o ano de 2016”, diz o pesquisador.
Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação do mês de agosto foram: Sabão em pó (0,08%), tênis(0,07%), gasolina (0,07%), acém (0,06%), bebidas alcoólicas (0,04%), papelaria (0,03%), pão francês (0,03%), sabonete (0,03%), aluguel apartamento (0,02%) e esponja de aço (0,02%).
Já os dez itens que mais ajudaram a segurar a inflação nesse período com contribuições negativas foram: batata (-0,09%), impressora (-0,08%), pescado fresco(-0,04%), arroz (-0,03%), óleo de soja (-0,03%), laranja pêra (-0,03%), papel higiênico (-0,02%), tomate (-0,02%), alface (-0,02%) e linguiça fresca (-0,02%).
Segmentos
Com índice bem menor que o mês anterior, o grupo Habitação apresentou uma moderada elevação de 0,38%. Alguns produtos/serviços deste grupo que sofreram majorações de preços foram: esponja de aço (8,59%), sabão em pó (7,14%), forno micro-ondas (6,07%), entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com: impressora (-6,82%), carvão (-6,22%), desinfetante (-1,75%), entre outros.
Considerada a vilã da inflação na maior parte do ano, em agosto a Alimentação fechou o período com índice negativo: -0,18%. Os produtos desse grupo que obtiveram elevação de preços foram: sopa desidratada (18,15%), goiaba (15,50%), cebola (13,14%), melancia (11,90%), entre outros com menores aumentos. Fortes quedas de preços ocorreram com os seguintes produtos: batata (-24,50%), chuchu (-19,41%), salsa (-17,55%), laranja pera (-14,26%), entre outros.
O pesquisador da Anhanguera-Uniderp explica os motivos da variação. “O grupo Alimentação sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. Alguns produtos aumentam de preços ao término da safra, outros diminuem de preços quando entram na safra. Quando o clima é desfavorável há aumentos de preços, ocorrendo quedas quando o clima se torna favorável”, diz Correia.
Quando o assunto é carne,dos quinze cortes bovinos pesquisados, treze deles sofreram aumentos de preços. São eles, acém (5,87%), cupim (4,80%), lagarto (4,68%), ponta de peito (4,58%), paleta (4,47%)patinho (4,33%), filé mignon (3,99%), costela (2,95%), músculo (2,65%), contrafilé (1,43%), alcatra, picanha (0,46%), vísceras de boi (0,18%). As quedas de preços foram registradas no coxão mole (-0,35%) e no fígado (-0,30%).
O frango resfriado também teve aumento de 1,08% e os miúdos 6,61% de reajuste. A carne suína registrou o mesmo comportamento em dois cortes: costeleta, com 5,94% de elevação no preço, e pernil com aumento de 1,48%. A bisteca teve deflação de -4,77%.
“A valorização da carne bovina está atrelada principalmente à baixa oferta de boi gordo para o abate e a entrada de boi de confinamento, que historicamente tem um preço mais elevado do que o boi de engorda a pasto. Ao mesmo tempo, a demanda no varejo deve ter sido maior. Está havendo uma migração de consumidores dos cortes mais caros para cortes mais baratos. Por outro lado, a exportação de carne bovina tem aumentado, favorecida pela desvalorização do real frente ao dólar”, analisa o pesquisador da Uniderp, Celso Correia.
Apresentando moderada inflação estão os grupos Transportes, com índice da ordem de 0,32%, devido aumentos nos preços da gasolina (1,83%), e pneu novo (0,08%); e Educação com 0,35%, resultante de elevações em produtos de papelaria (4,45%).
O grupo Vestuário também não teve grande elevação, em torno de 0,46%. Itens com maiores aumentos foram: tênis (7,36%), short e bermuda masculina (1,72%), camiseta masculina (1,51%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com: saia (-4,39%), bermuda e short feminino (-4,17%), lingerie (-2,17%), entre outros.
O grupo Despesas Pessoais apresentou uma forte alta em seu índice, da ordem de 0,64%. Alguns produtos/serviços desse grupo que tiveram aumentos de preços foram: absorvente higiênico (8,39%), xampu (5,44%), sabonete (5%), entre outros. Reduções de preços ocorreram com papel higiênico (-5,31%), creme dental (-2,26%) e produto para limpeza de pele (-0,76%).
Sem nenhuma queda de preço registrada em agosto, o grupo Saúde também fechou em alta com o índice de 0,76%. Entre os itens pesquisados com reajustes mais expressivos estão: material para curativo (5,26%), vitamina e fortificante (3,94%), antidiabético (3,93%), antigripal e antitussígeno (3,58%), entre outros.
IPC/CG – O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC / CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Universidade Anhanguera-Uniderp divulga mensalmente o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande.
Sobre a Anhanguera Educacional
A Anhanguera já transformou a vida de mais de um milhão de alunos e, há mais de 20 anos, ajuda a mudar o futuro do nosso país. Alinhada à nova fase de desenvolvimento do Brasil, a Instituição oferece conveniência e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação, extensão e ensino técnico, contribuindo com o projeto de vida de crescimento e ascensão profissional dos alunos.
A Anhanguera está presente em todos os estados brasileiros, com 70 campi e mais de 500 unidades de educação a distância. A instituição mantém mais de 1.100 projetos de responsabilidade social e, em 2013, realizou mais de 1,6 milhão de atendimentos gratuitos à comunidade com apoio de professores, alunos e voluntários.
Com um índice de 94% dos cursos com conceito positivos no Ministério da Educação (MEC), a Anhanguera conta com 337 cursos estrelados pelo Guia do Estudante (edição 2015). Também é a marca mais valiosa do setor de educação no país, segundo o ranking BrandZ Top 50, divulgado anualmente pela Millward Brown.
Em 2014, passou a integrar o grupo Kroton, empresa brasileira com quase 50 anos de tradição que se tornou referência mundial no setor da educação pelo valor de mercado e pela quantidade de alunos. A Kroton é responsável por prover educação de qualidade a mais de um milhão de estudantes em 550 cidades por todo o Brasil. Inovadora e líder no desenvolvimento e aplicação de tecnologias educacionais, estimula a realização de projetos com impactos sociais, ambientais e econômicos, seja no âmbito corporativo ou educacional. O padrão de governança corporativa da companhia permite o desenvolvimento de processos que colaboram com a tomada de decisão ágil, dinâmica, responsável e sustentável.