dez 11, 2015 | Economia

Sicredi Campo Grande entrega mais de 500 brinquedos
No dia 9 de dezembro, a Sicredi Campo Grande entregou mais de 500 brinquedos a crianças da Associação Renasce uma Nova Esperança que foram arrecadados na Campanha Natal da Cooperação, promovida pelo Sistema OCB/MS com o apoio de dez cooperativas da Capital.
A entidade atende crianças que sofrem de doenças graves como hidrocefalia, paralisia cerebral e holoprosenfalia (má formação no cérebro e na face). Em seus atendimentos inclui fisioterapia, serviço social, terapia ocupacional e assistências através de cestas básicas, leite e suplementos. Atualmente a instituição atende diariamente 32 crianças.
Durante a entrega estavam presentes Antônio Kurose, presidente da Sicredi Campo Grande, Wardes Antônio, vice-presidente, Renato Marcelino, Analista de Cooperativismo e Monitoramento do Sistema OCB/MS e foram recepcionados por Iris dos Santos, Coordenadora do Projeto.
A Campanha Natal da Cooperação é uma tradição de final de ano, que está em sua 7ª edição e já presenteou milhares de crianças por todo o Estado.
“O sistema cooperativo preza pelo bem da comunidade e acredita num desenvolvimento sustentável com equilíbrio social. O grande propósito é proporcionar um momento lúdico, de alegria para as crianças nesse Natal, em especial as mais carentes, sendo um ato de cooperação”, declarou Kurose, presidente da cooperativa.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 3 milhões de associados e 1.360 pontos de atendimentos, em 11 estados do País*. Organizado em um sistema com padrão operacional único, conta com 96 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais, acionistas da Sicredi Participações S.A., uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios.
* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.
dez 10, 2015 | Economia

Sicredi apresenta resultados positivos em 2015
Presidentes, Diretores e Assessores do Sicredi dos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, e Tocantins analisam os objetivos alcançados em encontro em Goiânia
Nos dias 9, 10 e 11 de dezembro, o Sicredi realiza em Goiânia-GO o Seminário de Planejamento Estratégico, o qual irá apresentar o resultado atingido no ano de 2015 e o planejamento para os próximos cinco anos (2016-2020). . O evento é destinado a Presidentes, Diretores e Assessores da Central Sicredi Brasil Central e Cooperativas filiadas dos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins.
O Sicredi possui mais de 3 milhões de associados, mais de 18 mil colaboradores e 1345 pontos de atendimento em 11 Estados do País (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás). São diversos os benefícios do cooperativismo de crédito para a sociedade. Além de geração de empregos e renda, grande parte do resultado da cooperativa retorna para a comunidade onde está inserida. Este ano, na região do MS, GO e TO, serão levadas para as assembleias decidirem o destino dos R$ 107 milhões em sobras, como é chamado o lucro, que podem ser investidos para o crescimento da cooperativa e também distribuídos entre os associados proporcionalmente às suas movimentações.
O planejamento de 2016-2020 da Central Sicredi Brasil Central prevê a inauguração de mais de 50 unidades, passando de 300 mil associados e contando com a atuação no Distrito no Federal. O Sicredi é referência internacional pelo modelo de atuação em sistema, fator que permite ganhos de escala e aumentando o potencial das cooperativas de crédito para exercer a atividade no mercado financeiro. A instituição tem como diferencial o modelo de gestão que valoriza a participação dos associados, os quais votam e decidem os rumos do negócio. São mais de 3 milhões de pessoas que têm suas vidas financeiras vinculadas ao Sicredi, atraídas pela possibilidade de gerar crescimento coletivo. Todos são donos do negócio. O voto de cada um tem peso igual nas decisões, independentemente do volume de recursos aplicados.
Todos esses números refletem o modelo implantado pelo Sicredi que possui escala nacional com estrutura sistêmica e atuação regional. Entre 2009 e 2015, o Sicredi passou por transformações que marcaram uma etapa de fortalecimento e consolidação de nossa marca. Foram implantados processos inovadores de governança, ampliamos significativamente o nosso portfólio de produtos e serviços (atualmente, são mais de 300) para atender as necessidades dos associados e incrementamos ações que fortaleceram o Sistema e o consolidaram como a organização econômica da comunidade.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 3 milhões de associados e 1.366 pontos de atendimentos, em 11 estados do País*. Organizado em um sistema com padrão operacional único, conta com 95 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais regionais, acionistas da Sicredi Participações S.A., uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios.
Mais informações estão disponíveis no site – sicredi.com.br.
* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.
dez 10, 2015 | Economia

MS se destaca em relação aos outros Estados, nas ações voltadas a redução da emissão de gases, afirma Assessor do MAPA
Campo Grande (MS) – Durante o encontro do Comitê do Grupo Gestor para elaboração do Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC) de Mato Grosso do Sul, que aconteceu em Campo Grande no inicio do mês, o assessor de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Edson J. Leite fez questão de destacar o diferencial do trabalho do grupo formado no Estado.
Edson comentou que, diferente do que encontrou em outros Estados, em Mato Grosso do Sul já existem varias ações sendo realizadas buscando a mitigação e adaptação às mudanças climáticas para a consolidação de uma economia de baixa emissão de carbono. “Isso é um ponto muito positivo”. Frisou.
Para a próxima fase do trabalho Edson acredita que o grupo deve concluir a quantificação dessas ações para somar ao que foi produzido neste encontro e então finalizar o planejamento que deve prever as ações para os próximos cinco anos.
O Representante do MAPA destacou ainda a sintonia do grupo e a dinâmica do trabalho que vinha sendo realizado e comentou que com a formatação do plano – que deve acontecer em breve – o Estado então terá condições de buscar recursos junto ao Governo Federal para realização de programas e projetos que vão de encontro aos acordos firmados na Cop 21, quando gestores de 195 países, levaram suas propostas para a redução dos gases de efeito estufa no planeta.
Em consonância, e quase que em tempo real, com as decisões tomadas durante a Conferência do Clima (Cop 21), realizada em Paris no mesmo período, o grupo desenvolveu com grande celeridade o trabalho. Para secretário executivo do Grupo, engenheiro agrônomo Rafael Geraldo de Oliveira Alves, da Secretaria de Estado da Produção e Agricultura Familiar, considerando que a maior parte das propostas levadas pelo Brasil no encontro foram voltadas para o setor da agropecuária, a região Centro Oeste é uma das que mais contribuirão para o seu cumprimento e o trabalho neste sentido já esta bastante avançado. “Em Mato Grosso do Sul já evoluímos muito nas principais tecnologias preconizadas pelo Plano, como a recuperação de pastagens degradadas, Integração Lavoura/Pecuária/Floresta e ampliação das florestas plantadas”.
Durante a reunião do grupo, que aconteceu numa das salas do SEBRAE, dezoito entidades estiveram representadas, tendo a Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Neusa Zimermann, como moderadora dos trabalhos.
As contribuições captadas durante os debates foram recolhidas por Neusa que deve, após formatá-las, repassar aos membros do grupo para que estes possam se debruçar e entrar na fase de detalhamento antes da próxima reunião.
Assessoria de Imprensa – Kelly Ventorim
dez 7, 2015 | Economia

Soja: Com adubação foliar, técnico atinge maior produtividade do Centro-Oeste
O agrônomo afirma que vai expandir a técnica em MS, com custo de R$ 30 por hectare
Alterando o programa de adubação da soja associado às boas praticas agrícolas, o agrônomo e consultor técnico, Antônio Cavicchioli Pereira Neto, junto com o agricultor Arthur Exley Edwards, de Ponta Porã (MS), atingiram a melhor produtividade do Centro-Oeste na última safra, com 127,17 sacas por hectare, e objetivam volume ainda superior no atual ciclo. A experiência foi estimulada pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), por meio do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja, que na atual safra tem as inscrições abertas até 15 de janeiro de 2016.
Para vencer o desafio, que acarretou em uma viagem técnica aos Estados Unidos, o consultor técnico e o dono da Fazenda Jaguarundy, separaram uma área de três hectares, e implantaram novas técnicas. Segundo o técnico, o objetivo nesta safra é expandir a experiência para a área comercial. “Nossa produtividade na área comercial foi de 67 sacas por hectare, muito aquém do que podemos incrementar. Neste ano, todo o trabalho desenvolvido nos três hectares inscritos no Desafio do CESB, será aplicado em 100% da lavoura, um total de dois mil hectares”, detalha Pereira Neto, ao afirmar que os custos da ação compensam.
“Revisamos o nosso programa de adubação no solo e principalmente foliar e constatamos ganhos na fase de enchimento e no peso do grão, além de atingirmos a produtividade esperada”, pontua o agrônomo, ao abrir a planilha que indica investimento de R$ 30 por hectare de soja produzida.
Para o Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja safra 2015/16, Pereira Neto, que administra cerca de 40 propriedades que somam 30 mil hectares, pretende aumentar suas chances no prêmio, inscrevendo mais de uma área. Ele quer superar as 127 sacas, mas para isso, depende da colaboração climática, uma vez que a região Sul de Mato Grosso do Sul está com chuvas abundantes, enfrentando inclusive áreas alagadas.
Sobre o CESB
O CESB é uma organização formada por profissionais e pesquisadores de diversas áreas ligadas à sojicultura, que se uniram para trabalhar estrategicamente e utilizar os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas carreiras e vivências, em prol da produtividade brasileira. Por meio do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, o CESB, tem como finalidade, contribuir diretamente com o rendimento das lavouras brasileiras, selecionando e divulgando técnicas viáveis, que possam ser aplicadas em grande escala, com foco na máxima produtividade.
Atualmente, o CESB é composto por 17 Membros e doze entidades patrocinadoras: Syngenta, BASF, Bayer, TMG, Monsanto, Sementes Adriana, Agrichem, UPL do Brasil, Stoller, Produquimica, Jacto, Instituto Phytus, Mosaic e Aprosoja.
O Comitê é qualificado como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)*, nos termos da Lei n° 9.790, de 23 de março de 1999, conforme decisão proferida pelo Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 04 de dezembro de 2009.
*Uma OSCIP é pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, voltada ao alcance de objetivos sociais e tem necessidade de prestar contas.
Reportagem – Diego Silva
nov 26, 2015 | Economia

Em 10 meses, indústria estadual demite 6,1 mil trabalhadores
De janeiro a outubro deste ano, o setor industrial de Mato Grosso do Sul, composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, demitiu 6.126 trabalhadores, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. De acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, outubro registrou o 8º mês consecutivo com redução de postos de trabalho na indústria sul-mato-grossense, com saldo negativo de 295 vagas.
Ainda de acordo com Ezequiel Resende, no ano, as maiores reduções foram registradas na indústria da construção (-2.361), indústria têxtil e do vestuário (-1.267), indústria química (-975), indústria de produtos alimentícios e bebidas (-785), indústria mecânica (-635) e indústria metalúrgica (-393). “Apenas no mês de outubro os segmentos industriais que apresentaram as maiores reduções foram indústria química (-393), indústria da construção (-208) e indústria têxtil e do vestuário (-149)”, detalhou.
Ele ressalta que, no conjunto da economia estadual, no mês de outubro foram abertas somente 41 vagas, enquanto no acumulado do ano o resultado aponta o encerramento de 2.667 postos de trabalho. “Contudo, a média para o período, considerando o intervalo de 2005 a 2015, é 20.384 vagas abertas. Ou seja, o desempenho de janeiro a outubro deste ano é 113% menor que o resultado médio historicamente obtido para o mesmo intervalo”, explicou.
Ezequiel Resende destaca que o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou outubro de 2015 com um contingente de 128.557 trabalhadores formalmente empregados, queda de 0,28% em relação a setembro. “Mesmo com a redução ocorrida no mês de outubro, a indústria segue apresentando o 3º maior contingente de trabalhadores formais do Estado. Atualmente, a atividade industrial responde por 19,8% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás do segmento de serviços, que emprega 192.678 trabalhadores com participação equivalente a 29,6%, e da administração pública, com 130.369 trabalhadores ou 20% do total”, detalhou.
Especificações
Em Mato Grosso do Sul, no período de janeiro a outubro de 2015, ao todo 90 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 3.504 vagas. Entre as atividades industriais com saldo positivo de pelo menos 150 vagas destacam-se abate de suínos, aves e outros pequenos animais (+584), construção de obras de arte especiais (+271), fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado (+269), distribuição de energia elétrica (+248) e fabricação de açúcar em bruto (+222), fabricação de celulose e outras pastas para a fabricação de papel (+171) e fabricação de alimentos para animais (+160).
Por outro lado, no mesmo período, 120 atividades industriais apresentaram saldo negativo no Estado, proporcionando o fechamento de 9.630 vagas. Entre as atividades industriais com saldo negativo de pelo menos 150 vagas destacam-se abate de reses, exceto suínos (-1.518), construção de rodovias e ferrovias (-943), fabricação de álcool (-907), obras de engenharia civil não especificadas anteriormente (-663), construção de edifícios (-606), fabricação de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso doméstico (-485), confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas (-410) e fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico (-393).
Em relação aos municípios, constata-se que em 43 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a outubro de 2015, proporcionando a abertura de 2.325 vagas. Entre as cidades com saldo positivo de pelo menos 100 vagas destacam-se São Gabriel do Oeste (+346), Nova Andradina (+220), Anastácio (+175), Itaquiraí (+174), Chapadão do Sul (+145), Angélica (+136), Rio Brilhante (+135), Bataguassu (+128), Juti (+111) e Sidrolândia (+109).
No entanto, no mesmo período, em 34 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando a fechamento de 8.451 vagas. Entre as cidades com saldo negativo de pelo menos 100 vagas destacam-se Campo Grande (-2.563), Três Lagoas (-1.290), Bataiporã (-650), Nova Alvorada do Sul (-646), Dourados (-636), Naviraí (-457), Paranaíba (-451), Caarapó (-413), Corumbá (-296), Aparecida do Taboado (-208), Eldorado (-160), Ribas do Rio Pardo (-138) e Iguatemi (-106).
Reportagem – Daniel Pedra
nov 24, 2015 | Economia
Campo Grande (MS) – A grande crise que o setor produtivo de Mato Grosso do Sul atravessou em 2005 serviu de trampolim para que um grupo de pecuaristas da Região da Nhecolândia, no Pantanal, desse um importante salto para a certificação da “Carne Sustentável do Pantanal” – destacando o diferencial e garantindo rendimento aos pecuaristas que se organizaram por meio da Associação Brasileira de Produtores Orgânicos no Estado (ABPO-MS),
A primeira certificação que o grupo procurou foi a orgânica. Para valorizar o homem pantaneiro, sua cultura e os processos produtivos que historicamente preservaram o bioma Pantanal, o sistema de produção da “Carne Sustentável do Pantanal” trabalhou buscando garantir, segundo o atual presidente da ABPO-MS, Leonardo Leite de Barros, o bem-estar animal em todas as fases do processo produtivo, a minimização dos impactos negativos que os processos produtivos possam representar para a sociedade, a conservação dos recursos naturais da biodiversidade e a preservação dos ecossistemas, disponibilizando um produto saudável para o consumidor final.
Para a certificação, a ABPO-MS cumpria então as diretrizes vigentes para o padrão de qualidade orgânica, estabelecidas pelo Instituto Biodinâmica (IBD), de Botucatu (SP), com quem trabalha até hoje, a legislação publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que regulamenta a produção e comercialização, além de seu protocolo próprio.
A fazenda de propriedade do primeiro presidente da ABPO-MS, Homero Fligliolini, que foi a primeira a receber a certificação orgânica no Estado para atividade pecuária, também foi uma das primeiras do Brasil. Mesmo com o trabalho em andamento, certificando outras propriedades, a aliança da cadeia produtiva não ocorreu de imediato.
Segundo Leonardo, não existia, à época, o interesse do frigorífico em comunicar uma diferenciação ao consumidor, o que não dava a associação mecanismos para ser melhor remunerada por esse produto. “Para os frigoríficos era mais interessante tratar a carne como uma commoditie e fazer qualquer tipo de seleção dentro da planta frigorífica mesmo”, explicou.
A primeira importante aliança mercadológica só se consolidou anos depois, em 2007, com a empresa JBS, com quem foi firmado o primeiro contrato de fornecimento de animais, que teve duração de sete anos.
Durante todo período dessa parceria, classificada como sucesso pela associação, Leonardo conta que o produto era comercializado com a marca “organic beef” e os associados recebiam 10% a mais, sobre o valor da arroba do boi.
Contudo, o produto permanecia mais como diferencial de portfólio para a indústria frigorífica e o objetivo da ABPO-MS era ter uma série de produtos com qualidade diferenciada. Assim, contando com o apoio de importantes parceiros como a WWF Brasil e a Embrapa Pantanal, ao final do contrato com a JBS, a ABPO-MS começou a focar seus esforços na realização do sonho de alçar voos mais altos.
Entendimentos que já vinham sendo mantidos com a empresa Korim (braço comercial da Igreja Messiânica) se estreitaram durante uma visita de um grupo de pesquisadores e pessoas ligadas essa Igreja há cerca de três anos e resultaram na consolidação de uma parceria comercial que dura até os dias de hoje.
Com a parceria da Korim, empresa que defende o consumo e produção de produtos naturais, a ABPO-MS então começou a procurar meios para certificar a origem dos animais e a Embrapa que já trabalhava no desenvolvimento uma ferramenta que trata de produção orgânica no pantanal contando com a participação direta da associação, se tornou o caminho.
“A empresa usou nossa aliança mercadológica e a produção orgânica para incrementar estudos relacionados ao desenvolvimento de tecnologias adaptadas à região do pantanal e a certificação orgânica e estes estudos resultaram numa ferramenta chamada FPS que é possível que colocaremos em uso em breve”, comentou o presidente, lembrando que a FPS é um projeto cientifico que na prática deve avaliar a questão ambiental das propriedades que estão sendo certificadas.
As especificidades do Pantanal, que tem mais de 30 espécies de gramíneas catalogadas pela Embrapa, transferem para o produto final, a carne, um sabor e um diferencial de solubilidade. Sabendo disso e depois de conhecer os processos de produção dessa carne, a Korim resolveu incrementar a certificação da origem, através de um protocolo próprio, que oferecia ao consumidor final um produto especial.
A “Carne Sustentável do Pantanal”, que já era certificada por um protocolo da ABPO-MS, ganhou então mais atributos com o protocolo da Korim, que adicionou pré-requisitos que a empresa entendia serem demandas do consumidor que eles atendiam.
O protocolo, que então passa a ser chamado de ABPO/Korim, controla desde a proibição do uso de ureia na alimentação dos animais, do uso de agrotóxicos químicos para o combate de invasores na pastagem, até a administração de vermífugos que só podem ser utilizados até os 12 meses, comenta Leonardo, lembrando que ele se baseia em três pilares básicos da sustentabilidade: o econômico, o social e o ambiental.
Segundo explica Leonardo, o pilar econômico trata de todas as questões relacionadas a rentabilidade dessas propriedades, o social trata da convivência com os colaboradores, e tem coisas especificas, como a obrigação dos associados de garantir o acesso a escola para os filhos destes colaboradores e o ambiental que será consolidada com a implantação da FPS, que ao ser utilizada para certificar a propriedade lhe dará o título de “Fazenda Pantaneira Sustentável”.
O primeiro encontro entre a equipe da ABPO-MS e da Embrapa para este trabalho, aconteceu nos dias 19 e 20 passados, na Fazenda ‘Nhumirim’ de propriedade da Embrapa, próxima ao município de Corumbá. Nesta primeira etap,a o grupo recebeu treinamento do programa FPS.
Durante os dois dias na Inhumirim, técnicos da própria ABPO-MS e do IBD receberam treinamento para se capacitarem como avaliadores e inspetores. Eles foram orientados sobre os tipos de informações que devem coletar no campo, como essa coleta deve ser realizada, e como as informações são transformadas em certificação.
“Uma coisa é o estudo cientifico e outra coisa é tradução dele numa certificação”, ponderou Leonardo, destacando que o grupo deve incrementar paulatinamente novos itens a essa certificação. Alguns desses itens, serão elaborados com vistas a atender as exigências do Governo do Estado, com quem costuram uma parceria buscando incentivos.
Segundo Leonardo, as conversações estão bastante avançadas e desde que assumiu, o governador Reinaldo Azambuja tem dado demonstrações de grande interesse no apoio ao fomento da atividade de forma sustentável no Pantanal.
“O incentivo que estamos estudamos não contemplará apenas a pecuária do Pantanal, mas toda atividade realizada de forma sustentável naquela região. A ADBO e o Governo do Estado, através da sua equipe da Secretaria de Produção, já estão alinhados. Acreditamos que deveremos ser chamados para sentar e preparar a quatro mãos essa proposta, tendo ainda auxílio das entidades representativas do setor, como a Famasul, a Acrissul, os sindicatos das cidades do entorno do pantanal, entre outros”, comenta Leonardo, lembrando que recentemente esteve junto do vice-presidente da ABPO, Nilson de Barros, na Secretária de Produção conversando com Fernando Lamas e alguns membros de sua equipe.
Ainda na oportunidade daquela reunião o Secretário Fernando comentou que o governador teria lhe recomendado atenção especial a esse projeto, solicitando-lhe que buscasse caminhos para agraciar as atividades sustentáveis no pantanal como a que se apresenta através do sistema da ABPO.
Kelly Ventorim, da Assessoria de Comunicação da Sepaf-MS