jan 6, 2016 | Economia

Empregados em postos de combustíveis realizam assembleias para discutir salários
Os empregados em postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul estão sendo convocados na capital e interior do Estado para participarem de assembleia geral extraordinária para discutir, entre outros assuntos, o percentual de reajuste salarial que será reivindicado junto à classe patronal e outros benefícios.
A convocação está sendo feita pelo sindicato da categoria, o Sinpospetro/MS (Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso do Sul). O edital de convocação foi publicado hoje em alguns dos principais jornais diários do Estado.
Gilson da Silva Sá, presidente do Sinpospetro informa que serão realizadas assembleias gerais nos seguintes locais, datas e horários: TRES LAGOAS: dia 24 de Janeiro de 2016, às 09:00 hs, na Avenida Capitão Olinto Mancini nº 558 – sala 02, Centro; COXIM: dia 24 de Janeiro de 2016, às 09:00 hs, na Avenida Virgínia Ferreira nº 51; DOURADOS: dia 31 de Janeiro de 2016, às 09:00 hs, na Rua Hayel Bon Faker nº 3060 – sala 03, Centro; CAMPO GRANDE: dia 31 de janeiro de 2016, às 08:00 hs, na Rua Gal Camilo Comorreto Gall nº 18, Vila Taveirópolis.
Os trabalhadores vão discutir, na Capital e interior, a pauta de Reivindicações a ser encaminhada para o setor patronal, contendo aparte econômica com vigência de 01/03/2016 a 28/02/2017 e parte social com vigência de 01/03/2016 a 28/02/2018.
As assembleias também delegarão poderes para a diretoria do Sinpospetro/MS juntamente com a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo, para negociar por vias administrativas a referida convenção, firmando-a em nome próprio ou em caso de impossibilidade impetrar Dissídio Coletivo no Colendo Tribunal Regional do Trabalho competente. Vão Autorizar também o exercício do direito de greve na forma da lei 7.783/89, em caso da classe patronal não ceder nas negociações
Wilson Aquino
dez 30, 2015 | Economia
Presidente da República e filiada ao Partido dos Trabalhadores, depois de uma temporada no Partido Democrático Trabalhista (PDT), Dilma Vana Rousseff mostra mais uma vez que é pífia no cumprimento de promessas. Uma das promessas feitas pela petista durante a corrida presidencial de 2014 foi a valorização do salário do trabalhador, mas nem de longe isso vem acontecendo.
Na manhã desta terça-feira (29), a presidente da República, por meio de nota distribuída à imprensa, informou o novo valor do salário mínimo, que passará a valar a partir de 1º de janeiro: R$ 880,00. Considerando a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerará o ano em 10,72%, segundo os economistas consultados pelo Banco Central, o aumento do salário mínimo será de míseros R$ 7,53.
No país em que uma banana do tipo nanica custa R$ 0,50, a presidente deu ao trabalhador o direito de consumir uma banana a mais a cada dois dias. Enquanto isso, a “companheirada” continua se esforçando para escapar dos efeitos colaterais da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que, a partir de denúncia feita pelo editor do UCHO.INFO e pelo empresário Hermes Magnus, desmontou o maior esquema de corrupção da história, com direito a desvios de dezenas de bilhões de reais.
Que Dilma Rousseff é incompetente e desprovida de capacidade para cumprir promessas todos sabem, mas trata-se de um deboche dar aumento real de R$ 7,53 ao trabalhador, o que representa 0,955% do salário mínimo atual, que até 31 de dezembro vale R$ 788. Considerando que na capital paulista, a maior cidade brasileira, o aluguel de um barraco na favela não sai por menos de R$ 450, o trabalhador terá de se virar durante o mês com R$ 430, sempre lembrando que um pastel, a mais popular iguaria nacional, custa atualmente R$ 5.
Fonte de inspiração para os protestos petistas durante os tempos de oposição, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) fixou o salário mínimo ideal para o mesmo de novembro em R$ 3.399,22, valor que representa 3,86 vezes o novo piso salarial.
A situação piora sobremaneira quando considerado o fato de que dois terços da população brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recebem menos de dois salários mínimos por mês, falar em recuperação da economia é um atentado contra a lógica e o bom senso, pois não se pode empurrar na vala do consumo uma população que bambeia entre a pobreza e a miséria.
A prevalecer o discurso da cúpula petista de que é preciso retomar o crescimento econômico no curto prazo e novamente estimular o consumo interno a qualquer preço, a crise não apenas aumentará e será mais longa, mas transformará o Brasil em um misto de Cuba com Venezuela.
Sendo assim, debelar o caos que se instalou na economia verde-loura e retomar o status anterior à chegada do PT ao poder central exigirá dos brasileiros de bem esforço contínuo e intenso ao longo de muitas décadas, na pior das hipóteses cinco. Como disse certa feita um conhecido e ébrio comunista de boteco, “nunca antes na história deste país”.
Confira abaixo a íntegra da nota da Presidência da República
“NOTA À IMPRENSA
Decreto assinado nesta terça-feira (29/12) pela presidenta da República, Dilma Rousseff, fixa o salário mínimo que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2016: R$ 880,00 (oitocentos e oitenta reais). O decreto será publicado no Diário Oficial da União de quarta-feira (30/12).
Com o decreto assinado hoje pela presidenta Dilma Rousseff, o governo federal dá continuidade à sua política de valorização do salário mínimo, com impacto direto sobre cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados, que atualmente recebem o piso nacional.
O ministro Miguel Rossetto falará à imprensa às 15h na sede do Ministério do Trabalho & Previdência Social.
Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República”
dez 21, 2015 | Economia

Terenos (MS) – Os programas e projetos destinados ao fomento da atividade leiteira tem na assistência técnica sua principal força propulsora.
Não é a toa que os produtores dos assentamentos assistidos por projetos Governamentais e instituições como o Senar/MS, parceiro do Governo do Estado, no projeto ‘Leite Forte’, atribuem aos profissionais que os atendem parte da responsabilidade pela melhoria do desempenho da atividade dentro de suas propriedades.
No município de Terenos, no Assentamento Santa Mônica, visitamos uma família que detalhou a relação profissional e de amizade que mantém com a médica veterinária que os atende através do Programa ‘Mais Leite’, do Senar/MS.
Aos 59 anos, Claudenor Pereira da Silva, que desde 2009 deixou a vida dura dos acampamentos para ter seu tão sonhado pedaço de chão, comemora junto da esposa Zila Aguirre da Silva, a chegada da assistência técnica na propriedade. “Mudou tudo”, resume orgulhoso o produtor, ao lembrar a baixa produtividade quando começou a trabalhar com as primeiras vacas.
Diferente de outros produtores, Claudenor não criou resistência à aplicação das técnicas trazidas por Nivaldo Passos de Azevedo Junior, seu primeiro instrutor. “Tudo que ele ensinava a gente lutava pra fazer igual”.
Atualmente, com uma boa casa, pasto formado e tirando uma média de cinquenta litros de leite por dia, Claudenor garante o sustento, dele, a esposa e os dois netos que ajuda a criar, sem grandes dificuldades e comemorando pequenas evoluções a cada visita da técnica Natália Leite, que o atende substituindo Nivaldo, hoje seu supervisor.
De posse dos relatórios diários feitos pela Dona Zila, contando tudo que acontece na propriedade, a médica veterinária Natália – uma apaixonada pela profissão, que escolheu ainda aos seis anos de idade – nos revela mês a mês a evolução das atividades na propriedade do casal pontuando as ações que lhe foram sugeridas, sem deixar de destacar o empenho e força de vontade que os move.
No meio da conversa, é fácil perceber que a relação dos profissionais com os produtores é muito estreita, ao ouvir do Seu Claudenor suas preocupações com as inúmeras atividades que Natália executa além do atendimento a sua propriedade, principalmente com relação aos perigos que a jovem médica veterinária enfrente nas estradas atendendo produtores também no município de Figueirão. “Tem dia que ela vem aqui, passa a manhã atendendo e já segue pra Figueirão no mesmo dia. A gente fica preocupado”.
Natália que no inicio precisava de mapas e muitas vezes se perdia quando vinha para o Assentamento, lembra que hoje, pouco mais de um ano, faz o caminho com tranquilidade e se sente privilegiada pela paisagem, mesmo tendo deixado a família toda em São Paulo para trabalhar no Estado.
Recebendo hoje 0,90 centavos por litro de leite – que armazena num resfriador cedido pelo Governo do Estado, através do programa ‘Leite Forte’, numa propriedade vizinha – Seu Claudenor mantem as sete vacas em sete hectares bem aproveitados, segundo Natália.
Recentemente um sistema de irrigação com 42 aspersores, também cedido pelo Governo do Estado através do mesmo programa, foi instalado o que segundo o produtor deve ajudar a ampliar seus ganhos. “Não posso reclamar da assistência, dos equipamentos, tudo contribui muito, agora, o que está cada vez mais difícil para nós, é conseguir dinheiro do Governo Federal”.
Claudenor reclama que os bons e maus pagadores recebem o mesmo tratamento por parte das instituições financeiras e governamentais e que isso, ao longo dos anos, tem se refletido em prejuízos para os que honram com seus compromissos, como é o seu caso.
O produtor destaca ainda que não percebe o desenvolvimento das ações anunciadas com inúmeras propagandas principalmente nos canais de televisão, destinadas à agricultura familiar. “Eles falam em milhões, bilhões, mas aqui não chega”. Comenta argumentando que, se o tratamento para os bons pagadores fosse diferenciado e os recursos não tivesse destino tão incerto – quanto tem observado com as denuncias e casos cada vez mais numerosos de corrupção – já poderia ter adquirido mais produtos e até mais animais e a vida poderia ser um pouco mais tranquila.
Mesmo com a dura rotina de trabalho, que os põe de pé todos os dias por volta das 4 horas da manhã, e entrando pra dentro de casa já com a novela das oito por começar, como comenta Dona Zila, o casal tem boas expectativas e confiança de que as coisas só tendem a melhorar e o futuro dos netos deverá ter um pouco mais de conforto do que os filhos tiveram. “Passamos anos difíceis na lona, a beira da estrada. Hoje somos muito gratos por tudo que essa terra nos proporciona e por essa pessoa maravilhosa que Deus colocou na nossa vida”. Agradece Claudenor abraçando a instrutora Natália, a beira do fogão de lenha, convidando a todos para o almoço.
Reportagem – Kelly Ventorim
dez 16, 2015 | Economia

Outros produtos que tiveram aumentos expressivos correspondem aos do grupo de bebidas alcoólicas – Foto: Reprodução internet
O campo-grandense vai gastar mais para montar a ceia de natal em 2015, aponta uma pesquisa do Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Uniderp, realizada durante as duas primeiras semanas de dezembro nos principais supermercados da capital. O levantamento revelou que os produtos tradicionalmente consumidos nas festividades de final de ano – como frutas, peru, bacalhau e panetone – tiveram elevação média de 18,16%, em relação a 2014. No ano passado o índice registrado foi de 10,58% e em 2013, 6%.
O coordenador do Nepes e pesquisador da Uniderp, Celso Correia, analisa que o reajuste supera a inflação acumulada nos últimos 12 meses em Campo Grande, que é de 10,96%. “Percebemos que tudo está muito mais caro em relação ao ano passado e a maioria dos produtos com reajustes muito acima da inflação, o que assusta ainda mais o consumidor. Entre as influências para esse aumento estão a alta do dólar, uma vez que os produtos mais tradicionais sofreram impacto da variação cambial, o clima adverso, que tem prejudicado a produção de produtos hortifrutícolas, o aumento nas exportações de carnes e a elevação do poder aquisitivo do consumidor que, com a melhoria dos salários, prioriza primeiro uma melhor alimentação”, esclarece.
Na avaliação por segmento, as aves foram as que mais dispararam de preço, com alta de 38,97%, em média. O frango resfriado lidera o ranking do grupo, em dezembro de 2014 custava R$ 5,76 e este ano R$ 9,33, ou seja, 61,98% de aumento. O chester (Perdigão) ocupa o segundo lugar com 61,54% de reajuste, passou de R$ 14,25 para R$ 23,02 em um ano. Para contar com o peru na ceia, o campo-grandense também terá que desembolsar mais. As duas marcas pesquisadas, Sadia e Perdigão, reajustaram o valor em 16,80% e 15,55%, respectivamente.
O típico churrasco de final de ano também está, em média, 19,96% mais caro. O contra-filé subiu 36,31%, passando de R$ 18,62, em 2014, para R$ 25,30. A picanha, que custava R$ 29,45 no ano anterior, aumentou 19,59%. Outros cortes, como a capa de contra-filé e a alcatra, subiram 12,58% e 11,35%, respectivamente. A leitoa também sofreu majoração, da ordem de 15,79%. Em 2014, o produto foi comercializado por R$ 23,75% e este ano passou para R$ 27,50.
Para o professor Celso Correia, a valorização da carne bovina também está atrelada à baixa oferta de boi gordo para o abate e a entrada de boi de confinamento que, historicamente, tem preço mais alto que o de engorda a pasto. O custo de produção dos frigoríficos foi muito afetado com o aumento da energia elétrica, em torno de 50%, neste ano de 2015. “Paralelamente, o real desvalorizado frente ao dólar também tem favorecido a exportação do produto, diminuindo a oferta no mercado interno de carne bovina. Além disso, há uma migração de consumidores dos cortes mais caros para cortes mais baratos de carne bovina, bem como, para a carne suína, majorando os seus preços”, explica o pesquisador da Uniderp.
Um dos alimentos mais tradicionais da mesa de Natal, o panetone subiu 18,83%, em média. O maior reajuste foi constatado com a marca Tommy, que saiu de R$ 7,47 em 2014 para R$ 9,51, um aumento de 27,31%. Mais cara, a unidade da Bauduco, que ano passado foi vendida a R$ 13,97, apresentou elevação de 25,63%, em doze meses. Já o panetone Visconte apresentou o menor aumento entre os produtos pesquisados. Passou de R$ 12,19 para R$ 12,99, alta de 6,56%.
“A indústria repassou ao consumidor o aumento de preço dos insumos usados na produção do panetone, como as frutas cristalizadas, açúcar e gordura. Apesar de a farinha de trigo ter reduzido o valor na gôndola, o preço do trigo pago ao produtor na região sul aumentou 6%, o que também impacta na indústria da panificação”. Houve um aumento muito grande no custo de produção com o reajuste de energia elétrica, em torno de 50%, justificando parte desse aumento.
Os preços dos principais peixes consumidos nesta ocasião também foram analisados pelo Nepes da Uniderp, que registrou elevação média de 19,63%. O filé de merluza aumentou 24,72%, o bacalhau do porto teve crescimento de 22,31% e o bacalhau ling registrou alta de 11,88%.
Outros produtos que tiveram aumentos expressivos correspondem aos do grupo de bebidas alcoólicas, que registrou alta de 17,36%. Há marcas de vinho com majoração de até 40,03% e de whisky com 24,98% de reajuste. A cerveja chegou a ter 19,71% de aumento em relação a 2014. A única queda registrada foi com a Champagne Chuva de Prata, que passou de R$ 14,48 para R$ 11,19, uma redução de 22,72% no preço. No segmento de não alcoólicas, os refrigerantes registraram 13,38% de acréscimo de um ano para o outro.
O grupo hortifrútis seguiu o comportamento de majoração, com índice de 14,55%. As maiores altas foram constatadas com: cebola (83,04%), batata (43,01%), uva passa (42,72%), melancia (25%), nectarina (24,84%), tomate (22,51%), pêssego (16,92%), abacaxi (14,47%) e cenoura (11,44%) com índices superiores que a inflação acumulada de Campo Grande.
Os frios e laticínios aumentaram, em média, 11,53%. O valor do presunto Seara aumentou 19,66%, o queijo Santa Rosa fatiado subiu 14,96% e, em peça, 11,53%, e o queijo minas sofreu alta de 10,68%.
Essenciais no preparo de acompanhamentos da ceia, os itens de mercearia registraram inflação mais baixa entre os grupos, fechando em 10,56%. As maiores altas foram identificadas com os produtos: feijão (46,36%), ameixa em lata (41,18%), biscoito Champagne (28,51%), açúcar cristal (19,22%), arroz (13,71%) e maionese (11,65%). Também foram registradas quedas de valor com o macarrão (-11,06%), lentilha (-10,93%), trigo (-9,67%) e azeite (-3,62%).
A sugestão para economizar na ceia, sem onerar o orçamento, é pesquisar. “Os reajustes variam conforme a marca e local de compra. Com a proximidade do Natal os supermercados realizam promoções para liquidar os produtos empacados, é sempre bom ficar de olho”, finaliza Celso Correia.
dez 15, 2015 | Economia
Agricultores chegam a frear investimentos previstos
Com o dólar próximo de R$ 3,90, alto custo de produção e insegurança na política econômica brasileira, agricultores frearam projetos de expansão da produção na safra de soja, mas o impacto será ainda maior no ciclo seguinte. É o que prevê o Comitê Estratégico Soja Brasil – CESB, ao considerar a continuidade da valorização da moeda americana no momento de aquisição dos insumos da safra 2016/17.
Em contrapartida, a entidade confirma a comemoração dos agricultores com as exportações que devem fechar a conta, devido ao sentido inverso do Real, que torna mais competitiva a soja brasileira. O vice-presidente do CESB, Leonardo Sologuren, aponta a burocracia para aquisição de crédito como entrave do atual ciclo, com reflexo na safra seguinte. “O cenário diminui o apetite de investimentos e, os créditos burocráticos, vinculados aos juros elevados, agravam a situação”, afirma. “Para este ano o agricultor adquiriu insumos a preço suportável, mas a alavancada ainda virá, e reduzirá a margem de lucro, diante dos custos com insumos, cuja valorização deve ultrapassar os atuais 40%”, detalha o consultor.
A valoriação do dólar e a instabilidade econômica frearam muitas plantadeiras pelo País. Na região de Dourados (MS), o presidente do Sindicato Rural, Lúcio Damália, alertou para as consequências da valorização do dólar e a necessidade de se produzir continuamente. “Essa alta beneficia as exportações, mas prejudica aqueles que não estão organizados financeiramente, que acabam por não vender os grãos no momento certo e comprando os insumos em momento de alta”, esclarece. A crise assusta o produtor rural, mas, de certa forma, ele não tem como fugir, acaba sendo obrigado a plantar para estimular sua receita na próxima colheita”.
Para aqueles que pretendiam aumentar a área na região de Dourados, Damália recomendou cautela. “Aqueles que já plantavam determinada área, não diminuiram, mas quem pretendia aumentar, recuou no ritmo e se atentaram ao mercado futuro”, finaliza.
E mesmo com cenário incerto, a situação poderia ser pior com o dólar em baixa, prevê o consultor do CESB. “Com dólar a R$ 2,50, por exemplo, as cotações em Chicago poderiam levar a saca de 60 quilos de soja na casa dos R$ 40 no Centro-Oeste, o que seria muito pior”, finaliza Sologuren, representante do CESB.
Sobre o CESB
O CESB é uma organização formada por profissionais e pesquisadores de diversas áreas ligadas à sojicultura, que se uniram para trabalhar estrategicamente e utilizar os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas carreiras e vivências, em prol da produtividade brasileira. Por meio do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, o CESB, tem como finalidade, contribuir diretamente com o rendimento das lavouras brasileiras, selecionando e divulgando técnicas viáveis, que possam ser aplicadas em grande escala, com foco na máxima produtividade.
Atualmente, o CESB é composto por 17 Membros e doze entidades patrocinadoras: Syngenta, BASF, Bayer, TMG, Monsanto, Sementes Adriana, Agrichem, UPL do Brasil, Stoller, Produquimica, Jacto, Instituto Phytus, Mosaic e Aprosoja MT.
O Comitê é qualificado como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)*, nos termos da Lei n° 9.790, de 23 de março de 1999, conforme decisão proferida pelo Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 04 de dezembro de 2009.
*Uma OSCIP é pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, voltada ao alcance de objetivos sociais e tem necessidade de prestar contas.

Leonardo Sologuren, vice-presidente do Cesb
dez 15, 2015 | Economia

Foto. Divulgação
Campo Grande (MS) – A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) fechou nesta terça feira (15) um balanço parcial que apresentou os números referentes ao cadastro de propriedades que irão cultivar soja no Estado na safra 2015/16.
Com a prorrogação do prazo para que os produtores registrem as áreas onde irão cultivar soja em Mato Grosso do Sul, terminando em 10 de janeiro de 2016, o Presidente da Iagro, Luciano Chiochetta, acredita que os números cheguem o mais próximo ainda do previsto pelo IBGE, que estima que no Estado sejam destinados cerca de 2.234.000 de hectares para o plantio da leguminosa.
Segundo esse levantamento parcial da Agência, 10.660 produtores de 75 municípios já registraram oficialmente no sistema 2.001.540 hectares destinados ao plantio da soja para a safra 2015/16, o que corresponde a 86,10% do previsto pelo IBGE.
Importante ferramenta de gestão para as ações de defesa sanitária vegetal, o cadastro das áreas que serão destinadas para o plantio da soja, obrigatório e previsto em Lei no Estado, serve para balizar o trabalho de verificação do cumprimento do vazio sanitário e alimentar o programa de controle da ferrugem asiática, principal doença que atinge a soja hoje, no País.
Para Luciano, os números demonstram o nível de conscientização dos produtores com relação à importância do registro e a sintonia do Estado com esses produtores. “A integração entre Estado e as entidades que representam a classe produtora tem sido fundamental para que as ações da vigilância sejam cada vez mais eficazes”. Enfatizou o presidente da IAGRO.
Mesmo com os números bastante positivos, a Agência está empenhada para que os demais produtores realizem o cadastro em tempo hábil.
A não efetivação do cadastro dentro do prazo está passível de multa no valor de 200 UFERMS (atualmente cada UFERMS tem o valor de R$ 22,24), que hoje ficaria em torno de R$ 4.448,00.
Para cadastrar sua área o produtor deve entrar no Cadastro Produtor de Soja, no site da Iagro, e seguir as instruções.
Kelly Ventorim, da Assessoria de Comunicação da Sepaf