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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 06 de Março de 2026
Crédito de até US$ 35 milhões para redução da pobreza rural passa na CAE

Crédito de até US$ 35 milhões para redução da pobreza rural passa na CAE

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (4) uma mensagem do Poder Executivo (MSF 72/2025) que solicita autorização do Senado para a contratação de operação de crédito externo no valor de até US$ 35 milhões entre o governo, no interesse do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e o Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura (Fida).

Os recursos serão destinados ao financiamento do Projeto de Segurança Alimentar e Nutricional e Resiliência Climática no Semiárido Nordestino — Projeto Dom Helder Câmara III. O relatório favorável do senador Rogério Carvalho (PT-SE) foi lido nesta terça-feira pelo senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto de resolução do Senado (PRS) será votado em Plenário, em regime de urgência.

O contrato de empréstimo informa que o objetivo do projeto é contribuir para a redução da pobreza rural e da insegurança alimentar e nutricional na agricultura familiar. Para isso, está dividido em três componentes: promoção da segurança alimentar e nutricional a partir de uma perspectiva agroecológica; fortalecimento de capacidades, inovação e disseminação; e gestão do projeto e monitoramento e avaliação.

“Os desembolsos ocorrerão ao longo de seis anos, contados a partir da data de entrada em vigor do contrato de empréstimo. O custo total do projeto foi estimado em US$ 45 milhões, sendo US$ 10 milhões provenientes de contrapartida federal e o restante financiado pelo Fida”, destacou Rogério Carvalho em seu relatório.

Fonte: Agência Senado – (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Trabalhadores recebem R$ 1,4 bi do FGTS recuperados de empresas

Trabalhadores recebem R$ 1,4 bi do FGTS recuperados de empresas

O governo federal registrou a maior recuperação de valores do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) já feita no país.

Segundo dados da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) obtidos pela CNN, foram recuperados R$ 1,4 bilhão até agosto de 2025, superando o total reavido em 2024 (R$ 1,3 bilhão) e ultrapassando a meta anual de R$ 1 bilhão fixada pelo Conselho Curador do Fundo.

Esses recursos correspondem a depósitos que empresas deveriam ter feito mensalmente nas contas do FGTS de seus funcionários, mas não realizaram.

A PGFN explica que nenhuma empresa consegue firmar acordo com a Fazenda Nacional sem incluir seus débitos de FGTS na negociação, já que esses acordos servem justamente para garantir que as companhias quitem suas dívidas de forma viável, sem interromper as atividades, e que o dinheiro retorne aos trabalhadores.

Ou seja, toda vez que uma companhia procura regularizar dívidas tributárias com o governo, as pendências trabalhistas também precisam ser quitadas.

Desta forma, quando a dívida é cobrada e quitada, o valor é transferido para o Fundo e creditado automaticamente nas contas individuais de cada trabalhador, com juros de mora e correção monetária.

Caso Varig
Um dos casos mais emblemáticos é o da Varig, primeira companhia aérea do Brasil e uma das maiores devedoras históricas do FGTS. A empresa, que faliu há cerca de 15 anos, tinha uma dívida bilionária com o fundo e deixou milhares de trabalhadores sem receber depósitos obrigatórios.

Em agosto, a PGFN finalizou um acordo de transação com a massa falida da companhia, o que permitiu o pagamento integral dos valores devidos, encerrando uma disputa judicial que se arrastava há mais de uma década.

O depósito beneficiou diretamente ex-funcionários e foi considerado um dos principais marcos do ano na recuperação do FGTS.

Como recuperar os valores devidos?
Para recuperar os valores devidos, a PGFN atua em diferentes frentes: além das ações judiciais de execução fiscal, o órgão também promove pagamentos voluntários e acordos de transação, que permitem às empresas negociar suas dívidas com descontos e prazos maiores.

A ideia é estimular a regularização de débitos trabalhistas e tributários, garantindo que o dinheiro retorne ao Fundo e, consequentemente, às contas dos trabalhadores.

Nesses casos, a PGFN oferece condições especiais, como descontos sobre juros e multas ou prazos estendidos, desde que a empresa se comprometa a manter em dia as obrigações atuais.

Segundo o órgão, essa política tem se mostrado eficaz para reduzir o contencioso e evitar novas dívidas, especialmente em casos de empresas em recuperação judicial ou falidas.

A expectativa é que o modelo de cobrança seja expandido, com novas medidas de inscrição automática de devedores no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público) e integração com outros bancos de dados para acelerar o repasse dos valores ao Fundo.

Credora oficial
Os resultados são fruto de uma mudança na forma de cobrança das empresas que devem o FGTS aos seus empregados.

Desde 2024, a PGFN passou a ser a única responsável por cobrar judicial e administrativamente essas dívidas — antes, essa função era compartilhada com a Caixa Econômica Federal.

Com a centralização, o órgão passou a utilizar cruzamento de dados com a Receita Federal, cobrança digital e acordos de negociação mais rápidos, o que ampliou o volume de valores recuperados.

Isso significa que, mesmo anos depois de a empresa deixar de cumprir a obrigação, o empregado mantém o direito de receber o saldo corrigido — e pode consultá-lo pelo aplicativo ou site da Caixa. (Com CNN – Brasília)

(Foto: Reprodução: FGTS)

Vale da Celulose: base florestal em Mato Grosso do Sul deve crescer 40% até 2028

Vale da Celulose: base florestal em Mato Grosso do Sul deve crescer 40% até 2028

Com cerca de 1,8 milhão de hectares de florestas plantadas, o Estado de Mato Grosso do Sul espera atingir 2,5 milhões de hectares nos próximos três anos, aumento de 40% da sua base florestal. Esta expansão será calcada principalmente na sustentabilidade, palavra-chave que faz parte do vocabulário de praticamente todas as grandes empresas do setor.

As considerações foram feitas pelo secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), durante o evento Bracell 2030 (2025), que debateu terça-feira “O Brasil na Vanguarda do clima: da bioindústria à economia regenerativa”.

O encontro, realizado em São Paulo (SP), foi promovido pela Bracell em parceria com o jornal Valor Econômico e a Editora Globo. O evento reuniu líderes empresariais, autoridades e especialistas para discutir ações concretas em prol de um futuro mais sustentável.

O foco “economia regenerativa” e “bioindústria” indica alinhamento com temas ESG (ambiental, social e governança), o que pode ter impacto em investidores, stakeholders e imprensa especializada. Jaime Verruck foi um dos palestrantes do painel “Economia Verde: Como o Brasil pode transformar ativos ambientais e vantagem global”, juntamente com a secretária de Meio Ambiente e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, e o embaixador José Carlos Fonseca. O painel foi moderado pela jornalista Leila Sterenberg.

Durante sua explanação, o titular da Semadesc destacou a forte visibilidade internacional que o setor possui.

“Este setor possui uma forte exposição internacional, o que o torna um ponto de referência relevante. A exportação de aproximadamente 92% de sua produção de celulose evidencia um elevado nível de interação com o mercado global”, afirmou. Essa característica exige, inerentemente, que as empresas demonstrem suas políticas de gestão sustentável (ESG), o que é intrínseco ao modelo de negócio. Cada empresa vem implementando mecanismos específicos para atender a essa demanda” salientou.

Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

O secretário enfatizou que a conformidade com a legislação ambiental é fundamental para o setor.

“Empresas como a Bracell e a Suzano, por exemplo, não iniciam atividades em áreas sem as devidas análises, reservas legais e compensações ambientais. A base de suas operações repousa sobre a legalidade, abrangendo uma área de 1.181.000 hectares”, acrescentou.

Em segundo lugar, a certificação florestal desempenha um papel crucial. Em muitos casos, os requisitos de certificação são ainda mais rigorosos do que os do licenciamento ambiental. Essa abordagem demonstra um compromisso com práticas mais exigentes, que considero o caminho a ser seguido.

Em relação à apresentação do setor, há alguns desafios. “Uma das questões é a não aceitação, por parte do IPCC da ONU, dos créditos de carbono gerados pelo eucalipto plantado, sob a justificativa de que a captura de carbono é temporária, já que a árvore será cortada. Essa é uma decisão importante. Ao realizar o balanço de carbono, o setor pode apresentar suas ações de preservação, mas a captura de carbono na floresta não é reconhecida. Portanto, a indústria busca o reconhecimento da colheita florestal, da rebrota e do replantio como técnicas de captura de carbono, a serem reconhecidas sob uma metodologia específica”, sinalizou.

Adicionalmente, o setor vai apresentar na COP30 um documento que ressalta o protagonismo florestal na preservação, superando as barreiras existentes.

Foto: Rosana Siqueira/Semadesc

Projeções

Para os próximos anos, o secretário Jaime Verruck destacou que o Estado deverá passar por o que considera um crescimento chamam de “biológico”. Segundo ele, a projeção envolve o desenvolvimento do cenário dos 2,5 milhões de hectares.

“Este é o nosso projeto. Se consolidarmos a Bracell e a segunda planta da Eldorado, utilizaremos 2,5 milhões de hectares plantados. Essa é a nossa previsão: alcançar 2,5 milhões em três anos. Existe, contudo, um horizonte de expansão. Esse horizonte já está sendo considerado, situando-se nesta mesma área. Atualmente, estamos em 1,881 (milhão de hectares) para chegar a 2,5. Uma planta desse tamanho. Portanto, é necessário considerar também a área de preservação, que deve ser, no mínimo, de 700 mil hectares. Essa é a área plantada para uma única planta”, finalizou.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

Leilão de Sucata: Detran de MS oferece lote único de 60 toneladas de restos de veículos

Leilão de Sucata: Detran de MS oferece lote único de 60 toneladas de restos de veículos

O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu um leilão focado em material ferroso de peças automotivas para descarte final. O certame é voltado exclusivamente para pessoas jurídicas credenciadas nos ramos de siderurgia, fundição ou reciclagem, já cadastradas no órgão.

O leilão, aberto a partir de quinta-feira (16), disponibiliza um lote único de sucata inservível, cuja pesagem é estimada em 60 mil kg de material ferroso.

O volume massivo do lote é composto por restos de veículos, incluindo peças essenciais para a identificação, como blocos de motores, placas e chassis. Além disso, o lote contém um semi-reboque.

Este tipo de leilão cumpre uma função crucial na logística de descarte do órgão, garantindo que o material seja corretamente processado por empresas especializadas, em conformidade com as normas ambientais e de segurança.

Como participar

As empresas interessadas em participar devem estar previamente cadastradas no Detran-MS, e poderão registrar seus lances de forma totalmente eletrônica até o dia 31 de outubro, acessando o portal oficial www.leiloesonlinems.com.br.

Para a inspeção prévia do material, a visitação presencial ao lote único ocorrerá no dia 29 de outubro, nos horários das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30, no pátio da Sede do Detran-MS em Campo Grande, na saída para Rochedo.

O edital completo, detalhando todas as especificações e as condições de participação, foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (16), nas páginas 116 a 145. (Clique Aqui)

Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
Foto: Rachid Waqued

Começa plantio da maior safra de soja de Mato Grosso do Sul, com expectativa de colher 15 milhões de toneladas

Começa plantio da maior safra de soja de Mato Grosso do Sul, com expectativa de colher 15 milhões de toneladas

Teve início sexta-feira (3) na Fazenda Recanto, em Sidrolândia, o plantio oficial da safra de soja 2025/2026. A previsão é de crescimento de 5,9% da área plantada, chegando a 4,79 milhões de hectares, e expectativa de colheita de até 15,2 milhões de toneladas do grão, um significativo aumento de 8,1% em relação à safra atual.

Essa foi a 14ª edição da Abertura Nacional do Plantio de Soja, promovida pelo Projeto Soja Brasil – iniciativa da Aprosoja Brasil e do Canal Rural. O evento reuniu cerca de 1,2 mil pessoas, entre produtores, autoridades, representantes de entidades, pesquisadores e estudantes.

Representando o Governo de Mato Grosso do Sul, participaram da solenidade o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, o secretário em exercício da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, o diretor-presidente da Iagro (Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal), Daniel Ingold.

Além dos citados acima, o diretor-presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Fernando Nascimento e o grupo que atua na coordenação de Agricultura da Semadesc também esteve presente, assim como integrantes do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul).

Biocombustíveis em pauta

O secretário em exercício da Semadesc também foi palestrante no painel ‘Biocombustíveis – Economia Verde e Oportunidades para o Produtor’, que contou com a participação do presidente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski.

Em sua fala, Falcette destacou o protagonismo do agronegócio sul-mato-grossense e reforçou a necessidade de ampliar o debate sobre transição energética e sustentabilidade.

“Gostaria de destacar aos produtores rurais a relevância da discussão em torno de nossos produtos, que representam uma tendência global com impactos locais e irreversíveis. O exemplo do etanol de milho é emblemático: hoje, mais de 20 milhões de metros cúbicos são produzidos no Brasil, sendo que metade já provém do milho. Há apenas cinco anos, essa produção era inexistente. Esse movimento mostra a importância estratégica do tema”, afirmou.

Segundo ele, os produtores precisam olhar além das questões operacionais do dia a dia.

“Preocupações como a qualidade do diesel ou o impacto imediato do biodiesel são válidas, mas secundárias diante da dimensão estratégica dos biocombustíveis. O agronegócio brasileiro tem condições de liderar esse processo de transformação, reafirmando sua relevância global”, completou.

Segurança jurídica e protagonismo

“Muitas vezes, nossos desafios não estão ligados a derrotas específicas em pautas, mas à ausência de marcos legais que deem estabilidade ao setor. Por isso, é fundamental o trabalho da bancada ruralista e a mobilização das associações de produtores para acompanhar de perto essas discussões”, disse.

Ele também reforçou que o setor produtivo precisa estar cada vez mais presente no debate público.

“Se nos mantivermos distantes, seremos apenas espectadores. O Brasil é protagonista nas questões de segurança alimentar e transição energética, e qualquer discussão mundial sobre produção de alimentos e energia passará por nosso país. Tenho convicção de que Mato Grosso do Sul terá papel de destaque nesse cenário”, concluiu.

Projeções da safra de soja 2025/2026
Área plantada: 4,79 milhões de hectares (+5,9%)
Produção estimada: 15,2 milhões de toneladas (+8,1%)
Produtividade média: 52,8 sacas por hectare (+2%)

 

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Foto de capa: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
Internas: Mairinco de Pauda/Semadesc

Governo do Estado investe em acessos estratégicos para impulsionar setor da celulose em MS

Governo do Estado investe em acessos estratégicos para impulsionar setor da celulose em MS

O Governo do Estado, por meio da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), firmou contrato no valor de R$ 26,89 milhões para obras de implantação e pavimentação de dois acessos na rodovia MS-377, no trecho que interliga entre Três Lagoas e Inocência, na região leste do Estado, conhecida como Vale da Celulose, o mais novo polo industrial em expansão no País.

O objetivo da obra é garantir suporte logístico ao avanço do Projeto Sucuriú, da Arauco do Brasil, megainvestimento no setor de celulose. Conforme a Agesul, o cronograma prevê que os serviços sejam executados e concluídos em até 360 dias consecutivos a partir da ordem de serviços.

Para o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, a obra é parte de um plano integrado de expansão da malha viária regional, alinhado à nova geografia econômica do Estado. “A pavimentação desses acessos à planta da Arauco representa mais do que infraestrutura: ela traduz nossa política de antecipação às demandas do setor produtivo. Estamos estruturando corredores logísticos para garantir que grandes investimentos, como o do Projeto Sucuriú, operem com eficiência desde o primeiro dia”.

Ele destacou ainda que a concepção técnica dos acessos, com dispositivos de interseção modernos, é parte do compromisso do Estado com a logística de alto desempenho. “Não estamos apenas ligando pontos no mapa, estamos desenhando soluções que absorvem crescimento com segurança e previsibilidade operacional”, completou.

A obra contempla a implantação de dois acessos distintos à planta industrial da Arauco, ambos interligados à MS-377. O acesso principal, localizado no km 94, foi projetado em dois níveis com interconexão do tipo “trombeta”, solução comumente utilizada em entroncamentos rodoviários de alto fluxo. A estrutura inclui faixas de desaceleração e aceleração, visando garantir a entrada e saída seguras de veículos na rodovia, sobretudo carretas e composições de carga.

Já o acesso secundário, no km 97, adota o modelo de rótula alongada, priorizando a fluidez do tráfego na própria MS-377. A combinação desses dois sistemas de interseção contribuirá para a otimização do fluxo logístico, ao mesmo tempo em que melhora os níveis de segurança viária para trabalhadores, fornecedores e comunidade local. A previsão é que os dois dispositivos reduzam riscos de acidentes, eliminem gargalos logísticos e permitam o escoamento de cargas com maior previsibilidade.

Inocência recebe investimentos bilionários na área de celulose (Foto: Chico Ribeiro)

Geração de empregos

O Projeto Sucuriú, da Arauco do Brasil, é um dos maiores investimentos privados em curso no país. Com aporte estimado superior a US$ 4,6 bilhões, a planta terá capacidade inicial para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, com possibilidade de expansão. A unidade deve empregar mais de 14 mil pessoas no pico de obras e gerar aproximadamente 6 mil empregos permanentes.

Com sua localização estratégica, o município de Inocência conecta áreas de plantio de eucalipto ao sistema rodoviário estadual e aos corredores de exportação, como os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). O escoamento da produção exige acessos rodoviários em padrão técnico adequado à operação com veículos de grande porte, como bitrens e tritrens.

A execução dos acessos na MS-377 se insere em um esforço coordenado do Governo de Mato Grosso do Sul para consolidar o Vale da Celulose como polo competitivo da cadeia florestal brasileira. A pavimentação com dispositivos diferenciados de interseção reforça o compromisso com a segurança viária e a eficiência logística, e atende diretamente à infraestrutura necessária para operações industriais de larga escala.

Com previsão de entrega em 2026, a obra será um marco na estratégia estadual de fortalecimento da malha logística, ampliando a capacidade de escoamento, atraindo novos investimentos e gerando externalidades positivas para toda a cadeia produtiva florestal.

Alexsandro Nogueira, Comunicação Seilog
Foto da capa: Saul Schramm/Arquivo