A Mega da Virada 2025 pagará o maior prêmio da história e, pela primeira vez, ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão, segundo a Caixa Econômica Federal.
As apostas estão abertas desde 1º de novembro e podem ser feitas até as 19 horas (horário de MS) desta quarta-feira, dia 31 de dezembro.
O prêmio não acumula: se não houver ganhadores na faixa principal, com o acerto das seis dezenas, o valor será dividido entre os acertadores da segunda faixa, com cinco números, e assim sucessivamente.
O sorteio da Mega da Virada será realizado em 31 de dezembro, às 21 horas, e a aposta simples, com seis números, custa R$ 6.
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada 2025:
Como jogar?
As apostas podem ser feitas com volante específico da Mega da Virada em qualquer lotérica do país. Os jogos também podem ser feitos pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa. Os clientes do banco também podem fazer apostas pelo Internet banking.
Como fazer um bolão?
Para fazer um bolão, o apostador pode comprar cotas de bolões organizados pelas lotéricas — nesse caso, pode ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota.
Além disso, as cotas também podem ser compradas no portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa, também com tarifa de serviço adicional de 35% do valor da cota.
Para fazer o jogo, basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica.
Segundo a Caixa, na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 18. As cotas, no entanto, não podem ser inferior a R$ 7. O banco ainda explica que é possível realizar um bolão de no mínimo dois e no máximo 100 cotas, e que é permitida a realização de no máximo dez apostas por bolão.
“Em caso de bolão com mais de uma aposta, todas elas deverão conter a mesma quantidade de números de prognósticos”, diz a Caixa, em nota.
Quais são as faixas de premiação?
Diferentemente da Mega-Sena e de outros concursos, a Mega da Virada não acumula. Isso significa que o prêmio é pago mesmo que nenhum apostador acerte as seis dezenas.
Na prática, portanto, caso não haja um ganhador na primeira faixa (seis dezenas), o valor passa para os ganhadores da segunda faixa — e assim por diante. A divisão é esta:
Primeira faixa – seis acertos (sena)
Segunda faixa – cinco acertos (quina)
Terceira faixa – quatro acertos (quadra)
Quarta faixa – três acertos
Quinta faixa – dois acertos
Sexta faixa – um acerto
Desde o dia 21 de dezembro, todas as apostas da Mega-Sena passaram a ser exclusivas para a Mega da Virada.
Como o valor do prêmio é estipulado?
De acordo com a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio vem da arrecadação com as vendas de bilhetes do próprio sorteio.
Também incrementam a cifra da Mega da Virada os valores acumulados dos prêmios regulares da Caixa ao longo do ano.
Com a Mega da Virada de 2025, a estimativa é de que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a repasses sociais. Ao apostar, os brasileiros contribuem com áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.
De acordo com a legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias CAIXA é direcionada a esses repasses.
Quais as chances de levar a bolada?
Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas com o acerto das seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são:
10 → 5 vezes
5, 33 e 36 → 4 vezes cada
3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada
A probabilidade de acerto varia conforme a quantidade de números apostados e o valor da aposta. Com uma aposta de seis números, por exemplo, a probabilidade de ganhar o prêmio máximo é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.
Com 20 números, as chances saltam para uma em cada 1.292. Confira na tabela abaixo:
Onde conferir o resultado?
Os sorteios das Loterias Caixa são realizados em São Paulo. Os apostadores da Mega da Virada podem acompanhar a transmissão ao vivo pelas páginas das Loterias Caixa no Facebook e pelo canal da Caixa no YouTube.
Os números sorteados e o rateio do prêmio também ficam disponíveis no site da Caixa após a realização do concurso. O sorteio será realizado às 22h e terá transmissão para todo o país.
Como resgatar o prêmio?
O sortudo poderá receber o prêmio nas agências da Caixa. Pelas regras, valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após o ganhador se apresentar em uma agência.
Os documentos necessários são o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, além de documento pessoal com foto e CPF.
A Caixa lembra que, se o bilhete foi emitido na lotérica, é importante que o ganhador se identifique no verso do bilhete premiado antes mesmo de sair de casa.
As informações necessárias são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Dessa forma, diz a instituição, o apostador garante que ninguém mais retire o prêmio.
O ganhador tem até 90 dias corridos, a partir da data do sorteio, para receber. Passado esse período, o prêmio prescreve e o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
No caso de prêmios de até R$ 2.112,00, como em outros concursos, os valores podem ser recebidos nas casas lotéricas.
Proprietários de veículos em Mato Grosso do Sul têm até o dia 5 de janeiro de 2026 para garantir o desconto de 15% para o pagamento à vista do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Os boletos começaram ontem (2) a ser distribuídos pelos Correios aos proprietários de cerca de 870 mil veículos e também estão disponíveis online.
O Governo do Estado manteve o desconto de 15% para pagamento à vista, segundo maior desconto do país. A média praticada pelos estados varia de 3% a 10%.
O benefício foi oficializado em decreto publicado no dia 12 de novembro no Diário Oficial do Estado, que também estabelece o calendário de pagamento do IPVA 2026, fixando o vencimento da cota única e da primeira parcela para o dia 5 de janeiro de 2026.
A política adotada em Mato Grosso do Sul beneficia diretamente os contribuintes que optam pela quitação antecipada, gerando economia imediata e reduzindo os índices de inadimplência.
Já para quem optar pelo parcelamento, as datas de vencimento foram fixadas em 30 de janeiro, 27 de fevereiro, 31 de março, 30 de abril e 29 de maio de 2026. O valor mínimo de cada parcela será de R$ 30,00 para motocicletas e R$ 55,00 para os demais veículos.
Além do desconto expressivo, o Estado mantém uma série de isenções e reduções de base de cálculo que consolidam sua política tributária como uma das mais abrangentes do país. Entre os benefícios, estão:
Imunidades para veículos oficiais, entidades sociais, autarquias, fundações e templos de qualquer culto;
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Isenções para tratores e máquinas agrícolas, aeronaves de uso agrícola, embarcações de pescadores profissionais, táxis, mototáxis, ambulâncias, veículos de bombeiros e diplomáticos, além de veículos com mais de 15 anos;
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Desconto de 60% para Pessoas com Deficiência (PCD) e redução de alíquota para frotistas com 30 ou mais veículos;
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Isenção total para veículos movidos a GNV, em estímulo às práticas sustentáveis;
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Não incidência do imposto em casos de furto, roubo, perda total ou apropriação indébita.
O Governo também publicou em novembro o Decreto nº 16.693, que mantém a redução das alíquotas do IPVA para veículos de carga, transporte coletivo e utilitários, garantindo competitividade ao setor e equilíbrio às atividades produtivas.
A medida preserva os percentuais diferenciados de tributação, com redução de até 50% na base de cálculo para caminhões, ônibus e motorhomes, entre outras categorias.
O contribuinte pode acessar o boleto através do portal da Sefaz (www.sefaz.ms.gov.br), o que garante comodidade e agilidade.
As ferramentas digitais do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) seguem facilitando a vida do cidadão. Com o encerramento do calendário anual de licenciamento de 2025, começou nesta semana o envio de notificações aos proprietários que ainda não regularizaram a documentação.
Modelo de notificação enviada
Ao todo, foram disparados 21,3 mil alertas pelo aplicativo Meu Detran MS e pelo portal de serviços Meu Detran. Está previsto o envio de mais uma notificação no dia 26 deste mês de novembro, e outras duas no mês de dezembro.
A Diretoria de Tecnologia da Informação (Dirti) reforça que as notificações só chegam aos usuários que possuem cadastro nas plataformas e autorizaram o recebimento dos comunicados. Para aproveitar o recurso e receber os avisos, é necessário baixar o aplicativo e fazer o cadastro, ou acessar utilizando a conta GOV.BR, e autorizar o envio de notificações.
Levantamento realizado no início de novembro apontou que, entre os 1,8 milhão de veículos registrados em Mato Grosso do Sul, 45% dos proprietários não regularizaram o licenciamento dentro do prazo.
O licenciamento é obrigatório para todos os veículos em circulação, independentemente do ano de fabricação. O atraso no pagamento pode gerar multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e até remoção do veículo em caso de fiscalização, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Mesmo após o calendário encerrado, a regularização pode ser feita a qualquer momento pelos canais digitais: aplicativo Meu Detran MS, portal Meu Detran ou pela atendente virtual Glória, no WhatsApp (67) 3368-0500.
Cidadão precisa dar aceite para receber as notificações
Desde outubro, o Detran-MS passou a enviar notificações de vencimento diretamente pelo portal e aplicativo. Com o calendário finalizado, em novembro e dezembro os alertas seguem sendo direcionados aos proprietários que ainda não quitaram o licenciamento, uma iniciativa que amplia a comunicação do órgão com o cidadão e facilita o cumprimento das obrigações de forma simples e digital.
Outra informação importante é a economia: pagar o licenciamento dentro do prazo pode representar mais de R$ 70 de desconto. Isso porque a tabela de serviços do Detran-MS, regulamentada pela Lei Estadual nº 5.797, estabelece o valor de 4,53 UFERMS para pagamentos em dia. Após o vencimento, o contribuinte perde o benefício de pontualidade e passa a pagar 5,88 UFERMS.
O Detran-MS alerta ainda sobre o envio dos débitos à Dívida Ativa. Proprietários com mais de dois exercícios em atraso, considerando o atual e o anterior, entram em processo de execução fiscal, conforme as Portarias nº 155 e nº 192, em vigor desde 2024. Nestes casos, os débitos encaminhados à PGE (Procuradoria-Geral do Estado) devem ser quitados diretamente no setor de Dívida Ativa, localizado na Avenida Afonso Pena, nº 6134, em Campo Grande.
Mireli Obando, Comunicação Detran-MS Foto de capa: Robson Dantas/Detran
elas é de R$ 30 para motocicletas e R$ 55 para os demais veículos. Os boletos físicos serão encaminhados via Correios a partir de 2 de dezembro, como forma complementar de acesso ao documento.
O PIB (Produto Interno Bruto) de Mato Grosso do Sul registrou em 2023 um crescimento real de 13,4%, avanço 4,1 vezes superior ao PIB nacional, que ficou em 3,2% no período. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O desempenho sul-mato-grossense foi o segundo maior do país, atrás apenas do Acre (14,7%).
Conforme o relatório do Sistema de Contas Regionais do IBGE, elaborado em parceria com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o PIB estadual totalizou R$ 184,4 bilhões, consolidando Mato Grosso do Sul como a 15ª economia do país, mantendo uma participação de 1,7% no PIB brasileiro. Em termos per capita, o valor chegou a R$ 66.884,75, o 6º maior do Brasil e o 2º da Região Centro-Oeste.
Clique aqui e faça o download do relatório elaborado pela Semadesc.
“Esse resultado é um marco importante, pois reflete o primeiro ano da gestão do governador Eduardo Riedel, que vem consolidando um modelo de desenvolvimento baseado em sustentabilidade, inovação e competitividade. Esse crescimento é resultado direto da força produtiva do Estado, da eficiência da agropecuária e da consolidação industrial. É um sinal claro de que Mato Grosso do Sul está no caminho certo”, destaca o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
O desempenho do PIB de 2023, de acordo com o relatório, foi sustentado por um forte avanço da agropecuária, que cresceu mais de 25% em valor adicionado e ampliou sua participação no PIB estadual para 25,92%, o equivalente a R$ 41,8 bilhões. O resultado reflete safras recordes de soja, milho e cana-de-açúcar, com ganhos expressivos de produtividade e expansão de área cultivada. O relatório das Contas Regionais destaca que o setor apresentou o maior crescimento em volume de valor adicionado dentre todas as atividades econômicas do Estado, sendo 55% superior ao registrado em 2022.
Governador Eduardo Riedel e secretário Jaime Verruck analisam crescimento do PIB em Mato Grosso do Sul (Foto: Bruno Rezende/Secom)
O setor industrial também teve desempenho positivo, respondendo por 22,35% do PIB estadual (R$ 36 bilhões) e sustentado principalmente pelas indústrias de transformação, que representaram 14,77% do total. Nesse grupo, destacam-se a produção de celulose, biocombustíveis, alimentos e bebidas, além da geração e distribuição de energia elétrica e gás, que cresceram cerca de 7% em volume.
Já o setor de serviços manteve o maior peso na economia, representando 51,7% do PIB, o equivalente a R$ 83,5 bilhões. Nesse segmento, o destaque vai para atividades imobiliárias (7,55%), comércio (10,48%), atividades financeiras (3,63%) e administração pública, educação e saúde (16,63%).
“O crescimento do PIB em 2023 foi impulsionado principalmente pela agropecuária, com as safras recorde de grãos, de cana-de-açúcar e pela força do complexo da proteína animal e da silvicultura, que mantiveram alto nível de produção e exportações. As indústrias de transformação e da construção também contribuíram para o avanço. O setor de serviços registrou expansão, acompanhando a recuperação do emprego formal e o aumento da renda”, explica a economista Bruna Mendes, assessora especial de Economia e Estatística da Semadesc, responsável pela elaboração técnica do relatório.
Na comparação com os demais estados, Mato Grosso do Sul registrou a segunda maior taxa de crescimento do Brasil, à frente de Mato Grosso (12,9%) e Tocantins (8,0%). Dentro da Região Centro-Oeste, o Estado respondeu por 15,9% do PIB regional. O levantamento também mostra que, entre 2019 e 2023, Mato Grosso do Sul apresentou taxa média anual de crescimento de 3,75%, mais que o dobro da média nacional, que foi de 1,79%. Desde 2010, o PIB nominal quase quadruplicou, saltando de R$ 47,3 bilhões para R$ 184,4 bilhões.
O vigor econômico de 2023 se refletiu diretamente no mercado de trabalho. Conforme dados do Caged, Mato Grosso do Sul gerou 27,1 mil novos empregos formais naquele ano, com destaque para os setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária. Esse desempenho reforça o papel do Estado como polo de investimentos em cadeias produtivas de alto valor agregado, como bioenergia, florestas plantadas, proteína animal, logística e tecnologia.
“Nosso desafio é continuar crescendo com base nos pilares de um Mato Grosso do Sul Verde, Próspero, Inclusivo e Digital, agregando valor à produção e gerando oportunidades em todo o território. Esse resultado do PIB comprova que o modelo de desenvolvimento sustentável e inovador adotado pelo governador Eduardo Riedel é eficiente e tem impacto real na vida das pessoas”, concluiu o secretário Jaime Verruck.
Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc Foto de capa: Saul Schramm/Secom/Arquivo
A piscicultura sul-mato-grossense, que deve fechar o ano com produção de 50 mil toneladas de pescado, vive um novo ciclo de crescimento impulsionado pelas ações de apoio à produção do Governo do Estado.
As iniciativas — que incluem isenções de ICMS, créditos fiscais outorgados para produtores e estabelecimentos industriais cadastrados no PROAPE, além de investimentos em infraestrutura, como asfaltamento e melhoria de estradas vicinais — foram destacadas na sexta-feira (7), durante o 1º Dia de Campo de Peixes Nativos, realizado no Projeto Pacu, em Terenos.
O evento teve como objetivo difundir conhecimentos práticos e tecnológicos sobre o cultivo de peixes nativos, promovendo a inovação na atividade aquícola, a sustentabilidade ambiental e a valorização da produção regional.
Promovido pela Semadesc, por meio da Agraer, em parceria com o Senar-MS, o Dia de Campo contou com a presença do secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, de representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura, da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/MS), do secretário municipal de Agricultura de Terenos e do diretor-presidente do Projeto Pacu e proprietário da área, Simão Brun.
Brun agradeceu a parceria e destacou as ações realizadas pelo Governo do Estado em prol da piscicultura.
“Sou produtor de alevinos e, embora não esteja habituado a discursar em eventos como este, desejo expressar minha gratidão. Há 37 anos atuamos nesta localidade e, nos últimos anos, passamos a contar com a pavimentação asfáltica no trecho final. Essa melhoria transformou significativamente nossa rotina e a dos produtores. Agradeço ao Governo do Estado, que iniciou o projeto com o ex-governador Reinaldo Azambuja e teve continuidade com o atual governador Eduardo Riedel”, afirmou.
Ele também ressaltou a importância dos incentivos fiscais para o fortalecimento da atividade.
“Agradeço à Semadesc pelo Programa Peixe Vida, o PROPEIXE. O programa representa um grande avanço. Antes pagávamos um imposto considerável e, agora, a alíquota foi reduzida para cerca de 1%. Esse incentivo abriu novas oportunidades de comercialização: hoje podemos vender nossos produtos para estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás, buscando melhores condições. Essa conquista é fruto da persistência da Câmara Setorial ao longo dos anos e alcançá-la neste governo é motivo de grande satisfação. O incentivo beneficia tanto os produtores de alevinos quanto os dedicados à engorda”, completou Brun.
Competitividade e segurança na produção
Secretário-executivo da Semadesc, Rogério Beretta conheceu toda a estrutura do projeto Pacu acompanhado de do fundador Nilo Brun
O secretário Rogério Beretta destacou que a meta do Governo é tornar a piscicultura sul-mato-grossense mais competitiva, sustentável e integrada à lógica de desenvolvimento multiproteína do Estado. Ele enfatizou a importância da colaboração interinstitucional para o fortalecimento da cadeia produtiva.
“A colaboração e a parceria me motivam profundamente. A sinergia entre o Senar-MS, a Agraer, a Semadesc, a Superintendência Federal de Agricultura e a Iagro, unidas em prol do desenvolvimento da piscicultura, é notável. Agradeço a presença de todos os técnicos e produtores que hoje buscam conhecimento. Destaco o trabalho da Câmara Setorial da Piscicultura, que conta com representantes de todos os segmentos e atua de forma colaborativa, refletindo as reais necessidades do setor”, afirmou.
Ele lembrou que a Semadesc atendeu a uma das principais demandas da Câmara Setorial: a redução do ICMS na saída de peixes do Estado, quando necessário.
“Nosso objetivo é que os produtores vendam para as indústrias locais, mas também garantir que obtenham o máximo de lucro. Na Secretaria, implementamos o Programa de Fomento ao Desenvolvimento da Cadeia da Piscicultura (Propeixe) e o programa de incentivo Peixe Vida. Embora a adesão ainda esteja crescendo, o Estado já distribui anualmente cerca de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões em incentivos aos produtores. Esse apoio é fundamental para o fortalecimento do setor”, destacou Beretta.
Peixe Vida
O evento contou com estações de aprendizado prático, nas quais os participantes puderam vivenciar diferentes etapas do manejo da piscicultura, favorecendo a troca de experiências e o aprimoramento técnico.
De acordo com a gestora do Programa Peixe Vida, Cinthia Baur, atualmente Mato Grosso do Sul possui 3.324 hectares de piscicultura, com 10.305 viveiros e 2.456 tanques-rede. Os maiores produtores estão nos municípios de Terenos, Mundo Novo, Paranaíba e Aparecida do Taboado.
“Esses números vêm crescendo após as mudanças implementadas neste ano no Programa Peixe Vida. Nossa meta é atingir 50 mil toneladas de produção até o final de 2025”, informou Cinthia.
O programa estabelece isenção de ICMS para operações internas com peixes frescos ou congelados realizadas por revendedores e estabelecimentos credenciados, desde que os produtos sejam adquiridos de piscicultores ou indústrias igualmente habilitados. Também há isenção para vendas diretas feitas por piscicultores a MEIs e empresas do Simples Nacional que não realizam industrialização.
Já nas operações interestaduais, é concedido crédito fiscal de 5% sobre a base de cálculo, o que, somado a outros incentivos, reduz a carga tributária efetiva para cerca de 1%. Esse benefício se aplica exclusivamente aos piscicultores cadastrados no subprograma Peixe Vida, integrante do Plano Estadual de Desenvolvimento da Piscicultura – PROPEIXE.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc Fotos: Mairinco de Pauda/Semadesc