ago 21, 2026 | Diversos
Com foco no protagonismo infantojuvenil, projeto realiza última oficina educativa no dia 27 de agosto, que servirá de inspiração para o mural sobre ODS em escola indígena.
Os muros de cinco escolas da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande estão se transformando em grandes telas para a arte, educação e o diálogo sobre sustentabilidade. Realizado pela Fuá Produções, o projeto “Ação Educativa – ODS nos Muros” leva artistas mulheres para diferentes regiões da cidade, onde elas criam murais inspirados em sete dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), em um processo que também envolve diretamente os estudantes.
A escuta e o protagonismo das crianças são o ponto de partida desse encontro. Na próxima semana, no dia 27 de agosto (quinta-feira), será realizada a última oficina educativa e de criação, na Escola Indígena Sulivan Silvestre Oliveira, na Aldeia Urbana Marçal de Souza.
Com quatro horas de duração, a atividade será conduzida pela atriz e escritora Lígia Prieto, a partir da metodologia “Escuta da Criação”, que estimula o pertencimento, imaginação, escrita e a construção de histórias a partir da experimentação artística. “A gente trabalha com as experiências, os desejos e os olhares dos alunos, transformando isso em histórias e criações. A partir daí, elas partem para pinturas com tintas naturais, feitas a partir de materiais da terra, como urucum, açafrão, café e carvão. E as produções das crianças chegam até as artistas como inspiração para os murais”, explica Lígia.
A proposta do projeto “Ação Educativa – ODS nos Muros” nasceu da experiência realizada em 2023, quando 17 escolas públicas estaduais de Campo Grande receberam murais relacionados aos ODS e os estudantes puderam conversar com as muralistas. “No primeiro projeto, ‘Agenda 2030 – ODS nos Muros’, o assunto era trabalhado de uma maneira mais direta, com a criação de murais e o bate-papo entre alunos do Ensino Médio e as artistas em cada escola. Agora, com as crianças, entendemos que era necessário transformar essa abordagem em uma oficina e, a partir daí, trazer também aquilo que elas vivem para dentro do processo”, explica Julia Basso, idealizadora e coordenadora da Fuá Produções.
O novo formato amplia a participação dos estudantes na criação dos murais. “As pinceladas dos alunos estarão na obra das artistas, e isso faz com que haja identificação com os murais. Mesmo que seja num lugar um pouco mais sutil, mas que aconteça de maneira mais potente”, afirma Julia.
Cinco escolas, cinco temas em um trabalho coletivo
Em 2026, o ODS nos Muros passa por cinco regiões de Campo Grande, com cinco artistas e seus respectivos temas:
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ODS 15 “Vida Terrestre” – artista Kami Macena, na E.M Indígena Sulivan Silvestre Oliveira, Aldeia urbana Marçal de Souza, na região do Bandeira;
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ODS 3 “Saúde e Bem-Estar” | ODS 8 “Trabalho Decente e Crescimento Econômico” – artista Lais Rocha (Bejona), na E.M Doutor Eduardo Olímpio Machado, no bairro Ouro Verde, região do Lagoa;
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ODS 10 “Redução das Desigualdades” l ODS 5 “Igualdade de Gênero” – artista Thalya Veron, na E.M Plínio Mendes dos Santos, no bairro Guanandi, região do Anhanduizinho;
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ODS 4 “Educação de Qualidade” – artista Ariadne Dino, na E.M Profª Elizabel Maria Gomes Salles, na Vila Santa Luzia, região do Imbirussu;
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ODS 14 “Vida na Água” – artista Marilena Grolli, na E.M Prof. Alcídio Pimentel, na Vila Carvalho, região central.
Na Escola Indígena Sulivan Silvestre Oliveira, o mural ODS “Vida Terrestre” é assinado pela artista Kami Macena, da etnia Terena, que traz em sua produção referências à ancestralidade, à natureza, ao território e à memória. “Como a oficina de literatura será realizada na escola no dia 27, o meu trabalho acontecerá em um fluxo diferente. Início a pintura antes das produções das crianças e o mural permanece aberto ao encontro com aquilo que as crianças vão produzir e trazer para o mural. Estou ansiosa”, revela.
Mais do que traduzir conceitos, o projeto devolve às crianças suas próprias histórias. Autora do mural inspirado nos ODS “Redução das Desigualdades” e “Igualdade de Gênero”, Thalya Veron conta que duas alunas se emocionaram ao se reconhecerem no desenho — inspirado em uma história de amizade capaz de superar o preconceito e o bullying. “Contei a elas que eu me inspirei nas histórias e criações da oficina da Lígia. Foi quando elas começaram a chorar, me abraçaram e disseram que eram elas. Isso mostra que a arte ocupa esse lugar de reconhecimento, atravessa pessoas e cria conexões”, recorda a artista.
“Ação Educativa – ODS nos Muros” é uma realização da Fuá Produções, em parceria com a Mucha Tintas e Bernardo Bravo Produções. A iniciativa conta com financiamento do Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC), promovido pela Fundação Municipal de Cultura (Fundac) e Prefeitura de Campo Grande, além do apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Acompanhe o projeto pelo Instagram @fuaproducoes.
Entenda o projeto
A primeira edição do projeto foi realizada em 2023, sob o título “Agenda 2030: ODS nos Muros”, quando 17 escolas da Rede Estadual de Ensino de Campo Grande receberam murais produzidos por artistas mulheres. A iniciativa foi realizada pela Fuá Produções, em parceria com a Mucha Tintas e Bernardo Bravo Produções, com financiamento do FIC/MS.
Em 2026, o projeto ganha novo formato, desta vez voltado às escolas municipais, com crianças e pré-adolescentes do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino. Outra novidade é a realização de oficinas educativas e de criação, que aproximam os alunos do que são os ODS e ampliam a participação na construção dos murais.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável integram a Agenda 2030 da ONU, plano de ação global assumido por 193 países e composto por 17 objetivos para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir a paz e a prosperidade. São eles: Erradicação da Pobreza (1); Fome Zero e Agricultura Sustentável (2); Saúde e bem estar (3); Educação de qualidade (4); Igualdade de gênero (5); Água limpa e saneamento (6); Energia Limpa e Acessível (7); Trabalho decente e crescimento econômico (8); Inovação infraestrutura (9); Redução das desigualdades (10); Cidades e comunidades sustentáveis (11); Consumo e produção responsável (12); Ação contra a mudança global do clima (13); Vida na Água (14); Vida Terrestre (15); Paz, justiça e instituições eficazes (16) e Parceria e meios de implementação (17).
Serviço:
Oficina de criação na escola – Projeto “Ação Educativa – ODS nos Muros”
Ministrante: Lígia Prieto (atriz e escritora)
Data: 27 de agosto (quinta-feira)
Horário: 13h às 17h
Local: Escola Municipal Indígena Sulivan Silvestre Oliveira: Rua Terena, 88, Aldeia Urbana Marçal de Souza – Região do Bandeira em Campo Grande (MS)
Reportagem: Aline Lira / Lucas Arruda
ago 13, 2026 | Diversos
Romance mistura fatos históricos e ficção em uma trama que atravessa o Rio de Janeiro, a Espanha e os Estados Unidos; obra já está disponível nas plataformas digitais e terá lançamento oficial nesta sexta-feira (14), em Campo Grande.
Um roubo de obras de arte ocorrido no Rio de Janeiro, em pleno Carnaval, foi o ponto de partida para uma trama que, anos depois, ganharia contornos de vingança, enigmas históricos e os mistérios que cercam um dos artistas mais excêntricos do século XX. Em “O Código Salvador Dalí”, o escritor Ewerton Carvalho constrói um suspense no qual realidade e ficção caminham tão próximas que descobrir onde termina uma e começa a outra passa a ser também parte da experiência do leitor.
Já disponível nas plataformas digitais, o livro terá lançamento oficial nesta sexta-feira (14), às 18 horas, na cafeteria Doce Lembrança. A ocasião reunirá apreciadores da leitura para a apresentação da obra e sessão de autógrafos/bate-papo com o autor.
A história acompanha Valentina, médica que tem a vida atravessada pelo assassinato brutal de pessoas que ama. O criminoso é capturado, mas a prisão não encerra todas as perguntas deixadas pelo ocorrido. Dez anos depois, o destino volta a colocá-lo diante dela e o desejo de compreender o passado se mistura à busca por vingança.
É a partir desse encontro que a história se expande. O que inicialmente parece uma narrativa movida por uma tragédia pessoal começa a revelar conexões com obras de Salvador Dalí, códigos, sociedades secretas, ordens religiosas e um mistério que ultrapassa os limites do Brasil e conduz os personagens à Espanha e aos Estados Unidos.
A origem da trama, porém, está em um episódio que não nasceu da imaginação do escritor. Segundo Ewerton, a primeira inspiração veio de um roubo ocorrido no Museu da Chácara do Céu, no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, durante o Carnaval de 2006, quando obras atribuídas a artistas como Claude Monet, Henri Matisse, Pablo Picasso e Salvador Dalí foram levadas.
“Quando comecei a escrever a história, pensei: ‘tem contexto aqui’. Então fui atrás do Dalí, porque, em determinado momento, a narrativa levava até a Espanha. Achei que ele tivesse uma representatividade maior e também porque sabia constantemente atrair a atenção para si”, explica Ewerton.
Dalí acabou deixando de ser apenas uma referência histórica para se transformar em uma das engrenagens do romance. Depois de escolher o artista como elemento central, o escritor mergulhou em suas obras à procura de símbolos, episódios e possibilidades que pudessem alimentar os enigmas da narrativa.
Entre a história e a ficção
Uma das características de “O Código Salvador Dalí” é a dificuldade de distinguir o que foi retirado da história e o que nasceu da liberdade criativa do autor. Personagens e acontecimentos reais convivem com sociedades e situações ficcionais sem que a narrativa estabeleça uma fronteira evidente entre os dois universos.
E é justamente a dúvida que interessa ao escritor. “Deixa a pessoa ler e depois criar as dúvidas dela. A história vai caminhando e você se pergunta: é verdade até onde?”. A estratégia também ajuda a explicar a quantidade de referências históricas espalhadas pelas páginas. Para Ewerton, um romance não precisa apenas conduzir o leitor por uma boa história; pode também fazer com que ele termine a leitura querendo descobrir mais sobre aquilo que encontrou pelo caminho.
Uma pintura e uma coincidência
Entre as pesquisas para o livro, uma descoberta ganhou atenção especial do escritor. Ewerton adquiriu duas obras relacionadas ao artista espanhol, “Os Jantares de Gala” e “Os Vinhos de Gala”, e encontrou em uma delas uma imagem que dialogava diretamente com o caminho que sua própria narrativa começava a seguir: “A Cesta de Pão”, pintura de Dalí de 1945.
A presença daquela obra despertou uma nova pergunta. “Quando abri o livro, o primeiro quadro que vi foi justamente ‘A Cesta de Pão’. Pensei: ‘qual a importância que esse quadro pode ter?’. Para Salvador Dalí, Gala era tudo, e ele coloca justamente esse quadro ali. Então pensei que poderia existir algum segredo envolvido nele. Foi mais uma coincidência que acabou se encaixando.”
A partir dessas descobertas, pinturas deixam de ser apenas referências artísticas e passam a integrar o quebra-cabeça proposto ao leitor. Obras, números, acontecimentos históricos e personagens se cruzam enquanto a investigação avança.
O processo exigiu cerca de três anos de pesquisa e escrita. Ewerton concluiu o original em 2023, depois de trabalhar nele durante o período da pandemia. “Normalmente levo de dois anos e meio a três anos em cada livro, porque existe muita pesquisa. As histórias acabam se alongando e eu preciso ler e reler para verificar a coerência, ver se não está faltando algo ou se não deixei alguma lacuna, ainda mais num livro como este que envolve enigmas e mistérios.”
O que a dor é capaz de transformar?
Apesar dos códigos e dos mistérios relacionados a Dalí ocuparem espaço importante no livro, o ponto de partida de “O Código Salvador Dalí” é a reação de alguém diante de uma perda extrema.
“A primeira ideia que me veio foi a de alguém ter um familiar morto e pensar em como essa pessoa poderia se comportar a partir disso”, recorda.
Pela primeira vez em seus livros, Ewerton decidiu colocar uma mulher no centro da narrativa. A personagem aparece inicialmente marcada pelas contradições de quem carrega erros, afetos, culpa e sofrimento. Conforme a trama avança, a mulher apresentada nas primeiras páginas passa por uma transformação cada vez mais profunda.
Nesse percurso, vingança e culpa se confundem. Valentina acredita, em determinados momentos, estar pagando pelas próprias escolhas e chega a interpretar o sofrimento como uma espécie de castigo.
“Ela se pune muito e ao mesmo tempo pede vingança. Considera-se culpada, como se estivesse recebendo um castigo divino. As coisas vão mudando ao longo da história.”
É nesse ponto que o suspense policial também abre espaço para um questionamento que acompanha toda a obra. Quanto uma pessoa pode mudar diante de determinadas circunstâncias e até que ponto aquilo que sofre pode justificar aquilo que escolhe fazer depois?
Para Ewerton, as escolhas ocupam papel central na construção de seus personagens. “A pessoa sempre tem escolhas a fazer. Estamos constantemente escolhendo, estando em maus ou bons lençois, e, queira ou não, isso acaba voltando para a gente. Para quem acredita em religião pode ser o karma; para quem não acredita, a própria ciência explica como ação e reação.”
Sem entregar as respostas que guarda para as últimas páginas, o escritor espera que o leitor termine a obra não apenas surpreso com o desfecho, mas ainda carregando perguntas.
“Quando a pessoa termina, a primeira coisa que esperamos é que tenha gostado. Mas também quero que pense um pouco sobre se é possível que determinada reação esteja dentro do aceitável e como ela própria reagiria naquela situação.”
Essa talvez seja uma das chaves para compreender “O Código Salvador Dalí”. Mais do que descobrir quem matou, quem mentiu ou quem conduziu as peças do jogo, o suspense convida o leitor a decifrar todos os casos de mistério e buscar a paz pelas decisões que toma na vida.
Serviço – Lançamento de “O Código Salvador Dalí”
Data: 14 de agosto de 2026
Horário: a partir das 18 horas
Local: Cafeteria Doce Lembrança – R. Dom Aquino, 2055 – Centro.
Autor: Ewerton Carvalho
Livro: O Código Salvador Dalí
Disponibilidade: a obra já pode ser encontrada nas plataformas digitais https://www.amazon.com.br/c%C3%B3digo-Salvador-Dal%C3%AD-Ewerton-Carvalho/dp/6561430840
ago 10, 2026 | Diversos
O aumento dos casos de infecção pelo HIV é um dos pontos abordados no Relatório Global 2026 do UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), publicado recentemente. O documento revela que, nos últimos 40 anos, houve avanços relevantes no enfrentamento da epidemia, como a expansão do tratamento antirretroviral, a maior compreensão sobre os fatores que impulsionam a disseminação do vírus e o aprimoramento das estratégias de prevenção. Apesar disso, o relatório também aponta o crescimento de novas infecções na América Latina entre 2010 e 2025, em um cenário diferente do observado em outros continentes, onde esse indicador apresentou redução.
A farmacêutica Iangla Damasceno, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/HU Brasil), que atua no setor de Gestão da Pesquisa e Inovação Tecnológica em Saúde, destaca a importância do acesso à informação sobre métodos que ajudam a reduzir o risco de infecção pelo HIV, como as profilaxias de pré-exposição (PrEP) e de pós-exposição (PEP).
A PrEP e a PEP são formas de prevenção que utilizam medicamentos antirretrovirais antes ou após uma possível exposição ao vírus. A primeira é indicada para pessoas que podem ter contato com o HIV, enquanto a segunda deve ser iniciada após uma situação de risco. “Essas medidas reduzem significativamente a possibilidade de infecção quando utilizadas corretamente e associadas ao acompanhamento em saúde”, explica a especialista.
Disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), essas medidas são indicadas após avaliação dos profissionais de saúde, considerando as características e a situação de risco de cada pessoa.
Sobre o aumento dos casos de infecção no país, a farmacêutica destaca que esse cenário impacta de forma significativa a vida das pessoas e o contexto social. “Cada nova infecção representa a necessidade de acompanhamento e tratamento ao longo da vida, além de poder resultar em complicações clínicas, hospitalizações e aumento dos custos para o sistema de saúde, especialmente quando o diagnóstico ocorre de forma tardia”, ressalta.
Em consonância com os pontos destacados pela UNAIDS, Iangla aponta a necessidade de intensificar o acesso à informação e combater a desinformação. “A desinformação, o estigma, a baixa percepção de risco, a diminuição do uso do preservativo e o desconhecimento sobre estratégias eficazes de prevenção, como a PrEP e a PEP, são aspectos que contribuem para o aumento de novas infecções”, afirma.
O Brasil possui um sistema consolidado de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV/AIDS. Entre as principais estratégias está a testagem. “A frequência de realização do teste depende da situação de cada pessoa. Para indivíduos sexualmente ativos, especialmente aqueles com maior vulnerabilidade ao HIV, recomenda-se a realização periódica a cada três ou seis meses, conforme avaliação dos profissionais de saúde. Além disso, sempre que houver uma situação de risco, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde”, recomenda.
A profissional salienta que o diagnóstico precoce possibilita o início mais ágil do tratamento, contribuindo para a melhora da qualidade de vida da pessoa e reduzindo a transmissão do vírus.
Informe-se e procure ajuda
Conforme dados do Ministério da Saúde (MS), em 2023 foram registrados 38.222 novos casos de infecção por HIV. Já em 2024, foram contabilizadas 39.216 novas infecções. A busca por informações, a realização de testes e a avaliação por profissionais de saúde são medidas importantes para a prevenção, o diagnóstico e o acompanhamento da infecção pelo HIV.
A PrEP e a PEP estão disponíveis nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em outros serviços de saúde habilitados. No Tocantins, a dispensação dos medicamentos ocorre em cinco unidades, localizadas em Palmas, Araguaína, Porto Nacional, Gurupi e Paraíso. Para iniciar a profilaxia, o paciente passa por avaliação clínica e laboratorial, garantindo a segurança do tratamento.
Mais informações sobre os dados divulgados no Relatório Global 2026 do UNAIDS podem ser consultadas no documento oficial da organização.
jul 30, 2026 | Diversos
A atriz Luana Piovani voltou a chamar atenção nas redes sociais após publicar um desabafo em que criticou o impacto das plataformas digitais na sociedade. A declaração foi feita justamente por meio de suas próprias redes sociais e rapidamente repercutiu entre seguidores.
Em uma das publicações, Luana afirmou que gostaria de ver o fim das principais plataformas de comunicação e interação online. “Eu não vejo a hora disso tudo aqui acabar, de alguém ir lá e apertar o off do Instagram, de todas as redes sociais, inclusive do WhatsApp”, declarou.
A fala gerou reações divididas. Enquanto alguns internautas concordaram que as redes sociais têm contribuído para o aumento da ansiedade, da polarização e da exposição excessiva da vida pessoal, outros apontaram uma contradição no fato de a atriz utilizar essas mesmas plataformas para transmitir sua mensagem e manter contato com o público.
Não é a primeira vez que Luana Piovani faz críticas ao ambiente digital. Ao longo dos últimos anos, ela tem usado seus perfis para comentar temas ligados ao comportamento nas redes, à influência de criadores de conteúdo e aos efeitos que essas plataformas exercem sobre a sociedade. As declarações costumam provocar amplo debate entre seguidores e ganhar repercussão na imprensa.
Desta vez, a frase sobre desejar que Instagram, WhatsApp e demais redes sociais “acabem” voltou a movimentar as discussões online, dividindo opiniões entre quem compartilha da mesma visão e quem considera que essas ferramentas continuam sendo importantes para comunicação, trabalho e acesso à informação.
Fontes: UOL Splash; CNN Brasil; NaTelinha
jul 28, 2026 | Diversos
Artigo publicado na revista Nature Mental Health nesta terça-feira (28) argumenta que parte dos pacientes classificados com depressão resistente ao tratamento pode não ter uma doença refratária a remédio, mas sim uma dor crônica que nunca foi medida.

A dor crônica é comum em quem tem depressão e reduz a resposta aos antidepressivos. Ainda assim, ela não entra na definição de depressão resistente, não aparece nos questionários mais usados na prática clínica e costuma ser excluída dos ensaios que orientam diretrizes.
Segundo o artigo, quando a depressão não responde ao tratamento, médicos se perguntam se a medicação falhou e raramente questionam se a dor crônica foi em algum momento medida.
Os autores destacam que a dor explica toda e qualquer depressão resistente ao tratamento. O argumento deles é que ao falhar em medir a dor pode influenciar no tratamento. Eles ressaltam que os pacientes não devem mudar ou parar a medicação com base no artigo.
Um dos autores do estudo, Nilson Mendes Neto, médico e pesquisador na Harvard Medical School, com trabalho voltado à interface entre dor crônica e saúde, diz que existe uma diferença importante entre o médico saber que o paciente sente dor e a dor ser medida e incorporada de maneira estruturada à avaliação da depressão resistente.
“Hoje, a classificação da depressão resistente ao tratamento se baseia principalmente na falha de tratamentos antidepressivos realizados em dose e duração adequadas. A presença, intensidade e impacto funcional da dor não fazem parte formal dessa definição. Além disso, instrumentos amplamente utilizados para avaliar depressão, como o PHQ-9 e a escala de Hamilton, não avaliam diretamente a carga de dor”, afirma o pesquisador.
Portanto, diz Nilson, mesmo quando o médico sabe que a dor existe, muitas vezes não há uma medida padronizada que permita determinar quanto ela pode estar contribuindo para a persistência dos sintomas ou para a aparente falha do tratamento
“Esse é justamente o ponto que levantamos: não estamos dizendo que os médicos simplesmente ignoram a dor. Estamos mostrando que a arquitetura usada para medir e classificar a depressão resistente não exige que ela seja sistematicamente considerada.”
Os autores argumentam que parte dos pacientes classificados como tendo depressão resistente pode, na realidade, ter um problema de dor não identificado. “Não estamos afirmando que a maioria dos casos de depressão resistente seja explicada pela dor, nem que pacientes com dor não tenham uma depressão verdadeiramente resistente”, explica Nilson.
O que eles argumentam é que, em alguns pacientes, uma condição dolorosa não medida pode estar contribuindo para a aparente resistência ao tratamento. A dor pode tanto modificar a resposta ao antidepressivo quanto interferir na maneira como interpretamos a persistência dos sintomas.
“Não sabemos qual proporção dos pacientes pode estar nessa situação. E ninguém consegue responder adequadamente a essa pergunta hoje justamente porque a dor não é medida de maneira sistemática”, completa o pesquisador.
SUS
Sobre o contexto brasileiro e o Sistema Único de Saúde (SUS), o médico vê algumas implicações importantes. A primeira é que o problema discutido não exige necessariamente uma tecnologia cara para começar a ser enfrentado.
Na atenção primária, nos ambulatórios de saúde mental e nos centros de Atenção Psicossocial (CAPS), uma avaliação estruturada sobre presença, duração e impacto da dor poderia ajudar a identificar pacientes em que esse componente merece ser investigado antes de concluir que a depressão é realmente resistente ao tratamento.
“Isso é especialmente relevante para o SUS, porque muitos pacientes com depressão também convivem com condições dolorosas crônicas, como lombalgia, osteoartrite, fibromialgia e neuropatias. Muitas vezes esses problemas são acompanhados em serviços diferentes, embora o paciente seja o mesmo. Nosso argumento reforça a importância de integrar melhor saúde mental e cuidado da dor”, pondera Nilson.
Segundo ele, há também uma questão de eficiência. Antes de escalar para tratamentos progressivamente mais especializados e mais caros, faz sentido garantir que fatores clínicos potencialmente modificáveis tenham sido avaliados de maneira sistemática. Isso não significa atrasar ou negar tratamentos eficazes para depressão resistente. Significa aumentar a precisão da classificação para que o tratamento certo seja oferecido ao paciente certo.
Ainda de acordo com o pesquisador, no Brasil isso poderia começar de maneira relativamente simples: incluir rastreio de dor na avaliação de pacientes cuja depressão não responde ao tratamento, registrar essa informação de forma padronizada e fortalecer a integração entre atenção primária, psiquiatria e cuidado da dor.
“Em resumo, a implicação para o SUS é bastante concreta: antes de tornar o tratamento mais complexo, precisamos ter certeza de que a avaliação não deixou de medir algo importante e potencialmente tratável.”
Também assinam o artigo Brendon Stubbs do King’s College London e Jessika Mendes (NeuroPsy).
Fonte: Agência Brasil – Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil
jul 16, 2026 | Diversos
São 13 vagas para ingresso em 2027. Inscrições vão até 28 de setembro
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio da Comissão de Processo Seletivo do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Geografia (PPGEO), abre inscrições para o processo seletivo de alunos regulares do curso de Mestrado Acadêmico na Unidade Universitária de Campo Grande. A seleção é voltada ao preenchimento das vagas para o ano letivo de 2027.
Edital disponível para consulta em https://www.uems.br/ppg/ppgeo/PROCESSO-SELETIVO/Aluno-Regular/.
Distribuição de vagas e cotas
O mestrado oferece a área de concentração em “Integração, Território e Ambiente”, com o objetivo de qualificar profissionais para atuação em pesquisa acadêmica, docência e atividades técnicas. O programa é estruturado em duas linhas de pesquisa principais: “Produção, circulação e desenvolvimento territorial” (Linha 1) e “Espaços urbanos, rurais e dinâmicas socioambientais” (Linha 2).
Podem se inscrever profissionais com diploma de curso superior de qualquer área de formação, além de estudantes que estejam no último semestre de graduação e que comprovem a colação de grau antes do ato de matrícula. Ao todo, são disponibilizadas até 13 vagas que atendem às Políticas de Ações Afirmativas vigentes na UEMS. Serão destinadas 8 vagas para ampla concorrência e 5 vagas reservadas para cotas (3 para negros, 1 para indígenas e 1 para pessoas com deficiência). Há ainda a oferta de duas sobrevagas: 1 para candidatos quilombolas e 1 para travestis e transexuais.
Inscrições e etapas de seleção
As inscrições são totalmente gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet a partir de 7 de julho de 2026, com encerramento previsto para às 16h do dia 28 de setembro de 2026 (conforme o horário oficial de Mato Grosso do Sul). Para confirmar a participação, o/a candidato/a precisa cumprir duas etapas obrigatórias: fazer o cadastro e solicitar a inscrição no portal SIGPOS para a emissão e assinatura digital da ficha cadastral e, posteriormente, anexar e enviar toda a documentação comprobatória, Currículo Lattes e o projeto de pesquisa estruturado (com limite de 10 a 12 laudas) por meio de um formulário online específico.
O processo de avaliação dos candidatos será composto por duas fases de caráter eliminatório e classificatório:
- Etapa 1: Avaliação do Projeto de Pesquisa (nota mínima de 7,0 para aprovação).
- Etapa 2: Defesa de Projeto de Pesquisa e Entrevista em formato virtual (com nota mínima de 7,0 para aprovação), além da atribuição de notas classificatórias para a pontuação do Currículo Lattes documentado.
Cronograma e início das atividades
As avaliações de projetos ocorrerão durante o mês de outubro de 2026, com as defesas e entrevistas previstas para novembro do mesmo ano. A homologação do resultado final será publicada e disponibilizada pela UEMS até o dia 16 de dezembro de 2026.
Uma vez efetuada a matrícula, os discentes regulares deverão dedicar pelo menos 20 horas semanais às atividades acadêmicas do PPGEO. As disciplinas letivas serão ministradas de forma presencial no campus de Campo Grande, preferencialmente às segundas e terças-feiras em período integral. O edital completo e demais documentos do certame podem ser consultados no portal oficial do programa na internet, e eventuais dúvidas devem ser encaminhadas à secretaria executiva do mestrado pelo e-mail sec.ppgeo.cg@uems.br.