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Bela Vista-MS Terça-Feira, 07 de Julho de 2026
Câncer de rim: diagnóstico precoce é decisivo para o prognóstico, alerta especialista do HDT-UFNT

Câncer de rim: diagnóstico precoce é decisivo para o prognóstico, alerta especialista do HDT-UFNT

O câncer de rim frequentemente não apresenta sintomas nas fases iniciais, o que torna o diagnóstico precoce um fator determinante para o prognóstico do paciente. A campanha Junho Verde reforça a importância de levar à população informações sobre fatores de risco e sinais de alerta da doença.

O médico nefrologista do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), hospital integrante da Rede HU Brasil, Gustavo Oliveira, explica que determinados hábitos e condições de saúde aumentam a probabilidade de desenvolvimento da doença. “Entre os principais fatores de risco para o câncer de rim estão o tabagismo, a obesidade, a hipertensão arterial não controlada e o histórico familiar da doença. Pessoas que fazem hemodiálise por longos períodos também merecem atenção especial”, destaca.

Sintomas

Segundo o especialista, ficar atento ao próprio corpo é essencial, já que os sintomas costumam surgir em estágios mais avançados da doença. “Sangue na urina, dor persistente na região lombar, massa palpável no abdômen e perda de peso sem causa aparente são sinais que merecem investigação médica imediata. Como muitos casos são silenciosos no início, qualquer alteração persistente deve ser avaliada por um profissional”, orienta.

O nefrologista reforça que exames de rotina são aliados importantes na identificação precoce da doença. “O diagnóstico precoce amplia significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos invasivos. Exames de imagem realizados por outros motivos, como ultrassonografias e tomografias, muitas vezes identificam tumores renais ainda em fase inicial, antes mesmo do aparecimento de sintomas”, afirma Gustavo Oliveira.

 

Decano da Assembleia Legislativa, Londres Machado recebe Comenda de Grande Oficial do TRE-MS

Decano da Assembleia Legislativa, Londres Machado recebe Comenda de Grande Oficial do TRE-MS

O deputado estadual Londres Machado, decano da Assembleia Legislativa, foi homenageado na noite desta sexta-feira (19) com a Comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito Eleitoral, uma das mais relevantes distinções concedidas pela Justiça Eleitoral sul-mato-grossense.

A condecoração foi entregue pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), desembargador Carlos Eduardo Contar, que também indicou o parlamentar para a homenagem. A cerimônia, realizada no Palácio Popular da Cultura, em Campo Grande, reuniu representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de autoridades civis, militares e convidados.

Instituída em 2024, a Ordem do Mérito Eleitoral reconhece pessoas e instituições que contribuíram de forma relevante para o fortalecimento da Justiça Eleitoral, da cidadania e da democracia, distinguindo trajetórias marcadas pelo compromisso com o interesse público e a consolidação das instituições democráticas.

Ao receber a Comenda de Grande Oficial, Londres Machado soma mais um reconhecimento à sua extensa vida pública. Em seu 13º mandato como deputado estadual, ele é o parlamentar mais antigo em atividade na Assembleia Legislativa e uma das principais referências da política sul-mato-grossense.

Sua trajetória se confunde com momentos decisivos da história do Estado. Londres Machado presidiu a Assembleia Constituinte responsável pela elaboração da primeira Constituição Estadual, promulgada após a criação de Mato Grosso do Sul, conduzindo um dos capítulos mais importantes da consolidação institucional do Estado recém-criado.

Ao longo de sua carreira parlamentar, também exerceu, em duas oportunidades, o cargo de governador em exercício, além de ocupar funções de destaque no Legislativo estadual, sempre com atuação voltada ao fortalecimento das instituições públicas, da democracia e do diálogo entre os Poderes.

Nesta segunda edição da Ordem do Mérito Eleitoral, o TRE-MS homenageou 49 personalidades e instituições pelos relevantes serviços prestados à sociedade e pela contribuição ao fortalecimento da democracia brasileira.

Cartilha sobre memória ferroviária de Campo Grande será lançada em julho no Casarão Thomé

Cartilha sobre memória ferroviária de Campo Grande será lançada em julho no Casarão Thomé

Evento de lançamento do projeto “Resquícios do Tempo: Complexo Ferroviário” reúne pesquisa histórica, ilustrações autorais, teatro, música e palestra sobre patrimônio cultural

Durante décadas, os trilhos da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil conduziram pessoas, mercadorias e histórias que ajudaram a moldar Campo Grande e o Mato Grosso do Sul. Hoje, parte dessa memória resiste em estações, casas ferroviárias e construções históricas espalhadas pela cidade, muitas delas marcadas pelo abandono e pela ação do tempo. É para preservar e compartilhar essas histórias que será lançada a cartilha “Resquícios do Tempo: Complexo Ferroviário”, da artista visual Sara Welter, a Syunoi, em evento gratuito no dia 3 de julho, a partir das 17h, no Casarão Thomé.

O lançamento celebra a conclusão de uma extensa pesquisa sobre o patrimônio ferroviário sul-mato-grossense e contará com uma programação cultural diversificada, reunindo exposição dos desenhos originais da cartilha, palestra sobre preservação patrimonial, apresentações artísticas e música ao vivo.

A publicação é a nova edição do projeto “Resquícios do Tempo”, iniciativa que une arte e pesquisa histórica para aproximar a população da memória urbana. Desta vez, o trabalho volta seu olhar para o Complexo Ferroviário da antiga Noroeste do Brasil, conjunto tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e considerado um dos principais marcos da formação econômica e social da Capital.

“O objetivo do projeto Resquícios do Tempo é cada vez se ampliar mais com arte e história por vários lugares do Mato Grosso do Sul e do Brasil. Nessa segunda edição, a intenção é contar a história do Complexo Ferroviário de Campo Grande e também mostrar a imensidão da NOB, que passa por todo o estado, trazendo novas visões sobre essa temática”, explica Sara.

A construção da cartilha envolveu dois meses de pesquisa histórica, três meses dedicados à produção dos desenhos e um mês de diagramação. O resultado é uma publicação ilustrada que reúne a trajetória de 12 locais ligados à ferrovia, entre eles o Casarão Thomé, a Estação Ferroviária, a Casa da Chefia, a Casa dos Empregados, a Caixa D’Água da NOB, a antiga baldeação para Ponta Porã e os vagões abandonados que ainda permanecem como testemunhas silenciosas de uma época fundamental para o desenvolvimento da região.

Produzidas em nanquim e carvão, as ilustrações apresentam uma estética marcada por contrastes intensos e detalhes minuciosos que dialogam com a passagem do tempo. “Todo o projeto Resquícios fala muito desse abandono, desse lugar antigo do qual sobraram apenas restos e histórias. A própria estética dos desenhos traz isso, com muito contraste, detalhes e essa sensação de desgaste do tempo”, afirma a artista.

Além da preservação da memória, o projeto também busca democratizar o acesso ao patrimônio histórico. A cartilha será distribuída gratuitamente para escolas, bibliotecas e instituições culturais, incluindo exemplares em braille. Oficinas educativas também serão realizadas em escolas municipais, utilizando o material como ferramenta de educação patrimonial.

“Contar a história da cidade e torná-la acessível para a população é fundamental. Sabemos o quanto a ferrovia influenciou a construção do que é ser campo-grandense e sul-mato-grossense. A intenção é abrir os olhares para tudo isso e permitir que cada pessoa tenha um novo entendimento sobre essa história”, destaca Sara.

O evento de lançamento foi pensado como um encontro entre diferentes linguagens artísticas, reunindo história, artes visuais, teatro e música em torno da memória ferroviária. A programação contará com palestra do historiador José Augusto Carvalho dos Santos, chefe da Divisão Técnica do IPHAN em Mato Grosso do Sul, intervenção cênica do espetáculo “Miragens do Asfalto”, do Teatro Imaginário Maracangalha, e show da banda Alien Sputnik. Durante a apresentação do trio, terá o video mapping deNatacha Ik ocupando as paredes do Casarão Thomé com as imagens da video-performance da artista Madu Flores desenvolvida através de registros da performance que a performer criou para o projeto. A video-performance conta com filmagens de Eduardo Marques e da artista Sara Welter, os quais registram todo o percurso performático feito pela artista.

Para Sara, a arte possui papel fundamental na preservação da memória coletiva. “Preservar a memória é o papel da arte. Ela mostra, registra e traz visibilidade para esses lugares. Os desenhos preservam esses espaços através da observação e da interpretação artística, fazendo com que a população reconheça a importância da história, da arquitetura e da memória que eles carregam”.

Ao transformar trilhos, edifícios e ruínas em narrativa visual, “Resquícios do Tempo: Complexo Ferroviário” convida o público a revisitar a cidade por outro olhar: aquele que entende o patrimônio não apenas como construção, mas como parte viva da identidade de quem passa diariamente por esses lugares.

Este projeto conta com investimento da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc), do Governo Federal, através do MinC (Ministério da Cultura), executado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundac (Fundação Municipal de Cultura).

Serviço

Lançamento da cartilha “Resquícios do Tempo: Complexo Ferroviário”

Data: 3 de julho
Horário: a partir das 17h
Local: Casarão Thomé, Rua 14 de Julho, 3169 – São Francisco
Endereço: Rua 14 de Julho, 3169 – Campo Grande/MS

FICHA TÉCNICA

Artista Visual e Coordenação editorial: Sara Welter – SYUNOI

Produção cultural: Rayanne Jarcem

Assessoria de Imprensa: Lucas Arruda e Aline Lira

Pesquisa e revisão de texto:

Bruna Costa Dias

Intérprete de libras: Jessé Macedo

Oficinas: Lumar Santos

Performance: Madu Flores

Fotografia: Cecília Hanna e Dafne Alana

Sul-mato-grossense transforma luto em rap e lança carreira como Maverick

Sul-mato-grossense transforma luto em rap e lança carreira como Maverick

 A história de Ryan Rodrigo Barbosa, 30, começa no play de uma fita cassete. Nascido em Campo Grande em 23 de outubro de 1994, foi adotado ainda bebê e cresceu em Caarapó, onde o pai vendia fitas musicais. Cercado por LPs e K7s, teve ali o primeiro contato com a música.
Aos 14 anos, a morte do pai adotivo mudou a trilha. Ryan voltou para a Capital e, entre o luto e a adaptação, fez da música um refúgio. “Foi a forma que encontrei de seguir em frente”, conta.
Na adolescência, ganhou destaque na cidade interpretando Michael Jackson e Linkin Park. As referências moldaram uma visão artística baseada em emoção e transformação. Anos depois, veio a virada: “Percebi que também precisava contar a minha história”. Nasceu o projeto autoral Maverick.
Hoje, o artista é 100% independente. Assina produção musical, composição, letra, interpretação e direção artística. “Da ideia até o clipe, tudo passa por mim”, explica. A proposta é unir rap melódico e hip-hop emocional com letras sobre superação, fé e recomeços.
Maverick já lançou os trabalhos _Tinta Eterna_, _Contra o Mundo_, _Minha Direção_ e _Tinta Eterna 3em1_. Agora prepara o single _Noite de Concreto_, que amplia o universo do projeto.
Manter a carreira sem gravadora é o principal desafio. “Tudo exige investimento e constância. Mas as dificuldades fazem parte da identidade do artista”, avalia. O próximo passo é consolidar a marca Maverick Oficial e ganhar espaço no cenário nacional com mensagens de evolução e verdade.
Também disponível no YouTube. Instagram: @maverickoficial.
Um em cada 100 bebês podem nascer com malformação no coração

Um em cada 100 bebês podem nascer com malformação no coração

Exame pré-natal facilita o diagnóstico da condição; alguns casos começam a ser tratados ainda durante a gravidez

As cardiopatias congênitas estão entre as principais causas de internação e cirurgia cardíaca na infância. Quando identificadas ainda durante a gestação, permitem o planejamento do cuidado especializado desde o nascimento, favorecendo melhores resultados no tratamento. Na Rede HU Brasil, pacientes recebem assistência integral, com diagnóstico precoce, acompanhamento multiprofissional e tratamento ao longo de todas as fases da vida. Junho é o mês de conscientização sobre essas condições, que afetam a estrutura e o funcionamento do coração desde o nascimento.

O cardiologista pediátrico Márcio Miranda Brito, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), explica que as cardiopatias congênitas são as malformações congênitas mais frequentes, atingindo cerca de um em cada 100 nascidos vivos. “Um terço desses pacientes necessita de cirurgia ainda no primeiro ano de vida, o que demonstra a importância da divulgação do tema e do diagnóstico precoce para melhorar as chances de tratamento e o prognóstico”, destaca.

Segundo o especialista, o principal instrumento para a identificação precoce dessas alterações é o ecocardiograma fetal. O procedimento permite diagnosticar a doença antes do nascimento, possibilitando o planejamento adequado do parto e a organização da equipe assistencial. Em alguns casos, inclusive, intervenções podem ser realizadas ainda durante a gestação.

O tratamento das cardiopatias congênitas pode incluir acompanhamento clínico com medicamentos, procedimentos cirúrgicos e intervenções por cateterismo cardíaco, que reduzem a necessidade de procedimentos mais invasivos, detalha Brito.

“É fundamental que esses pacientes sejam acompanhados por um cardiologista pediátrico na infância e, posteriormente, por profissionais com experiência em cardiopatias congênitas do adulto, garantindo o cuidado adequado em todas as fases da vida”, afirma o médico.

IPPMG: assistência infantil

O cuidado também envolve atenção especializada desde os primeiros anos de vida. “As cardiopatias congênitas têm origem multifatorial, podendo estar relacionadas à carga genética ou a fatores externos que alteram a formação do coração. O período mais importante para o surgimento dessas alterações corresponde às primeiras quatro a oito semanas da gestação”, resume a professora de cardiologia pediátrica do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG/CH-UFRJ), Nathalie Bravo. A médica esclarece que os tipos mais comuns são aqueles em que ocorrem comunicações entre os lados direito e esquerdo do coração.

No IPPMG, o atendimento especializado de crianças com diagnóstico ou suspeita de cardiopatia congênita favorece a identificação precoce das alterações e otimiza o tratamento mais adequado.

Segundo a especialista, os principais desafios enfrentados pelos pacientes, desde o cuidado pediátrico até o acompanhamento na vida adulta, dependem “do tipo de cardiopatia, do momento do diagnóstico e do tipo do tratamento”. “Quando ocorrem complicações, pode haver impacto no desenvolvimento neuropsicomotor ou limitações para atividades esportivas”.

CHC-UFPR: ambulatório especializado

Em Curitiba, o Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR) mantém um ambulatório especializado em cardiopatias congênitas do adulto, referência no acompanhamento de pacientes que iniciaram o tratamento na infância e necessitam de seguimento contínuo com consultas e exames especializados. Além da assistência, o serviço desenvolve pesquisas sobre as cardiopatias congênitas mais prevalentes na população adulta e sua evolução ao longo do tempo.

“Hoje, muitas crianças que nascem com cardiopatias congênitas complexas conseguem chegar à vida adulta com boa qualidade de vida, necessitando de menos intervenções ao longo dos anos”, pontua a cardiologista Larissa Maria Vosgerau. “Essa evolução trouxe também o desafio de compreender e acompanhar as necessidades específicas da crescente população de adultos com cardiopatia congênita”, acrescenta.

Segundo a médica, os casos mais complexos são discutidos conjuntamente por cardiologistas, intensivistas, cirurgiões cardiovasculares, profissionais de enfermagem, fisioterapeutas e outros especialistas envolvidos no cuidado do paciente. Ela justifica que o modelo permite uma avaliação ampla e individualizada, contribuindo para decisões mais seguras e melhores resultados assistenciais.

Superação

A trajetória de Walison Ariel do Prado, 25 anos, ilustra a importância do acompanhamento especializado para pessoas com cardiopatias congênitas. Morador do interior do Paraná, ele nasceu com uma alteração cardíaca que não foi identificada durante a gestação.

“Na realidade, eu nasci já com esse problema. Minha mãe fez o acompanhamento durante a gravidez e não constou nada. No momento do parto foi descoberto um possível problema cardíaco. Eu nasci muito roxo, com falta de ar. Com sete dias de vida fui encaminhado para acompanhamento em Curitiba. Minha mãe passou a vida inteira correndo comigo”, relembra.

Paciente do CHC-UFPR desde os 18 anos, Walison realiza consultas e exames periódicos e utiliza medicação diariamente. Depois de ter enfrentado duas cirurgias e cateterismos. Atualmente, leva uma rotina ativa de trabalho e ajuda a família nas atividades do dia a dia. “Hoje em dia, graças a Deus, levo uma vida normal”, afirma.

Ele também destaca o acolhimento recebido pela equipe do hospital universitário. “Todo mundo foi muito atencioso e sempre procurou explicar a doença, o que não é uma tarefa fácil”. Ao recordar momentos de incerteza em relação ao próprio prognóstico, resume sua trajetória de recuperação: “Foi um milagre o que conseguiram fazer por mim”.
 

Livro reúne Hamlet, Capitu e João Grilo para defender a leitura em tempos de redes sociais

Livro reúne Hamlet, Capitu e João Grilo para defender a leitura em tempos de redes sociais

Em uma época marcada pela velocidade das redes sociais, pela avalanche de opiniões e pela necessidade constante de respostas imediatas, o advogado e escritor João Roberto Giacomini aposta em um caminho oposto, trazendo a leitura, a reflexão e o silêncio. Essa é a proposta de Enquanto Muitos Gritam, Nós Lemos!, seu primeiro livro recém-lançado e já disponível para leitores de todo o país.

Natural de Bernardino de Campos (SP) e residente em Campo Grande desde 1992, Giacomini construiu sua trajetória profissional na advocacia. Agora, estreia na literatura com uma obra que mistura crônica, humor, filosofia e grandes personagens da literatura universal para discutir temas profundamente atuais.

No livro, figuras conhecidas como Hamlet, Capitu e João Grilo dividem espaço com Zé Pacato, personagem criado pelo próprio autor e inspirado na sabedoria silenciosa do Pantanal. Juntos, eles conduzem diálogos sobre leitura, amizade, pensamento crítico, dúvidas e a difícil tarefa de permanecer humano em um mundo cada vez mais acelerado.

Segundo o autor, a ideia surgiu da observação da sociedade contemporânea e de uma inquietação pessoal diante da forma como as pessoas se relacionam com a informação.

Autor João Roberto Giacomini

“Percebi que estamos cercados por opiniões instantâneas, julgamentos rápidos e uma necessidade constante de falar. Todo mundo quer ser ouvido. Pouca gente quer ouvir. Em determinado momento me perguntei: e se a leitura fosse justamente o contrário disso? E se ler fosse uma forma de resistência silenciosa?”, reflete.

Embora seja sua primeira publicação literária, Giacomini afirma que a relação com os livros vem de muito antes da carreira jurídica.

“Antes de ser advogado eu já era leitor. A advocacia me ensinou muito sobre os conflitos humanos, mas a literatura me ensinou sobre a alma humana. São experiências diferentes e complementares”, afirma.

Mais do que transmitir respostas prontas, o escritor diz que espera despertar questionamentos nos leitores.

“Não espero que ninguém termine o livro concordando comigo. Espero algo mais simples e talvez mais importante, que o leitor termine a obra pensando. Se eu puder incentivar alguém a reler um clássico ou simplesmente provocar uma pausa em meio à correria do dia a dia, já me darei por satisfeito.”

Para Giacomini, a leitura continua sendo uma das ferramentas mais importantes para preservar a liberdade de pensamento em uma sociedade cada vez mais conectada.

“Quem lê aprende a conviver com ideias diferentes, aprende a questionar, a refletir e a não aceitar respostas prontas com tanta facilidade. A leitura continua sendo um dos poucos espaços onde ainda podemos desacelerar e pensar com profundidade.”

O lançamento oficial de Enquanto Muitos Gritam, Nós Lemos! acontece em Campo Grande no dia 09 de junho, das 18h às 20h, na cafeteria Doce Lembrança, mas a obra também pode ser adquirida por leitores de qualquer região do país por meio da plataforma da editora.

Serviço

Livro: Enquanto Muitos Gritam, Nós Lemos!
Autor: João Roberto Giacomini

Lançamento oficial: 09 de junho, das 18h às 20h, na cafeteria Doce Lembrança – Rua Dom Aquino 2055, centro

Compra online:
https://tantatinta.com.br/livro/enquanto-muitos-gritam-nos-lemos/