Tragédia com duas mortes revela suspeita em contrato milionário com prefeitura
Bonito (MS) – Um acidente com uma ambulância, na semana passada, causou uma tragédia que abalou Bonito, a 250 km de Campo Grande. Com a batida, Julica Rodrigues, mãe do vice-prefeito Josmail, que é candidato a prefeitura de Bonito, morreu. Além dela, o motorista da ambulância, Rito de Souza, também faleceu.
O caso trouxe a tona denúncias de que uma empresa de Uberlândia, a Trivale Administração, apesar de receber cerca de R$ 1 milhão ao ano para fazer manutenção nos veículos da prefeitura, não cumpre o contrato. Isso porque ninguém nunca viu as pessoas responsáveis pela empresa na cidade.
Segundo informações, o veículo não estava em condições de rodar, devido à falta de manutenção. Fotos do estado dos pneus e do laudo de vistoria da ambulância foram distribuídas nas redes sociais e a família do motorista questionou a versão que ele tenha sofrido um enfarto. O acidente aconteceu logo na entrada da cidade, trecho que bastante conhecido pelo profissional.
Segundo denúncias de funcionários, que temendo represálias preferiram não se identificarem, nem o montante gasto deixa os veículos em condições de rodagem.
Outras informações apontam que o motorista teria sofrido um infarto, o que é contestado por familiares, já que ele conhecia bem o trecho onde aconteceu o acidente, logo na entrada de Bonito.
A empresa está em nome de Egton de Oliveira Pajaro Junior, Fabio José Felice Pajaro, Claudio Roberto Felice Pajaro e João Batista Rodrigues
Bonito (MS) – Um acidente com uma ambulância na noite desta quarta-feira em Bonito matou Julica Rodrigues, mãe do vice-prefeito Josmail que é candidato a prefeito de Bonito. Com isso, as creches e escolas não funcionaram por determinação da prefeitura. Também foi emitida uma determinação de “silêncio” na campanha eleitoral. A medida causou polêmica e reclamações.
O motorista da ambulância Rito de Souza, também morreu em decorrência do acidente. Segundo informações, o veículo não estava em condições de rodar, devido a falta de manutenção.
Com a situação política em andamento, uma tragédia chamou a atenção, tanto por duas mortes quanto por uma determinação da prefeitura de Bonito que deixou várias mães e famílias sem ter onde deixar as crianças nesta quinta-feira (1).
Empresa contratada para manutenção é de Minas Gerais
O fato chama atenção, pois a Prefeitura Municipal de Bonito tem empenhado por ano com a empresa Trivale Administração que apesar de receber quase R$ 1 milhão pago pelos cidadãos que moram em Bonito, tem sede em Uberlândia (MG).
Segundo denúncias de funcionários, que temendo represálias preferiram não se identificarem, nem o montante gasto deixa os veículos em condições de rodagem. Outras informações apontam que o motorista teria sofrido um infarto, o que é contestado por familiares, já que ele conhecia bem o trecho onde aconteceu o acidente, logo na entrada de Bonito.
Bonito (MS) – Entre os dias 24 à 26 de Agosto de 2016, foi realizado na cidade do Rio de Janeiro o Encontro de Negócios Projeto Brasil Central, coordenado pelo Sebrae dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goias e Distrito Federal. Sua finalidade foi estreitar relações comerciais entre os participantes e as Operadoras de Turismo do Rio de Janeiro, que aproveitaram para conhecer as belezas naturais da região Centro Oeste do Brasil.
Durante o evento foi montado um estande no Shopping da Barra, onde ficaram expostos fotos, videos, gastronomia e artesanatos para os visitantes que passavam pelo local, visando também o publico estrangeiro presente durante as olimpíadas na cidade maravilhosa.
Também houve a apresentação da cidade de Bonito e do atrativo Nascente Azul, para as Operadoras, este contato serviu para a troca de experiencias com os demais parceiros do Trade do Brasil Central, com o propósito único de elencar as belezas naturais Bonito/Pantanal.
O colaborador Renato foi o responsável pela divulgação e representação de nosso atrativo.
Para candidata a vereadora, desespero explica denúncias infundadas contra ela
Bonito (MS) – A candidata a vereadora por Bonito, Mirela Rigotti do PSDB refutou as informações de que teria material proibido em sua campanha. Segundo informações da Justiça Eleitoral uma denúncia anônima levou à apreensão de bonés e camisetas escrito “Amigos da Mirela”, no entanto, o material não era de campanha, uma vez que a legislação veda esse tipo de prática.
“Fiz esse material no ano passado, nem pensava em eleição, nem pensava em candidatura e quem me conhece sabe o quanto eu tenho um trabalho voltado para a comunidade de Águas de Miranda e de Bonito”, explicou Mirela sobre o ocorrido. Para ela, o problema maior é o medo dos adversários que “não querem perder a chance de prejudicar quem sabe que pode ganhar deles. Sem contar que estão no poder e mesmo assim não fazem nada de efetivo para a população”, afirmou.
Para Mirela, que está em sua primeira candidatura, a melhor resposta é continuar trabalhando. “Já fiz a minha parte de responder tudo que a Justiça questiona e o meu trabalho continua. Bonito merece muito mais que picuinhas políticas. Temos um trabalho com o Governo do Estado, e vamos em frente, eles que fiquem para trás”.
Juíza Eleitorial determina busca e apreensão de bonés e camisetas de candidata em Bonito
A Juíza Eleitoral do município de Bonito, Adriana Lampert, recebeu uma denúncia sobre material não autorizado para utilizar durante a campanha eleitoral de candidata a vereadora no município de Bonito.
Trata-se de Representação Eleitoral em desfavor de Mirela Rigotti Berger, cujo fundamento, segundo a representante, seria a prática de propaganda vedada, a captação irregular de sufrágio e o abuso de poder.
A representante afirma, em síntese, que a representada está distribuindo camisetas e bonés com as mensagens “Amigos de Mirella” e “Águas do Miranda”, para tanto, depositou neste Juízo um exemplar de cada item.
Reafirmando a existência da irregularidade, a representante também juntou fotos onde determinada pessoa está usando uma das camisetas.
A representante também destacou que cabos eleitorais e simpatizantes da representada são vistos na comunidade do distrito Águas do Miranda fazendo campanha vestidos com as camisetas.
Diante desse contexto, a representante requereu a busca e apreensão de bonés e camisetas e, ao final, requereu o acolhimento dos demais pedidos pertinentes à espécie.
Le ia a decisão judicial na íntegra:
“Examinando as alegações da representante em conjunto com o material depositado em Juízo, constato a verossimilhança entre o que foi alegado e o que foi demonstrado, além do que, a situação evidenciada parece retratar a vedação normativa contida no artigo 13 da Resolução nº 23.457/2015 do Tribunal Superior Eleitoral.
Num juízo de cognição sumária, vislumbro que o pedido cautelar de busca e apreensão merece ser deferido, pois a probabilidade do direito invocado para corrigir a distorção da conduta da representada está atrelado ao perigo de propagação de danos à lisura do pleito.
Isto posto, recebo o pedido de tutela cautelar como pedido de tutela de urgência e determino o seguinte:
A busca e apreensão de bonés e camisetas com as mensagens “Amigos de Mirella” e “Águas do Miranda”, cuja diligência deverá ser realizada no endereço da representada e na empresa Cockpit Bonés Promocionais e Camiseteria, em Campo Grande-MS, além do que, a diligência deverá compreender a busca e apreensão de notas fiscais ou qualquer outro documento que possa atestar a quantidade de material produzido (bonés e camisetas) com os dizeres supracitados.
Que a representada entregue na sede do Juízo todo o material produzido (bonés e camisetas) no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sob pena de multa diária que arbitro em R$ 500,00 (quinhentos reais) para cada item não entregue e sem prejuízo de futura constatação pelo uso desses materiais por quem quer que seja.
Sem prejuízo do que foi determinado, notifique-se a representada para, querendo, apresentar defesa no prazo legal.
Com ou sem apresentação de defesa, abra-se vista para o Ministério Público Eleitoral para, querendo, se manifestar”.
Bonito (MS) – Em continuidade das ações articuladas pelo Governo do Estado, por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial e Cidadania (Subpirc) e Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), em parceria com o município de Bonito, a Comunidade Negra Quilombola Águas do Miranda, localizada na extremidade nordeste do município, distante a 300 quilômetros de Campo Grande, margeando o rio que dá nome ao lugar, recebeu técnicos da Agraer para execução do georreferenciamento de seus novos lotes. A comunidade será deslocada para a nova área devido a enchentes do rio Miranda, que afeta a comunidade há anos.
“Estamos batalhando por isso há anos e agora com a execução do georreferenciamento pelo Governo do Estado poderemos adentrar com segurança em nossa nova área, nos livrando das enchentes e aproximando ainda mais nossa comunidade”, comemorou o líder da associação, professor Valdecir Amorim. A nova área, doada pelo poder executivo de Bonito, conta com 14,5 hectares e abrigará aproximadamente 60 remanescentes de quilombo, com espaço reservado para uso comum e igreja.
Subsecretário Carlos Versoza buscará mais parceria para a comunidade
O titular da Subpirc – pasta ligada à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast)-, Carlos Versoza, que acompanhou de perto as ações, destacou que a articulação entre as esferas de governo possibilitará ainda mais melhorias para a comunidade. “Fomos prontamente atendidos pela Agraer nesse pedido para o georreferenciamento da área e ainda vamos buscar parcerias com outros órgãos da esfera estadual buscando moradias para eles nesses novos lotes e parcerias também na esfera federal”, pontuou.
Serviço executado pelo Governo do Estado é passo fundamental para ocupação da área
O serviço de mapeamento da área está sendo executado pelos engenheiros da Agraer, Flávio Pereira e Claudio Nunes, ambos da Gerência de Regularização Fundiária. De acordo com os técnicos é necessária a conferência exata da localização para que a divisão da área e a posterior demarcação dos terrenos seja correta. O relatório final do serviço será encaminhado ao munícipio de Bonito que procederá a ocupação pelas famílias.
Quilombolas de Águas do Miranda
Representada pelo griot – indivíduo que tem o compromisso de preservar e transmitir histórias, fatos históricos e os conhecimentos e as canções de um povo – Amaurílio Modesto, 77 anos, conta que a comunidade surgiu em meados da década de 1950, quando ele veio da Bahia para trabalhar em fazendas do Estado.
Mais tarde também vieram família de Alagoas e Minas Gerais que integraram comunidade, se instalando no local e também em Anastácio e Nioaque. Hoje basicamente as famílias da região sobrevivem da venda do pescado e da agricultura familiar.
Texto e fotos: Leomar Alves Rosa, assessoria Sedhast.