nov 20, 2023 | Brasil
O presidente da Sicredi Centro-Sul MS/BA, Paulo Roberto Neves, juntamente com membros do Conselho de Administração e Fiscal e colaboradores visitaram na última terça-feira, 14 de novembro, o Hospital de Amor, localizado em Barretos, interior de São Paulo.
A equipe percorreu o complexo hospitalar, incluindo as instalações de pesquisa, formação e capacitação de profissionais (Ircad), tratamento preventivo, pediatria, fisioterapia e reabilitação, ambulatorial e tratamento paliativo (para pacientes em fase terminal). O objetivo principal era conhecer a estrutura física do Hospital de Amor, bem como a sua filosofia de atendimento aos pacientes com câncer.
Paulo Roberto destacou que, na área paliativa, percebe-se como é importante a integração dos familiares, buscando não apenas prolongar os dias de vida, mas sim dar vida aos dias dos pacientes. “Em Dourados, não teremos apenas a construção de um hospital, mas sim esse cuidado com a vida, aplicando a mesma filosofia de atendimento do Hospital de Amor, que é referência para o mundo”, finaliza o presidente.
Hospital de Amor em Dourados
A Sicredi Centro-Sul MS/BA vai construir o Hospital de Amor de Dourados, de acordo com as especificações da diretoria do Hospital de Barretos. Serão realizados aportes durante a construção, que serão deliberados pelos associados em assembleia. Já foram aprovados este ano R$ 8 milhões.
A unidade hospitalar será a primeira do Brasil construída por uma cooperativa do Sistema Sicredi e terá uma área construída de mais de 3.600 metros quadrados em um terreno de 25 mil metros quadrados, localizado próximo ao Aeroporto de Dourados. Este terreno foi doado pela família Guerra e a gestão da obra ficará sob a coordenação da Sicredi Centro-Sul MS/BA.
O Hospital de Amor de Dourados terá atendimento 100% SUS tanto para prevenção e diagnóstico quanto para tratamento e reabilitação de mulheres com câncer de mama, colo de útero e, futuramente, de pele.
nov 20, 2023 | Brasil
Pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Cardiologia (INC), do Ministério da Saúde, apontou uma explosão de 158,31% no número de internações por infarto em todo o Brasil entre os anos de 2008 e 2022.
Em Mato Grosso do Sul, a situação é ainda mais preocupante: o aumento nas internações decorrentes de infarto do miocárdio foi de 219%, sendo que entre as mulheres o índice supera alarmantes 240%.
Para o estudo, o INC considerou dados do Sistema de Internação Hospitalar do Datasus, do Ministério da Saúde. Logo, considera todos os pacientes que utilizaram serviços do Sistema Único de Saúde, tanto em hospitais públicos quanto em hospitais privados que têm convênios – o que representa cerca de 70% dos pacientes do País.
Em 2022, 858 mulheres foram internadas após infartos em Mato Grosso do Sul, ao passo que em 2008 foram 252 internações (+240,48%). Entre homens, o número de internações saltou de 467 para 1.436 no mesmo período (+207,49%).
O cardiologista Dr. Délcio Gonçalves da Silva Júnior, que participou no dia 7 deste mês de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir a “Sensibilização quanto à presteza na abordagem dos infartos do miocárdio”, explicou que além de ficarem mais expostas a fatores de risco, como sobrecarga de jornadas profissionais e domésticas, estudos indicam que os mesmos fatores que acometem homens parecem ser mais graves entre elas.
“A hipertensão causa mais dano cardiovascular; o colesterol, nos mesmos valores que em homens, é mais perigoso entre as mulheres. Até pouco tempo, sabíamos que elas tinham proteção hormonal até a fase da menopausa e, após, as condições ficavam semelhantes entre os gêneros. Porém, temos visto que não é bem assim”, ponderou.
Além de mulheres mais jovens adoecidas e submetidas a procedimentos como angioplastias, homens mais jovens também têm sido acometidos com mais frequência, evolução que se explica por um estilo de vida cada vez mais sedentário, alimentação facilitada – ao alcance de um clique – rica em gorduras e carboidratos e uma migração de fatores.
“Se hoje temos um nível de tabagismo em queda, em torno de 8% a 12% quando em estados da região Sul chega a 20%, os hábitos de narguilé e vape não são inocentes. Pelo contrário, têm exposto mais as pessoas às chances de doenças cardiovasculares”, pontuou.
No que diz respeito às características regionais, os hábitos alimentares, ricos em gordura saturada, representado pelo alto consumo de churrasco, também podem estar relacionados ao avanço das doenças cardiovasculares. Dr. Délcio lembra que no Estado o índice de hipertensos é de 34%, um dos maiores do País.
Ainda que não seja exclusivo de Mato Grosso do Sul, o calor também interfere neste cenário.
“Temperaturas muito elevadas aumentam incidência de doenças cardiovasculares e infarto e os motivos são vários: maior desidratação; maior viscosidade sanguínea; maior consumo energético para manter temperatura interna e tudo pode aumentar chances de uma isquemia, seja ela cerebral ou cardíaca”.
Prevenção
As doenças cardiovasculares, de forma geral, são silenciosas, portanto, avaliações periódicas são fundamentais. Se há histórico de doenças cardiovasculares, diabetes e colesterol alto entre os pais, a aferição de pressão, colesterol e glicose sistemática é recomendável pelo menos a partir dos 18 anos.
Nos demais casos, a partir dos 35 é importante uma avaliação geral, especialmente quando for iniciar atividades físicas, recomenda o cardiologista. Nestas avaliações, são feitos exames clínicos, aferição da pressão, eletrocardiograma e, se necessário, serão solicitados exames mais acurados para avaliação cardiovascular do paciente, como teste de esforço, ecocardiograma e ultrassom.
Em pacientes que já começaram a desenvolver doença cardíaca, os sintomas mais comuns são falta de ar aos esforços ou ao se deitar; palpitações; tonturas; dor no peito após fazer atividades físicas; ou depois de se alimentar ou depois de passar por um estresse emocional.
“Se você tiver sintoma de dor ou pressão no peito, principalmente associado ao suor frio, náuseas e falta de ar, com duração de mais de 10 minutos, esse é um sinal de alerta para um possível infarto e você deve procurar atendimento médico de emergência para se submeter aos exames de eletrocardiograma, exames de sangue para confirmar ou não esse diagnóstico”, alertou Gonçalves.
Sintomas
Dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, braço direito. Essa dor costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de sensação de peso ou aperto sobre o tórax, provocando suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio.
- Em idosos, o principal sintoma do infarto agudo do miocárdio pode ser a falta de ar. A dor também pode ser no abdome, semelhante a dor de uma gastrite ou esofagite de refluxo, mas é pouco frequente.
- Nos diabéticos e idosos, o infarto também pode ocorrer sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito.
- Em idosos, o principal sintoma do infarto agudo do miocárdio pode ser a falta de ar. A dor também pode ser no abdome, semelhante a dor de uma gastrite ou esofagite de refluxo, mas é pouco frequente.
- Nos diabéticos e idosos, o infarto também pode ocorrer sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito.
- Nos diabéticos e idosos, o infarto também pode ocorrer sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito.
Saiba mais
- Fatores de Risco: Os principais fatores de risco são tabagismo, sedentarismo, alimentação ruim, colesterol alto e estresse em excesso. Além do infarto, essas condutas podem provocar hipertensão, AVC, obesidade, depressão e diabetes.
Diabéticos e hipertensos têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.
- Tratamento: Infarto é uma emergência que exige cuidados médicos imediatos. Identificar os sintomas pode ser decisivo para salvar a vida de uma pessoa. O tratamento, geralmente, é cirúrgico e/ou medicamentoso, com uso de anticoagulantes, por exemplo.
nov 17, 2023 | Brasil
Estudantes elogiaram Cooperativa pela liberdade para a criação dos textos promovendo diferentes perspectivas
A Sicredi Centro-Sul MS/BA – instituição financeira cooperativa – entregou, na semana passada, a premiação do 1º Concurso de Redação aos estudantes vencedores, que elogiaram a Cooperativa por ter dado liberdade de criação, quando permitiu a entrega da redação em diversos gêneros textuais e literários. As três redações se diferenciaram em textos discursivo, poema e história em quadrinhos.
Essa foi a primeira edição do concurso que teve como tema “A importância do jovem no cooperativismo de crédito”. A seleção foi voltada para estudantes dos 2º e 3º anos do ensino médio de toda rede pública e privada de ensino e institutos federais, abrangendo as 38 cidades da área de atuação da Sicredi Centro-Sul MS/BA.
O concurso também premiou o professor responsável pelo primeiro colocado com uma viagem a Bonito/MS, com direito a acompanhante. A professora da escola estadual Dr. Joaquim Murtinho, de Bela Vista, Maria Francisca Valiente, acompanhou a Rafaely Gonçalves, vencedora do concurso, desde o ensino fundamental e conta que a estudante sempre foi dedicada e teve uma família presente, com participação junto à escola.
“A Rafaely é uma menina educadíssima, destaque nas atividades. Possui uma boa articulação linguística, escreve bem. Eu trabalhei o texto dissertativo em sala de aula, voltado para o Enem, e quando surgiu a oportunidade dela participar eu a orientei. Eu sabia que ela tinha grande potencial”, enfatizou a professora mestre em Linguística e que há 10 anos atua para o ensino médio na escola.
Rafaely recebeu como prêmio um microcomputador portátil Dell Gamer que, segundo contou a professora, era o sonho da menina. “O prêmio foi um incentivo. Ela sonha em ser juíza e ela repete isso várias vezes. A gente sabe que ela vai chegar lá porque ela tem potencial para isso. A mãe me falou que estava juntando dinheiro, mas que não sabia quando conseguiria comprar um computador. Eu fiquei muito feliz por ela. Não tem nada no mundo que se compara ao fato de você ver um aluno brilhando, vendo sua vida transformando. Imagina ver a Rafaely juíza voltando para nossa cidade, mudando os espaços sociais”, destacou.
Redações
As redações podiam ser enviadas em forma de poesia, conto, crônica, dissertação, artigos de opinião, tirinha entre outros gêneros textuais e literários. Elas foram avaliadas por uma Comissão Técnica e uma Comissão Avaliadora da Cooperativa, que levou em consideração a essência do texto, com base no cooperativismo, incluindo a importância do jovem no cooperativismo.
Rafaely entregou um texto discursivo levantando os desafios e as possibilidades dos jovens no cooperativismo de crédito, com citações bibliográficas importantes sobre o cooperativismo como sendo uma atividade voltada para o bem comum. “Eu achei muito importante esse incentivo. Muita gente não gosta ou tem medo de escrever uma redação. E esse tipo de concurso faz com que a gente se aproxime mais da leitura e da escrita, que são duas coisas fundamentais para a nossa formação”.
Já a estudante Ana Clara Rêgo Caetano de Matos, da escola estadual Jonas Belarmino da Silva, do município de Fátima do Sul, utilizou um poema como forma de expressar suas ideias acerca do cooperativismo de crédito. Ela recebeu um celular Iphone 13 128GB como prêmio. “Participar foi uma jornada repleta de inspiração e significado. Quando decidi expressar meu entendimento por meio de um poema, dei voz ao reino do cooperativismo, onde os valores como a solidariedade e a união reinam. Fui motivada pela crença de que palavras têm o poder de inspirar mudanças. Por esse motivo, escolhi transmitir a essência do cooperativismo através da poesia, buscando tocar corações e ao mesmo tempo despertar consciências”, disse.
O terceiro colocado no concurso, Gabriel Yoshio Yamamoto Nascimento, da escola estadual Maria José, do município de Anaurilândia, utilizou da história em quadrinhos para falar sobre o jovem no cooperativismo de crédito. Ele foi premiado com um Nintendo Switch com Mario Kart 8. “Foi uma experiência totalmente diferente. Além disso, existiu um jeito diferente também de apresentar o tema. Não foi aquela ideia de vestibular. Você poder escolher a forma e não estar restrito a apenas um modelo foi importante para expressar as nossas ideias”.
A gente muda o mundo cooperando
A iniciativa do 1º Concurso de Redação foi elogiada pelos participantes. Para a professora, a proposta foi fantástica. “Eu achei fantástica porque é uma instituição que não é da área da educação e que poderia não alimentar esse tipo de prática, mas ao invés disso, propôs algo que desse visibilidade à educação. E são raras as instituições que na atualidade dão visibilidade à educação”.
Ana Clara destacou que a iniciativa demonstra um compromisso real com a educação e a sociedade. “A oportunidade de participar não apenas ampliou meus horizontes, mas também reforçou a importância de iniciativas que fomentam o nosso pensamento criativo. O Sicredi construiu uma plataforma para que vozes diversas possam ecoar. A valorização da diversidade de formas de expressão, com a poesia, ressalta uma abertura para diferentes perspectivas. Participar desse concurso não foi apenas sobre competir, mas sobre contribuir para a construção de um diálogo enriquecedor sobre os princípios cooperativistas. Essa experiência não só enriqueceu a minha compreensão sobre o cooperativismo, mas também solidificou o meu apreço pela visão inclusiva e colaborativa promovida pelo Sicredi”.
Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA
A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira cooperativa que possui 48 agências e área de atuaçãoem 38 municípios do Mato Grosso do Sul e 54 municípios da Bahia. A Cooperativa oferece mais de 300 soluções para o seu dia a dia e para o dia a dia do seu negócio, te envolvendo nas decisões, fortalecendo a região onde atua, dividindo os resultados.
O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelos telefones 3003-4770 ou 0800 724 4770.
Conheça a Cooperativa pelo site www.sicredi.com.br/home e pelas redes sociais no Instagram @sicredicentrosulmsba e no Facebook @SicrediCentroSulMSBA
nov 17, 2023 | Brasil
Para se dar bem na carreira não basta ter um bom desempenho nas entrevistas ou conseguir uma vaga em uma empresa renomada. É claro que isso é muito importante, pois é o começo. Contudo, para criar e manter uma carreira de sucesso é fundamental ter um bom networking.
Antes de iniciar o famoso networking é preciso entender o que ele significa e para que serve. “O networking é a criação e manutenção de uma rede de contatos, geralmente profissionais”, explica Mariana Almeida, psicóloga com foco em psicoterapia e orientação profissional. O principal objetivo do networking é obter novas oportunidades de negócios e novas posições de trabalho, intercâmbio de conhecimentos e formação de alianças profissionais.
Após estabelecer alguns contatos profissionais, é importante saber como cultivá-los. “A melhora no networking acontece quando se consolida os relacionamentos previamente estabelecidos, sempre se mantendo em contato com eles e também tomando cuidado para não os deixar somente como um instrumento para alavancar a sua carreira ou resultados profissionais”, alerta Mariana Almeida.
Se você tem dificuldade em estabelecer e manter contatos profissionais, não se preocupe. A psicóloga Mariana Almeida dá dicas infalíveis para você melhorar o seu networking e alavancar sua carreira:
Tempo livre: use-o para contatar pessoas importantes para você, vá a palestras, cursos, seminários e workshops. Utilize esse período a seu favor;
Cartão de visita: tanto nos locais mencionados no item acima quanto em outros, a possibilidade de conhecer alguém que contribua com sua área de atuação existe. O ato de entregar e receber cartões é uma boa forma de iniciar uma relação;
Se torne interessante para os outros: não foque somente o conhecimento técnico de sua área. Transite entre os assuntos, mostrando que você tem algo mais a oferecer;
Saiba sobre política: leia jornais, blogs e assista aos noticiários;
Invista na vida cultural: vá ao cinema e ao teatro, assista a séries e leia livros fora da sua área de atuação. Acompanhe campeonatos esportivos de que mais gosta, entre outros assuntos que possam ser um tópico de conversa;
Mantenha os seus contatos próximos: não contate a sua rede somente quando precisar. Chame os contatos para sair, curta ou registre algum comentário em suas redes sociais, ou seja, se interesse por outros aspectos da vida de seus conhecidos;
Redes sociais: utilizá-las para manter o contato é, hoje em dia, fundamental. Ao mesmo tempo, é preciso certo cuidado para não se expor demais.
Foto: .pexels.com
nov 17, 2023 | Brasil
O aumento foi registrado no primeiro semestre e supera a média nacional
O Sicredi, instituição financeira cooperativa com presença em todo o Brasil, registrou um aumento de 46,9% em novas cotas de consórcios no primeiro semestre deste ano, o que representa um volume de vendas de mais de 63 mil novas operações. O resultado positivo é superior em comparação ao mercado, que cresceu 8,6% no mesmo período, o equivalente a R$ 2,4 milhões em novos consorciados, segundo dados da Associação Brasileira de Administradora de Consórcios (ABAC).
“A expectativa é que o mercado de consórcios mantenha um alto crescimento até o próximo ano, motivado pela contratação para aquisição de bens e contratação de serviços”, destaca Jocimar Augusto Martins, gerente de Consórcios do Sicredi. “Trata-se de um produto versátil, flexível para uso do crédito e acessível, que possibilita ao associado se organizar financeiramente e formar um patrimônio por meio dos pagamentos parcelados e programados mensalmente”, acrescenta.
Um dos segmentos que contribuiu para o crescimento das novas cotas de consórcios foi o de imóveis com aumento de 62,4% no período, correspondente a mais de 8,3 mil novas cotas. Em contrapartida, o mercado registrou crescimento de 19,8%, o que representa mais de 434 mil novos consorciados na modalidade.
As cotas de consórcio de veículos pesados também registraram um desempenho positivo no mesmo período, com 29,2% de aumento, ou seja, um volume de vendas de 5,4 mil novas cotas. Enquanto o mercado teve aumento de 23,2%, o equivalente a mais de 181 mil novas cotas comercializadas.
“Os associados do agronegócio e empreendedores são os que mais buscam o produto. Se filtramos as vendas feitas aos associados do segmento do agro dentro do grupo de pesados, verificamos uma maior tendência de direcionamento para a compra de máquinas agrícolas, que chega a uma participação de cerca de 42% em cotas de créditos adquiridos”, exemplifica Martins.
Atualmente, o Sicredi possui cerca de 300 mil cotas ativas de consórcios nos segmentos de automóveis; caminhões, tratores e utilitários; drones; imóveis; máquinas e equipamentos; motocicletas; móveis planejados; náuticos; serviços; e a categoria sustentável para aquisição de gerador de energia eólica ou placa fotovoltaica. Os consórcios integram o portfólio de mais de 300 produtos e serviços financeiros e não financeiros oferecidos aos mais de 7 milhões de associados em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 7 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.500 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
Site do Sicredi: Clique aqui
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nov 17, 2023 | Brasil
Muitos estudantes da rede pública sentem que não estão tão preparados para o exame quanto seus colegas dos colégios particulares.
“Angústia, ansiedade, insuficiência, desespero e tristeza”: é assim que Maria Veloso, jovem da rede pública mineira, descreveu seus sentimentos em relação ao Enem deste ano.
Falei com 83 jovens da rede pública oriundos de 21 estados que fizeram o exame nos dois primeiros domingos de novembro. O objetivo desta coluna é, em algum nível, ser uma porta-voz das perspectivas e sentimentos deles em relação ao exame em questão, que é também o maior vestibular do Brasil.
Brendha, jovem maranhense, compartilha dos sentimentos da colega mineira. A jovem do Maranhão diz: “Me senti muito mal. Não fui bem como esperava, e isso tem me massacrado, pois penso que a minha vida depende disso, o meu futuro e o que vou viver ano que vem também. Vivi o ano para esse dia, e não ter conseguido ir bem me faz sentir pequena e que pra mim nunca vai dar certo, o que eu sei que é mentira, porque vai, sim”.
Elas não estão só. A maioria citou as mesmas sensações. Do total de estudantes com quem conversei, 78% relataram terem sentido ansiedade antes, durante ou após o exame. Principalmente por ser um mês bem agitado com a Black Friday, os feriados e os preparos para o final de ano. Sei que não é algo totalmente incomum sentir ansiedade em relação à uma prova. No entanto, no contexto Enem versus jovens da rede pública, esse sentimento se origina de questões que precisam de atenção e exposição.
Para começar, vale expor um outro dado: 66% dos jovens com quem conversei acreditam que o desempenho no exame não correspondeu às próprias expectativas.
Flávia, outra jovem maranhense, tem algo a dizer acerca da percepção em relação ao nível de dificuldade: “Acho que a dificuldade depende muito de se você é de escola pública ou privada, porque eu, como aluna da pública, nunca vi a maioria dos assuntos, mas tenho muitos amigos de particulares que se saíram muito melhor do que eu”.
Outros tiveram a mesma percepção. No geral, sentem que não estão tão preparados para o exame quanto seus colegas que estudam ou estudaram num colégio particular. É como se a maioria dos assuntos nunca tivesse sido visto por eles ou trabalhados na sala de aula.
Essa questão, da discrepância entre as duas redes, é um pouco complicada e costuma ser refutada por duas linhas.
A primeira é aquele bem simplista e superficial que se pauta na meritocracia e que diz que basta querer e se esforçar. Ela, muitas vezes, chama os jovens que ousam expor suas percepções e frustrações de “vitimistas”.
Já a segunda se pauta em garantir por A + B que o Enem é totalmente pautado na BNCC e que, portanto, os jovens da rede pública são muito bem treinados e capacitados para o exame. Dessa forma, simplesmente não há discrepância entre as redes.
As duas desconsideram muitas questões. A primeira, que as pessoas simplesmente não partem do mesmo ponto de partida, e, sim, isso muda tudo. Já a segunda parece ser defendida por pessoas que não conhecem a realidade das escolas. Por “n” razões (não cabe citar todas aqui nesta coluna), os conteúdos estarem na grade está bem longe de ser sinônimo de que foram trabalhados ao longo do ano.
Eu acredito que precisamos ouvir os estudantes. Não podemos subestimá-los e nem as suas opiniões. Dos com quem conversei, 90% sentem que o Enem simplesmente não foi pensado para eles. É um dado alarmante e que merece atenção. Por que sentem isso?
“No que tange aos conteúdos e ao estilo de prova prestado, nenhum desses dois fatores se aproxima da realidade apresentada na rede pública de ensino. Generalizando, a incidência de treinamento para provas de longa duração, como o Enem, não ocorre. Tampouco o ensino acerca dos conteúdos de forma mais aprofundada”, diz Sael, estudante de São Paulo.
Ele continua: “Queria dizer que o Enem e todos os vestibulares em geral são segregação. Vestibular é um castelo medieval, tem muros enormes e só os nobres passam com facilidade para o outro lado. Provas como essa não deveriam existir, muito menos sob a tutela de um Estado que não tem como prioridade a equidade da educação no país”.
Entendo sua indignação. Tenho uma tia que tem uma boa condição financeira. Há cerca de um mês eu estive na casa dela e vi o filho estudando. Ele está no 7° ou 8° ano do ensino fundamental e estuda num dos melhores colégios privados na cidade. Fiquei chocado com o material didático a que ele tem acesso: repleto de questões de vestibulares de todo o Brasil. São questões do Enem, Fuvest, Unesp, Uerj etc. Ele ainda está no fundamental e terá mais, pelo menos, 4 ou 5 anos de vida escolar na educação básica.
Ela passará todos esses anos treinando, de diversas formas e em diversos ambientes, questões de vestibulares e se familiarizando com esses exames.
No extremo oposto, sejamos honestos: quais alunos da rede pública têm essa mesma oportunidade? Quais colégios públicos trabalham esse tipo de conteúdo desde o ensino fundamental? A realidade da maioria das escolas é a seguinte: o estudante ouve falar muito sobre o Enem apenas no último ano do ensino médio. Sofre até uma certa pressão, interna e externa, para ir bem, mas encontra-se totalmente perdido, sem informações, sem treinamento e sem familiaridade. Isso é cruel.
Pautando-se na lógica de ampliar as vozes dos alunos, quero terminar esta coluna, assim como comecei, com a fala de um deles, o Yan, outro jovem maranhense.
“O Enem não é um exame que avalia o ensino médio nas escolas públicas. Se fosse, não precisaríamos assinar cursos ou plataformas digitais para tentar tornarmos apto a realizar essa prova.”
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