(67) 99634-2150 |
Bela Vista-MS Segunda-Feira, 29 de Junho de 2026
Polícia Federal faz buscas no escritório do filho de Lula

Polícia Federal faz buscas no escritório do filho de Lula

Polícia Federal faz buscas no escritório do filho de Lula

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (26) mais uma fase da Operação Zelotes, que investiga um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), vinculado ao Ministério da Fazenda. A PF cumpre mandado de busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, que pertence a Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, na rua Padre João Manuel, nos Jardins, bairro nobre de São Paulo.

Segundo funcionários do prédio onde Luis Cláudio Lula da Silva tem escritório a operação aconteceu por volta das 6h. Agentes, que chegaram num carro da Receita Federal e em outros dois PF, foram até o quinto andar do edifício, onde fica a empresa. Vizinhos e funcionários do prédio relataram que os policiais permaneceram no local por cerca de duas horas e saíram com várias pastas carregadas de documentos.

Um funcionário disse que Luis Cláudio foi ao local nesta segunda por volta das 9h, onde ficou por cerca de uma hora. O irmão mais velho de Luis Cláudio, Fábio luis Lula da Silva –o Lulinha–, chegou a ter um escritório no mesmo prédio, mas se mudou no ano passado.

Além da LFT, Luís Cláudio é proprietário da Touchdown Promoções e Eventos Esportivos, que administra a liga de futebol americano Torneio Touchdown, que conta com 16 equipes. Essa empresa, que funciona no mesmo endereço da LFT, também foi alvo da operação.

Entre os presos está Mauro Marcondes, sócio da Marcondes e Mautoni (M&M). O escritório teve relações com Luis Cláudio. Em 2014, contratou a LFT Marketing Esportivo, por R$ 2,4 milhões.

Marcondes disse à **Folha de S. Paulo” no início do mês que um dos serviços prestados se referia a um projeto de um ônibus que circularia pelo Brasil durante a Copa do Mundo divulgando uma patrocinadora do mundial.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o escritório foi contratado pela Caoa Hyundai para obter a extensão da desoneração fiscal por meio de uma medida provisória que teria sido comprada por lobistas durante o governo Lula.

Escritórios de advocacia de São Paulo entraram em alerta máximo na manhã desta segunda ao receberem a informação sobre a operação de busca e apreensão da PF que tem o filho do ex-presidente como um dos alvos.

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, criticou a operação de busca da Polícia Federal nos escritórios da firma do filho de ex-presidente.

Zanin Martins pediu à Justiça e à Polícia Federal acesso a todo o material usado para justificar a medida. Ele disse que a falta de acesso aos autos “impede que a defesa possa exercer o contraditório e tomar outras medidas cabíveis”.

A PF também faz buscas em endereços ligados a Lytha Spindola, que foi secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior, auditora da Receita Federal e secretária de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento.

Ao todo, estão sendo cumpridos 33 mandados judiciais –seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva em Brasília, São Paulo, no Piauí e no Maranhão.

A Folha de S. Paulo apurou que entre os presos está Alexandre Paes dos Santos, apontado como lobista que intermediava contatos entre empresas e conselheiros do Carf, e José Ricardo da Silva, sócio da empresa SGR, também suspeito de ser um dos atravessadores do esquema.

Os policiais fazem busca e apreensão também na casa de Fernando Cesar Mesquita, ex-chefe de Comunicação Social do Senado.

A PF também faz buscas em endereços ligados a Lytha Spindola, que foi secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior, auditora da Receita Federal e secretária de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento.

A etapa desta segunda mira um grupo de empresas que, além de tentarem interferir nos julgamentos do conselho, atuavam negociando incentivos fiscais para o setor automotivo.

A investigação indica suspeitas de tráfico de influência, extorsão, e corrupção de agentes públicos, com o objetivo de aprovar alterações na legislação benéficas a essas empresas.

ESQUEMA

A primeira etapa da operação foi deflagrada em março e desarticulou um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda e responsável por julgar recursos de multas aplicadas pela Receita Federal.

Em troca de suborno, conselheiros votavam em favor da redução e, em alguns casos, do perdão das multas das empresas que os corrompiam.

A operação investiga processos que somam R$ 19 bilhões. Segundo a Polícia Federal, esse é um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos. Suspeita-se que três quadrilhas operavam dentro do colegiado, causando um prejuízo de pelo menos R$ 6 bilhões aos cofres públicos.

O Carf é um tribunal administrativo formado por representantes da Fazenda e dos contribuintes (empresas). Normalmente, são julgados pelo conselho empresas autuadas por escolherem estratégias tributárias que, segundo a fiscalização, estão em desacordo com a lei.

De acordo com os investigadores, formados por conselheiros, ex-conselheiros e servidores públicos, as quadrilhas buscavam anular ou atenuar pagamentos cobrados pela Receita de empresas que cometeram infrações tributárias, e que eram discutidos no conselho.

As investigações começaram em 2013 e alcançam processos de até 2005. Elas indicam que os grupos usavam o acesso privilegiado a informações para identificar “clientes”, contatados por meio de atravessadores, na maioria das vezes escritórios de advocacia e contabilidade.

A operação focou em 70 processos “suspeitos de terem sofrido manipulação”, que somavam R$ 19 bilhões em “créditos tributários” –valores devidos ao Fisco. A PF diz que “já foram, efetivamente, identificados prejuízos de quase R$ 6 bilhões”.

A Operação Zelotes ocorre em trabalho conjunto da Polícia Federal, Receita Federal e Procuradoria da República do Distrito Federal.

Marido traido pega Vereador no bem bom com sua mulher e bota ele para correr nu pela cidade

Marido traido pega Vereador no bem bom com sua mulher e bota ele para correr nu pela cidade

Um vereador de Itaju do Colônia, no sul da Bahia, passou por maus bocados nesta semana.

De acordo com informações de veículos de comunicação da cidade, o vereador foi flagrado na zona rural do município com uma mulher casada.

De acordo com o blogueiro do Fábio Borges, o marido da mulher ficou revoltado ao flagrar os dois e agrediu o vereador que deixou a casa sem nem mesmo vestir as roupas.

Segundo testemunhas, na fuga, o vereador deixou o carro na casa da amante. O marido da mulher, revoltado Não satisfeito, o marido traído acabou destruindo o carro do político.

Fonte B. News

Prefeito destina verba do Carnaval para instalar ar-condicionado em escolas do RS

Prefeito destina verba do Carnaval para instalar ar-condicionado em escolas do RS

Todo brasileiro adora Carnaval, mas gosta mais ainda de ter uma vida digna e ver seus impostos usados para isso.

Pensando nisso, Luciano Azevedo (PPS), prefeito de Passo Fundo (RS), resolveu pegar a verba de R$ 400 mil que seria destinada às escolas de samba no próximo Carnaval e investir tudo nas escolas municipais.

Com o dinheiro, ele instalou cerca de 400 ar-condicionados nas salas de aula das escolas de educação infantil.

Os moradores apoiaram 100% a iniciativa do prefeito, pois acreditam que é para isso que deve ser utilizado o dinheiro público, e não para carnaval de rua, que, na opinião deles, gera violência e desordem na cidade.

Segundo as autoridades, a tradição do carnaval na avenida principal não é o mesma há anos e continuar investindo o dinheiro do contribuinte nisso não faria mais sentido, pois agradava apenas uma minoria.

Os pais dos alunos beneficiados ficaram muito satisfeitos com a decisão.

E você, gostaria de ver o mesmo na sua cidade?

Ilustração

20120229002055159226i

ar condicionado- Passo Fundo

arcondicionado_close

I2014-05-20_04-18-57_c10626

Fonte: Portal Litoral PB

Mercado de Drones no Brasil projeta faturamento de até 200 milhões em 2016

Mercado de Drones no Brasil projeta faturamento de até 200 milhões em 2016

Mercado de Drones no Brasil projeta faturamento de até 200 milhões em 2016

Mercado é promissor e vai gerar entre três e cinco mil postos de trabalho a partir da nova regulamentação para usos profissionais dos Drones no país

Curitiba, 22 de Outubro de 2015 – As estimativas de faturamento do mercado de Drones para 2016, incluindo vendas de equipamentos, treinamentos de pilotos e prestação de serviços, são de 100 a 200 milhões de reais.

Estes dados são extra oficiais e foram compilados por Emerson Granemann, diretor da MundoGEO (www.mundogeo.com) e idealizador do evento DroneShow (www.droneshowla.com), após comparações com dados mundiais e trocas de informações com empresários brasileiros, associações de profissionais e análise das comunidades na internet que atuam no mercado de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs ou Drones, como são conhecidos popularmente).

A expectativa é que, em breve, a comunidade brasileira se organize para pesquisar e mapear com precisão a movimentação econômica e os índices de novos postos de trabalhos que serão gerados direta e indiretamente por este setor. “Este aquecimento do mercado de Drones está provocando também a criação de novo empregos, num momento importante e de economia nacional fragilizada. Estima-se que, em 2016, serão criados entre três e cinco mil postos de trabalho, ligados direta ou indiretamente à cadeia produtiva do setor e gerados por fabricantes, importadores, prestadores de serviços de mapeamento e monitoramento, além dos pilotos profissionais”, afirma Emerson Granemann.

Um novo mundo de possibilidades e aplicações está se abrindo para os brasileiros. Muitos empreendedores começam a vislumbrar as oportunidades que começarão a surgir, sobretudo com a regulamentação elaborada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a as novas instruções do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para uso profissional dos drones no Brasil, que deverão ser lançadas oficialmente neste final de ano, após concluída a consulta pública.

No DroneShow 2015, que será realizado nos dias 28 e 29 de outubro em São Paulo (SP), um importante encontro vai abrir o segundo dia do evento. O debate “Modelos de negócios profissionais para usos de Drones no Brasil” vai reunir representantes da cadeia produtiva do setor (fabricantes, importadores, desenvolvedores e prestadores de serviços), analisando o potencial deste mercado e dando dicas para empreendedores.

A feira DroneShow, pioneira no Brasil, contará com as principais empresas do setor distribuídas em 25 estandes. Em paralelo, o evento oferece cursos e seminários, abordando temas relacionados a pilotagem, mecatrônica, robótica e a utilização de Drones para agricultura, mineração, engenharia, meio ambiente, filmagens e segurança.

Confira a programação completa (www.droneshowla.com/programacao) e garanta sua vaga nos seminários e cursos do DroneShow 2015! No site está disponível um cadastro gratuito para jornalistas e veículos de imprensa: www.droneshowla.com/credenciamento-de-imprensa

Sobre a MundoGEO
A MundoGEO, fundada em 1998, é líder na América Latina em soluções integradas de mídia e comunicação para o setor geoespacial e de localização. A plataforma de conexão gera conteúdos nos idiomas português e espanhol para mais de 100 mil profissionais cadastrados em seus diversos canais, como a revista e portal MundoGEO e DroneShow, redes sociais, webinars e eventos, como o MundoGEO#Connect LatinAmerica e a feira DroneShow.

Informações para imprensa:

Pedrinhas: promotor diz que presos comeram fígado de outros

Pedrinhas: promotor diz que presos comeram fígado de outros

Pedrinhas: promotor diz que presos comeram fígado de outros

Um desentendimento entre seis integrantes de uma facção criminosa acaba com um deles sentenciado à morte. O condenado é torturado, morto a facadas, esquartejado e tem o fígado assado e servido em um banquete aos seus algozes. O ritual canibalístico digno de filme de terror ocorreu no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, e foi denunciado à Justiça pelo promotor Gilberto Câmara Júnior, da 12ª Promotoria de Justiça de Substituição Plena

Na ação, consta que os fatos aconteceram em dezembro de 2013, na Cela 1, Bloco C do Presídio São Luís 2 (PSL 2), uma das oito casas que formam o Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A unidade abriga presos que cumprem penas pelos crimes em regime fechado.
O caso macabro só veio à tona porque uma autoridade policial (não-identificada no processo) que investigava homicídios em presídios encontrou uma “testemunha-chave” que revelou o crime após ter sido transferida da unidade prisional.
Segundo o promotor, a vítima, identificada como Edson Carlos Mesquita da Silva, teve o corpo dividido em 59 fragmentos. O estado dos restos mortais ficou tão drástico que a identificação só foi possível por causa de uma tatuagem.

“Foi reconhecido por seu cunhado, em razão de uma tatuagem que a vítima possuía cuja inscrição homenageava a sua filha: ‘Vitória razão do meu viver’”, explica Câmara Júnior. A identidade foi confirmada posteriormente por certidão de óbito, laudo de exame cadavérico e laudo de exame em local de morte violenta.
O Ministério Público aponta como autores do crime Rones Lopes da Silva, o Rony Boy; Geovane Sousa Palhano, o Bacabal; Enilson Vando Matos Pereira, o Matias; e Samyro Rocha de Souza, o Satanás. Também participaram dois homens não-identificados, que constam nos autos como “Indivíduo X” e Bruno, além de Joelson da Silva Moreira, o Índio, que já está morto.
Fígado
Executores e vítima eram integrantes de uma mesma facção, dissidente de outro grupo criminoso. Edson teria se desentendido com Indivíduo X após ter ofendido Rony Boy, um dos líderes do grupo, que está preso em um presídio federal.
Por causa da ofensa, Bacabal e Índio amarraram e torturaram a vítima por horas. Matias interveio e ligou para Rony Boy, que decidiu que Edson deveria ser morto por Indivíduo X, com quem se desentendeu, e entregue à direção do presídio.
Indivíduo X, Bacabal, Índio e Samyro Rocha de Souza, o Satanás, mataram a vítima a facadas. No dia seguinte, Bacabal decidiu que não entregaria o corpo à direção e o esquartejaria, livrando-se dos restos mortais.
Após dividirem o corpo em 59 partes, o trio jogou sal no cadáver para retardar a decomposição da carne e disfarçar o odor, depositando os restos mortais em sacos plásticos em lixeiras espalhadas.
O fígado foi retirado, assado em fogo na brasa e ingeridos pelos três, que também enviaram pedaços a outros presidiários. Para evitar delações, os integrantes da facção se mudaram das celas dos fundos para os xadrezes da frente, próximo ao portão de acesso.
Lei do Silêncio
Os autores foram acusados por homicídio qualificado por motivo torpe e por meios que dificultaram a defesa da vítima (vantagem numérica), tortura e destruição e vilipêndio de cadáver. “Considerando o imoral inconformismo dos agentes, que diante deste fato, agiram de forma sórdida e repugnante”, justifica Câmara.
O promotor afirma que pelo menos dois outros casos de canibalismo estão confirmados e têm investigações em andamento. Ele explica que a “Lei do Silêncio” que impera nos presídios dificulta que crimes do tipo sejam descobertos pelas autoridades.
“As investigações foram iniciadas com o intuito de identificar testemunhas que pudessem esclarecer os motivos do fatídico, porém, a Lei do Silêncio que impera dentro do presídio, cujos detentos se mantém receosos ante represálias de facções criminosas atuantes dentro do sistema prisional, é um fator dificultador”, explica Câmara Júnior.
ONU
O Complexo Penitenciário de Pedrinhas passou por uma vistoria do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) em agosto deste ano. O relator especial sobre tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes, Juan Méndez, afirmou haver alto grau de tortura a presos no país.
No início de 2014, a ONU pediu que o Brasil apurasse as recentes violações de direitos humanos e os atos de violência que ocorreram nos presídios do Maranhão, em especial no Complexo de Pedrinhas. Em comentário sobre a situação, o Alto-Comissariado de Direitos Humanos da ONU expressou preocupação com imagens divulgadas pelo jornal “Folha de S.Paulo”, que mostraram presos decapitados dentro da penitenciária.
A ONU acrescentou que ficou “perturbada” com o relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgado em dezembro de 2013, que apontou 59 presos foram mortos dentro desse presídio, devido a uma série de rebeliões e confrontos entre facções criminosas.
Fonte: G1
Propina de Offshore no Uruguai irrigou campanha de Delcídio, aponta Lava Jato

Propina de Offshore no Uruguai irrigou campanha de Delcídio, aponta Lava Jato

Propina de Offshore no Uruguai irrigou campanha de Delcídio, aponta Lava Jato

Investigadores da Polícia Federal têm como um dos pontos de partidas para tentar comprovar o recebimento de propina de mais de US$ 1,5 milhões por parte do senador por Mato Grosso do Sul e líder do governo, Delcídio do Amaral.

Delcídio foi citado pelo delator Fernando Baiano como beneficiário de propina na compra da refinaria Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras. Delcídio já foi mencionado no esquema, mas em março deste ano o Supremo Tribunal Federal não encontrou base legal para prosseguir com a investigação contra ele e arquivou o caso.

Essa é a primeira vez que o nome de Delcídio é citado diretamente como beneficiário de propina por conta da compra de Pasadena. Baiano ainda acrescentou que Delcídio também estaria em esquema de contrato entre a Petrobras e a compra de navios-sonda.

Propina de Navios-Sonda

Num total de 35 operações financeiras feitas pelo lobista e delator da Operação Lava Jato Julio Gerin Camargo com o operador de propinas do PMDB Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, entre 2006 e 2007, que totalizaram US$ 14 milhões.

A tabela foi montada com base nas informações e documentos fornecidos desde o ano passado por Julio Camargo, dentro de suas delações premiadas. Ela mostra as contas de 16 empresas offshores que eram indicadas por Fernando Baiano para receber a parte da propina dos US$ 40 milhões por dois contratos da Petrobrás para fornecimento de navios-sonda para exploração de petróleo, assinados durante a gestão do ex-diretor de Internacional Nestor Cerveró.

Tanto o registro das reuniões, em que participaram Cerveró (Indicação de Delcídio), representantes da Samsung e os lobistas Julio Camargo e Fernando Baiano, como os contratos e registros de pagamentos do estaleiro coreano por esses contratos estão anexados ao processo como prova da propina.

“Conforme expressamente consta do ‘Comission Agreement’, os valores deveriam ser pagos pela Samsung na conta da offshore Piemont Investment Corp no Banco Winterbothan, no Uruguai. De fato, pelos extratos bancários desta conta verifica-se a transferência do crédito referente aos dois primeiros pagamentos”, sustenta a força-tarefa da Lava Jato.

São duas transferências de US$ 6,2 milhões e US$ 7,5 milhões, efetuados em 8 de setembro de 2006 e 31 de março de 2007. “Exatamente nas datas previstas no contrato de intermediação entre as empresas Samsung e Piemont.”

O MPF registra que uma última parcela prevista de US$ 6 milhões deixou de ser paga pela Samsung à Piemonte, virando objeto de disputa. E foi justamente a offshore Piemont Investment Corp no Banco Winterbothan, no Uruguai que investigadores da Lava Jato encontraram a “ponta do iceberg”, que liga Delcídio do Amaral a propinas em campanha eleitorais. A offshore figura com uma de suas financiadoras de Campanha em 2010. Clique na tela:

O que chama também a atenção dos investigadores é que a mesma Operação com a Piemonte, foi feita também com a Auguri e Treviso de Julio Camargo, ambas financiaram a campanha de Delcídio do Amaral em 2010. Acompanhe:

Uma “offshore” é uma pessoa jurídica constituída no exterior, na maioria das vezes em “paraísos fiscais”, estes entendidos como países (locais) que propiciam privilégios tributários ou guardam sigilo quanto à composição societária das empresas. Importante ressaltar que nem todas as “offshore” são criadas com objetivos ilícitos, muitas destas surgem de planejamentos tributários lícitos.

As empresas “offshore” conseguem obter inscrição no CNPJ para exercerem atividade econômica no Brasil sem a necessidade de identificar as pessoas físicas caracterizadas como beneficiários finais das operações.

Não há lei obrigando tais empresas a identificarem seus verdadeiros donos, pessoas físicas, o que inviabiliza a responsabilização tributária e penal destes. Assim, os mal intencionados permanecem à vontade para cometer atividades ilícitas, sob o manto da impunidade.

jornali9. – Fabiano Inove