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Bela Vista-MS Domingo, 21 de Junho de 2026
Mais de 9 mil candidatos disputam uma vaga de deputado federal nas eleições de outubro

Mais de 9 mil candidatos disputam uma vaga de deputado federal nas eleições de outubro

Até as 10h desta segunda-feira (15), já chegava a 9.163 o número de candidatos inscritos para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. Como o prazo para o registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só termina às 19h desta segunda, a disputa por uma das 513 cadeiras pode ser ainda mais acirrada.

Mas… O que faz um deputado federal?

Está tudo explicado na Constituição de 1988. Os deputados são representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional. É uma função diferente daquela exercida pelos senadores, que representam os estados e são eleitos pelo sistema majoritário.

Cada unidade da Federação elege um número de deputados proporcional à sua população, mas nenhuma bancada estadual pode ter menos de 8 ou mais de 70 representantes na Câmara. Além de sugerir, discutir e votar projetos de lei, os deputados têm uma série de outras atribuições. Muitas são semelhantes às dos senadores, mas algumas são bem específicas e exclusivas.

Entre as competências privativas dos deputados está a autorização para abertura de processo contra o presidente e o vice-presidente da República e os ministros de Estado. O aval para o impeachment depende do voto de dois terços dos membros da Câmara (342 parlamentares). Após a promulgação da Constituição de 1988, foram instaurados procedimentos em duas ocasiões: contra os então presidentes Fernando Collor (1992) e Dilma Rousseff (2015).

Também é atribuição exclusiva dos deputados realizar a tomada de contas do presidente da República, caso elas não sejam apresentadas ao Congresso Nacional dentro de 60 dias após a abertura da sessão legislativa. Os deputados têm ainda a função de eleger dois membros do Conselho da República, órgão superior de consulta do presidente da República e composto por 14 integrantes.

Congressistas

A Câmara e o Senado compõem o Congresso Nacional, órgão que exerce o Poder Legislativo. Como congressistas, deputados e senadores têm algumas funções em comum. A principal delas é propor, analisar e decidir sobre projetos de lei que tratem de temas de competência da União. Por exemplo:

• Sistema tributário;

• Matérias orçamentárias;

• Fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas;

• Limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União;

• Concessão de anistia;

• Criação e extinção de ministérios e órgãos da administração pública;

• Telecomunicações e radiodifusão;

• Câmbio e instituições financeiras;

• Emissão de moeda e dívida mobiliária federal; e

• Fixação do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Além da elaboração das leis, deputados e senadores têm uma série de competências exclusivas como integrantes do Congresso Nacional. Entre elas:

• Analisar tratados e acordos internacionais;

• Autorizar o presidente da República a declarar guerra, celebrar a paz ou permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional;

• Aprovar o estado de defesa e a intervenção federal e autorizar o estado de sítio;

• Sustar atos do Poder Executivo que extrapolem os limites legais;

• Fixar subsídios de deputados, senadores, presidente e vice-presidente da República e ministros de Estado;

• Julgar as contas do presidente da República;

• Escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;

• Autorizar referendo e convocar plebiscito;

• Autorizar a exploração de recursos hídricos e minerais em terras indígenas; e

• Decretar estado de calamidade pública de âmbito nacional.

Deputados e senadores também têm a função de fiscalizar e controlar todos os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta. Para isso, eles podem convocar ministros e outras autoridades para prestar informações pessoalmente. Deixar de atender à convocação é considerado crime de responsabilidade.

Invioláveis

Deputados e senadores são invioláveis civil e penalmente por opiniões, palavras e votos. Desde a diplomação pelo TSE, eles não podem ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável.

Os parlamentares não são obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. A imunidade de deputados e senadores vale mesmo durante o estado de sítio e só pode ser suspensa por dois terços da respectiva Casa — e ainda assim apenas no caso de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional.

As garantias concedidas ao parlamentar são acompanhadas de algumas obrigações. Ele não pode, por exemplo, firmar contratos ou exercer cargos em órgãos públicos ou acumular mais de um mandato eletivo. Se infringir essa regra, pode perder o cargo. A Constituição prevê outras situações punidas com a perda do mandato:

• Comportamento incompatível com o decoro parlamentar;

• Faltas injustificadas a um terço das sessões ordinárias;

• Perda ou suspensão dos direitos políticos;

• Determinação da Justiça Eleitoral; e

• Condenação criminal em sentença transitada em julgado.

Durante o exercício do mandato, o parlamentar pode se licenciar para assumir cargos de ministro, governador de território, secretário estadual ou municipal de capital ou chefe de missão diplomática temporária. Nesse caso, o deputado ou o senador pode optar pela remuneração de congressista.

Como são eleitos?

No dia 2 de outubro, os brasileiros devem eleger presidente da República, governadores, senadores e deputados. Para os três primeiros cargos, a escolha é relativamente simples: ganha o candidato que receber mais votos. Mas, no caso dos deputados (federais, estaduais e distritais), a eleição envolve combinações de desempenho e cálculos um pouco mais complexos. E nem sempre fáceis de entender.

A diferença está no tipo de sistema eleitoral usado em cada caso. O modelo majoritário vale para a escolha de presidente, governador, senador e prefeito. Por essa regra, ganha o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, descontados nulos e em branco.

Para a eleição de presidente, governador e prefeito de cidade com mais de 200 mil eleitores, a lei exige a maioria absoluta dos votos. Se esse desempenho não for alcançado no primeiro turno, os dois candidatos mais votados se enfrentam em uma segunda rodada. No caso de senador e prefeito de cidade com menos de 200 mil eleitores, a decisão ocorre sempre no primeiro turno: ganha quem receber mais votos.

A situação muda de figura no sistema proporcional, usado na eleição de deputados federais, estaduais ou distritais e vereadores. Por essa regra, as vagas na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas dos estados, na Câmara Legislativa do Distrito Federal e nas Câmaras de Vereadores dos municípios são distribuídas na proporção dos votos obtidos pelos partidos.

Novidade

A eleição deste ano traz uma novidade no sistema proporcional: o advento das federações partidárias. Criadas pela reforma eleitoral de 2021, as federações funcionam como uma espécie de aliança duradoura entre diferentes partidos políticos.

Elas são diferentes das coligações, que estão proibidas nas eleições proporcionais desde 2020. A principal característica das federações é o caráter permanente: os partidos devem permanecer unidos em âmbito nacional por pelo menos quatro anos, durante todo o mandato para o qual o candidato foi eleito. No caso das coligações (ainda admitidas para o sistema majoritário), a aliança só vale até a eleição e pode ser desfeita logo após o pleito.

Para Clay Souza e Teles, consultor legislativo do Senado, o fim das coligações e a criação das federações partidárias são a principal novidade do sistema proporcional neste ano. De um lado, o caráter permanente das federações tende a aproximar partidos com mais afinidade programática, o que nem sempre ocorria nas coligações. De outro, elas dão um fôlego a partidos menores, que estariam com o funcionamento comprometido pelas cláusulas de desempenho impostas pela legislação eleitoral.

— A partir do ano que vem, só podem ter acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão as legendas que obtiverem pelo menos 2% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados ou que elejam pelo menos 11 deputados federais este ano. As federações surgiram como uma alternativa a partidos que têm alguma afinidade programática, mas ainda não optaram por se fundir ou serem incorporados a outros. Assim, partidos pequenos podem se juntar a legendas maiores para garantir sua sobrevivência. Competem unidos em 2022 porque, numa federação, os votos obtidos por cada partido são considerados em conjunto para alcançar a cláusula de barreira. Sozinhos, eles poderiam ter dificuldade de conseguir — explica Teles.

O prazo para o registro de federações partidárias no TSE terminou em maio. Foram inscritas três alianças: a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), a Federação PSDB Cidadania e a Federação Psol Rede. Segundo o TSE, as federações podem funcionar como teste para uma eventual fusão ou incorporação.

Quocientes

A eleição de deputados federais, estaduais ou distritais e vereadores é definida por dois fatores que balizam todo o sistema proporcional: o quociente eleitoral (QE) e o quociente partidário (QP). O QE obtido pela divisão do número de votos válidos dados a candidatos e partidos pelo número de vagas em disputa. O QP é o resultado da divisão do número de votos válidos dado ao partido pelo QE.

O QE serve para definir quais partidos têm o direito de ocupar vagas nas eleições proporcionais. Na prática, é o número de votos necessário para uma sigla obter uma cadeira na casa legislativa. O QE leva em conta não apenas os votos obtidos pelos candidatos, mas também o voto de legenda — aquele em que o eleitor vota no partido, e não em um político específico.

Em tese, um partido ou federação que alcança dez vezes o valor do QE tem direito a dez vagas na casa legislativa. No entanto, desde 2018, a legislação eleitoral criou uma espécie de cláusula de desempenho que limita o alcance dessa regra geral. Agora, além de a legenda precisar alcançar a linha de corte, cada candidato individualmente deve obter uma votação igual ou superior a 10% do QE para ser considerado eleito.

Após esse primeiro critério de distribuição, é comum que restem vagas remanescentes. São as chamadas sobras. Antes de 2017, só participavam do rateio das sobras as legendas que atingissem o QE. Nas eleições de 2018, a regra ficou mais flexível, e as sobras foram rateadas entre todos os partidos, independente de terem ou não alcançado o QE.

Nas eleições deste ano, a regra muda novamente. Podem ter acesso às sobras as legendas que alcançarem pelo menos 80% do QE. A sigla que obtiver menos votos fica fora do rateio. Mas tem um detalhe: mesmo nos partidos que atinjam os 80% do QE, só pode participar da distribuição das sobras o candidato que, isoladamente, obtiver votos equivalentes a 20% do QE.

O rateio das sobras se dá de acordo com a média obtida por cada legenda. Para calcular a média, divide-se o número de votos válidos de cada partido pelo número de vagas já obtido, mais um. A sigla que obtiver a maior média ocupa a primeira vaga remanescente, desde que o candidato atenda à exigência de votação individual mínima de 10% do QE.

Repete-se o cálculo para cada uma das vagas restantes. Assim, o partido que pegou a primeira vaga das sobras tem menos chances de obter a vaga seguinte. Quando não houver mais partidos ou federações com candidatos que atendam à linha de corte, as cadeiras são distribuídas entre os partidos com as maiores médias.

Fonte: Agência Senado

Sicredi lança plataforma de cursos on-line e aberta ao público

Sicredi lança plataforma de cursos on-line e aberta ao público

Instituição já oferece 50 cursos gratuitos com foco em cooperativismo, desenvolvimento pessoal e profissional 

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 6 milhões de associados e presença em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizou a Plataforma Cursos, ferramenta de ensino on-line, gratuita e aberta ao público. A iniciativa faz parte da estratégia de educação corporativa do Sicredi, denominada Ecossistema de Aprendizagem, por meio da qual a instituição organiza trilhas de conhecimento para capacitar seus profissionais e amplia o seu impacto positivo nas localidades onde atua, promovendo conteúdos de livre acesso sobre educação financeira, desenvolvimento pessoal e cooperativismo.

Os cursos são divididos em cinco eixos temáticos: Educação para Transformação Social, Educação Financeira para uma Vida Sustentável, Cooperativismo na Prática, Para Você e seu Negócio, Para um Mundo Melhor. O acesso é feito pelo site do sicredi.com.br/nacomunidade, mediante cadastro.

“Um dos princípios do cooperativismo é Educação, Formação e Informação e a democratização do acesso a conteúdos de qualidade sobre o segmento, desenvolvimento pessoal e profissional reforça o compromisso com o nosso propósito de gerar prosperidade nas regiões  onde atuamos”, afirma Carla Katsurayama, coordenadora de Desenvolvimento do Cooperativismo da Fundação Sicredi. “A plataforma é um projeto vivo e compartilhado com nossas cooperativas, que seguirão abastecendo-a com mais cursos de diferentes áreas e formatos para que todos possam aproveitar” complementa Katsurayama.

Entre os 50 cursos disponíveis atualmente, os alunos podem assistir aulas gravadas de Cooperativismo na Prática, Autogestão Ágil, Autoliderança, Comunicação Não Violenta, Social Media Data Analytics, entre outros. Ao final de cada curso, o aluno terá acesso ao seu certificado virtual, que pode ser compartilhado no LinkedIn.

Para saber mais sobre a plataforma e os cursos oferecidos, acesse sicredi.com.br/nacomunidade

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 6 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.200 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando mais de 300 produtos e serviços financeiros.

Site do Sicredi: www.sicredi.com.br

Redes Sociais: Facebook |Instagram | Twitter | LinkedIn | YouTube

Contato para imprensa: imprensasicredi@agenciafr.com.br

 

Sicredi participa do 14° Concred

Sicredi participa do 14° Concred

Maior evento do cooperativismo de crédito da América Latina reunirá mais de 5 mil pessoas

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 6 milhões de associados e presença em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, participará do 14° Concred, maior evento do cooperativismo de crédito da América Latina, de 10 a 12 de agosto, em Recife-PE. O congresso também terá transmissões online e reunirá mais de 5 mil líderes cooperativistas, entre dirigentes, conselheiros e gestores.

O 14° Concred é realizado pela Confebras, Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito. O objetivo da ação é contribuir para a expansão, desenvolvimento, fortalecimento e consolidação do cooperativismo financeiro. O Sicredi é um dos patrocinadores do evento.

A programação traz importantes nomes nacionais e internacionais do cooperativismo, que discutirão temas como regulação, sustentabilidade, liderança, estratégia, governança, tendências globais, compromisso social, inovação, diversidade, perspectivas e oportunidades no ecossistema do cooperativismo, em especial, o de crédito.

João Carlos Spenthof, conselheiro do SicrediPar e presidente da Central Sicredi Centro Norte, participará do painel “Intercooperação: ação com resultados rumo à sociedade 5.0”, que ocorre no dia 11/08 às 11h10. Tiago Luiz Schmidt, presidente da Sicredi Pioneira participará do painel: “Educação rumo à sociedade 5.0”, no dia 12/08 às 9h.

Completando a participação do Sicredi no evento, Clairton Walter, superintendente executivo de assuntos regulatórios do Sicredi, fará a mediação da palestra “Liderança Ambidestra”, no dia 12/08, às 9h10, que abordará quais as competências necessárias que o mercado espera e procura nos líderes e, também no dia 12/08 às 11h20, Romeo Balzan, superintende da Fundação Sicredi participará do painel: “Educação Cooperativa e Financeira: principais desafios rumo à sociedade 5.0”.

Confira a programação completa do evento:

https://www.confebrasdigital.coop.br/programacao

120 anos de cooperativismo

Um dos destaques do evento será a exposição “120 anos do cooperativismo de crédito”, que mostrará a história e a evolução do movimento no país. O título da mostra remete ao ano de 1902, quando a Sicredi Pioneira, a primeira cooperativa de crédito do Brasil, foi fundada.

Durante o evento, a exposição vai fazer parte da Feira de Negócios Cooperativistas que é realizada pela Confebras, trazendo memórias de todo o cooperativismo de crédito brasileiro. Todos os participantes do formato presencial do 14º Concred poderão visitar a mostra.

Sobre o Sicredi 

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 6 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.300 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando mais de 300 produtos e serviços financeiros. 

Site do Sicredi: www.sicredi.com.br 

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Começou o Censo. Há diferença na coleta de dados para as cidades de fronteira?

Começou o Censo. Há diferença na coleta de dados para as cidades de fronteira?

No dia 1º de agosto começou a coleta do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e uma série de atualizações dos recortes territoriais legais do país foi realizada. Ao todo, são oito produtos com revisão de 2021 e, dentre eles, estão os municípios da faixa de fronteira e cidades gêmeas. O gerente de Geografia do IBGE, Cayo Franco, explica: “Esses recortes configuram áreas administrativas definidas por legislação ou atos normativos de outras instituições públicas. E o IBGE está comprometido a atualizá-los e disponibilizar estatísticas para eles devido à sua relevância para políticas públicas”.

Bruna Nunes Vieira, Chefe da agência do IBGE em Foz do Iguaçu (PR), explicou que para as cidades da faixa de fronteira não há diferenciação em relação aos questionários, mas, que já existem demandas de outros órgãos e do município para que sejam englobadas mais questões e/ou perguntas que possam ajudar a desenhar melhor as dinâmicas fronteiriças. “Os trabalhos do Censo são padronizados, mas como existe bastante interesse nessas informações, começamos a articular alguns dados mais interessantes para solicitar algum bloco específico para regiões de fronteira na PNADC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que ocorre por amostragem e é aplicada toda semana. É possível as organizações se unirem, verificarem quais questões gostariam de levantar e então encaminhar ao IBGE para incluir na PNADC”.

Em nota divulgada pelo IBGE nacional, é destacada a importância da atualização e incorporação das 33 cidades gêmeas nacionais, ou seja, aquelas que ficam uma ao lado da outra, mas em países diferentes. “Tais municípios exigem aplicação de políticas públicas específicas para atender o grande potencial de integração econômica e cultural, bem como enfrentar os problemas específicos de cidades fronteiriças”, explica o coordenador de Estruturas Territoriais do IBGE, Roberto Tavares.

Bruna também explicou que tal incorporação não muda o Censo, mas a coleta pode possibilitar uma análise mais aprofundada, bem como o cruzamento de dados dessas cidades, que naturalmente têm uma dinâmica diferente. Um dos exemplos são as cidades de fronteira que têm recebido grande quantidade de estudantes que vão cursar a faculdade de medicina no Paraguai.  Recentemente, o IDESF publicou matéria sobre uma pesquisa de mestrado que mostra os impactos gerados pelos estudantes de medicina na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

Luciano Stremel Barros, Presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), reforçou a importância do Censo para tentar mostrar um cenário mais real das cidades da faixa de fronteira. “São dados que influenciam diretamente não só no orçamento desses municípios mas também na criação de políticas públicas. Precisamos continuamente trabalhar com mais dados para entender e assistir à população, aos problemas e também às possibilidades de levantar potencialidades nessas regiões fundamentais para o desenvolvimento do país”.

 

Redações das regiões Norte e Centro-Oeste são contempladas no programa Diversidade nas Redações

Redações das regiões Norte e Centro-Oeste são contempladas no programa Diversidade nas Redações

Em julho, a Énois Laboratório de Jornalismo deu boas-vindas aos participantes do segundo ciclo do Diversidade nas Redações. Nesta edição do programa, foram selecionadas dez redações das regiões Norte e Centro-Oeste que vão receber apoio financeiro e formação para desenvolver um projeto voltado à sustentabilidade das organizações, com base nos valores da diversidade, representatividade e inclusão.

Das dez redações, três são do Pará (Tapajós de FatoRondon Oficial Redação News), duas do Mato Grosso do Sul (Gazeta do Pantanal e TeatrineTV), uma do Acre (MANXINERUNE TSIHI PUKTE HAJENE – MATPHA), duas do Amazonas (Portal Repórter Manaós e Carta Amazônia), uma de Roraima (Correio do Lavrado) e uma de Tocantins (Portal Tô em Foco). Juntas, as redações, em sua maioria digitais, têm uma audiência de mais de 300 mil pessoas.“São pessoas que realmente acreditam no jornalismo e que estão ali, que investem tempo para produzir, investem dinheiro do seu bolso para manter um site…Estão todos muito empolgados, muito animados e abertos para aprendermos juntos”, afirma a coordenadora do Diversidade nas Redações, Angela Werdemberg.

As dez redações selecionadas vão passar, ao longo dos quatro próximos meses, por um processo formativo que conta com encontros virtuais, mentoria e a criação de um projeto de sustentabilidade financeira para as redações. Para colocar em prática o plano, as empresas jornalísticas receberão apoio financeiro de 6 mil reais. O programa também tem como foco o desenvolvimento da equipe e um olhar para a cobertura das eleições de 2022, considerando a realidade e necessidade dos territórios. Para esse propósito, o programa disponibilizará uma bolsa para a contratação de um/uma repórter por redação para realizar a cobertura das eleições, com bolsa no valor de 2 mil reais por mês.

O grupo de repórteres participa de um percurso formativo para qualificar a cobertura eleitoral durante o período do programa. Nos encontros serão elaboradas pautas relacionadas ao processo eleitoral e produção de três grandes reportagens em consórcio. “Nossa intenção também é fortalecer a produção de conteúdo dessas iniciativas, e possibilitar que, por meio dessa produção, eles consigam outros tipos de financiamento”, declara Angela.

A região Norte e Centro-Oeste tem 3.047 empresas jornalísticas, segundo dados de janeiro de 2022 do Atlas da Notícia – o que representa 22% do total de instituições jornalísticas no Brasil. “O Diversidade nas Redações colabora no fortalecimento dessas organizações, principalmente numa região que tem desertos de notícia em 70% do seu território”  , afirma Angela.

Os desertos de notícias são municípios que não dispõem de informação jornalística local. A coordenadora do Diversidade nas Redações apontou a dificuldade de financiamento como um dos grandes obstáculos para se fazer jornalismo local. “O Diversidade nas Redações é uma excelente oportunidade para as redações que estão em busca de novos modelos de negócios e dispostas a inovar”, afirma a Angela Werdemberg.

Perfil

O programa recebeu 39 inscrições de iniciativas de jornalismo local nas regiões Norte e Centro Oeste. Destas, 53,8% são lideradas por homens cisgêneros e 41% por mulheres cis. Em sua maioria (56,4%), as inscrições foram feitas por pessoas negras, seguidas por pessoas brancas (28,2%) e indígenas (12%), das etnias Manchineri, Guarani Kaiowá, Povo Nawa e Karipuna. A maior parte dos inscritos veio da região Norte (54%), do Pará e de Rondônia.

Diversidade nas Redações é um programa que apoia veículos de comunicação locais com viés de diversidade e representatividade e tem como foco a produção, gestão e captação de recursos. A segunda edição do programa tem o patrocínio da Embaixada e Consulado dos Estados Unidos no Brasil, do Google News Initiative e do Instituto Clima e Sociedade.

‘Hulk Brasileiro’ morre no dia do aniversário em Ribeirão Preto (SP)

‘Hulk Brasileiro’ morre no dia do aniversário em Ribeirão Preto (SP)

O paulista Valdir Segato, conhecido como o “Hulk Brasileiro”, morreu em Ribeirão Preto no dia em que completou 55 anos. Ele era famoso nas redes sociais por exibir seus músculos dos braços.

A morte foi divulgada na última terça-feira (26) e conforme apuração do Uol, ocorreu no mesmo dia do aniversário do paulista. Apesar disso, a notícias só chegou à mídia neste sábado (30).

De acordo com amigos, Valdir passou mal em casa e chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Ele foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu. A causa da morte não foi revelada.

Em suas redes sociais, Segato chegou a publicar que seu aniversário estava chegando. “Mais um ano de vida”, escreveu em uma das postagens. Com quase três mil fãs no Instagram, ele recebeu inúmeras mensagens de pessoas que lamentaram a sua morte.

Valdir ficou mundialmente conhecido em 2016 quando foi entrevistado pelo jornal britânico Daily Mail. Na ocasião, ele foi chamado de “Hulk Brasileiro” e confessou que aplicava Synthol, um óleo mineral, para ficar com os braços maiores. “Eles me chamam de Hulk, Schwarzenegger e He-Man o tempo todo. Eu dobrei o tamanho do meu bíceps, mas quero que ele cresça ainda mais”, declarou.

O objetivo de Valdir era chegar aos 68 centímetros de diâmetro nos bíceps. Ele também disse ao tabloide que tinha sido alertado por médicos sobre os riscos de amputação e até mesmo AVC. Até o momento não foi divulgado qual o motivo que causou a morte.

O corpo de Valdir foi enterrado no Cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto, na quarta-feira (27).