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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 26 de Junho de 2026
Leia Coluna politica Amplavisão: Reforma tributária assusta o Centro-Oeste

Leia Coluna politica Amplavisão: Reforma tributária assusta o Centro-Oeste

REFORMA TRIBUTÁRIA:  Quadro preocupante. Saem o ICMS, ISS, Cofins, IPI – entram o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), IS (Imposto Seletivo). MS perderá a autonomia, arrecadação e capacidade de atrair investimentos – será o penúltimo no recebimento do fundo de compensação, superior apenas ao Distrito Federal.

DESABAFO: “O Centro-Oeste é, hoje, uma das regiões mais prejudicadas. Cinco estados são super ganhadores nesta reforma e outros cinco grandes perdedores de arrecadação, em uma visão de médio a longo prazo, 20 a 40 anos. No centro-oeste temos três prejudicados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goias.” (Mauro Mendes, (União) governador de MT)

BRONCA: “Em nome da reforma tributária você quase dissolve a Federação. Eu passo a ser o quê? Ordenador de despesa? Eu recebo mesada, repasso, o município recebe e repassa. Então, qual é a iniciativa do governador, do prefeito? Nós, do Centro-Oeste, não tivemos as condições de outras estados, litorâneos, ou em condições que foram em primeiro lugar ali trabalhadas, no sentido de infraestrutura.” (Ronaldo Caiado (União) – governador de Goiás)

ANÁLISE:  O governador Riedel (PSDB) lembra que não haverá mudança a curto prazo e que o período de transição irá até 2033. Ele está preocupado é com o critério de distribuição de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e população. Ele pretende atuar fortemente no Senado para fazer alterações que amenizem a situação.

DETALHES: Hoje o ICMS cobrado dentro do MS fica com o Estado. Nas operações interestaduais, a arrecadação é repartida entre o estado produtor/exportador e o estado consumidor/importador. Com a reforma virá o fim dos benefícios fiscais que ajudou  o MS a atrair investimentos de empresas. Os Estados estarão atrelados ao IVA e proibidos de ter sua alíquota diferente. Na outra ponta ganharão os Estados (São Paulo e Rio) que produzem muito e tem consumo alto.

LUTO: Perdemos o Osmar Dutra. Companheiro de todas as horas do ex-governador Pedro Pedrossian de quem foi Chefe da Casa Civil. Afável, não se embriagou nos cargos. Marcou pela fidelidade, postura rara hoje em dia. Ficam a lembrança e a saudade. E quando isso ocorre, ‘não é parte do passado. É sempre presente’.

NA FRENTE: Cerca de 647 atividades de baixo risco são isentas de alvarás e taxas em Chapadão do Sul, o que explica o sucesso da gestão do prefeito João C. Krug (PSDB), pioneira em matéria de desburocratização. Krug é referência na safra atual de gestores com espaço garantido no futuro cenário político do MS. Há ‘dois Chapadões’ – antes e depois de Krug.

GERSON CLARO:  O presidente da Assembleia Legislativa comemora o avanço no ranking da transparência nacional de 17ª. para 6ª. lugar. O item transparência (100%) foi essencial, somando-se as adequações no site oficial e a utilização de novas ferramentas que deram maior velocidade à navegação aos internautas, de quem só há elogios.

TIRO NO PÉ: No oceano político a Senadora Soraya Thronicke protagoniza a ostra, só produz pérolas. Indicada pela Executiva Nacional  assumirá a presidência do Podemos MS no lugar de Sergio Murilo organizador da sigla em 40 municípios. O clima é de revolta e pela traição os vereadores devem deixar o partido. Soraya é reincidente –  Bolsonaro foi a primeira vítima.

MEMÓRIA: Equipe do Governo Pedro Pedrossian em 17/03/1982: Casa Civil Maurício Vanderley; Casa Militar cel Joacyr Silva, Planejamento Hugo Bonfim; Administração Ivo Biancardini; Justiça Claudionor M. A. Duarte; Seg. Pública João B. Pereira; Saúde Alencar Ferreira da Costa; Educação Marisa Serrano; Obras Paulo A. dos Reis; Agricultura José Ubirajara Fontoura; Indústria e Comércio Jorge E. Zahran; Meio Ambiente Adone C. Sottovia; Procurador Geral do Estado José Couto V. Pontes; Procurador Geral da Justiça José A. Oliveira Martins.

JUSTIFICANDO: Busca-se o poder com intensidade na maioria das vezes. Mas nem todos têm a maturidade (ou grandeza?) de entender esse momento de glória existencial tão efêmero. A publicação acima –  com o caráter de homenagem – também serve de reflexão e alerta aos atuais detentores do poder, de que eles são apenas ‘passageiros’.

SAÚDE: Repercute a inauguração (dia 23) do Hospital Cassems de Dourados para atender 33.167 beneficiários. Com área de 8.500 m² – 163 leitos dentre 30 leitos de UTIs, clínicas médica/cirúrgica, Oncologia, Day Clina, 7 salas cirúrgicas, pronto-atendimento, centros de diagnósticos, ifusão, hemodiálise e mais 18 especialidades.

LULA LÁ!  Lula botando ‘as manguinhas de fora’. Primeiro culpou a invadida Ucrânia pelo conflito metendo-se a mediador não consultado. Também criticou Israel e releva as ações do Hamas. Para completar, ressuscitou os sindicatos – dos quais o comércio ficará refém para poder abrir nos feriados e domingos. Entraves burocráticos e mais custos em plena crise.

NOSSO PARLAMENTARISMO:  “ (-) No quadro atual quem derruba e indica os ministros do governo em troca de votos e apoio nos projetos do governo? Quem recebe emendas secretas/PIX de bilhões de reais para distribuir nos grotões eleitorais, desvirtuando o orçamento? Quem está com a espada sob a cabeça do Presidente quando são protocolizados pedidos de impeachments? Quem gonga e veta indicados pelo Executivo, quando devem ser aprovados pelo voto secreto do Senado? (-) ” (Claudio H. de Castro)

NOSSO PRESIDENCIALISMO: “ (-) Por outro lado, o Presidente atua na agenda internacional, representa o Estado, pega criancinhas no colo e tudo mais do roteiro presidencialista, apenas simbólico. Arthur Lyra, em maio de 2023, afirmou que: “Todos tem que entender que o Congresso brasileiro conquistou maior protagonismo…” Em tempo, livrou-se dos processos no STF que pairavam sob sua cabeça, inocente de tudo que o acusaram. (Cláudio H. de Castro)

PÉROLAS DIGITAIS:

Como é cansativo participar do apocalipse. (na internet)

Exaustivo é querer ter futuro. (na internet)

Vai fazer um calor do inferno e eu não comprei picanha pra assar. (Nelson Pradella)

Ou muito me engano, ou patriotismo é aquilo que se põe no bolso, quando se toma o poder. (Millôr)

O que ocorre em Gaza é o mesmo que bombardear as favelas para ‘acabar com o tráfico e as milícias’. (na internet)

Você percebe que virou adulto quando 90% dos seus problemas são resolvidos com dinheiro. (na internet)

Acho engraçado que todo mundo ache engraçado sempre que um japonês é encontrado numa floresta asiática e declara: “A guerra não terminou”. Terminou? (Millôr)

Como os jovens sabem tudo, só resta aos velhos ensiná-los como fazer amigos sem precisar apertar o botão “seguir”. (Carlos Castelo)

O Livro de Mórmon: Wilson Aquino*

O Livro de Mórmon: Wilson Aquino*

O Livro de Mórmon é um volume de escrituras sagradas comparável à Bíblia. É um registro da comunicação de Deus com os antigos habitantes das Américas e contém a plenitude do evangelho eterno. Foi escrito por muitos profetas antigos, pelo espírito de profecia e revelação. Suas palavras, escritas em placas de ouro, foram citadas e resumidas por um profeta-historiador chamado Mórmon, daí o nome do livro.

O registro contém um relato de duas grandes civilizações. Uma veio de Jerusalém no ano 600 a.C. e posteriormente se dividiu em duas nações, conhecidas como nefitas e lamanitas. A outra veio muito antes, quando o Senhor confundiu as línguas na Torre de Babel. Esse grupo é conhecido como jareditas. Milhares de anos depois, foram todos destruídos, exceto os lamanitas, que são os principais antepassados dos índios americanos.

O acontecimento de maior relevância registrado no Livro de Mórmon é o ministério pessoal de Jesus Cristo entre os nefitas, logo após Sua ressurreição. O livro expõe as doutrinas do evangelho, delineia o plano de salvação e explica aos homens o que devem fazer para ganhar paz nesta vida e salvação eterna no mundo vindouro.

Ele veio à tona por intermédio de um jovem fazendeiro, semianalfabeto, de apenas 14 anos, que residia em Palmyra, Nova Iorque, em 1820, em um evento conhecido como a Primeira Visão. Essa experiência marcante lançou as bases para a restauração do evangelho de Jesus Cristo, que havia sido perdido ao longo dos séculos devido à apostasia generalizada.

O livro, publicado em 1830, apresenta uma mensagem central de fé em Jesus Cristo, arrependimento, batismo e vida reta. Ele compartilha muitos paralelos com a Bíblia em sua ênfase nas verdades espirituais e morais. Relata as jornadas e os ensinamentos de povos antigos das Américas, bem como as aparições de Jesus Cristo a esses povos. Essas aparições confirmam a universalidade do evangelho de Jesus Cristo e sua aplicação a todos os povos da Terra.

Desde sua publicação, o livro tem influenciado a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, foi estabelecida com base nos ensinamentos contidos nesse livro e nos princípios de restauração do evangelho. Sua mensagem atraiu seguidores devotos que encontraram nele orientação espiritual e uma compreensão ampliada do Plano Divino. Quanto à sua autenticidade, o Livro de Mórmon merece o mais atento e imparcial exame. Não somente merece esta consideração, mas também solicita e até exige; porque uma pessoa que professa crer no poder e na autoridade de Deus não pode receber com indiferença a promulgação de uma nova revelação que afirma levar o selo da autoridade divina. De modo que o assunto da autenticidade do Livro de Mórmon diz respeito ao mundo.

Ele também desempenha um papel significativo na narrativa da restauração do evangelho de Jesus Cristo na Terra. Sua origem notável por meio de um jovem de apenas 14 anos, Joseph Smith, e sua mensagem de fé, amor e retidão o tornam um pilar essencial na espiritualidade de milhões de pessoas. Seja considerado como uma escritura sagrada ou como um registro histórico, o livro continua a impactar a vida daqueles que buscam compreender sua mensagem atemporal de esperança e redenção.

Os ensinamentos contidos nele complementam e expandem os princípios do cristianismo tradicional, fornecendo uma perspectiva única sobre a natureza divina, o propósito da vida e a importância da fé e do arrependimento. Sua mensagem central gira em torno da expiação de Jesus Cristo e da necessidade de se aproximar Dele para encontrar paz, perdão e redenção.

A história de Joseph Smith e do Livro de Mórmon inspiram as pessoas a acreditarem na possibilidade de que Deus pode trabalhar através de indivíduos comuns para realizar feitos extraordinários.

O livro, enfim, representa mais do que apenas um registro histórico; é uma peça vital na complexa tapeçaria das crenças religiosas e da espiritualidade. A restauração do evangelho por meio do Livro de Mórmon e de Joseph Smith é uma prova tangível de que a busca pela verdade espiritual transcende o tempo e a idade. Esse evento não apenas enriqueceu a herança religiosa, mas também reforçou a crença na possibilidade de uma conexão divina ativa e tangível. Portanto, o livro permanece como um testemunho notável da restauração do evangelho na Terra, graças ao jovem profeta que, contra todas as expectativas, se tornou um instrumento nas mãos de Deus para trazer à luz verdades espirituais perdidas.

*Jornalista e Professor

Alir Terra: Rosildo Barcellos

Alir Terra: Rosildo Barcellos

A criação da Santa Casa de misericórdia de Campo Grande foi concebida nos idos de 1917, quando Campo Grande tinha apenas 8.000 habitantes, aproximadamente e desfrutava de considerável pujança com fatores como a chegada da estrada de ferro, em 1914, entre outros. Vendo a cidade crescer vertiginosamente e preocupados com a inexistência de um hospital para atender as necessidades da população, uma comissão encabeça a lista de doadores com a finalidade de se criar a Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. Este fato ocorreu no mês de agosto de 1917 e a comissão foi composta por Eduardo Santos Pereira, Augusto Silva, Otaviano de Mello, Bernardo Franco Baís, Benjamin Corrêa da Costa, Enoch Vieira de Almeida e o Capitão médico Eusébio Teixeira. Na ocasião, não havia em Campo Grande nenhuma instituição hospitalar.

a Intendência Municipal havia destinado a área da atual praça Belmar Fidalgo para a construção do hospital, o que não teria sido aprovado pela diretoria por conta da proximidade de uma Unidade de Artilharia, cujos disparos de arma de fogo poderiam “sobressaltar” os enfermos. Com a renúncia do primeiro presidente (acredita-se que, por tratar-se de militar, pode ter sido transferido), assume Bernardo Franco Baís, permanecendo na presidência até 1925. Em 20 de janeiro de 1920, Baís compra por dez contos de réis e escritura em nome da SBCG a área onde hoje se encontra o complexo hospitalar Santa Casa.

  Em 1924, ainda em sua gestão, inicia-se a construção do hospital com 40 leitos, uma sala de cirurgia e demais dependências, e com projeto do renomado arquiteto e membro da administração da SBCG, arquiteto Camilo Boni. A obra demorou quatro anos para ser concluída e, a partir de 1º de abril de 1925 a entidade passou a ser gerida pelo terceiro presidente, Eduardo Santos Pereira, que a liderou até 31 de março de 1932. Começava a funcionar em dezembro de 1928 o embrião da Santa Casa de Campo Grande, portanto, sendo o segundo hospital da Capital e primeiro destinado ao atendimento de civis.

Além das pessoas já citadas, que evidentemente são dignas de destaque pelo altruísmo e dedicação na realização deste sonho quero ressaltar  a preclara Alir Terra, nada mais nada menos que a primeira mulher a chegar no cargo mais alto da instituição e ser a 23ª a administrar  mais de R$ 32 milhões mensais, somente em recursos públicos. A conheci em sua posse no  auditório carroceiro Zé Bonito a reencontrei depois no chá acadêmico dos mortais. E pela terceira vez a encontro em seu gabinete, recebendo-nos com uma alegria ímpar e disposição de trabalho incomum, ao lado de uma equipe  forte e afinada. Ela que quando tinha tenra idade, brincava de pés descalços, subia em pé de mangueira,, almoçava nos pratos de coité e se banhava com água da chuva, hoje nos ensina que quem tem a coragem de fazer o bem, tem de ter a sabedoria de suportar a ingratidão! É a Santa Casa em boas mãos conciliando história, memória, gratidão e urbanidade, mesmo ante tantos percalços, acidentes de trânsito e apoio ao atendimento  especializado, inclusive aqui de Bela Vista, tanto do lado brasileiro quanto do lado paraguaio..

*Articulista

Leia Coluna politica Amplavisão: Com Tereza Cristina o PP pede passagem

Leia Coluna politica Amplavisão: Com Tereza Cristina o PP pede passagem

A NOVELA:  Mais um ano terminando sem o Governo Federal definir o futuro da indústria de fertilizantes (UFN3) em Três Lagoas. Curioso é que ninguém questiona  como foi  o seu  planejamento; se ela era viável economicamente. Iniciada em 2011 na gestão do PT, volta a depender de seu idealizador. O cancelamento da esperada visita das autoridades ao MS foi uma ducha fria. A UFN3 pode virar sucata de ferro velho.

A FARRA: Como é fácil gastar o dinheiro público neste país! O desperdício tem sido uma constante ao longo dos governos. Obras de viabilidade duvidosa que servem aos interesses políticos ocasionais consomem milhões e as vezes nem são concluídas. O caso da UFN3 é apenas mais exemplo. Nós temos interesse na sua conclusão, mas ela atenderia a agenda da economia ou da política? Eis a questão.

ALERTA: Bolsonaro dançou ao infringir o artigo 22 da Lei Complementar 64/1990 beneficiando-se da estrutura estatal no processo eleitoral. Um aviso aos prefeitos candidatos a reeleição – futuros alvos de vigilância de adversários e da justiça. Perder faz parte do processo, mas ganhar nas urnas e não levar por abusos e bobagens é ruim.

COMPLICADO:  Como se deve portar o prefeito em ano de reeleição? Engessado? Nada pode? A inauguração do hospital, por exemplo, seria discreta e o discurso de conteúdo limitado, sem frases de efeito político? Faixas e cartazes, nem pensar! Mas há situações inerentes ao exercício institucional do cargo. Um deputado estadual ironizou: “Seria o caso do Promotor de Justiça sentar na cadeira do prefeito”.

UM LEÃO! O governador Riedel (PSDB) impressionando por onde passa, quer pelo seu preparo no trato dos mais variados assuntos e pela sua disposição física. Aliás, ele tem comparecido as solenidades e eventos oficiais, viajado pelo interior, Brasília e ao exterior. Há pouco foi aos ‘States’ num ‘bate-volta’ e em seguida participou de corrida no Parque dos Poderes.

SINAL AMARELO: Para o deputado Pedrossian Neto (PSD) as finanças do país não vão bem. Dados dos 26 Estados e do Distrito Federal provam que a receita tributária despencou 7,8% comparativamente ao primeiro semestre de 2022. No MS tivemos o aumento da receita de 2,7% mas os gastos aumentaram 11,6% com aumentos aos funcionários e investimentos. Em São Paulo, Minas e Rio de Janeiro o quadro é pior.

CONCLUSÕES: Com exceção do setor supermercadista, construção e farmácias, quem mais está faturando? Quem anda – por exemplo – pelo centro comercial de Campo Grande constata facilmente as dificuldades. Faltam compradores e há carência de estoque. Se o comércio não vende o Estado não arrecada. A conclusão é óbvia.

TEREZA & ADRIANE & ALAN: As costuras unindo as 3 lideranças mexem com o tabuleiro político e vitaminam especulações. Será também o grande teste para a senadora Tereza Cristina provar sua liderança e a capacidade de articulação nas duas  bases eleitorais mais importantes do MS. Mas ainda é cedo para arriscar projeções.

NOVIDADE:  Ao deixar  o União Brasil e ingressando no PP Ednei Miglioli mostra o dinamismo da política. Após passar pela Secretaria de Obras do Estado, Sanesul e MSGás, assume a Secretária de Infraestrutura da capital.  Na escolha pesou o lado técnico, embora ele tenha disputado o Senado em 2018 com 347 mil votos e tentado a Câmara Federal em 2022 com 9.560 votos.

NO DESERTO:  O deputado Geraldo Resende (PSDB) defende o debate de ideias  para escolha do candidato a prefeito de Dourados. Tese que não faz eco na pratica. Não se faz política assim.  Para sobreviverem, os partidos e políticos precisam disputar eleições. É da democracia. Quanto mais candidatos, mais opções para o eleitor escolher.

ENEM & POLÊMICA:  O jogo ideológico nas provas do Enem. ‘Sobrou’ até para a agroindústria e por extensão à Embrapa devido as suas pesquisas dos biocombustíveis que estaria prejudicando os ‘camponeses’. Pode? Negar a importância econômica e social do agronegócio e das pesquisas é negar o óbvio. O Ministério da Educação não pode negar a ciência.

ESTRATÉGIA: A meta do PT é eleger Vander Loubet ao Senado. Assim estaria disposto a fazer acordos e tudo mais da velha política. No sexto mandato na Câmara, Vander tem se dedicado em viabilizar emendas aos municípios e agora dedica atenção à capital, onde tem dificuldades eleitorais. O jogo está sendo jogado e Vander, como se diz, ‘quer comer pelas beiradas’.

LEVY DIAS:  Sempre agradável o papo com o ex-deputado estadual, prefeito da capital, deputado federal e senador. Aos 85 anos ele está ativo à frente de sua empresa de suinocultura e recupera-se pelas perdas do filho Levy (39) e do irmão Davi (87) em 2021- vítimas da Covid. Por tudo que fez, nosso eterno prefeito não pode ser esquecido.

MUDANÇAS: Acomodar interesses políticos é normal nas administrações. No saguão da Assembleia Legislativa fala-se que o secretario Pedro Caravina (PSDB) pretende assumir seu mandato de deputado estadual face aos compromissos na sua base eleitoral e o deputado João Cesar Mattogrosso assumiria uma secretaria. Tudo ainda no terreno das hipóteses.

NA INTERNET: Os abusos se multiplicam. As redes sociais se tornaram parte integrante do cotidiano e da própria personalidade das pessoas. Há um ambiente propício a disseminação de mensagens injuriosas que afetam a moral do ofendido. Claro, é crime, mas a justiça é morosa, a reparação pode não alcançar o desejado. Portanto, é preciso ter cautela nestas relações virtuais.

DESAFIOS:  Temas controversos: a liberação das drogas e seu combate. Das grandes cidades às pequenas comunidades o problema existe. Todas as tentativas para acabar com as ‘cracolândias’ no país não surtiram efeito. Os 3 Poderes não podem ignorar esse fantasma devastador que consome vidas e destroça famílias. O futuro nos acena como simplesmente assombroso.

LUCAS DE LIMA: Os fatos políticos vão acontecendo naturalmente. O nome do deputado do PDT aparece bem nas pesquisas prefeiturais da capital. Sua popularidade em alta – acabou inclusive virando tema de escola de samba para o próximo carnaval. Lembrando: A política nem sempre reproduz as teorias complexas de sociólogos presos aos seus gabinetes.

RETROVISOR DA HISTÓRIA:  Em 1542- pós ter conquistado o Peru ao lado de Francisco Pizarro, Francisco Orellana cruzou a inóspita Cordilheira dos Andes e por 7 meses navegou rio abaixo pelos 6.992 kms do rio Amazonas até sua foz (Que loucura!). Quase 100 anos depois, para confirmar essa ligação fluvial do Oceano Atlântico com o Peru, o navegador português Pedro Teixeira saiu de Belém, subiu o Amazonas (imagine as dificuldades!), chegou a Quito e depois foi a Guayaquil. Verdadeiros heróis da história e pouco lembrados.

JUSTIFICATIVA:  A internet tem duas janelas: numa o cidadão tem maiores chances de pesquisar e alargar seus conhecimentos culturais sobre diferentes assuntos. Na outra vertente – que tem sido mais usual – as pessoas perdem tempo com temas fúteis  e passam ao largo de pesquisas  sobre questões científicas e históricas.

 

 

 

 

 

Novembro azul: livre-se do preconceito e cuide-se

Novembro azul: livre-se do preconceito e cuide-se

O maior orgulho que devemos ter é pela vida. Por isso, é tão importante discutir sobre a campanha do Novembro Azul, mês da conscientização sobre a saúde do homem, com foco na prevenção do câncer de próstata.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre os anos de 2020 e 2022, foram diagnosticados no país quase 67 mil ocorrências de câncer de próstata. Esses dados mostram como o assunto é sério, porém muitas vezes deixado de lado por motivos tolos.

É preciso esclarecer que o preconceito e a negligência podem matar, principalmente quando impede a pessoa de buscar um exame para diagnosticar uma doença. Além do câncer de próstata, os homens são afetados por outros tipos de câncer, como o de mama, pele, estômago, intestino, entre outros. Também vale lembrar das doenças cardíacas, diabetes e outras condições.

O diagnóstico precoce é o melhor caminho para a cura. Infelizmente, muitos homens não têm o hábito de realizar exames regulares. Mas quando se detecta uma doença em estágio inicial, o tratamento é mais eficaz.

Buscar ajuda médica e se cuidar não é frescura, não é demonstração de fraqueza ou qualquer outro termo que diminua o valor do autocuidado. Isso, na verdade, é uma forma de se amar e permitir que se viva por mais tempo com aqueles que o amam.

Tente ainda melhorar a qualidade de vida. Pratique bons hábitos de saúde. Evite excesso nas bebidas. Fuja do tabagismo e outras drogas. Exercite-se. Tente fazer caminhadas regularmente. Tenha uma boa alimentação. Preste mais atenção a si mesmo.

Caso seja pai, entenda que você é também um exemplo para seu filho. Se você mostrar que cuida da própria saúde, seus filhos vão seguir o mesmo caminho. Portanto, seja um modelo positivo na sua casa. As ações vão valer muito mais do que simples palavras.

O combate ao preconceito do Novembro Azul começa com nós mesmos. Inicia na nossa maneira de pensar e encarar o mundo. Cuidar da saúde é um investimento que vale a pena. É uma grande demonstração de amor pela família e amigos, além de respeito pelo dom da vida.

* Jaqueline Chagas é contabilista, paciente que luta contra o câncer e fundadora do Grupo Unidas para Sempre, que tem como objetivo dar suporte e apoio ao paciente com câncer e outras patologias.

*Jaqueline Chagas, paciente de câncer e fundadora do Instituto “Unidas para Sempre”

Agência Drumond – Assessoria de Comunicação – Joyce Nogueira

Cãibras, pra que te quero! Rosildo Barcellos

Cãibras, pra que te quero! Rosildo Barcellos

O potássio é um elemento (íon) necessário à vida e está presente em diversos alimentos, porém os níveis acima e abaixo dos limites normais (3,5 a 5 mlmol/l) podem causar enormes riscos à vida. Os conhecidos isotônicos regulares contêm além dos aminoácidos: glicose, sódio e potássio em quantidades estudadas e aceitáveis, sendo que nos seus próprios rótulos explicam que existem contraindicações formais para se ingerir isotônicos, que não podem ser consumidos por crianças, gestantes, cardiopatas e doentes renais. Esportistas sim, estes podem, auxiliarem-se de isotônicos, para repor as perdas de líquidos e eletrólitos. A superdosagem causa hipercalemia (excesso de potássio), que pode levar à disfunção muscular, fraqueza, convulsões e paralisia, parestesia e disritmia cardíaca.

Como então um esportista ou atleta sem saber se é portador de alguma doença silenciosa que provoca elevação do potássio na circulação ou se apresenta  alguma elevação discreta dos níveis laboratoriais, vai tomar às cegas um medicamento com altas quantidades desse poderoso elemento químico? Sabemos que amigos  indicam para evitar caibras ou fraqueza muscular, sem a mínima noção de que essa sugestão, na verdade, embute riscos para a saúde que só um profissional de saúde poderá detectar, mesmo em pessoas aparentemente sadias.  Até a moda de consumir banana para evitar cãibras é um mito pois precisaria de uma dúzia, do tipo nanica, por hora de treino para repor o potássio.

A elevação dos níveis do potássio no sangue é extremamente perigosa, pois pode provocar  doenças como a insuficiência renal e insuficiência cardíaca, mesmo com uso terapêutico de medicamentos para tratamento da hipertensão arterial Por isso alerto que para o consumo do medicamento cloreto de potássio, seja comprimido ou xarope, só após consulta ou com exames laboratoriais. A quantidade de potássio desses medicamentos é para tratamentos de doenças e nunca para prevenção de cãibras. A “moda” não tem respaldo científico.

O uso do cloreto de potássio é amplamente difundido, como repositor de eletrólito. É usado em infusão venosa a 10% (KCl a 10%), diluído em solução fisiológica (SF 0,9%) ou em solução glicosada (SG 5%), ou ainda na forma de comprimidos (Slow-K) para o mesmo fim

Outrossim, para a utilização em lavouras, a alta solubilidade do Cloreto de Potássio em água faz com que ele seja  suscetível a lixiviação. Ela faz com que os nutrientes do KCl tenham uma grande mobilidade no perfil do solo, se deslocando para a camada mais profunda. O Cloreto de Potássio é um dos fertilizantes mais usados na agricultura, sendo largamente utilizado no manejo agrícola. E a maioria esmagadora é importada de países que compõem o  oligopólio de produção do fertilizante no mundo: Rússia, Bielorrússia e Canadá.

O Cloreto de Potássio não tem efeitos residuais no solo. Isso exige novas aplicações antes dos ciclos produtivos. Também conhecido como KCl, é um haleto metálico salino, extraído de minerais como a silvita e a carnalita, mas também pode ser obtido através de  outros processos, como, por exemplo; um subproduto da produção de ácido nítrico a partir de nitrato de potássio e ácido clorídrico. Urge lembrar que o aumento da salinidade do solo evoca outros problemas para a saúde do microbioma. Os microrganismos benéficos são importantes para manutenção da qualidade do solo e exercem funções de disponibilização de nutrientes como o potássio e a fixação do nitrogênio. Sobre a existência de outras fontes de potássio para a lavoura  estão o siltito glauconítico, o sulfato de potássio e o nitrato de potássio, cada um tem suas vantagens e desvantagens. Ou seja, procure sempre um profissional, incluindo uma nutricionista ou agrônomo, para uma devida orientação, caso a caso.

*Articulista – Foto: Val Franco