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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 26 de Junho de 2026
O que a catástrofe gaúcha nos ensina: Wilson Aquino

O que a catástrofe gaúcha nos ensina: Wilson Aquino

O Brasil, infelizmente, enfrenta sérios desafios em sua capacidade de gerir grandes catástrofes naturais. As enchentes no Rio Grande do Sul expuseram a falta de preparo e a ineficácia das medidas preventivas e reativas por parte dos governos, especialmente no âmbito federal. Essa falha na resposta governamental destaca uma desconexão entre a capacidade de previsão e a execução de ações eficazes para minimizar o sofrimento humano e os danos materiais.

Ao contrário do que se observa no poder público, a população demonstrou grande resiliência e nobre espírito de solidariedade. Comunidades locais e de outros estados se organizaram de forma admirável, participando ativamente do resgate de pessoas e animais, além de coordenar a distribuição de mantimentos essenciais para as famílias desabrigadas. Essa mobilização popular é um exemplo claro de como a sociedade pode se unir em momentos de crise, suprindo enormemente as lacunas deixadas pelo Estado.

As intervenções tanto do governo federal quanto do estadual foram marcadas por ineficiências, principalmente no resgate de pessoas e animais e na distribuição de recursos básicos como alimentos, água e agasalhos. Relatos de entraves burocráticos que dificultaram as ações de voluntários, vindos de várias partes do país, são especialmente preocupantes e indicam uma necessidade urgente de revisão nos protocolos de atuação em emergências.

Outra questão crítica é a ausência de um fundo financeiro destinado especificamente para o socorro imediato em catástrofes. Enquanto isso, observa-se uma disparidade nas prioridades de alocação de recursos públicos, com somas de bilhões de reais direcionadas a eventos eleitorais e incentivos culturais, cuja distribuição não atende às necessidades básicas da população mais vulnerável.

A necessidade de uma política nacional de gestão de riscos e desastres é evidente e urgente no Brasil. Essa política deve começar com a criação de um sistema de alerta precoce que seja capaz de detectar sinais de desastres naturais com antecedência suficiente para permitir a evacuação segura e a preparação das comunidades. Esse sistema deveria ser integrado com plataformas de comunicação modernas para disseminar alertas de forma eficiente e acessível, alcançando a população por múltiplos canais.

A capacitação e o treinamento contínuo do pessoal da Defesa Civil também são aspectos cruciais. É necessário que esses profissionais estejam equipados não apenas com conhecimentos técnicos, mas também com equipamentos de última geração para resgate, comunicação e logística. Investimentos em veículos especiais, embarcações e aeronaves adaptadas para resgate, sistemas de comunicação avançados e equipamentos de proteção pessoal devem ser priorizados para garantir uma resposta rápida e eficaz durante as emergências.

A logística de ação em resposta a desastres também precisa ser meticulosamente planejada e executada. Isso inclui a definição de rotas de evacuação claras, a criação de centros de abrigo temporário bem equipados, seguros e o estabelecimento de estoques de recursos críticos, como alimentos, água potável, medicamentos e agasalhos, em pontos estratégicos para rápida distribuição. A colaboração entre o governo federal, estaduais, municipais e agências não governamentais é essencial para coordenar esses esforços e garantir que os recursos sejam utilizados de maneira otimizada e não permitir como ocorreu em diversos pontos onde houve conflitos devido à falta de organização governamental.

Por fim, uma estratégia eficaz de mitigação de desastres deve incluir um componente de revisão e melhoria contínua. Após cada desastre, é vital conduzir análises detalhadas do que funcionou e do que não funcionou na resposta à emergência. Aprender com cada evento e adaptar a estratégia de gestão de riscos é fundamental para aprimorar constantemente as capacidades do país em lidar com catástrofes naturais, tornando cada resposta subsequente mais eficiente e menos impactante para a população. Implementar essas medidas pode transformar profundamente a maneira como o Brasil enfrenta suas frequentes e variadas emergências naturais.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, fundada há 200 anos e que não possui clero remunerado, é um bom exemplo ao Governo Brasileiro de ajuda humanitária. Com sede em quase todo o mundo, ela desenvolve um dos maiores programas de ajuda ao próximo – principalmente em situação de calamidade – do mundo.

Não é à toa que seus membros, voluntários, estão entre os primeiros a chegarem em locais onde ocorrem sinistros como esse no Rio Grande do Sul. Chega com auxílio de mão de obra e toneladas de alimentos, roupas, agasalhos, cobertores, água e outros materiais e equipamentos para o resgate e o acolhimento das vítimas.

A igreja mantém grandes depósitos de produtos e materiais para as mais variadas situações de catástrofe, para utilização em qualquer lugar do mundo. Ela freta aviões e carretas para conduzir esses materiais para os locais necessários de forma extremamente organizada. Seus membros recebem treinamentos, inclusive de primeiros socorros, para serem mais úteis durante as operações que realizam.

A situação do Rio Grande do Sul é crítica e as coisas ficarão muito mais delicadas depois que as águas baixarem e as famílias terem que voltar para reconstruir absolutamente tudo. Elas precisam muito da ajuda de todos e o poder público tem grande responsabilidade nessa reconstrução. Espera-se, no entanto, que no final, as cidades gaúchas arrasadas e as famílias desabrigadas não fiquem no esquecimento como o judiciário e o executivo federal fizeram com as famílias de Brumadinho.

*Jornalista e Professor.

Desafios empresariais

Desafios empresariais

Empreender envolve correr riscos e encontrar soluções para os problemas das pessoas. Identificar uma necessidade, ou falta no mercado, e trabalhar para oferecer uma solução são a essência do empreendedorismo. Focar em resolver problemas e atender às necessidades do público-alvo é uma abordagem sólida para quem deseja empreender com sucesso.

Sempre tive a mentalidade empreendedora presente em todas as fases da minha vida, desde as atividades iniciais até o momento em que compartilhei conhecimento e experiência em sala de aula. Minha preocupação sempre foi em oferecer o melhor serviço, resolver problemas e gerar bem-estar nas pessoas.

Agora na minha transição de carreira busco sempre ter a abordagem centrada no cliente e no impacto positivo. Isso é fundamental para o sucesso em diversas áreas, desde o empreendedorismo até a educação.

Já pensando na minha equipe, uma dica é comunique-se eficazmente! Acho fundamental dar adeus às reuniões longas e ineficientes. Opte por encontros breves, claros e objetivos. Alinhe-se, crie briefings e certifique-se que seu time entendeu e está tudo claro para as metas estarem alinhadas. Lembre-se de que a comunicação é a chave para o sucesso empresarial.

Compreendo a importância da comunicação eficaz nas empresas e como reuniões claras e concisas podem contribuir para melhorar esse aspecto. É essencial que as interações entre as pessoas sejam diretas e alinhadas com objetivos específicos, evitando desperdício de tempo e garantindo que todos estejam em sintonia.

Logo, a comunicação clara é fundamental para o bom funcionamento de uma empresa e para o alcance dos objetivos propostos. Fique atento! Resolva problemas dos seus clientes e tenha mais sucesso como empreendedor.

(*) Leonardo Chucrute CEO do Zerohum, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.

*Leonardo Chucrute é Gestor em Educação e CEO do Zerohum

Agência Drumond – Assessoria de Comunicação – Joyce Nogueira

Maio Roxo: Conscientização sobre Doenças Inflamatórias Intestinais

Maio Roxo: Conscientização sobre Doenças Inflamatórias Intestinais

Maio Roxo é o mês de conscientização das doenças inflamatórias intestinais (DIIs), grupo de doenças inflamatórias do trato digestivo, de caráter imunomediado, cujos principais representantes são a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), as DII afetam mais de 5 milhões de pessoas no mundo, com os casos no Brasil em ascensão, atingindo 100 a cada 100 mil habitantes, com maiores concentrações no Sul e no Sudeste do país.

As DIIs são caracterizadas por inflamações no revestimento intestinal, que podem se manifestar de diferentes maneiras. A doença de Crohn, por exemplo, provoca inflamações em todo o trato digestivo, desde a boca até o ânus, enquanto a colite ulcerativa causa inflamações e úlceras no reto e intestino grosso. É essencial diferenciar as DIIs da Síndrome do Intestino Irritável (SII), que não prejudica as paredes do intestino e não evolui para quadros clínicos mais graves, apesar de apresentar sintomas semelhantes, como dores intestinais, diarreia e constipação.

Os com DIIs enfrentam desafios adicionais, podendo enfrentar complicações graves e até necessidades cirúrgicas. De acordo com a Organização Brasileira da Doença Crohn e Colite, esses pacientes têm um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal, especialmente com o passar do tempo desde o diagnóstico. Esse risco destaca a importância da monitoração regular para prevenir o desenvolvimento da doença ou permitir intervenções precoces e mais efetivas em caso de diagnóstico de câncer.

Além disso, o tratamento das DIIs visa controlar a inflamação intestinal e aliviar os sintomas. Isso pode envolver o uso de medicamentos, como anti-inflamatórios, imunossupressores e biológicos, dependendo da gravidade e da extensão da doença. Em casos graves, pode ser necessária a intervenção cirúrgica para remover partes do intestino afetadas pela doença.

É fundamental que os pacientes com DIIs recebam acompanhamento médico regular e sigam as orientações do profissional de saúde para gerenciar a doença de forma eficaz e minimizar o impacto na qualidade de vida. A conscientização sobre as DIIs durante o Maio Roxo é essencial para promover a compreensão e o apoio a esses pacientes, além de incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de novas terapias para melhorar o tratamento dessas condições.

*Liliane Trivellato Grassi é doutora em engenharia biomédica e professora do IDOMED.  Liliane Trivellato Grassi*

Leia Coluna Amplavisão: Candidatos: cuidado com as suas máscaras

Leia Coluna Amplavisão: Candidatos: cuidado com as suas máscaras

ALERTA: Importa sim o contato inicial do eleitor com o candidato. Cabe ao último se posicionar no mesmo patamar do eleitor, sem aquelas formalidades que possam constrange-lo. Nesta hora a simplicidade e a paciência formam binômio fundamental. Não é por acaso que políticos mineiros tem ‘paciência de Jó’ com o eleitor.

OBSESSÃO pelo poder é coisa séria. Também nestas eleições, por vaidade, miopia e surdez, ambiciosos meterão os pés pelas mãos como candidatos a prefeito. Alguns sonham em aproveitar essa visibilidade como preparatória à outras pretensões; deputado estadual ou federal em 2026. Em tese nada teriam a perder como candidatos.

ESTÍLOS: Definem o ser humano e o candidato. Cada qual tem o seu: técnico, sutil ou irônico. Vários fatores influenciam na postura em situações e ambientes diferentes. Ao longo da campanha é possível por causa de pesquisas, que façam correções. Mas antes do 1º turno deve-se de abster das críticas aos concorrentes por eventuais alianças. Todos corteses.

PERFEITO: Só com a inteligência artificial e os truques digitais seria capaz de se ter o candidato ideal: conduta irretocável, honesto, culto, experiente em gestão pública, bom orador, cultivador dos valores morais e aberto ao diálogo com os cidadãos. Na Grécia o filósofo Diógenes com sua lâmpada – procurou e não achou alguém com esse perfil.

HIPOCRISIA: Comum no universo político. José de Alencar, ex-vice presidente da república se gabava de sua honorabilidade. Mas negou a paternidade da filha de 60 anos de idade por 15 anos. Morto em 2011, ‘curiosamente cremado’, sem ter a dignidade de aceitar a filha, ex-enfermeira da sua Caratinga (MG). Pura falácia! Caiu a máscara!

COISA FEIA: Homens públicos precisam dar bom exemplo. No caso de Zé de Alencar sua visibilidade social estava acima dos cidadãos comuns. Certa feita ele disse:  O homem deve ter medo de perder a honorabilidade, especialmente na vida pública” – mas lamentavelmente não estendeu esse conceito de conduta à sua vida familiar, pessoal.

MÁSCARAS: Às vésperas das eleições vale alertar sobre o artifício de políticos em passar uma imagem irretocável à opinião pública. Apesar das regras da justiça, ainda há brechas para essas mascaras – infelizmente só descobertas após as eleições. Aí é tarde demais. Com o mandato garantido, o eleitor vai conhecer o outro lado do candidato.

PROMETE: Falei com deputados de siglas diferentes na sessão da última quinta. A irritação é visível pela demora do desfecho do caso envolvendo os 3 conselheiros do Tribunal de Contas.  Tem-se como certa a posição favorável da mesa diretora da Assembleia para formação de comissão parlamentar de acompanhamento dos processos.

VIDA CURTA: Em 1943 foi criado pelo Governo Getúlio Vargas o Território de Ponta Porã abrangendo P. Murtinho, Bela Vista, Dourados, Miranda, Nioaque e Maracaju. Foram 3 os governadores e a ssua extinção ocorreu em 1946 pelas Disposições Transitórias da Constituição Federal, de autoria do deputado cuiabano João Ponce de Arruda. (Sergio Cruz – ‘História da Fundação de MS’).

MEIA VOLTA?   Isso conta! Em 2022 Dione Hashioka obteve em Nova Andradina 8.495 votos (35,61%) para deputada federal, seguida de Marcos Pollon (PL) (1.600 votos). Nomeada Subsecretaria Estadual da Educação, ela deixaria o cargo e disputaria a prefeitura contra Leandro Fedossi (PSDB), presidente da Câmara Municipal.

SABIDO:  A experiência conta. Zeca do PT evita ‘bolas divididas’ – navega nas águas que conhece. Hoje, avô de 5 netos evita opinar ou debater alguns temas polêmicos defendidos pelo seu partido, ligados a LGBT e afins. Indagado pelo colunista ele ponderou: “Tô fora. Prefiro cuidar dos ‘Sem Terra’, índios e da Agricultura Familiar”.

1-AUTISTAS: Ganhando visibilidade e proteção de leis. Os deputados Neno Razuk (PL) e Lucas de Lima (PDT) lutam pela causa. Destaco o recente PL do deputado pedetista que estabelece prazo indeterminado de validade para os laudos médicos e ou médicos periciais para obtenção de benefícios às pessoas com essa deficiência.

2-AUTISTAS: Não há como ignorá-los. Cada vez mais presentes. No Brasil são 2 milhões. Só no Estado de São Paulo são 300 mil. Uma a cada 36 crianças é autista. As causas: Por hereditariedade e adquirida: pelo parto prematuro, poluição, medicamentos, e fertilização em vitro. Desde 2018 dispomos do Cadastro Estadual dos Autistas. Estamos avançando.

HASHIOKAO deputado comemora. A senadora Tereza Cristina (PP) e 33 senadores apresentaram PEC incluindo na Carta Magna (art. 225-§4º) as mudanças constando também o Pantanal Sul-Mato-Grossense entre os patrimônios nacionais. Hoje há apenas o registro da existência do ‘Pantanal Mato-Grossense’, omitindo a nossa parcela do bioma.

NO TABULEIRO: Pouco a pouco os grupos políticos e partidos vão se definindo nas cidades. Há dificuldades habituais em curar cicatrizes deixadas pelas últimas eleições, também de atrair outros personagens e líderes da comunidade. A montagem de chapas de vereadores segundo as novas determinações da Justiça Eleitoral tem sido um desafio.

O JEITINHO:  A gente sabe como funciona a contabilidade dos gastos eleitorais por aí. O famoso ‘por fora’ vem sobrevivendo com adoção de várias artimanhas e esquemas de entrega do dinheiro vivo aos candidatos à vereança principalmente. O desafio é não deixar pegadas que levem a processos e outros problemas junto a Justiça Eleitoral.

MULHERES: Ontem ignoradas e até rejeitadas, hoje cortejadas pelos partidos devido a motivos óbvios. Professoras, assistentes sociais, advogadas, comerciantes e funcionárias ligadas à saúde parecem ter (se quiserem) espaço garantido nestas eleições. Claro que cada cidade tem características próprias devido a sua realidade social e cultural.

PLANTÃO:  O pessoal do PL diz que a decisão da escolha do candidato do partido em Campo Grande virá de Bolsonaro. Mas ouvirá quem para decidir? Na recente conversa com o tenente Portela senti mais dúvidas do que certezas. Falou-se até no nome do ex-vereador André Salineiro, agente da Polícia Federal. Confuso, muito esquisito.

INSISTO:  O bolsonaristas ainda estão unidos como nas últimas eleições? A votação de Marcos Pollon ou do capitão Contar na capital serviria como parâmetro do poder de fogo do Partido Liberal? E finalizando: os bolsonaristas teriam força para decidir as eleições em Campo Grande à favor de quem mesmo (caso seu candidato fique fora do 2º turno)?

TRAGÉDIAS: Doa a quem doer. Elas ignoram as preferências políticas e esportivas. Eventos que nivelam nossa fragilidade e ao mesmo tempo afloram nosso sentimento de solidariedade, ainda que seja temporário. Foi assim na pandemia onde muitos prometeram encarar a vida de outro jeito. Mas os gaúchos estão demonstrando uma garra sem igual. Inegável! É de tirar o chapéu!

 

AFORISMAS DO CARLOS CASTELO

A França faz perfume, mas a colônia é o Brasil.

No Estado laico, a religião oficial é a burocracia.

Nossos pobres devem ser riquíssimos. Eles pagam por tudo.

Nunca se mentiu tanto, para tantos, e em tão pouco tempo.

Sabe o que é pior? Perderam a senha de wi-fi do Brasil.

Em Brasília não se faz política. Compra-se.

Governar é administrar a coisa pública como se fosse uma privada.

Nosso problema não é o controle da natalidade, é o descontrole da mortalidade.

“Paz no trânsito começa por você” é o tema do movimento Maio Amarelo 2024

“Paz no trânsito começa por você” é o tema do movimento Maio Amarelo 2024

Especialistas refletem sobre a importância da campanha e dão dicas importantes para os motoristas

Para promover reflexões sobre a importância de um trânsito seguro para todos, há mais de dez anos acontece no Brasil o Movimento Maio Amarelo, que este ano tem o tema “Paz no Trânsito começa com por você”. No país, a campanha foi criada pelo Observatório Nacional de Segurança Viária.

Durante todo o mês de maio há um trabalho intenso realizado por educadores, Governo, entidades privadas e a sociedade e todos se unem no compromisso pela vida e na busca de mudanças de comportamento no trânsito.

“A campanha não é apenas uma oportunidade de conscientização, mas uma chamada à ação. Cada um de nós tem o dever de tornar as ruas mais seguras, seja respeitando as leis de trânsito, praticando a gentileza ao volante ou promovendo a educação. Vamos juntos fazer do Maio Amarelo não somente um mês de reflexão, mas um catalisador de mudanças positivas para garantir que cada viagem seja segura e tranquila para todos”, reforça Anderson Manzoli, docente de engenharia na Estácio, especialista em engenharia de transportes.

Apesar do apoio e dos esforços para promover a discussão, é crucial que todos – condutores, ciclistas e pedestres – adotem medidas preventivas diariamente. Segundo Anderson Manzoli, muitos acidentes ocorrem devido à falta de manutenção veicular. Portanto, é essencial manter a manutenção dos veículos em dia.

Além disso, segundo o professor da Estácio, a infraestrutura viária também pode ser um fator contribuinte para acidentes. Ele observa que muitas vezes, a infraestrutura é projetada priorizando os condutores de automóveis, negligenciando os usuários de transporte público, pedestres e ciclistas. Isso pode resultar em acidentes indiretos, pois o aumento do tráfego de automóveis congestiona as vias, tornando-as perigosas para outros motoristas. Manzoli enfatiza que cabe ao poder público fornecer sinalização viária adequada, em conformidade com as normas.

Para encerrar, Anderson enfatiza que as ações do Maio Amarelo são cruciais para incentivar comportamentos mais solidários e um senso de responsabilidade, visando a igualdade entre condutores, ciclistas e pedestres.

Atitudes que salvam vidas

Acidentes de trânsito, infelizmente, são comuns. Diante disso, em casos de acidentes com vítimas, o auxílio correto é crucial na manutenção da vida. Dino César Pereira da Motta, cirurgião geral de urgência e trauma e docente do IDOMED, enfatiza a importância de manter a calma e contatar os serviços de emergência, seja você pedestre ou condutor.

“É fundamental contatar diretamente o SAMU, detalhando completamente o ocorrido e o estado das vítimas, incluindo se estão presas nas ferragens, inconscientes ou com ferimentos. Nunca se deve mover ou transportar uma vítima, já que a equipe de resgate é treinada para imobilizar e remover corretamente, além de estar apta a tomar as medidas necessárias no momento”, destaca Motta.

Segundo o cirurgião, dependendo da gravidade do acidente, a vítima pode necessitar de intervenções multidisciplinares para tratar possíveis complicações. Contudo, tanto Manzoli quanto Motta afirmam que a melhor forma de prevenir acidentes graves é aumentar a conscientização entre pedestres e condutores, juntamente com uma distribuição mais eficiente da sinalização viária pela cidade.

Roubos de credenciais desviam 15 milhões da União

Roubos de credenciais desviam 15 milhões da União

Nos últimos dias, a imprensa noticiou o desvio de valores do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Ministério da Fazenda. Inicialmente, estimavam-se perdas de R$ 3,5 milhões. Agora, os valores já chegam a R$ 15,2 milhões. O ataque é extremamente grave, visto que o Siafi é o sistema responsável pelos pagamentos do Governo Federal.

Como um sistema tão relevante e, certamente, tão protegido foi invadido? Investigações preliminares sugerem que houve roubo de credenciais. Acredita-se que os criminosos utilizaram contas e senhas de usuários reais do Siafi e os controles não foram capazes de identificar tempestivamente a violação.

A partir das credenciais roubadas, acessaram as transações sensíveis, o que permitiu o acesso a ordens bancárias de diversas entidades e a alteração dos dados dos beneficiários das emissões. Ou seja, falhas na gestão de identidades e acessos sistêmicos permitiram esta exposição.

Se isso ocorreu com um dos sistemas mais protegidos do país, por que não poderia acontecer em outras empresas? A verdade é que isso já acontece todos os dias. O roubo de credenciais é, hoje, a modalidade mais comum de ataques cibernéticos em todo o mundo. Para piorar, geralmente a origem dos ataques é em outros países, o que dificulta a identificação e punição dos exploradores.

Para se proteger deste cenário, ou ao menos reduzir o impacto caso ocorra, é preciso ficar atento aos pequenos detalhes e saber utilizar certos recursos que estão à disposição no mercado.

Por exemplo, tenha uma política de segurança robusta. Estabeleça diretrizes claras para a criação e gerenciamento de credenciais de acesso, incluindo a exigência de senhas fortes e a implementação de autenticação de dois fatores sempre que possível.

Utilize soluções de gestão de identidade e acesso (IAM). Implemente sistemas de IAM para controlar e monitorar o acesso aos recursos da empresa, garantindo que apenas usuários autorizados possam realizar determinadas ações.

Eduque os colaboradores sobre segurança cibernética. Realize treinamentos regulares para conscientizar os funcionários sobre as melhores práticas de segurança, incluindo a importância de não compartilhar credenciais e de relatar qualquer atividade suspeita.

Mantenha um backup. Considere como real a possibilidade de seu ambiente ser invadido. Se isso ocorrer, ter um backup recente dos seus dados irá minimizar o impacto do ataque.

Mantenha-se atualizado sobre as ameaças cibernéticas. Acompanhe as tendências e os novos métodos utilizados pelos hackers, mantendo-se atualizado sobre as melhores práticas de segurança e implementando medidas proativas para mitigar riscos.

Por fim, não se esqueça que adotar medidas de segurança cibernética é essencial para garantir a segurança das operações empresariais e, consequentemente, a sustentabilidade do negócio.

(*) Diretor de Soluções e Negócios na Vennx, Diego Muniz é especialista em Governança, Riscos e Conformidade (GRC) com mais de 10 anos de experiência em projetos de gerenciamento de identidades e acessos (IAM), segregação de funções (SoD), riscos e governança de TI. Possui certificação PMP e desenvolve soluções inovadoras por meio das tecnologias de inteligência artificial generativa.

*Diego Muniz, especialista em Governança, Riscos e Conformidade (GRC)

Agência Drumond – Assessoria de Comunicação

Joyce Nogueira