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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 10 de Julho de 2026

Pantanal – crédito José Sabino

Como um desdobramento da Conferência do Clima – COP 26 – o seminário trará pautas que o MS discutiu, na Escócia, sobre aquecimento global, meio ambiente e economia.

Para discutir maneiras viáveis de conservar os biomas sul-mato-grossenses ao mesmo tempo em que se estimula o desenvolvimento econômico no Estado, a Wetlands International Brasil em parceria com a Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) promove, na quinta-feira (25), o Seminário de Negócios de Carbono e Sustentabilidade. O evento gratuito será realizado, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, das 8h às 18h (MS), em formato híbrido – presencial para público reduzido e com auditório virtual para participação a distância via Zoom. A transmissão simultânea será feita no Youtube e Facebook.

Os interessados no seminário podem fazer inscrição pelo link: https://bit.ly/SeminarioCarbonoMS. Toda a programação propõe um debate em torno da conciliação do desenvolvimento econômico e novas práticas aliadas à conservação do meio ambiente. Será uma oportunidade para conhecer mais a fundo o Plano MS Carbono Neutro cuja meta é tornar o Estado um território que vai neutralizar emissões de gases de efeito estufa até 2030. E, também, para perceber como essas medidas e outros mecanismos de Negócios relacionados ao Carbono podem proporcionar um ambiente mais favorável para a proteção do Pantanal, e, consequentemente,  limitar o aumento do clima do planeta em 1,5º C.

Para Rafaela Nicola, diretora executiva da Wetlands International Brasil – que irá compor a mesa de abertura do seminário – é imprescindível tratar de formas inovadoras para conservar o Pantanal que mobilizem o setor privado e novas economias. Embora as áreas úmidas ocupem apenas 6% da superfície terrestre, elas abrigam 40% da biodiversidade do planeta e são capazes de estocar até o dobro de carbono em relação às florestas.

“Os projetos de carbono são estratégias para diminuir os efeitos das mudanças climáticas. E o Pantanal como a maior área úmida de água doce do mundo e, em especial, no Mato Grosso do Sul, que tem mais de 60% desse bioma, possui um papel significativo na neutralização de carbono. Iniciativas que se apoiem em conhecimento técnico e científico combinadas com novos arranjos econômicos, incentivos e forte participação local podem se desdobrar em soluções duradouras para a saúde do planeta. Por isso, espera-se que as políticas públicas propostas beneficiem a conservação e a mantenha como uma das áreas mais conservadas do Brasil, considerando que, no mundo, as áreas úmidas estão desaparecendo três vezes mais rápido que as florestas devido às atividades humanas e ao aquecimento do globo”.

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E do que depender do executivo estadual medidas estão sendo tomadas para promover uma economia sustentável, conforme enumera o secretário Jaime Verruck por meio dos diversos programas implantados no Estado que passam pela agricultura e pecuária (com o Precoce MS, Carne Sustentável e Orgânica do Pantanal, Soja Plus, Prosolo, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta – ILPF, FCO Verde, etc.) e chegam até outras áreas como o saneamento, a citar a gestão de resíduos sólidos que implica na emissão de gás metano.

“Desde 2015 Mato Grosso do Sul tem uma lei estadual de mudanças climáticas. Com o Precoce MS, conseguimos aumentar a produtividade do rebanho e reduzir o tempo de abate em torno de 16 meses, o que impacta na redução do gás metano, sem falar que o produtor tem que seguir as boas práticas de pecuária da Embrapa – CAR, regularização ambiental, etc.”, pontua Verruck que complementa, “Da mesma forma, instituímos no âmbito das áreas úmidas o projeto Carne Sustentável e Orgânica do Pantanal. Ele trata do processo produtivo que traz uma série de práticas que as propriedades precisam seguir para receberem a certificação, e isso tudo gera sustentabilidade, conservação. Pontos estes ligados ao Plano Estadual MS Carbono Neutro que apresentamos na COP 26”.

Agora, o desafio é conseguir quantificar dentro do Plano tudo o que já vem sendo feito em termos de neutralização de carbono para que as metas sejam atingidas até 2030. “Praticamente 60% das propriedades de Mato Grosso do Sul participam de alguma forma de iniciativas de atividades sustentáveis. Hoje, o que nós temos que fazer é quantificar as práticas e o tamanho delas sobre a questão da neutralização do carbono”, explica o secretário.

Medidas integradas que colocam o Estado como referência ambiental desde que as metas do Plano MS Carbono Neutro sejam cumpridas. Cenário que favorece a conversação ambiental e fortalece o protagonismo das áreas úmidas no combate ao aquecimento global, como destaca Julio Fernandes, assistente de projetos da Wetlands International Brasil.

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“A delegação da Wetlands International esteve na COP 26, com uma agenda ampla, promovendo a discussão sobre o papel das áreas úmidas. Um trabalho de suma importância porque, como a única instituição global que trabalha exclusivamente com áreas úmidas, estimulou diálogos para que os países incluam as áreas úmidas dentro das suas NDC’s – metas no Acordo de Paris – considerando a importância delas no enfrentamento às mudanças climáticas”.

Conferência do Clima 

O Plano Estadual MS Carbono Neutro foi publicado, em 4 de novembro, e apresentado oficialmente na COP26, durante a assembleia da Under 2° Coalition e a representantes da União Europeia no estande da Comissão Euroclima+. Já a Wetlands International teve atuação na Conferência dentro do Pavilhão das Turfeiras e do Pavilhão da Água.

Em Mato Grosso do Sul, o seminário faz parte do Programa Integrado de Capacitação em Áreas Úmidas, do Programa Corredor Azul (PCA), da Wetlands International, apoiado pela DOB Ecology.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no link: https://bit.ly/SeminarioCarbonoMS

Serviço 

Seminário de Negócios de Carbono e Sustentabilidade

Data: 25 de novembro de 2021 (quinta-feira)

Horário: 8h às 18h (horário de MS)

Local: auditório Germano de Barros – Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo

Transmissão online pelo Youtube, canal Wetlands International Brasil, e Facebook (@semagroms)

Programação 

8h – Boas-vindas e Abertura Oficial

Tereza Cristina – Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Reinaldo Azambuja – governador de Mato Grosso do Sul

Rafaela Nicola – diretora executiva da Wetlands International Brasil

Daniel Blanco – diretor regional da Wetlands International LAC  (Argentina)

Jaime Verruck – secretário da Semagro

Painel 1 – Políticas e Cenários sobre Mudanças Climáticas e Negócios de Carbono no Brasil e no Mundo 

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8h30 – Programa MS Carbono Neutro – Jaime Verruck, secretário da Semagro

9h15 – Mercado de Carbono e as perspectivas no Brasil

Marcelo Domini Freire – secretário Adjunto da Secretaria do Clima e Relações Internacionais do MMA – Ministério do Meio Ambiente

9h35 – Cenário brasileiro e global sobre o Mercado de Carbono e Mudanças Climáticas –

Marina Mattar – CEO Perspectivas Comunicação & Relações Internacionais

10h – Oportunidade de valorização de ativos da agropecuária no âmbito do ABC+ 2020/30 – Fabiana Villa Alves – coordenadora-geral de Mudanças do Clima e Agropecuária Conservacionista – CGMC/DEPROS/MAPA

Questionamentos e contribuições 

10h45 – Intervalo – Café networking

Painel 2 – Contribuição da Ciência para o desenvolvimento do Mercado de Carbono no Brasil 

11h – Co-agenda: Carbono e Biodiversidade, Bases Científicas e principais lacunas do conhecimento para quantificação de emissões e estoque de carbono em Áreas Úmidas – Fábio Bolzan – Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

11h30 – Oportunidades no Mercado de Carbono para o Pantanal e os planaltos circundantes: uma visão integrada – Ivan Bergier – pesquisador Embrapa (Remoto)

12h – Projeto REDD+ Serra do Amolar – Letícia Larcher – Instituto Homem Pantaneiro

Questionamentos e contribuições 

12h45 – Almoço no local

Mesa Redonda: O potencial dos Negócios de Carbono: possibilidades, oportunidades e estratégias para o Pantanal – mediador Renato Roscoe – Instituto Taquari Vivo

14h – A experiência da Biofílica na neutralização de carbono no Brasil – Plínio Aguiar – Biofílica

14h30 – Pecuária Sustentável no Pantanal – Eduardo Cruzetta

15h – A Experiência da Green Farm no Mato Grosso do Sul – Eder Zanetti – engenheiro florestal

15h30 – O papel do produtor no sequestro de carbono – oportunidades e estratégias – André Dobashi, engenheiro agrônomo e produtor rural, membro da Global Farmer Network

Questionamentos e contribuições 

16h15 – Plenária – Elaboração de Documento Síntese: principais encaminhamentos para o desenvolvimento do mercado de carbono no Pantanal

17h30 – Encerramento