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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 08 de Julho de 2026

Estácio realiza evento on-line gratuito na próxima terça-feira sobre técnicas e estratégias aplicadas a crianças autistas no ambiente escolar

No próximo dia 2 de abril, é Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data criada para alertar a sociedade sobre a luta pelos direitos de quem é diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem 70 milhões de autistas em todo o mundo e 2 milhões no Brasil, e entre seus direitos, garantidos por lei, está o acesso à educação.

– Como qualquer outra pessoa, o autista tem direito ao acesso à educação, e é um dever dos educadores se informarem e se prepararem para receber esses alunos nas escolas, diz a coordenadora do curso de Pedagogia da Estácio, Carollini Graciani.

Pensando na preparação desses futuros profissionais, a Estácio realiza uma live, amanhã (30), a partir das 19h30, com uma das referências no assunto, a psicopedagoga Raquel Vitorino, fundadora do Instituto CREDE – voltado para reabilitação e educação de pessoas com deficiência – e especialista em Educação Especial e Autismo.

O evento on-line gratuito, intitulado Pedagogia e Autismo, será transmitido pelo Instagram do campus da Estácio em Resende @estacioresende, e é voltado para alunos do curso de Pedagogia de qualquer instituição de ensino do país, além de profissionais da área de Educação interessados pelo tema.

– As escolas precisam (por lei) ter um mediador em sala de aula para acompanhar uma criança autista, e que normalmente são estagiários de cursos de Pedagogia. Na Estácio, os estudantes da graduação têm uma disciplina voltada para educação especial, mas dar acesso aos futuros pedagogos a informações de uma profissional que tem em seu currículo as melhores capacitações do país em Educação Especial é de extrema importância para sua formação, destaca Carollini, acrescentando que a profissional convidada falará sobre técnicas específicas aplicadas a crianças autistas e estratégias p ara lidar com seu comportamento e suas necessidades em sala de aula.

Para Carollini, é essencial que profissionais de Educação se capacitem no tema, ajudando na inclusão de crianças autistas no ensino regular e seu desenvolvimento.

– Um profissional que conhece as técnicas educacionais para atuar com um autista, analisando seu comportamento e sua individualidade, consegue planejar um método de ensino específico para que essa criança possa realmente aprender. Essa habilidade do pedagogo pode mudar a vida de uma criança autista e colher resultados muito avançados no aprendizado.