O pedetista recebeu da Câmara Municipal de Vereadores o título de cidadão anastaciano, em virtude de seu trabalho e do carinho que ele guarda por todos moradores da região. Com tristeza, Odilon recebeu a notícia de que, na cidade, pacientes aguardam há 10 meses pela realização de cirurgias ortopédicas. Em um dos casos mais graves, ele ouviu relato do ex-prefeito Douglas Figueiredo (MDB) de que uma jovem de 15 anos, moradora do bairro Cristo Rei, aguarda por atendimento depois de uma fratura no braço.
A mãe da jovem contou que ela pode ficar com sequelas, em virtude da demora na cirurgia. Os profissionais do Centro de Especialidades Médicos (CEM) esperam pelos salários há mais de seis meses e, por conta do descaso, suspenderam os atendimentos. A promessa da atual gestão estadual era a de que o CEM garantiria a regionalização do atendimento em saúde para os moradores da localidade.
“Essa regionalização, na verdade, foi só para inglês ver. A gente tem percorrido todas as cidades onde deveriam ser centralizados os polos, e as microrregiões também. Na verdade, o que a gente ouve são reclamações”, lamentou Odilon, ao complementar as informações sobre o caos na saúde, explicando que a Santa Casa de Paranaíba também espera por repasses do governo do Estado desde agosto, com atraso na parcela de julho.
“Só se presta bom serviço público se a pessoa tiver dignidade, trabalhar em um ambiente onde tenha estrutura e, logicamente, sem atraso de salário”, disse Odilon, sobre a situação dos médicos. O município de Anastácio ainda sofre com fato de os funcionários do hospital local precisarem fazer o chamado “Livro de Ouro” para manter o atendimento, através de doações. O candidato do PDT se comprometeu em regionalizar a saúde, de fato, levando mais médicos e infraestrutura adequada.
Neste caso, o município de Aquidauana precisa ser transformado em um polo para atender aos pacientes de cidades menores da região, com melhorias na rede básica e implantação de laboratórios para permitir o diagnóstico preciso,detalhou o pedetista. Sobre a Caravana da Saúde, Odilon reforçou a necessidade de uma auditoria contábil, para a verificação de custos e de sua capacidade emergencial de atendimento. Ele disse ainda que o programa deve mantido só até que os municípios estejam preparados para oferecer atendimento permanente e de qualidade a todos os pacientes.