Adolescente de 12 anos, portador de autismo, foi vítima de agressão física por um colega e pela mãe deste, nesta terça-feira (17), nas proximidades da Escola Municipal Professor Antonio Lopes Lins, na região do Portal Caiobá, em Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelo Conselho Tutelar, o estudante estava no período matutino quando seu colega começou a acusá-lo de ter subtraído seu lanche. Durante a aula, o agressor aplicou uma rasteira no adolescente, causando queda e hematoma na boca.
Após o término das atividades escolares, a vítima aguardava o transporte escolar no ponto de ônibus próximo à escola, quando um veículo estacionou e um homem, não identificado, desceu e agrediu o adolescente, provocando nova queda. Em seguida, a mãe do agressor também teria descido do veículo e passou a agredir o menino, causando lesões nas costas, pernas, braços e rosto. Populares intervieram, interrompendo a agressão.
A mãe da vítima foi informada do ocorrido, mas, segundo relato do Conselho Tutelar, a escola inicialmente não registrou a ocorrência em ata nem comunicou o órgão competente, ação que só ocorreu depois de solicitação do Conselho. Uma cópia da ata da unidade escolar foi posteriormente apresentada.
O adolescente passou por escuta especializada e exame de corpo de delito, e seus dados de contato foram atualizados. Medidas Protetivas de Urgência podem ser solicitadas.
No momento, o garoto permanece internado na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Tiradentes, sob suspeita de fratura na costela. O exame de raio-x ainda não confirmou a fratura, mas o procedimento médico está em andamento.
Conselheiros tutelares relataram omissão por parte da escola no atendimento imediato ao caso. “Se a escola tivesse comunicado os pais ou acionado o Conselho Tutelar no momento da briga, a situação poderia ter sido contida. Não houve notificação, não chamaram a Guarda Municipal, e só tomamos conhecimento posteriormente, através de terceiros”, afirmou um conselheiro.
A reportagem entrou em contato com a Semed (Secretaria Municipal de Educação) em busca de um posicionamento sobre a situação, mas até a publicação da matéria não obteve resposta.
Fonte: Topmidianews