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Bela Vista-MS Domingo, 08 de Março de 2026

**Bosco Martins é escritor e jornalista*

O Dia Internacional da Mulher deveria ser apenas uma data de celebração das conquistas femininas. No Brasil, porém, o 8 de março também se tornou um momento de reflexão. Entre homenagens, discursos e campanhas oficiais, o país segue registrando números alarmantes de feminicídio e violência contra mulheres.

Neste fim de semana, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva faz um pronunciamento nacional alusivo à data.

A fala ocorre em meio a iniciativas do governo e do Supremo Tribunal Federal para reforçar o combate à violência de gênero. Campanhas de conscientização também surgem em várias regiões, como a promovida pela Rede Matogrossense de Comunicacao.

Apesar disso, a realidade segue dura. Dados do Forum Brasileiro de Seguranca Publica mostram que o Brasil registrou 1.568 feminicídios no último ano — o equivalente a uma mulher assassinada a cada seis horas.

Em Mato Grosso do Sul, os casos também se acumulam. Na antevéspera do Dia da Mulher, uma enfermeira foi brutalmente agredida pelo marido em Ponta Pora. O episódio reacendeu o alerta sobre a violência doméstica no estado.

A violência contra mulheres, aliás, não é exclusividade brasileira. Escândalos internacionais, como o caso do financista Jeffrey Epstein, que manteve relações com diversas figuras influentes, entre elas o empresário e ex-presidente Donald Trump, mostraram como crimes contra mulheres podem permanecer ocultos por anos.

Por isso, mais do que uma data de homenagens, o 8 de março precisa ser também um alerta. Enquanto mulheres continuarem morrendo apenas por serem mulheres, as flores dessa data sempre terão um significado incompleto

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