Campo Grande
“Sem invasões”: Tereza Cristina quer reformular política de reforma agrária
Tereza Cristina, deputada federal e futura ministra, durante coletiva; do lado direito dela, Maurício Saito, presidente da Famasul, onde imprensa foi reunida para a entrevista (Foto: Leonardo Rocha)Tereza Cristina, deputada federal e futura ministra, durante coletiva; do lado direito dela, Maurício Saito, presidente da Famasul, onde imprensa foi reunida para a entrevista (Foto: Leonardo Rocha)

Sem dar detalhes, a deputada federal Tereza Cristina (DEM) defendeu a reformulação da política de reforma agrária no Brasil durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (9).

Ela revelou ainda o desejo de ver o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) incorporado ao Ministério da Agricultura, que passa a ser comandado por ela em janeiro de 2019. “Porque assim, o ministério cuida tanto dos grandes produtores, quanto dos pequenos”.

A parlamentar e futura ministra também deixou claro diante de representantes de várias entidade ligadas ao agronegócio que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) terá tolerância zero com as “invasões”. “O Bolsonaro vai ser duro. Não vai admitir invasões. Vai seguir o que a lei determina, mas sem titubear em relação a invasões, seja de sem-terra, indígenas ou qualquer outro tipo de invasão a propriedade privada”.

Tereza argumenta que a insegurança jurídica para produtores freia investimentos. Ela citou ainda que em Mato Grosso do Sul há 140 áreas considerada invadidas e que o conflito do campo afasta investidores estrangeiros.

“Nossa prioridade é a segurança jurídica no campo, para criar um ambiente de negócios favorável”.

Transição – A deputada revelou ainda que a partir da próxima semana terá reuniões com atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para entender o “tamanho do ministério”. “A partir daí vamos fazer nossa proposta de quais pastas podem ser agregadas”.

Ao lado de Tereza Cristina, estava o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Maurício Saito, o secretário de Estado de Governo, Eduardo Ridel, e o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.

A Famasul cedeu espaço para a coletiva.