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Com o objetivo de promover a continuidade do desenvolvimento de pesquisas e ações para a proteção e conservação da arara azul na natureza, o Instituto Arara Azul iniciou a terceira edição da campanha Adote um Ninho para subsidiar estudos e monitoramento de abrigos reprodutivos no Pantanal. A iniciativa é reconhecida internacionalmente pelos 26 anos de trabalho do Projeto Arara Azul, liderado pela Dra. Neiva Guedes, presidente do Instituto Arara Azul e pesquisadora dos programas de Mestrado e Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Uniderp. Para apadrinhar um ninho, é necessário entrar em contato com o Instituto Arara Azul pelo telefone (67) 3222-1205 ou pelo e-mail contato@institutoararaazul.org.br. Durante o período reprodutivo da espécie, o colaborador acompanhará as novidades do ninho e demais informações do projeto, poderá batizar sua ave ao nascimento, receberá um kit de boas vindas com foto exclusiva do ninho e outras vantagens. “O programa proporciona também a manutenção da biodiversidade do Pantanal, tanto para as araras-azuis como para várias outras espécies de aves que ocupam as mesmas cavidades”, explica Neiva Guedes. Nas edições anteriores, a ação contou com o apadrinhamento de empresas, como Uniderp, Águas Guariroba, Biofaces, Anilhas Capri, Douramotors, BR Insdústria de Tintas, Città Planejamento Urbano e Ambiental, Diamond Hall, Ondara Buffet, Kampai, Rede TV Box, ZN Marketing, Bradesco Seguros e a ONG Parrots International, além do apoio de famosos como Ziraldo, Michel Teló, Almir Sater, Gabriel Sater, Carlos Saldanha, Chitãozinho & Xororó, Alex Atala, Munhoz & Mariano e Luan Santana. Reprodução O número de nascimentos das araras azuis foi menor que no ciclo anterior, mas está dentro da expectativa da pesquisadora. Dos 99 ovos encontrados nos ninhos monitorados, menos de 50% chegaram ao estágio final, ou seja, 49 filhotes de araras-azuis nasceram no último ciclo, em comparação com 52 aves no ciclo de 2014/2015. “Registramos a sobrevivência e voo de 29 aves e todos os filhotes foram anilhados, microchipados e tiveram sangue coletado para análise de DNA e sexagem. São resultados que demonstram que a arara-azul se reproduz relativamente bem no Pantanal. A taxa reprodutiva da espécie é baixa e por estar em um ambiente natural é afetada pelas relações ecológicas, sofrendo perdas e predações, como qualquer outra espécie. Pelas características da própria espécie, mais vulneráveis, essas consequências são piores”, revela a bióloga. Outro ponto influencia a reprodução das araras-azuis. Por serem aves seletivas, 95% de seus ninhos são encontrados somente no Manduvi, uma espécie arbórea em escassez na natureza devido aos desgastes com o tempo. Para solucionar a demanda, ninhos artificiais foram criados pela equipe de biólogos do Instituto e instalados na natureza. “A velocidade das perdas dos abrigos naturais é muito maior que o surgimento de novos, com isso, manejos realizados em ninhos naturais e artificiais para elevar o número de cavidades disponíveis para as araras, tem resultado em aumentos positivos para a espécie. Por isso, nossa campanha para a adoção de ninhos é muito importante”, comenta a pesquisadora. No último ciclo, o Instituto Arara Azul monitorou 151 ninhos: 87 naturais e 64 artificiais. Ao todo, estão cadastrados 713 ninhos: 425 naturais e 288 artificiais (incluindo Pantanal de Mato Grosso). Responsabilidade ambiental Para a diretora executiva do Instituto Arara Azul, Eliza Mense, as conquistas obtidas são significativas e foram possíveis devido à colaboração de vários parceiros. “Ao longo dos anos, conseguimos viabilizar esse trabalho com o subsídio e apoio da Fundação Toyota do Brasil, da Toyota, da Universidade Uniderp, do Refúgio Ecológico Caiman, Bradesco Seguros e outros parceiros, mas é necessário que a sociedade continue a auxiliar para que o sucesso seja mantido e os trabalhos ampliados”. |