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Bela Vista-MS Sábado, 06 de Junho de 2026

Um paraguaio de 50 anos, que trabalhava como capataz em uma fazenda, foi indiciado pelo promotor de plantão e teve sua prisão preventiva decretada por um juiz no âmbito da investigação do assassinato de um pecuarista brasileiro em Bella Vista Norte. A vítima e o suposto autor do crime já haviam se desentendido e quase chegaram às vias de fato dias antes do homicídio, segundo familiares que falaram com os investigadores.

O promotor de Pedro Juan Caballero, Emilio Álvarez, informou que houve avanços significativos na investigação do assassinato do pecuarista brasileiro Osmar de Assis Teixeira, de 68 anos, ocorrido em 1º de abril na Fazenda Guadalupe, de propriedade da vítima, localizada no assentamento Casualidad, distrito de Bella Vista Norte.

Nesse contexto, ele indicou que, horas após o crime, o único suspeito até o momento, identificado como Juan Carlos Gayozo Vera, de 50 anos, capataz da Fazenda Ña Bori, que faz divisa com a propriedade da vítima, foi preso. Álvarez afirmou ter apresentado queixa por homicídio doloso contra o detido e solicitado sua prisão preventiva, pedido que foi concedido quando o juiz de garantias do referido distrito, Edgar Ramírez, ordenou a prisão do réu. “O caso está 90% resolvido; só precisamos encontrar a arma do crime para que esteja 100% resolvido”, declarou o representante do Ministério Público.

De Assis foi baleado com uma espingarda calibre 12 enquanto realizava uma inspeção de rotina em sua fazenda de gado. Ele havia saído da casa principal da propriedade para realizar a inspeção acompanhado de seu filho menor e de um adulto que, segundo relatos, era funcionário da fazenda, mas no momento da emboscada, ele estava praticamente sozinho, pois os outros haviam se dispersado para realizar a inspeção de rotina e estavam entre 200 e 300 metros do local do crime naquele momento.

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“Foi o capataz, foi o Don Gayozo”, disse a vítima em agonia.

Após ser baleado, Osmar De Assis Teixeira (68) caiu no chão, gravemente ferido, mas, em meio à agonia, teria tido tempo de identificar o atirador. Ao ouvirem o disparo, tanto seu filho mais novo quanto o trabalhador se aproximaram da vítima. “A vítima ainda estava consciente quando se aproximaram, primeiro o adulto e depois o adolescente, e ele apontou Gayozo como o autor dos disparos”, declarou o promotor Emilio Álvarez sobre o incidente.

Ele acrescentou que a própria vítima lhes disse: “Foi o capataz, foi o Don Gayozo”, referindo-se a Juan Carlos Gayozo Vera (50), que agora está sob custódia e já foi indiciado.

Eles quase chegaram às vias de fato dias antes do crime.

Segundo o promotor Emilio Álvarez, a vítima e o suposto autor quase chegaram às vias de fato quatro dias antes do assassinato do fazendeiro. “Quatro dias antes do incidente, eles quase chegaram às vias de fato, mas outras pessoas intervieram. Já havia ocorrido desentendimentos anteriores entre eles, segundo a viúva. A vítima havia reclamado com o Sr. Gayozo porque as ovelhas da fazenda onde ele era capataz estavam pastando em sua propriedade”, disse Álvarez, que lamentou que a situação tenha escalado para um crime, “mesmo em uma situação menor”, ​​que poderia ter sido resolvida de outra forma.

Em 1º de abril, Osmar De Assis Teixeira foi emboscado enquanto inspecionava sua fazenda de gado. Após ser baleado com uma espingarda, ele foi levado a um hospital, onde morreu. Horas depois, Juan Carlos Gayozo Vera foi preso e um revólver, munição e telefones celulares foram apreendidos em sua posse. Ele foi posteriormente indiciado e enviado para a prisão.

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Fonte: ABC Color