O Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha. Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada. Disse-lhes ele: “Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário”. […] Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e […] disse-lhes ele: – “Ide vós também para minha vinha”. Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor:
“Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros”. Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário. Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. […] Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo: “Os últimos só trabalharam uma hora… e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor”. O senhor, porém, observou a um deles: “Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário? […] Eu quero dar a este último tanto quanto a ti. Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?”. […]