Mato Grosso do Sul
Eu não assisti aos jogos da seleção: Por Marco Asa

Marco Asa

Eu não assisti aos jogos da seleção

(Marco ASA) – Neste momento estou sozinho no escritório. Na empresa em que eu trabalho, todos estão em um salão torcendo eufóricos, gritando a cada lance, reclamando de cada gol perdido. Mas, estou aqui. Sozinho. Sinceramente, não consigo entender como podem torcer tanto para um time que, na verdade, é uma empresa. Uma empresa corrupta, cujos ex-presidentes estão presos ou banidos do futebol. Uma empresa que faz parte de um sistema maior, que é a FIFA, cujos ex-presidentes também foram presos ou investigados.

Alguns colegas, antes do jogo, me disseram que tenho que torcer por “é o Brasil”. Não! Não é o Brasil. O time de futebol do Brasil foi utilizado, durante décadas, para distrair a atenção dos brasileiros.

A Copa de 70 foi a maior ferramenta de propaganda da ditadura militar. A Copa do Brasil, do 7×1, foi utilizada para desconstruir a imagem do governo Dilma. Hoje, durante a copa da Rússia, o congresso corrupto entregou o pré-sal para as petroleiras estrangeiras. Os vereadores de São Paulo, capitaneados pelo acéfalo Holiday, tirou o direito ao atendimento prioritário de saúde às mulheres que fazem o aborto legal (que foram estupradas ou de fetos acéfalos) e tantos outros desmandos acontecem, acobertados pela euforia da copa.

No mundo, o presidente americano criou o campo de concentração para crianças imigrantes (inclusive brasileiras). E, por aqui, seu seguidor-mor, o Bolsoraro, tem chances de se eleger apesar de nem saber que na Amazônia não tem hiena nem ornitorrinco.

Então, queridas amigas e queridos amigos. Tô sem vontade de gritar “vai seleção”. Fico com a opinião de um amigo: “Putin é tão rico que deve ter comprado a copa pra Rússia”.

Grande reação – Depois da copa, China, Rússia e Índia preparam um grande contragolpe contra Trump e sua sanha protecionista. Querem fortalecer os BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Para isso, pretender forçar o Brasil a tomar decisões unidas, não somente cumprir ordem dos norte-americanos, como acontece hoje com o governo golpista e corrupto de Temer.

O mercado e as instituições começam a pensar num “plano B” nas eleições deste ano. Todos entraram num consenso de que Bolsonaro não tem capacidade para gerir um país do tamanho do Brasil e que nenhum candidato à direita tem capacidade de chegar ao segundo turno. Parece que Ciro Gomes não é tão radical e tem bom relacionamento com o mercado, já que fez parte da equipe que criou o plano real. Se Lula realmente não puder concorrer, pode ser uma opção.

Abraços e fiquem com Deus.

Marco ASA é jornalista, publicitário e escritor. Contatos pelo e-mail portalautoasa@gmail.com