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Bela Vista-MS Domingo, 15 de Março de 2026
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Dinheiro da ‘Carne podre’ e Lava Jato abastece campanhas de deputados federais de MS

Campo Grande (MS) – Os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul receberam R$ 2,6 milhões em doações de empresas investigadas em Operações da Polícia Federal, como Lava Jato  e Carne Fraca. As empresas JBS, BRF, Andrade Gutierrez, BTG Pactual, Engevix, Triunfo e Queiroz Galvão irrigaram campanhas dos parlamentares eleitos no Estado.

O deputado federal Geraldo Rezende (PSDB) recebeu doação de R$ 450 mil da JBS. De acordo com a prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o deputado teve R$ 150 mil por doação direta da empresa. Ainda segundo o TSE, parte do dinheiro foi repassada por intermédio da senadora Simone Tebet (PMDB), no valor de R$ 150 mil, e o resto da quantia através da direção nacional do partido.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) recebeu doações de R$ 10 mil da UTC Engenharia, R$ 250 mil da BTG Pactual, R$ 100 mil da empreiteira Queiroz Galvão, R$ 200 mil da Andrade Gutierrez e R$ 135 mil da Engevix.

O deputado Vander Loubet (PT) teve sua campanha ajudada com R$ 125 mil da Engevix e R$ 200 mil da Andrade Gutierrez. Zeca do PT recebeu também R$ 125 mil da Andrade Gutierrez, R$ 100 mil da construtora Triunfo, R$ 250 mil da BTG Pactual e R$ 125 mil da Engevix.

A deputada federal Tereza Cristina (PSB) recebeu R$ 300 mil da BTG Pactual e R$ 103 mil em doações da JBS, divididos em três parcelas. A parlamentar também recebeu R$ 30 mil do grupo BRF.

O deputado federal Carlos Marun (PMDB) recebeu R$ 53 mil em doações do JBS. Elizeu Dionizio (PSDB) recebeu R$ 20 mil do grupo JBS. Já o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM) recebeu R$ 44 mil da BRF e R$ 20 mil do JBS.
As operações

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A instalações da BRF e JBS foram alvo de Operação Carne Fraca da Polícia Federal para desarticular suposta organização criminosa liderada por fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, que, com o pagamento de propina, facilitavam a produção de produtos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização.

A investigação foi batizada de ‘Carne Fraca’ em alusão a uma expressão popular que descreve a situação dos produtos encontrados pela Polícia Federal, como carnes podres maquiadas com ácido ascórbico e reembalagem de produtos vencidos, realizada por alguns frigoríficos, e demonstra a fragilidade moral dos agentes públicos que deveriam fiscalizar os alimentos.

A Operação Lava Jato foi deflagrada em março de 2014 e investiga um esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobrás, grandes empreiteiras e políticos. Até agora o relator do caso, o ministro Teori Zavascki autorizou a abertura de investigações contra políticos de seis partidos PT, PSDB, PMDB, PP, SD e PTdoB. A lista de investigados inclui 50 nomes, entre eles os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB) e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).

No decorrer das investigações da Operação Lava Jato, o BTG Pactual foi acusado de pagar propinas em troca de vantagens em um negócio com a BR Distribuidora e é um dos principais acionistas da empresa de sondas Sete Brasil, que é sócia da Petrobras na exploração de petróleo em países africanos, mas, até o momento, não há comprovação de irregularidades.

Fonte: Top Midia News