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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 06 de Março de 2026

abertura do período de prestação de contas com a Receita Federal sempre traz o mesmo dilema aos contribuintes: correr para entregar a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) ou aguardar os últimos dias do prazo? A escolha interfere diretamente no calendário de restituição e pode impactar até mesmo na rentabilidade do valor a receber.

Para quem precisa de liquidez imediata, a regra é simples: declarar cedo aumenta as chances de receber primeiro. O cronograma de restituições segue, em regra, a ordem de entrega das declarações. Assim, quem envia o documento logo nos primeiros dias costuma ser incluído nos lotes iniciais, tradicionalmente pagos a partir de maio, conforme o histórico dos últimos anos.

Essa alternativa é ideal para contribuintes que contam com o dinheiro da restituição para equilibrar o orçamento, quitar dívidas ou realizar pagamentos programados ainda no primeiro semestre.

Já para quem não tem urgência, esperar pode ser uma estratégia financeira interessante. O valor da restituição é corrigido pela Selic, a taxa básica de juros da economia. Isso significa que, quanto mais tarde o pagamento, maior tende a ser o valor final recebido.

Com projeções indicando a Selic em torno de 12,5% ao longo de 2026, receber nos últimos lotes funciona, na prática, como um investimento conservador e automático. Enquanto o dinheiro permanece com o governo, ele é atualizado mensalmente, garantindo ganho real ao contribuinte.

Como funciona a fila de prioridades

Mesmo declarando logo no início, é importante lembrar que a legislação estabelece grupos com prioridade no recebimento da restituição. A ordem geralmente segue os seguintes critérios:

  • Idosos com 80 anos ou mais;

  • Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou com doenças graves;

  • Contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério;

  • Quem utilizou a declaração pré-preenchida e/ou optou por receber via Pix;

  • Demais contribuintes, conforme a data de entrega.

Planejamento evita surpresas

O valor da restituição não costuma ser uma surpresa. Durante o preenchimento da declaração, o próprio programa da Receita Federal informa se há imposto a pagar ou a restituir, apresentando uma simulação. Ainda assim, o resultado pode ser alterado caso o Fisco identifique inconsistências ou dados incorretos.

Antes de decidir quando enviar a declaração, o contribuinte pode usar simuladores oficiais para planejar melhor suas finanças e escolher a estratégia mais vantajosa para o seu perfil.

No fim das contas, declarar cedo ou esperar até o final do prazo não é uma questão de certo ou errado, mas de prioridade financeira. O essencial é respeitar o prazo e garantir que todas as informações estejam corretas para evitar problemas futuros com o “Leão”.