Durante a sessão ordinária desta segunda-feira, 16 de junho, o vereador Jeronimo Ferreira (PSDB) realizou um pedido verbal direcionado ao secretário municipal de obras, solicitando a substituição de várias lâmpadas queimadas na Rua das Orquídeas. A falta de iluminação tem gerado preocupação entre os moradores, especialmente em relação à segurança.
Além disso, Jeronimo pediu o cascalhamento e patrolamento da própria Rua das Orquídeas, que se encontra em condições precárias de trafegabilidade. O parlamentar também solicitou os mesmos serviços para a Rua da Independência, localizada no bairro Erva Mate, visando melhorar o acesso e a mobilidade urbana na região.
Segundo o vereador, as melhorias são fundamentais, um pedido dos moradores por isso estou enviando ao setor competente, frisou Jeronimo.
O que queremos para os próxmos 25 anos é a pergunta focal do fórum participativo “Diálogos para a Construção da Estratégia Brasil 2050, que nesta quarta-feira (18) está em Campo Grande para colher sugestões e traçar uma agenda de longo prazo, permitindo mais produtividade, competividade e investimentos em Mato Grosso do Sul e para o Brasil.
O governador Eduardo Riedel participou da abertura do fórum, na Câmara Muncipal, e destacou a importância de planejar o Estado brasileiro, com ações que garantam uma transformação da sociedade com desenvolvimento sócio-econômico e paz, com a exigência e velocidade que os problemas estão impondo ao mundo contemporâneo.
“O mundo passa por transformação em grande velocidade. E isso vale também para a nossa administração pública. É um mundo desafiador e só discutindo a longo prazo, vamos obter respostas”, garantiu. Riedel ainda salientou os índices positivos que a sociedade vem alcançando nos últimos anos, com base no planejamento estratégico em políticas públicas e nas diretrizes de prosperidade, inclusão social, sustentabilidade e inovação.
“Nós saímos, em 2023, de 2,7% de pobreza extrema para 1,9% este ano e vamos erradicá-la. Na educação, 62% das escolas estaduais oferecem modelo em tempo integral, com cursos profissionalizantes. E isso passa pelo apoio às nossas comunidades indígenas, aos agricultores familiares, com tecnologia e inclusão. Passa por uma transformação em competitividade para oferecer às empresas o melhor resultado em infraestrutura. São R$ 25,7 bilhões alocados em concessões e privatizações. Este movimento só é possível porque as diretrizes foram traçadas e o plano estratégico delineado”, apontou o governador.
Desenvolvido pela Secretaria Nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento, a Estratégia Brasil 2050 busca envolver diversos setores para orientar o crescimento sustentável do país a partir de um plano de Estado a ser construído pelo setor público, privado, pelas universidades e por toda a sociedade.
Na cerimônia de hoje, a ministra Simone Tebet justicou o plano diante dos desafios apresentados num mundo com tensões geopolíticas, mudanças climática, avanço da inteligência artificial, novos arranjos macroeconômicos e integração de novos mercados, além de incentivar uma cultura de planejamento. A ministra também lembrou que no ano de 2050, o País será predominantemente constituído por uma população idosa.
“É um projeto que vai permitir que a gente possa levar para o mundo o Brasil que a gente deseja. A estratégia para 2050 é uma agenda suprapartidária do Estado brasileiro, com indicadores e meta para os serviços públicos em parceria com o setor privado”, afirmou.
O projeto encerra sua fase de apresentação em Campo Grande, após percorrer vários estados do Brasil. A Estratégia Brasil 2050 está em fase de elaboração e vai consolidar um documento de referência para o planejamento de longo prazo do país.
O evento de hoje contou com a participação dos vereadores da capital, prefeitos, representantes do setor privado, da academia, sociedade civil e secretários do Governo do Estado. A consulta pública segue aberta até o próximo dia 22 de junho. Saiba mais sobre a Estratégia Brasil 2050: https://www.gov.br/Brasil2050
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS Fotos: Bruno Rezende
Mato Grosso do Sul terá, em breve, uma rede de 70 estações meteorológicas cobrindo todo território estadual e enviando informações instantâneas sobre as variáveis do tempo para abastecer os bancos de dados nacionais. Mais nove estações serão instaladas na Bacia do Rio Paraná, elevando para 36 o número de unidades ativas no Estado.
A confirmação da ampliação da rede foi dada ontem (17) pelo diretor nacional do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Carlos Alberto Jurgilewicz, ao secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck.
Vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, o Inmet é parceiro do Cemtec-MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) – este ligado à Semadesc – na utilização das estações existentes em Mato Grosso do Sul, com um instituto dividindo com o outro os dados captados nas operações locais.
Ao todo, o Cemtec conta com 42 estações própria no Estado atualmente, sendo que 19 estão sendo instaladas nesse ano em sua maioria na Bacia do Rio Paraguai, onde havia carência de cobertura. Além de Verruck e Jurgilewicz, também participaram do encontro o secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette, e a coordenadora do Cemtec, Valesca Fernandes.
“Até a próxima semana nós vamos apresentar os pontos de localização dessas nove estações na Bacia do Paraná. E aí surgiu uma boa opção, porque como existe uma cobertura praticamente de quase 80% da Bacia do Paraná, e nós vamos fazer um estudo para realocar algumas das estações adquiridas pelo Estado que estavam previstas de ser instaladas nessa bacia, e que agora podem ser levadas para a Bacia do Rio Paraguai, onde ainda temos um número menor de estações instaladas”, revela Verruck.
Com essa ampliação da rede, Mato Grosso do Sul ficará com uma cobertura extremamente importante, priorizando áreas que estejam sem cobertura ou que careçam de maior detalhamento de dados. “Tivemos a sinalização que o Inmet pode ampliar mais a rede, caso o Estado aponte necessidade. São informações cruciais para a atividade agropecuária em geral, a agrometeorologia, pois permite antecipar medidas e utilizar com muito mais eficiência os recursos disponíveis no melhor tempo possível”, completa.
Na ocasião do encontro também foi discutida a renovação do Acordo de Cooperação Técnica entre o Governo do Estado e o Inmet para repasse das informações coletadas pelas estações meteorológicas da rede própria ao banco de dados do Instituto, que posteriormente são sistematizadas e divulgadas pelos técnicos do Cemtec.
João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto de capa: Bruno Rezende/Secom/Arquivo Interna: Mairinco de Pauda/Semadesc
A SED (Secretaria de Estado de Educação) abriu as inscrições para a quarta edição do Festival da Canção das Escolas Estaduais de MS – Prêmio Helena Meirelles. Destinado exclusivamente aos estudantes matriculados na REE (Rede Estadual de Ensino), o festival tem como principal objetivo fomentar a expressão artística, revelar novos talentos e destacar a música como ferramenta de educação e transformação social.
Promovido pelo Nuac (Núcleo de Arte e Cultura) e Sepre (Superintendência de Modalidades e Programas Educacionais), o evento integra uma série de ações voltadas ao fortalecimento da arte e da cultura nas escolas públicas estaduais.
Neste primeiro momento, não é necessário o envio do vídeo com a apresentação final. Os participantes terão até o dia 4 de julho para concluir a inscrição oficial, com o envio do material completo, através do link: https://doity.com.br/festivaldacancaodasescolasestaduaisdems2025.
Com composições inéditas e autorais, o festival convida os estudantes a expressarem sua criatividade musical por meio de letras, melodias e arranjos originais, preferencialmente em língua portuguesa.
A temática desta edição — ‘Arte e Cultura pela Paz: Caminhos para uma Convivência Harmônica’ — propõe reflexões sobre respeito, empatia, solidariedade, inclusão, diversidade e resolução pacífica de conflitos nos espaços escolares e na sociedade.
A iniciativa conta com o apoio da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), da Febafams (Federação de Bandas e Fanfarras de MS), da Delegacia da Receita Federal de Campo Grande, da Fadeb/MS (Fundação de Apoio e Desenvolvimento à Educação Básica) e da Sanesul ( Empresa de Saneamento de MS).
De acordo com o professor doutor Fábio Germano da Silva, gestor do NUAC, o festival vai além da competição musical, “é um projeto que visa promover o estímulo à criatividade e à produção artística dos nossos alunos. Mas também se propõe a manter viva a cultura dos festivais e contribui de modo sistemático como parte da educação musical e inclusiva”, afirma.
Homenagem
O festival homenageia a violeira sul-mato-grossense Helena Meirelles, considerada uma das maiores representantes da música regional brasileira. Ao valorizar a produção musical dos estudantes, a proposta também reforça o compromisso com a preservação e a divulgação do patrimônio cultural do estado.
Mais informações sobre o regulamento, critérios de participação e formulários de inscrição estão disponíveis no site oficial do evento. Dúvidas também podem ser esclarecidas com o Núcleo de Arte e Cultura pelo telefone (67) 99824-8534.
Adersino Junior, Comunicação SED Fotos: Arquivo NUAC/Everton Gentil
O trânsito de bovinos e bubalinos entre Mato Grosso do Sul e todo o território nacional está liberado a partir de agora. A decisão acontece após o Brasil receber, em maio deste ano, durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o certificado que reconhece o país como livre de febre aftosa em sua última zona onde ainda se praticava a imunização.
A medida consta em ofício do Ministério da Agricultura e se estende também aos estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.
O documento foi enviado pelo ministério a todas as superintendências de Agricultura e Pecuária do país, reforçando a inexistência de restrições de trânsito de animais suscetíveis à febre aftosa entre as zonas livres existentes, sem prejuízo do cumprimento das normas vigentes para cada espécie e das ações de fiscalização nos postos fixos de cada estado.
Com esse reconhecimento internacional, todo o território nacional agora possui a mesma condição sanitária: livre de febre aftosa sem vacinação, o que representa um marco histórico para a pecuária brasileira.
Diante disso, o artigo 4º da portaria 665 do Ministério da Agricultura, de 21 de março de 2024, deixa de ter efeito. Antes, esse artigo proibia o trânsito e a incorporação de bovinos e bubalinos oriundos de estados que ainda estavam em processo de reconhecimento como livres da doença sem vacinação.
“Com o novo status, não há mais restrições sanitárias para o transporte desses animais entre as zonas livres dentro do país”, salientou o titular da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck.
Um diagnóstico de DRC (Doença Renal Crônica) carrega o peso de uma condição que exige tratamento contínuo. Quando, além disso, o acesso à hemodiálise exige viagens cansativas, longas esperas ou até a mudança para outro município, o desafio se torna ainda maior. Em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado vem reescrevendo essa realidade com uma estratégia concreta de regionalização do cuidado e expansão dos serviços de TRS (Terapia Renal Substitutiva), ancorada no SUS (Sistema Único de Saúde).
“O Plano de ação regional em curso promove não apenas a ampliação do número de máquinas e clínicas, mas também a distribuição equilibrada dos atendimentos pelas macrorregiões do estado, com foco na dignidade do paciente e na resolutividade do tratamento”, explica a Superintendente de Atenção à Saúde Angélica Segatto Congro.
Com incentivos financeiros aos municípios, pactuações regionais e novos serviços previstos até o fim de 2026, todo o trabalho de regionalização distribuído em macrorregiões busca garantir que nenhum sul-mato-grossense com DRC fique desassistido ou precise percorrer longas distâncias até o tratamento.
Paciente utiliza a mesinha de apoio durante a hemodiálise no HRMS — conforto e cuidado em cada detalhe. Foto: Patrícia Belarmino.
“A política pública integra a Linha de Cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica, que organiza o fluxo assistencial e direciona os pacientes para os serviços adequados conforme a macrorregião de origem, reduzindo deslocamentos e ampliando o acesso”, complementa a gerente de Atenção a Doença Renal Crônica, Mara Rúbia da Costa Silva.
Rede estadual de hemodiálise
A Resolução CIB n.º 550, de 9 de dezembro de 2024, formalizou a pactuação do Plano de Ação Regional para a ampliação da Terapia Renal Substitutiva em MS. As medidas previstas para o biênio 2025-2026 abrangem a expansão e descentralização do atendimento em todas as regiões do estado. Entre as principais ações estão:
Ampliação de serviços já existentes nos municípios de Aquidauana, Coxim, Costa Rica, Bataguassu, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas;
Implantação de novos serviços nos municípios de Maracaju, Jardim e Nova Andradina;
Nova habilitação em Campo Grande, com a entrada da clínica Davita Pantanal;
Abertura de novo turno de atendimento em Bataguassu.
Com essas iniciativas, o Estado aumentará a capacidade instalada em mais 98 máquinas de hemodiálise, além das 457 máquinas que estão em operação, garantindo maior acesso ao tratamento e ampliando a cobertura para pacientes renais crônicos em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.
Regionalização e incentivo aos municípios
A regionalização da TRS garante que o paciente com indicação para hemodiálise seja referenciado diretamente para a sua região, conforme pactuado na Linha de Cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica, aprovada pela Resolução nº 69/SES, de 17 de agosto de 2023. Isso contribui para a redução de barreiras geográficas, melhoria no acompanhamento contínuo dos pacientes e acesso mais rápido e humanizado ao tratamento.
Como parte da estratégia para descentralizar e fortalecer o atendimento aos pacientes, o Governo também instituiu incentivos financeiros que visam apoiar diretamente os municípios na oferta e manutenção dos serviços de TRS. A medida foi oficializada por meio da Resolução nº 322.
O repasse contempla tanto os tratamentos de hemodiálise quanto a DPA (Diálise Peritoneal Automatizada), garantindo recursos que ajudam a custear os procedimentos e possibilitam uma rede mais estruturada, estável e acessível à população. Os valores estabelecidos são de R$ 716,12 por mês para cada paciente em tratamento com DPA, além de R$ 45,00 por sessão de hemodiálise, respeitando o limite de até 14 sessões mensais por paciente.
Para assegurar a correta aplicação dos recursos, os dados de produção são conferidos mensalmente pela GADRC (Gerência de Atenção à Doença Renal Crônica), setor responsável por acompanhar a execução dos serviços e autorizar os repasses. A sistemática de monitoramento contribui para maior transparência e eficiência na destinação dos incentivos, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso do Estado com a qualidade do cuidado prestado aos pacientes renais.
A política de incentivo representa um passo decisivo para garantir a sustentabilidade dos serviços ofertados nas diferentes regiões do estado, reduzindo a dependência de centros urbanos e permitindo que mais sul-mato-grossenses tenham acesso digno, contínuo e próximo ao tratamento.
Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto de capa: Bruno Rezende/Secom