O deputado estadual Renato Câmara (MDB), vice-presidente da Assembleia Legislativa, apresentou nesta terça-feira (23/9/2025) indicação ao Governo do Estado e à Secretaria de Justiça e Segurança Pública solicitando a renovação da frota de veículos das forças de segurança em Dourados.
Em nome do 9º Batalhão da Polícia Militar do município, o parlamentar estendeu o pedido também à Polícia Civil e ao Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com o objetivo de garantir melhores condições de trabalho para as corporações e ampliar a eficiência no atendimento à população.
Renato já se reuniu com o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, que recebeu pessoalmente a indicação e destacou a parceria com o parlamentar: “Renato é um grande parceiro e sempre sensível às demandas de Dourados. Ele apresentou pra gente a necessidade de ampliar o posto de identificação da cidade e, em parceria com o Detran, conseguimos atender a essa solicitação. Com o apoio do Renato, foram instalados no Detran de Dourados cinco novos guichês de atendimento, ampliando o atendimento à população e reduzindo a fila e o tempo de espera para fazer o RG.”
Segundo o deputado, o pedido tem caráter estratégico para fortalecer as ações de segurança pública. “Nosso mandato tem compromisso com a população e estamos trabalhando para que as forças policiais tenham melhores condições de trabalho e a população de Dourados mais tranquilidade”, afirmou Câmara.
O parlamentar é reconhecido por sua atuação em diversas áreas, sendo o deputado que mais trabalha na Assembleia Legislativa em prol da pessoa idosa, da avicultura, da suinocultura, do leite, da regularização fundiária, do meio ambiente, dos recursos hídricos, dos rios e dos agentes comunitários de saúde.
Iniciada em uma atmosfera alegre e saudosista, suscitada por músicas tocadas e cantadas pelo grupo de violeiros Passageiros do Tempo, o primeiro dia da 5ª Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa discutiu uma questão fundamental: o direito de envelhecer com dignidade. Com proposição do deputado estadual Renato Câmara (MDB), o evento foi sediado no auditório da Receita Federal, no Parque dos Poderes, em Campo Grande. A Conferência é realizada pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDPI-MS) e Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (SEAD), com parceira da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).
Deputado Renato Câmara, coordenador da Frente Parlamentar
A Conferência estadual, iniciada hoje com continuidade nesta sexta-feira (26), constitui-se como etapa fundamental para a 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, que será realizada de 16 a 19 de dezembro. O tema da edição deste ano é “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”. Durante o evento estadual, foram debatidos e problematizados dados, informações e demandas das pessoas idosas de Mato Grosso do Sul a partir das discussões realizadas nas conferências municipais. Na sexta-feira, serão definidas 25 propostas, consideradas mais relevantes, para serem encaminhadas ao evento nacional.
A ALEMS foi representada pelo deputado Renato Câmara, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. Também participaram do evento o deputado estadual Pedrossian Neto (PSD), que faz parte da Frente Parlamentar; o professor Ben-Hur Ferreira, secretário executivo dos Direitos Humanos da SEAD; a professora Irma Macario, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (CEDPI), que mediou os trabalhos; a juíza de Direito Katy Braun do Prado, titular da Vara da Infância, Adolescência e do Idoso de Campo Grande; Aymoré Moreira, representante da Pessoa Idosa; Alexandre Silva, secretário executivo do Conselho Nacional da Pessoa Idosa do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC); professor Ramon Moraes Penha, coordenador do Ambulatório de Geronto-Geriatria e Cuidados Paliativos da UFMS; entre outras autoridades.
O deputado Renato Câmara destacou a importância da legislação brasileira na promoção e defesa dos direitos das pessoas idosas e enfatizou que o Estatuto do Idoso é uma ferramenta essencial para garantir a dignidade das pessoas com sessenta anos ou mais. “Muitos acham que os países desenvolvidos têm legislações melhores que a nossa, mas não têm”, pontuou. “Muita gente pensa que nos Então a gente às vezes acha que nos países desenvolvidos, já está tudo resolvido, mas não está. Lá fora, eles não têm o Estatuto do Idoso, que é um norte que nos guia. Não temos que inventar a roda. Temos, sim, que fazer com que o Estatuto do Idoso faça parte de nossa vida para que os idosos tenham a dignidade que buscamos construir. Então, o Brasil está, sim, muito mais avançado do que países que se dizem de primeiro mundo”, afirmou o parlamentar.
Irma Macario, presidente do CEDPI, mediou os trabalhos
O deputado também enfatizou a importância da Conferência como espaço para debate de questões relevantes às pessoas idosas e disse que, nesse processo, cada um deve assumir compromissos na construção de políticas públicas. “Nós queremos saber quais são os nossos direitos, mas nós temos que colocar, antes disso, qual é meu papel perante esses direitos, e quais são também os meus deveres”, afirmou, acrescentou a necessidade de um “diálogo franco, aberto e construtivo”.
O deputado Pedrossian Neto chamou à atenção para a necessidade de fortalecimento de políticas para pessoas idosas com a garantia de recursos permanentes. “Gostaria de chamar atenção para um problema relevante: subfinanciamento às políticas para a pessoa idosa. Quantas entidades que promovem saúde e bem estar, fornecem medicamentos, que fazem um trabalho extraordinários e que têm financiamento congelado há muito tempo”, disse Pedrossian Neto e deixou o seguinte questionamento: “Por que não há nenhum dispositivo que obriga o Poder Público a reajustar anualmente esses contratos?”. Conforme o parlamentar, não se pode fazer política pública por meio de voluntarismo, mas através recursos efetivamente garantidos.
“Envelhecer é um verbo presente”, afirma secretário
Para contribuir e subsidiar as discussões da Conferência, foram realizadas duas palestras. A primeira, proferida pelo secretário Alexandre Silva, tratou sobre temas fundamentais da Conferência Nacional. Na segunda, conduzida pelo professor Ramón Penha, foi traçado e analisado um diagnóstico das políticas públicas da pessoa idosa em Mato Grosso do Sul.
Grupo de violeiros Passageiros do Tempo apresentou músicas saudosas
Antes de iniciar sua fala, o secretário Alexandre fez uma ligeira dinâmica para que todos refletissem sobre seus ancestrais, especialmente, sobre como eram suas vidas e quanto tempo viveram. “Muitas situações injustas, desnecessárias, evitáveis, tratáveis afetam populações vulneráveis em nosso país”, disse ao retomar sua fala. Ele enfatizou que as pessoas viveriam mais e melhor se essas situações fossem enfrentadas por políticas públicas eficazes. “Envelhecer é um verbo presente”, disse em menção a se pensar a velhice em todas as fases da vida. E apresentou uma barreira a isso: a narrativa e as ações contrárias aos direitos humanos. “Ainda vivemos em uma época em que precisamos discutir os riscos para os direitos humanos”, acrescentou.
Fazendo referência à fala do deputado Renato Câmara, o secretário reforçou o papel da legislação e das políticas públicas brasileiras. “Temos no Brasil importantes marcos normativos. O Brasil envelheceu muito rápido em razão de políticas públicas, particularmente o SUS e o SUAS”, disse.
Ele também apresentou e comentou os cinco eixos da Conferência, fazendo paralelos com situações de Mato Grosso do Sul. Os eixos da Conferência são estes: Financiamento das políticas públicas para ampliação e garantia dos direitos sociais; Fortalecimento de políticas para a proteção à vida, à saúde e para o acesso ao cuidado integral da pessoa idosa; Proteção e enfrentamento contra quaisquer formas de violência, abandono social e familiar da pessoa idosa; Participação social, protagonismo e vida comunitária na perspectiva das múltiplas velhices; e Consolidação e fortalecimento da atuação dos conselhos de direitos da pessoa idosa como política do estado brasileiro.
Autoridades ligadas à defesa da pessoa idosa participaram do evento
Para 2025, conforme dados apresentados pelo secretário, as projeções são de 35,37 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que equivale a 16,6% da população brasileira. A população de 80 anos e mais alcançará 4,95 milhões equivalendo a 2,3% da população do Brasil.
Por que do desejo de beber da fonte da juventude?
O professor Ramón Penha usou como preâmbulo de sua palestra a imagem da “fonte da juventude” e do espanhol Juan Ponce de León que, no século XVI, tentou encontrar a tal fonte. E fez uma provocação à plateia: “Quantos aqui gostariam de beber da fonte da juventude?” Depois, completou: “A humanidade sempre buscou a juventude eterna. Mas se desejamos beber da água da juventude, é que algo não está bem. Se tivéssemos uma vida realmente boa, não desejaríamos beber dessa fonte”.
Penha reforçou que a população está envelhecendo: “agora, há muito mais pessoas fazendo aniversário de 60 anos do que fazendo o de um ano. Mas a questão é: como estamos envelhecendo?”, problematizou.
O palestrante destacou a importância de envelhecer com saúde e qualidade de vida. “Envelhecimento saudável significa desenvolver e manter a habilidade funcional que permite o bem-estar na idade avançada. A habilidade funcional é determinada pela capacidade intrínseca de um individuo pelo ambiente em que se vive e pelas interações entre elas”, definiu.
Segundo dia
A Conferência continua na sexta-feira (26) e será sediada na Unigran da Capital (Rua Abrão Júlio Rahe, 325, Centro, Campo Grande). Na programação, estão previstos a inscrição de candidatos à Conferência Nacional e trabalhos em grupo para discussão dos cinco eixos da Conferência. Também serão realizas amanhã a plenária final, a aprovação das propostas e eleição dos delegados para a Conferência Nacional.
Semana da Pessoa Idosa
A Conferência integra as atividades da Semana da Pessoa Idosa, instituída pela Lei 4.796/2015, de autoria do deputado Renato Câmara. A Semana teve início nesta quinta-feira e se estende até o dia 1º de outubro, Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa.
Na tarde desta quarta-feira (24), foi lançada, no Plenarinho Nelito Câmara, a Frente Parlamentar em Defesa dos Profissionais da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). A iniciativa, idealizada e coordenada pela deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), surgiu para apoiar a causa e buscar soluções para a violência contra trabalhadores da área. Participaram da solenidade representantes de conselhos e entidades de classe, profissionais da Saúde, parlamentares, autoridades e membros da sociedade civil engajados na temática. Mato Grosso do Sul ocupa o segundo lugar no Centro-Oeste em casos de agressões aos profissionais de Saúde, especialmente médicos, dado que reforça a urgência da mobilização.
A parlamentar destacou a importância da criação do grupo de trabalho, que objetiva fortalecer o diálogo permanente sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores da área e construir soluções que garantam mais proteção e valorização. Durante a reunião, Lia explicou que a frente vai atuar de forma contínua, reunindo dados e ouvindo especialistas para subsidiar ações concretas. “O intuito da criação desta frente é promover o debate permanente, levantar dados concretos sobre a violência contra os profissionais de saúde e propor políticas públicas capazes de assegurar mais segurança, dignidade e respeito a quem todos os dias se dedica a salvar vidas, bem como aos usuários da saúde”. Ela ressaltou que o trabalho será direcionado a resultados práticos. “Esperamos que o trabalho que aqui se inicia possa contribuir de forma prática para a construção de soluções, tanto legislativas quanto administrativas, em prol dos nossos profissionais e de toda a população sul-mato-grossense”, argumentou.
Um material audiovisual apresentado pela deputada reforçou a urgência do tema, evidenciando episódios de violência recentes contra trabalhadores da saúde no Estado. “O vídeo ilustra de forma clara a necessidade de estarmos aqui hoje, da criação dessa frente parlamentar e dos desafios enfrentados pelos nossos profissionais de saúde no cotidiano. O vídeo mostra uma situação de Dourados: assustadas, as profissionais de saúde se trancaram no banheiro para não serem agredidas mais uma vez. Exatamente, mais uma vez, porque já tinham sido alvo de violência na Unidade de Pronto Atendimento e em outras unidades de saúde”, relatou. “Em Campo Grande, um paciente partiu para cima de dois médicos, e eles acabaram trocando tapas. Essa não é uma realidade restrita a Dourados ou à capital. Os casos de violência contra profissionais de saúde acontecem em todo o nosso Estado”, completou.
A deputada citou dados que colocam Mato Grosso do Sul em posição alarmante no ranking nacional. “Segundo o Conselho Federal de Medicina, somos o segundo Estado do Centro-Oeste com maior número de casos de violência contra profissionais de Saúde, especialmente médicos. Os números podem ser ainda maiores devido à subnotificação. De acordo com o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul, somente no ano passado foram registrados 60 casos de violência contra profissionais de enfermagem, em sua maioria mulheres – muitas delas mães solo. E não estamos falando dos casos que sequer são notificados. Muitas vezes, por medo de perder o emprego ou por outras razões, o profissional não formaliza a ocorrência”, destacou Lia Nogueira. Ela relembrou ainda um episódio trágico ocorrido no interior do Estado: “No final do ano passado, perdemos um médico que atendia no município de Douradina, brutalmente assassinado por um paciente a golpes de faca. Até quando essa violência vai colocar nossos profissionais como alvo? Não podemos admitir esse cenário em Mato Grosso do Sul”.
Lia Nogueira reforçou a importância de garantir proteção para quem está na linha de frente do atendimento. “Profissionais que salvam vidas todos os dias, muitas vezes em condições precárias e desumanas, precisam ter a certeza de que voltarão com vida para suas casas. É por isso que a Assembleia Legislativa inicia hoje os trabalhos desta frente parlamentar: para propor políticas que assegurem segurança, dignidade e respeito, tanto aos profissionais quanto aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”, concluiu a parlamentar.
Na reunião, foi fortemente enfatizado que as agressões que ocorrem contra profissionais do sexo feminino, apresenta a vulnerabilidade das mulheres que atuam na Saúde, muitas vezes acumulando jornadas de trabalho e responsabilidades familiares. Parlamentares e representantes dos conselhos de classe reforçaram a necessidade de políticas públicas que garantam segurança, valorização e respeito.
Cenário crítico de violência
Durante o evento, a presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS), Luciene Lovatti Almeida Hemerly Elias, manifestou preocupação com o aumento de episódios de violência em unidades de saúde no Estado. Ela ressaltou que a insegurança atinge não apenas os médicos, mas todas as categorias envolvidas no atendimento à população. “É com muita preocupação, principalmente pelo lado de todos os funcionários, não só médicos, como enfermeiros e outros profissionais de saúde que já sofrem constantemente com condições de trabalho precárias, remuneração inadequada e falta de materiais. Agora enfrentam mais essa insegurança, com algumas pessoas até incitando a violência contra profissionais que trabalham diuturnamente e estão muito desgastados”, disse. Ela também alertou que a violência não coloca em risco apenas os profissionais, mas também os pacientes. “Há uma preocupação não só com esses profissionais, mas também com a população. Pessoas que procuram ajuda podem acabar envolvidas em um episódio de violência e sofrer danos ainda maiores do que aqueles pelos quais buscaram atendimento”, explicou.
Ao avaliar as causas desses episódios, a dirigente atribuiu o comportamento agressivo à insatisfação generalizada com a situação da saúde pública. “A população está muito insatisfeita pela desassistência que enfrenta e pelas condições do país. Creio que, muitas vezes, as pessoas acabam desabafando na frente de quem está ali, que na maioria das vezes não é o culpado”, analisou. Para Luciene, o enfrentamento do problema exige ações integradas. “Nossa preocupação é trabalhar pela educação da população e pela melhoria das condições de segurança para todos os profissionais de saúde, para que possam exercer seu trabalho com segurança e dignidade”, concluiu.
O presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS), Leandro Afonso Rabelo Dias, detalhou as iniciativas que vêm sendo realizadas para monitorar e combater a violência sofrida por profissionais da saúde no Estado. Segundo ele, o tema é prioridade para a categoria e exige diálogo constante com os poderes Legislativo e Executivo. Questionado sobre o que o Conselho tem feito para acompanhar os casos, Leandro explicou que o Coren-MS utiliza canais digitais para levantar dados e propor medidas de prevenção. “O Coren tem feito pesquisas através das redes sociais e dos nossos sites para identificar o número de profissionais que sofrem agressões no ambiente de trabalho. Além disso, estamos apresentando proposições junto à Assembleia Legislativa e à Câmara Municipal para criar projetos de lei que garantam a segurança dos profissionais de saúde, especialmente da enfermagem, contra a violência sofrida no ambiente de trabalho”, afirmou.
Além das consultas virtuais e do diálogo com autoridades, o Conselho tem promovido debates presenciais. “Nós desenvolvemos algumas audiências públicas, inclusive aqui na Assembleia Legislativa, tanto em nível estadual quanto municipal. Já temos uma audiência agendada para outubro, em Dourados, e também pretendemos realizar em Três Lagoas, que são as principais cidades do Mato Grosso do Sul. O objetivo é debater com os órgãos competentes quais projetos podemos implementar para melhorar a segurança dos profissionais”, explicou.
Ao refletir sobre as causas da violência, o presidente apontou falhas estruturais no sistema de saúde como fator de tensão. Ele pontuou que, de 34 mil enfermeiros no Estado, 90% praticamente são mulheres e esse item de agressões tem também afastado essas profissionais de Saúde do seu ambiente laboral, porque ameaças e agressões verbais acontecem diariamente. “Nós identificamos algumas vertentes que desencadeiam esse processo de agressão, muitas vezes relacionadas à ausência de itens essenciais para o tratamento ou à dificuldade de acesso à saúde. De forma geral, precisamos de políticas públicas que garantam um atendimento adequado e que a população se sinta prestigiada pelos órgãos públicos. Acreditamos que isso minimizaria significativamente os casos de violência”, avaliou. Leandro reforçou que o Coren-MS continuará mobilizando a categoria e cobrando providências para que os ambientes de trabalho sejam mais seguros.
Segurança aos profissionais
Presente no evento, os deputados estaduais reforçaram a urgência de garantir segurança e valorização aos profissionais da saúde. A deputada estadual e 3ª Vice-presidente do Parlamento, Mara Caseiro (PSDB), que é dentista e já atuou por anos em postos de saúde, destacou a gravidade do cenário de violência contra profissionais da área. “É inimaginável pensar que alguém que está lá para cuidar e acolher possa ser atacado. O mundo parece estar se tornando mais intolerante, e precisamos discutir isso com seriedade”, evidenciou.
Ela ressaltou a necessidade de políticas públicas eficazes, com monitoramento em unidades de saúde, presença de policiais para garantir a segurança em Unidades de Prono Atendimento (UPA) e hospitais, além da criação de protocolos de prevenção. Mara também lembrou que Mato Grosso do Sul ocupa o segundo lugar no Centro-Oeste em casos de agressões a médicos, foram 995 registros em 2024, quase três casos por dia, sendo as UPAs os locais mais recorrentes. “Precisamos enfrentar a questão da saúde com mais responsabilidade. Muitas vezes há falta de profissionais e de estrutura para atender à grande demanda. Parabenizo a deputada Lia Nogueira pela frente parlamentar e me coloco à disposição para buscar soluções que minimizem esses números e protejam nossos profissionais”, concluiu.
A deputada Gleice Jane (PT), lembrou que a cidade de Dourados tem sido um dos principais focos de debate sobre violência contra servidores da saúde. A deputada chamou atenção para a vulnerabilidade das categorias da saúde, formadas majoritariamente por mulheres, e relacionou os casos de violência ao contexto mais amplo de desvalorização do serviço público. “Estamos nos primeiros lugares do ranking de violência contra trabalhadores da saúde e, ao mesmo tempo, também lideramos índices de enfrentamento à violência contra mulheres e crianças. Vivemos em um Estado violento por natureza, e isso precisa ser debatido em todas as frentes”, expôs.
Para Gleice, as agressões aos profissionais da saúde refletem falhas estruturais do sistema. Ela argumentou que a escassez de servidores, a falta de medicamentos e a precariedade das unidades de atendimento agravam os conflitos e desgastam a relação entre pacientes e profissionais. “Quando um paciente não é bem atendido, geralmente é porque faltam recursos ou profissionais para oferecer o cuidado necessário. É urgente reorganizar o sistema e garantir condições adequadas, tanto para os trabalhadores quanto para a população”, finalizou a parlamentar.
Integrante do grupo de trabalho, o deputado Caravina (PSDB) elogiou a iniciativa e destacou a diversidade dos integrantes da Frente Parlamentar. “Temos aqui parlamentares de diferentes áreas, com professora, jornalista, profissional da saúde, advogado e da segurança pública, atores importantes que, juntos, podem fazer diferença. Essa união de segmentos é fundamental para discutir prevenção, conscientização e ações concretas”, informou.
Ele sugeriu que a frente provoque a bancada federal para discutir mudanças na legislação. “Talvez seja o momento de encaminharmos uma proposta de endurecimento das penas para casos de violência contra profissionais da saúde. Não estamos falando de uma simples agressão, mas de ataques a quem está salvando vidas e cuidando da população”, destacou. Caravina reconheceu que a intolerância tem aumentado, mas lembrou que esse tipo de violência não é nova e já acompanhou situações semelhantes quando foi prefeito.
O parlamentar também reforçou a importância da conscientização e da melhoria das condições de trabalho. Segundo ele, muitas agressões refletem a insatisfação da população com falhas estruturais do sistema de saúde, mas os profissionais não podem ser responsabilizados por isso: “Muitas vezes, médicos e enfermeiros estão sobrecarregados, atendendo várias emergências ao mesmo tempo e acabam expostos. Precisamos dar visibilidade a essa realidade e trabalhar para que nossas ações políticas ajudem a reduzir as agressões, garantindo segurança e respeito aos profissionais da saúde”.
O deputado Lidio Lopes (sem partido) ressaltou que as redes sociais, apesar de avanços e facilidades, também têm potencializado comportamentos agressivos. Segundo ele, muitas pessoas usam essas plataformas para expor profissionais e unidades de saúde de forma irresponsável, estimulando a intolerância. “As redes sociais evoluíram para o bem, mas também para a maldade. A agressividade das pessoas é latente, e isso chegou às unidades de saúde”, exemplificou. Ele criticou atitudes politiqueiras de agentes públicos que gravam vídeos depreciando profissionais, o que, na sua avaliação, encoraja cidadãos a agir da mesma forma. Lídio defendeu que os políticos tenham responsabilidade no uso das mídias e na forma como tratam o sistema de saúde, para não incentivar ataques injustos.
Por fim, o parlamentar mencionou que mesmo diante de falhas estruturais e situações de demora no atendimento, nada justifica agressões aos profissionais. Ele se colocou à disposição para trabalhar na defesa dos servidores e colaboradores da saúde, enfatizando a importância de paciência, diálogo e uso responsável das redes sociais para construir soluções, e não para ampliar conflitos.
Em seguida, representantes de entidades e profissionais da saúde compartilharam relatos de experiências, desafios enfrentados no dia a dia e sugestões de soluções. Como encaminhamento, a proponente do evento, deputada estadual Lia Nogueira, falou das ações concretas para resolver o problema no Estado. “Estamos tomando algumas medidas a partir do momento que iniciamos a frente parlamentar. Nós estamos fazendo a proposição de um Plano Permanente de Segurança para Mato Grosso do Sul e também estamos trabalhando em uma proposta que estabeleça penalidades para quem agride ou pratica qualquer forma de violência contra profissionais de saúde. Nós não podemos mais admitir que o nosso Estado continue como o segundo do Centro-Oeste com o maior número de casos de violência contra esses trabalhadores, em especial os médicos. Nós também vamos, a partir dessa abertura, percorrer as principais macro-regiões de Mato Grosso do Sul, vamos para Dourados, Três Lagoas, Corumbá, e terminaremos aqui em Campo Grande para que esses profissionais tragam para nós quais são essas problemáticas e de que forma a gente vai poder formatar uma política pública que possa proteger a todos”, finalizou a parlamentar.
Instituída no dia 20 de agosto deste ano pelo Ato da Mesa Diretora 38/2025 (página 13), a Frente Parlamentar em Defesa dos Profissionais da Saúde é coordenada pela deputada Lia Nogueira (PSDB). Integram o grupo os parlamentares: Antonio Vaz (Republicanos), Caravina (PSDB), Gleice Jane (PT), Junior Mochi (MDB), Lucas de Lima (sem partido), Marcio Fernandes (MDB), Neno Razuk (PL), Paulo Duarte (PSB), Pedro Kemp (PT), Pedrossian Neto (PSD), Roberto Hashioka (União) e Zeca do PT (PT).
O evento foi transmitido ao vivo pelos canais oficiais de comunicação do Parlamento Estadual. Confira abaixo:
Em parceria com a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), o 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), tem articulado ações para impulsionar o setor industrial e promover o desenvolvimento socioeconômico de São Gabriel do Oeste.
Em reunião nesta quinta-feira (25), ao lado do prefeito Leocir Montanha e do secretário de Desenvolvimento, Adão Rolim, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, assumiu o compromisso de ampliar as ações de qualificação profissional, expandir projetos sociais e criar condições para atrair novos investimentos industriais ao município.
Na ocasião, Longen anunciou iniciativas que serão implantadas ainda este ano, como o Ação Cidadania, projeto do Sesi que leva serviços gratuitos de saúde, educação, lazer e cidadania para a população. Também foi confirmada a chegada das unidades móveis do Senai, que vão oferecer cursos de capacitação para atender às demandas das indústrias locais. “Esse é o começo de uma parceria sólida, com soluções práticas para fortalecer a indústria e gerar oportunidades”, destacou.
O encontro também debateu estratégias para ampliar a base produtiva de São Gabriel do Oeste, preparando o município para receber empreendimentos de maior porte, capazes de gerar empregos e impulsionar a economia regional.
Para o “deputado da indústria”, a união de esforços entre o poder público e a iniciativa privada é fundamental. “Quando unimos setor público e iniciativa privada em torno da indústria, estamos construindo desenvolvimento sustentável. Isso significa mais emprego, renda e qualidade de vida para as famílias de São Gabriel do Oeste e de todo o Mato Grosso do Sul”, concluiu Paulo Corrêa.
Corumbá vai investir R$ 67,4 milhões na modernização da rede de distribuição e tratamento de água e resíduos. O financiamento, que integra recursos do Focem (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul), foi formalizado nesta quinta-feira (25) em ato com o governador Eduardo Riedel, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o prefeito Gabriel Alves de Oliveira.
Riedel destacou que a parceria entre governo estadual, Sanesul e setor privado tem permitido avanços concretos rumo à universalização do saneamento básico. “Graças a esse trabalho, Mato Grosso do Sul vai alcançar mais de 90% de cobertura já entre 2027 e 2028, tornando-se um dos primeiros estados do país a universalizar o acesso à água tratada e esgoto”, afirmou.
O projeto será executado pela Sanesul e prevê a implantação de mais de 40 quilômetros de rede de distribuição, instalação de sistemas de medição e válvulas redutoras de pressão, substituição de hidrômetros, modernização de ligações de água, automação de captação e reservação com telemetria, além de estrutura para tratamento e destinação adequada dos resíduos da ETA (Estação de Tratamento de Água). Também estão previstas ações educativas com oficinas, palestras e capacitação comunitária sobre uso racional da água.
Do total, US$ 9,12 milhões (cerca de R$ 48,4 milhões) virão de recursos não reembolsáveis do Focem. A contrapartida estadual soma US$ 3,35 milhões (aproximadamente R$ 17,8 milhões).
A ministra Simone Tebet ressaltou que a Cofiex (Comissão de Financiamento Externo), da qual é coordenadora, acompanha anualmente a liberação de cerca de R$ 40 bilhões em financiamentos junto a organismos internacionais. “Este é um momento especial. Os acordos internacionais garantem investimentos estratégicos, fortalecem o país e priorizam estados e municípios”, afirmou.
A proposta integra as Rotas de Integração Sul-Americana, coordenadas pelo Ministério do Planejamento, e busca assegurar sustentabilidade hídrica, reduzir enfermidades relacionadas à água e ampliar o acesso a serviços essenciais em áreas vulneráveis.
Segundo Renato Marcílio, presidente da Sanesul, o aporte confirma o compromisso da empresa com a saúde pública. “Nosso objetivo é garantir abastecimento de qualidade, com redes modernas e eficiência operacional em todo o Mato Grosso do Sul”, disse.
O prefeito Gabriel Alves destacou o empenho conjunto. “Corumbá tem sido abraçada e apoiada. Dos 26 projetos apresentados, oito foram contemplados, sendo três em Mato Grosso do Sul — entre eles, o de nossa cidade. Vamos seguir construindo com união”, disse.
Participaram ainda do ato o vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha), o diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Leopoldo Godoy, o deputado federal Geraldo Resende, os estaduais Paulo Duarte e Pedrossian Neto, além de vereadores e autoridades locais.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS Fotos: Bruno Rezende/Secom
O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) reafirmou neste domingo (21) seu apoio à pré-candidatura do ex-governador Reinaldo Azambuja ao Senado Federal. O anúncio ocorreu durante o ato de filiação de Azambuja ao Partido Liberal (PL), em Campo Grande, que reuniu mais de 5 mil pessoas entre autoridades, lideranças políticas e apoiadores.
Segundo Corrêa, a coragem de Azambuja em realizar reformas estruturantes foi decisiva para que Mato Grosso do Sul alcançasse um novo patamar de desenvolvimento. “Reinaldo foi um grande governador, que teve a coragem de realizar as reformas que o Estado precisava. Graças a essa determinação, hoje Mato Grosso do Sul tem condições sólidas de oferecer políticas públicas que transformam a vida da população para melhor”, destacou.
O evento contou com a presença de importantes lideranças políticas, como o governador Eduardo Riedel, a senadora Tereza Cristina, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho.
Além de Azambuja, 18 prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes municípios também oficializaram sua filiação ao partido, reforçando a estratégia do PL de compor o arco de alianças em prol da reeleição de Eduardo Riedel e ampliar sua representação em Mato Grosso do Sul.
Corrêa participou do ato ao lado de sua esposa, Adriana Corrêa, e reafirmou seu compromisso de caminhar junto com Reinaldo Azambuja nesse novo desafio.
“Ao lado do governador Eduardo Riedel e da senadora Tereza Cristina, reafirmo meu total apoio ao Reinaldo, que ainda tem muito a contribuir com Mato Grosso do Sul e com o Brasil. Mato Grosso do Sul confia, e o Brasil precisa da coragem dele para seguir avançando”, concluiu.