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Bela Vista-MS Sábado, 24 de Outubro de 2026
Governo de MS abre novos cadastros para pacientes receberem remédios gratuitos em casa

Governo de MS abre novos cadastros para pacientes receberem remédios gratuitos em casa

O Governo de Mato Grosso do Sul começa nesta segunda-feira (19) em Dourados uma ação especial para o cadastramento de novos beneficiários do programa Remédio em Casa. A ação vai até quarta-feira (21), ocorrendo das 7h ás 12h na Urmi (Unidade Reguladora de Medicamentos e Insumos), localizada na Rua Santos Dumont, 105, entre as avenidas Marcelino Pires e Weimar Gonçalves Torres, próximo ao Shopping Avenida Center.

O programa Remédio em Casa é uma iniciativa de entrega medicamentos gratuitos para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), como um delivery, facilitando o cotidiano de quem depende de um tratamento contínuo nos municípios de Mato Grosso do Sul.

Criado em 2022, o programa tem mais de 130 tipos de medicamentos do Componente Especializado cadastrados para a entrega, de acordo com informações da SES (Secretaria de Estado de Saúde). Com ações desenvolvidas em conjunto com o Consórcio LIM, as entregas ocorrem de maneira programada e segura. 

Atualmente, os pacientes que não estão cadastrados no programa e fazem uso de medicamentos do Componente Especializado fornecidos pelo SUS precisam ir presencialmente até as unidades de saúde para retirá-los. Já com o Remédio em Casa, os pacientes que realizarem o cadastro passam a receber seus medicamentos em casa, com toda a comodidade e segurança, de forma regular, garantindo a continuidade de seu tratamento.

Cadastro

Os cadastros neste mês de agosto serão realizados presencialmente na Urmi. O Remédio em Casa em Estado de Mato Grosso do Sul atende usuários que cumpram os seguintes critérios:

  • Estarem cadastrados no CEAF (Componente Especializado de Assistência Farmacêutica);
  • Possuírem documentação válida;
  • Concordarem e assinarem o Termo de Adesão ao programa
Firme com Rose, União Brasil coloca time com força total nas ruas e ganha reforço nacional

Firme com Rose, União Brasil coloca time com força total nas ruas e ganha reforço nacional

Partido lança neste sábado candidatura a prefeita e vice-prefeito de Campo Grande

Certos da coragem e da competência de Rose Modesto, o União Brasil realiza, neste sábado (17), a partir das 17h, no centro da Capital, o lançamento da candidatura a prefeita de Campo Grande do partido. Firme com Rose Modesto e Roberto Oshiro, o partido vai dar largada à corrida por votos colocando o time com força total nas ruas.

O objetivo é pedir uma oportunidade à população da cidade para apresentar a trajetória de Rose e suas propostas para colocar Campo Grande no topo do Centro-Oeste e, principalmente, fazer com que a “mão do governo chegue aonde tenha que chegar”, como costuma dizer a candidata a prefeita do União Brasil.

Depois de atuar como professora, vereadora, vice-governadora, deputada federal e superintendente da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste), Rose está pronta para o desafio de colocar Campo Grande de volta no trilho da prosperidade e recuperar o tempo perdido.

 “A cidade precisa de uma transformação, temos as melhores propostas e sabemos como executar. Nosso plano é de gestão inovadora, competente, de transformação econômica, social, urbanística e tecnológica”, destacou Rose.

Além do time que acredita em Rose, lideranças da Executiva Nacional do União Brasil vem a Campo Grande para dar seu apoio e reforçar a campanha.

Para chegar ao Plano de Governo, desde janeiro, Rose caminha por Campo Grande com o projeto “União com Diálogos”. Ela ouviu pessoas de todos os bairros, além de especialistas em diversos setores estratégicos para elaborar a melhor proposta para devolver à cidade a esperança de que é possível fazer uma “Campo Grande, grande para todos”

“Meu coração é de Campo Grande e sinto que cada canto da cidade tem um coração pulsando por mudança. Vamos fazer desta eleição uma festa da democracia, eleições limpas, com debate de ideias. Peço uma oportunidade de mostrar que a gente pode fazer um trabalho sério, próspero e justo”, finalizou Rose.

Evento: Lançamento da Campanha de Rose Modesto a prefeita de Campo Grande

Data: 17/08/2024 (Sábado)

Horário da Coletiva de Imprensa: 17:30 horas

Endereço: Av. Fernando Corrêa da Costa, 661, esquina com Rua 14 de Julho

Governos de MS e Uruguai se encontram para discutir rota de exportação e avanços na América do Sul

Governos de MS e Uruguai se encontram para discutir rota de exportação e avanços na América do Sul

Após conhecer na capital uruguaia Montevidéu a operação de embarque do minério extraído de Corumbá, na transição entre a Hidrovia Paraguai-Paraná e o Oceano Atlântico, o governador Eduardo Riedel se encontrou com o presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou, para discutir avanços que a América do Sul já experimenta e que podem ser ampliados.

Um dos propulsores identificados para que ocorra esse desenvolvimento regional é a Hidrovia Paraguai-Paraná, que tem potencial de operar o ano inteiro com capacidade de transporte não só do minério corumbaense, mas também de outras commodities exportadas por Mato Grosso do Sul, dando mais competitividade aos produtos oriundos do Estado.

“Encontro importante para Mato Grosso do Sul”, frisa o governador Eduardo Riedel, que revela ter discutido com Pou infraestrutura, logística e competitividade da América do Sul. “Também abordamos a importância das iniciativas uruguaias que fortalecem o transporte pela Hidrovia Paraguai-Paraná, que é fundamental para o escoamento da produção de Mato Grosso do Sul, conectando nosso Estado com mercados globais”, completa Riedel.

Além de Riedel e Luis Pou, o encontro contou com as presenças do embaixador uruguaio no Brasil, Guillermo Valles Galmés, e dos secretários de Estado de Mato Grosso do Sul, Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica) e Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento).

Sr. Guillermo Valles - Embaixador do Uruguai no Brasil. Foto Saul Schramm
Em julho, o embaixador uruguaio no Brasil, Guillermo Valles, se encontrou com Riedel na governadoria sul-mato-grossense (Foto: Saul Schramm)

Apenas nos últimos três anos, o investimento realizado na mineração sul-mato-grossense, mais especificamente nos municípios de Corumbá e de Ladário, somam R$ 5 bilhões. Ali, opera a subsidiária do grupo J&F Mineração, a LHG Mining.

Toda a carga ali produzida sai pelo porto corumbaense de Gregório Curvo, no rio Paraguai, em barcaças que seguem até o Uruguai onde, já no rio da Prata, são transferidos no porto de Nueva Palmira para um navio maior que segue para o mercado chinês ou Europa.

Esse transporte acontece mensalmente, sendo a principal via de escoamento do minério de ferro e do manganês extraído na região corumbaense. Anualmente são 8 milhões de toneladas produzidas – número que constrala com os 4,5 milhões de alguns anos atrás. Isso representa mais empregos, mais renda, um giro maior de dinheiro e desenvolvimento socioeconômico.

Riedel ao lado de Luis Pou, nesta quarta-feira em Montevidéu (Foto: Bruno Chaves)

Além das hidrovias, os modais de transporte existentes são o aeroviário (o mais caro de todos), rodoviário (segundo mais oneroso) e ferroviário, sendo assim o hidroviário o mais barato. Ao ampliar a capacidade da Hidrovia Paraguai-Paraná, a ideia é potencializar não apenas a estrutura de exportação sul-mato-grossense, mas de estados vizinhos e de países que estão nesta rota, como Paraguai, Argentina e o próprio Uruguai.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Saul Schramm

Avanços de MS e alinhamento à agenda global são destaques em fórum com empresários e lideranças

Avanços de MS e alinhamento à agenda global são destaques em fórum com empresários e lideranças

Se números mostram a solidez do desenvolvimento de Mato Grosso do Sul para o Brasil e o mundo, o discurso explica o motivo para isso acontecer: nosso posicionamento estratégico. Alinhado à agenda global econômica atual, o Governo sul-mato-grossense apresentou nesta sexta-feira (16) na 23ª edição do Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro (RJ), os principais aos avanços do Estado para uma plateia de empresários, governadores e demais líderes nacionais.

O governador Eduardo Riedel mais uma vez trouxe ao debate como é fundamental, não só ao Mato Grosso do Sul, mas para todo o país, esse alinhamento com a agenda global, que se pauta nos temas segurança alimentar, transição energética e sustentabilidade ambiental.

“É uma oportunidade que o Brasil tem quando fala de transição energética, pois nisso damos aula em qualquer lugar do mundo por ter desenvolvido ao longo dos anos uma matriz altamente sustentável diante da demanda cada vez maior”, frisa o governador de Mato Grosso do Sul, lembrando que além do etanol de cana e do milho, há agora o surgimento e avanço da produção de biogás a partir da vinhaça, novidade que abre grandes oportunidades.

Lide Foto DivulgaçãoRiedel seguiu a mesma linha de raciocínio ao lembrar que 9% do território brasileiro é ocupado pela agricultura e o país é capaz de alimentar, sem agressão às reservas ambientais, 800 milhões de pessoas, fora a capacidade tecnológica garantida na produção, podendo inclusive fixar carbono no solo pobre o cerrado e assim aumentar matéria orgânica do mesmo.

“Quando se fala de sustentabilidade não precisa nem dizer, pois falamos de água, balanço de carbono e preservação de biomas. Podemos ir de cabeça erguida discutir esses tema também, e em todos esses temas Mato Grosso do Sul também está de cabeça erguida”, diz, completando.

“Os números apresentados aqui são importantes, essenciais para mostrar o desenvolvimento, mas o mais importante é o nosso posicionamento estratégico, como estamos diante dessa agenda global para atrair a esfera privada, junto com os desafios da esfera pública que cada um dos estados temos. Mato Grosso do Sul está fazendo o dever de casa”, conclui o governador.

E o MS cresce

Com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 6,6% no ano passado, Mato Grosso do Sul criou um ambiente de negócios tido como “absolutamente amigável” para atrair o capital privado, explica Eduardo Riedel, que revela ainda um investimento público de 18% da RCL (Receita Corrente Líquida) principalmente em infraestrutura.

“Este é o foco pois é o que dá competitividadade para o Estado, que está lá no extremo do Brasil, a fronteira com o Paraguai e com a Bolívia, e que tem um Mississipi à disposição”, argumenta, fazendo referência ao rio Mississipi, onde está instalada a principal hidrovia dos Estados Unidos, escoando grande parte da produção primária daquele país.

Toda essa aposta em infraestrutura visa justamente criar um ambiente cada vez mais atrativo e competitivo para quem tem o capital para investimento, gerando assim emprego, renda e bem estar. “Por isso chegamos a 3,8% de desemprego no Estado. Agora precisamos atrair gente, capacitar pessoas, educar, formar uma rede de escola e capacitação que dê condição de elevar a renda média e assim conquistar melhores números ainda”, diz Riedel, dando sequência.

“Nosso dever de casa é criar esse ambiente, é garantir que dentro da estrutura pública consigamos deixar nossos estados mais leves, mais ágeis, menos onerosos para toda a sociedade, que é quem paga essa conta. Mato Grosso do Sul é um estado que tem alçançado esses número, buscado a todo instante atração de investimento onde ele é competitivo, e a competitividade está naquela agenda global no momento”, finaliza o governador.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Fotos: Divulgação/Lide

Hidrovia viabiliza exportação de minério, conecta MS ao Uruguai e garante desenvolvimento regional

Hidrovia viabiliza exportação de minério, conecta MS ao Uruguai e garante desenvolvimento regional

Um importante eixo de exportação para Mato Grosso do Sul e estados e países vizinhos, dando viabilidade ao transporte da produção de minério de Corumbá para diferentes mercados no planeta e garantindo desenvolvimento e uma conexão entre o Estado e o Uruguai, que é a porta de saída desta rota sul-americana para o restante do mundo.

O parágrafo acima é uma breve descrição da Hidrovia Paraguai-Paraná, que tem início no Brasil e segue pelo Paraguai, Argentina e Uruguai, passando pelas principais cidades e capitais de ambos. E foi no ponta final dessa via, a capital uruguaia Montevidéu, que o governador Eduardo Riedel acompanhou o embarque de mais uma produção de minério de ferro produzido em Corumbá pela subsidiária do grupo J&F Mineração, a LHG Mining.

Nesta quarta-feira (14), ao lado dos secretários Rodrigo Perez (Gestão Estratégica) e Desenvolvimento (Jaime Verruck), Riedel conheceu o porto flutuante – onde é feita a transferência do mninério de ferro – e toda a estrutura da embarcação, incluindo a casa de máquinas e sala de controle. O governador ainda pode observar de perto toda a operação de transbordo do navio para o porto, e depois para a embarcação que leva o minério para a China e Europa.

“Estamos na Zona Alpha, a 40 km de Montevidéu, onde está acontecendo o transbordo de minério de ferro que sai de Corumbá. O produto desce por barcaça até Nova Palmira, no Uruguai, depois é carregado num navio de 50 mil toneladas, que é transbordo para um maior ainda, de 200 mil toneladas”, explica Riedel, que completa em seguida.

“A grande discussão é a navegabilidade do rio Paraguai, que vai dar total condição do Mato Grosso do Sul conseguir aumentar as exportações de minério e também fazer a navegação o ano inteiro de soja, milho e qualquer outro produto que tenha origem no Estado”, finaliza.

Em março de 2023, a LHG Mining inovou ao realizar a primeira operação de transbordo de minério de ferro para a China em um único navio, com capacidade de 175 mil toneladas do produto, na zona de alto mar do porto Nueva Palmira. As barcaças carregadas de minério de ferro saem mensalmente do porto Gregório Curvo, em Corumbá, seguindo então pela hidrovia Paraguai-Paraná até o Uruguai. Dali o produto é exportado em um único navio.

“Viemos conferir essa operação, discutir com as autoridades uruguaias toda a ação que teve um grande envolvimento. Agradeço ao governo uruguaio por ter permitido esta capacidade de operação, que foi inédita no país. Vejo com bons olhos a construção dessa navegabilidade o ano inteiro, envolvendo Mato Grosso do Sul, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, especialmente no porto. É um acesso fantástico para o crescimento e desenvolvimento”, frisa Riedel.

Além da comitiva sul-mato-grossense, o secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério dos Portos e Aeroportos, Dino Batista e o diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Eduardo Nery, acompanharam o trabalho de embarque no Uruguai.

“A grande discussão que nós temos é a logística, como retirar este minério de maneira competitiva para atingir os mercados internacionais, especialmente a Europa e a China que são os grandes destinos. Houve mais de R$ 5 bilhões de investimentos nos últimos três anos na área da mineração, em Corumbá e Ladário, o que praticamente triplicou a produção”, revela Verruck.

O secretário ainda afirma que constatou uma inovação na área do uso da hidrovia. “Foi importante estarmos aqui inclusive com agentes do Governo Federal, a Antaq e a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, que tem todo um planejamento”, disse Verruck.

A produção consolidada do minério de ferro e manganês passou de 4,5 milhões de toneladas para 8 milhões neste ano. O Governo de Mato Grosso do Sul quer dar competitividade para a hidrovia Paraguai-Paraná, que pode operar com grãos e minério, além da função social que ela representa no Pantanal, como o transporte de ribeirinhos.

“A hidrovia é o modal mais barato em comparação com os demais modais. A operação pode potencializar a competividade do Mercosul e gerar um processo de integração que interessa a todos, favorece toda a América do Sul”, afirma Verruck, diante da ideia de que investimento no transporte fluvial significa mais capacitação, emprego e renda para os cidadãos em Mato Grosso do Sul e também nos demais países e locais envolvidos no processo.

Dino Batista foi mais além e declarou que a Hidrovia do Paraguai é a mais nova fronteira econômica do Brasil. “Essa operação hoje representa a vontade e luta muita grande para trazer algo fundamental, que é a inovação. Pensar maneiras diferentes de fazer as coisas, em soluções, mostra a criatividade que a iniciativa privada sempre traz nas operações, não só portuárias, mas de navegação”, frisa o representante federal, que complementa.

“Conhecer uma operação dessas mostra, para nós do Poder Público, que temos que conseguir acompanhar e tentar estar à frente do processo para trazer facilidades para a iniciativa privada poder investir, gerar renda e trabalho para os nossos cidadãos. Foi fundamental para conhecer e ver como nosso pessoal é criativo e vai atrás das soluções necessárias”, conclui.

O fluxo logístico da mineração envolve duas minas em Corumbá, transporte de caminhão e trem por 12km até Porto Gregório Curvo, no rio Paraguai. O material – 4 milhões de toneladas – é levado por 400 barcaças por 2,5 mil km até o Uruguai, em uma viagem que dura aproximadamente 32 dias, e chega até Porto Nova Palmira, onde está instalado o porto flutuante.

Todo o processo também expandiu as vagas de emprego diretos, passando de 790 para 2.520 no Brasil, de 120 para 319 no Paraguai, e com a criação de 218 frentes no Uruguai. Desde a saída de Corumbá até a chegada aos mercados mundiais, o transporte demora em média 80 dias para a China e 50 dias para a Europa.

“Nós tivemos uma oportunidade de conhecer uma operação que é realizada em águas marítimas, na costa do Uruguai, em que embarcações transportando minério de ferro, navios de 45 mil toneladas, e são carregados em embarcações maiores de até 180 mil toneladas”, explana Eduardo Nery.

O representante da Antaq segue afirmando que “as embarcações seguem para a costa da Ásia, da Europa, para transportar minério de ferro, que é extraído no Mato Grosso do Sul. Por não ter profundidade suficiente, é preciso fazer todas essas operações de transbordo de carga, mas que elas são muito importantes, são essenciais para reduzir custos logísticos e tornar as nossas exportações competitivas. Então isso é mais uma prova da necessidade que temos de transformar a nossa Hidrovia do Paraguai numa grande rota hidroviária”, conclui.

Natalia Yahn e Bruno Chaves, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Chaves

SES confirma primeiro caso autóctone de Febre Oropouche em Mato Grosso do Sul

SES confirma primeiro caso autóctone de Febre Oropouche em Mato Grosso do Sul

A SES (Secretaria de Estado da Saúde), por meio da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, através da Gerência de Doenças Endêmicas, confirmou nesta quarta-feira (14) um caso de Febre do Oropouche autóctone em Mato Grosso do Sul. O caso foi registrado em abril. O indivíduo, homem de 52 anos, reside em Itaporã e já está recuperado.

Conforme a gerente técnica estadual de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener Lemos dos Santos, desde a notificação do primeiro caso importado positivo no Estado, em junho, uma série de ações complementares foram desenvolvidas em conjunto com os municípios, como sistematizar as informações dos casos suspeitos e confirmados (deslocamentos, sintomas, quadro clínico etc.), coleta de amostras de outros pacientes para testagem pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul), com o objetivo de fortalecer a vigilância da doença.

Os casos autóctones são aqueles que têm origem no local em que foi feito o diagnóstico. “A transmissão autóctone significa que o caso diagnosticado teve sua origem no mesmo local de residência do indivíduo. A doença não foi trazida por pessoas de fora como no caso anterior, está acontecendo na própria região”, explica Jéssica.

Caso registrado

O indivíduo de 52 anos procurou unidade de saúde em 04 de abril, no município de Itaporã, relatando sintomas de cefaleia e mialgia. A amostra de sangue foi coletada no dia 5 do mesmo mês e enviada ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), sendo o resultado negativo para ZDC (Dengue, Zika e Chikungunya).

No dia 21 de julho, como parte dos esforços implementados após o diagnóstico do primeiro caso em MS, a amostra coletada foi submetida a estratégia de detecção guarda-chuva, tendo resultado positivo para a arbovirose Oropouche.

Logo após a confirmação, a Vigilância Municipal realizou uma busca ativa para a coleta de mais informações a respeito do caso, como: histórico de viagem, se adentrou em área de mata ou recebeu visitas de pessoas que tenham viajado. Depois da investigação finalizada e com todas as respostas negativas para os questionamentos, fechou-se o relatório com o apontamento de transmissão autóctone.

“Não há motivo para pânico da população, a confirmação do caso com transmissão autóctone veio através da série de medidas implementadas pelo Estado para vigilância da arbovirose. Desde junho, 818 amostras que deram negativo para o protocolo ZDC foram testadas pelo LACEN e apenas duas apresentaram o resultado positivo”, reforça Jéssica.

O que é Febre Oropouche?

A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

Como é transmitida?

A transmissão da Febre Oropouche é feita principalmente por vetores. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do vetor por alguns dias. Quando esse pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.

Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático, hidratação e acompanhamento da rede de saúde.

Casos no país

O Brasil tem observado um grande aumento do número de casos de Febre Oropouche. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, já são 7.653 casos em 2024 com dois óbitos relacionados a Oropouche. Em 2023, foram 831 casos.

Prevenção

A orientação é similar aos casos de dengue, que a população, ao observar os sintomas, procure por uma unidade de saúde.

Não há tratamento específico disponível. As medidas de prevenção consistem em evitar áreas com a presença de maruins ou minimizar a exposição às picadas dos vetores, seja por meio de recursos de proteção individual (uso de roupas compridas e de sapatos fechados) ou coletiva (limpeza de terrenos e de locais de criação de animais, recolhimento de folhas e frutos que caem no solo, uso de telas de malha fina em portas e janelas).

Nota Informativa – Febre Oropouche

Marcus Moura, Comunicação SES
*Com informações do Ministério da Saúde
Imagem ilustrativa