A decisão do senador Nelsinho Trad (PSD) de não disputar a reeleição como titular precisa ser analisada além do calendário de 2026. Embora apresentada como uma renúncia ao projeto eleitoral, a composição como primeiro suplente de Reinaldo Azambuja (PL) pode garantir ao parlamentar uma posição estratégica para 2030.
O movimento também ajuda a resolver um problema imediato da base do governador Eduardo Riedel (PP). Com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar ocupando as duas vagas da aliança na corrida pelo Senado, uma candidatura isolada de Nelsinho poderia dividir o grupo e enfraquecer o palanque governista.
Ao aceitar a suplência, Nelsinho deixa a disputa direta, preserva sua participação no bloco e mantém aberta a possibilidade de retornar ao Senado sem enfrentar uma nova eleição.
Campanhas e eleições
O primeiro movimento: organizar 2026
Durante semanas, Nelsinho Trad, presidente estadual do PSD, sustentou a intenção de buscar um novo mandato. A direção nacional do partido, porém, pressionou por uma composição que mantivesse a legenda no grupo de Riedel.
O arranjo encaminhado coloca Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como candidatos titulares ao Senado. Nelsinho passa a integrar a chapa de Reinaldo como primeiro suplente.
A escolha reduz conflitos entre os aliados, encerra a possibilidade de uma candidatura própria do PSD e fortalece a estrutura política organizada para tentar reeleger Eduardo Riedel.
Vista apenas pelo cenário de 2026, a decisão parece representar uma perda de protagonismo para Nelsinho. Quando o horizonte é ampliado até 2030, porém, a suplência assume outro peso.
O segundo movimento: Reinaldo pode voltar ao governo
A primeira peça desse possível tabuleiro depende da eleição de Reinaldo Azambuja para o Senado em 2026.
O mandato de senador tem duração de oito anos. Caso Reinaldo seja eleito e decida concorrer novamente ao Governo de Mato Grosso do Sul em 2030, poderá deixar o Senado para assumir o Executivo estadual, desde que vença a eleição.
Em caso de renúncia ao mandato, a cadeira passaria ao primeiro suplente. Nesse cenário, Nelsinho Trad assumiria o restante do mandato, com aproximadamente quatro anos pela frente, sem precisar disputar diretamente a vaga nas urnas em 2030.
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Isso não significa que o plano esteja confirmado. A operação depende dos resultados eleitorais de 2026 e 2030, da manutenção da aliança e das decisões pessoais de cada liderança. Politicamente, entretanto, a composição cria essa possibilidade.
O terceiro movimento: Riedel rumo ao Senado
A outra ponta do desenho envolve Eduardo Riedel. Se for reeleito governador em 2026, ele concluirá seu segundo mandato em 2030 e não poderá disputar uma nova reeleição consecutiva para o cargo.
O caminho natural seria concorrer ao Senado. Com a estrutura do governo, apoio do grupo político e quatro anos adicionais de exposição administrativa, Riedel chegaria à disputa como um dos nomes mais competitivos do Estado.
O possível roteiro ficaria assim:
Reinaldo Azambuja é eleito senador em 2026.
Eduardo Riedel conquista a reeleição para o Governo do Estado.
Em 2030, Reinaldo disputa novamente o governo.
Riedel concorre ao Senado.
Se Reinaldo vencer e renunciar ao mandato parlamentar, Nelsinho Trad assume sua cadeira.
Nesse desenho, nenhum dos três perde espaço. Há apenas uma redistribuição de posições dentro do mesmo grupo político.
Nelsinho troca a disputa pela espera
A principal vantagem para Nelsinho é evitar uma campanha difícil e potencialmente desgastante em 2026. Sem vaga na chapa principal, ele teria de concorrer pelo PSD de forma praticamente independente, enfrentando candidatos apoiados pela mesma base política da qual participa.
Ao aceitar a suplência, o senador abre mão do confronto imediato e aposta na continuidade da aliança. Em vez de disputar uma cadeira agora, posiciona-se como possível herdeiro do mandato de Reinaldo.
É uma estratégia de risco calculado. Nelsinho fica dependente da eleição de Azambuja, de uma eventual candidatura dele ao governo em 2030 e da vitória nesse segundo pleito. Se alguma dessas etapas não ocorrer, a sucessão automática não se concretiza.
Campanhas e eleições
Ainda assim, a composição mantém o senador dentro do centro de decisões e preserva sua relação com o bloco governista.
PSD formaliza posição em convenção
O PSD de Mato Grosso do Sul realiza sua convenção estadual neste sábado, 1º de agosto, no Rádio Clube Cidade, em Campo Grande. O encontro deve formalizar a participação da legenda na aliança e definir os candidatos aos cargos proporcionais.
A convenção também servirá para apresentar aos filiados a justificativa política para a mudança de planos de Nelsinho. Em manifestação pública, o senador afirmou que não considera a decisão um passo atrás, mas um movimento para preservar a unidade do grupo.
A explicação combina com o desenho construído nos bastidores: Nelsinho deixa de disputar o espaço agora, mas continua posicionado para ocupá-lo no futuro.
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O tabuleiro de 2030
Na política, acordos duradouros raramente são construídos pensando em apenas uma eleição. A composição envolvendo Reinaldo Azambuja, Eduardo Riedel e Nelsinho Trad pode atravessar dois ciclos eleitorais e manter o mesmo grupo no comando das principais posições de Mato Grosso do Sul.
Não há garantia de que o roteiro será cumprido. Eleições dependem dos eleitores, alianças podem mudar e projetos individuais costumam ser revistos conforme o cenário.
Mas a suplência oferecida a Nelsinho não parece uma simples acomodação. Ela cria uma ponte direta entre 2026 e 2030.
Enquanto os demais candidatos se preparam para disputar votos, as principais lideranças da base governista organizam posições, preservam alianças e administram o tempo. Nessa leitura, Nelsinho não saiu do jogo. Apenas mudou de casa no tabuleiro.
O Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul confirmou, neste domingo (26), as candidaturas que vão disputar as vagas ao Senado Federal, ao Governo do Estado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa nas eleições deste ano.
Para o Senado, o partido cravou o nome de Vander Loubet. Deputado federal desde 2003, o petista agora projeta representação na Casa Alta. A candidatura conta com a suplência da vereadora de Três Lagoas Maria Diogo e da professora Maju Cordeiro, de Dourados.
Ao Governo do Estado, o PT indicou o nome do advogado Fábio Trad. Ex-deputado federal, ele terá ao seu lado como vice a ex-primeira-dama, esposa do ex-governador e deputado estadual Zeca do PT, Gilda Maria.
Convenção contou com a presença de ministro de Lula
Durante a convenção nesta manhã, postulantes à chapa majoritária do PT foram recebidos pela militância petista com festa na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS). O ministro Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, participou da agenda.
Sob o som de fanfarra e palavras de ordem, os candidatos discursaram em defesa da democracia e prometeram garantir a competitividade do presidente Lula contra a direita no Estado.
“O debate mais difícil vai ser o Senado, e eu não podia recusar um pedido desse. E aceitei, aceitei porque eu tenho absoluta certeza que como senador, com a experiência que eu tenho, com a capacidade de articulação, a gente vai poder fazer a defesa e avançar nas reformas estruturais que o país precisa”, disse Vander Loubet, que também promete explorar em MS a comparação entre as entregas de Lula nos últimos 4 anos com as do governo de Jair Bolsonaro (PL), representado neste pleito pelo filho Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
O candidato afirmou à militância que quer ser senador não só pra ajudar a base de Lula, caso reeleito, mas para influenciar o avanço de reformas estruturais, como a reforma agrária. O político destacou a existência de 19 mil famílias acampadas em MS.
“Precisamos fazer com que a reforma agrária e a titulação avancem no nosso estado. Avançar na demarcação das terras indígenas, avançar na verticalização da cultura familiar para poder dar renda, dar mais condições para nossos pequenos agricultores familiares poderem produzir, industrializar seu produto e comercializar”, pontuou.
Vander ainda falou em ampliar a parceria com a Itaipu Binacional e prometeu cobrar por representante de MS na diretoria da gigante hidroelétrica. O parlamentar ainda pontuou o compromisso de buscar investimento do PAC e garantiu espaço de trabalho às suplentes, que, se eleitas, deverão coordenar escritórios na região conesul e leste do Estado.
Candidata a vice-governadora, Gilda foi recebida ao som de ‘Maria, Maria’, de Milton Nascimento, com faixas roxas em alusão à proteção das mulheres. Em discurso, ela disse que se trata de “momento em que mais uma vez a militância da cidadania se ergue, se aglutina, se abraça, para continuar construindo o Brasil”.
Ela cobrou empenho dos apoiadores contra o feminicídio, pedindo empenho para o engajamento de homens e mulheres sobre a pauta. “Como não adianta elegermos Lula e darmos um copo de água com veneno, nós temos que dar um copo de água saudável, limpo, comprometido, e esse projeto no Senado é Vander e a nossa companheira Soraya Thronicke”, disse.
Fábio Trad promete colocar mulheres para comandar 70% das secretarias de MS
O candidato ao Governo de MS Fábio Trad foi o último a falar. Ele lembrou a história de vida do pai, Nelson Trad, preso na ditadura militar, e destacou que herdou do patriarca a “coragem moral” para buscar as melhorias que acredita serem necessárias para MS.
“Hoje, o PT pode dizer a Mato Grosso do Sul: o campo democrático popular e progressista voltou. Crítico com as pessoas certas, nos lugares certos, para defender o que é certo. É essa coragem que o [o meu pai], Nelson Trad, me deu. E essa coragem que eu herdei como legado moral é a mesma coragem do povo de Mato Grosso do Sul”, disse o petista após criticar o adversário Eduardo Riedel (PP) de, segundo Trad, ter traído o PT em 2022.
Fábio também destacou o combate à violência contra a mulher e disse que, caso eleito, “no nosso governo não vai se criar feminicída”. Para garantir o enfrentamento, Trad promete 70% do secretariado no primeiro escalão sob o comando de mulheres.
O advogado comemorou a vitória contra o câncer dos aliados Vander Loubet e Camila Jara, que se emocionaram durante o discurso, e disse ainda que não se pode tolerar mães madrugando nos postos de saúde. Trad também defendeu os professores da rede pública. “Professor não é gasto, professor é investimento”, disse na sede sindical da educação.
Entre as propostas para a economia e a melhoria de renda do sul-mato-grossense, Fábio quer agregar valor à cadeia produtiva de Mato Grosso do Sul por meio da diversificação da produção.
“Mais de 1 milhão de hectares são voltados só pra plantação de eucalipto. As nossas riquezas vão pra fora, enquanto a renda per capita não chega a dois salários mínimos”, frisou.
Nova pesquisa divulgada nesta segunda-feira (27) mostra que o deputado estadual Paulo Corrêa segue na liderança entre os pré-candidatos do Partido Liberal (PL) por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. O levantamento, realizado pelo Instituto Ranking Brasil, consolida o parlamentar como um dos principais nomes da legenda para as eleições de 2026.
Para Paulo Corrêa, o resultado reforça a confiança da população em um mandato construído com diálogo, trabalho e compromisso com os 79 municípios sul-mato-grossenses.
“Recebo esse resultado com muita gratidão e humildade. É um reconhecimento que pertence a todas as pessoas que caminham conosco e acreditam em um mandato presente, municipalista e comprometido com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Isso aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de cuidar bem das pessoas”, afirmou.
Ao longo de seus oito mandatos como deputado estadual, Paulo Corrêa construiu uma trajetória marcada pela defesa dos municípios, pelo fortalecimento da saúde e da educação e pela articulação de investimentos capazes de impulsionar o desenvolvimento, gerar emprego, renda e melhorar a vida da população.
“Nosso compromisso continua sendo o mesmo: estar ao lado dos municípios, ouvir as pessoas e trabalhar para que Mato Grosso do Sul continue crescendo com oportunidades, desenvolvimento e mais qualidade de vida para todos. É isso que nos motiva todos os dias”, completou.
Pesquisa – O levantamento ouviu moradores de 30 municípios, está registrado sob os números MS-08317/2026 e BR-08403/2026, possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
A celebração acontecerá na sede do Sinted, dia 26.07.26 as 10:00hs com cerimônia religiosa e depois um almoço para familiares e convidados.
Uma história de amor, construida com fé, respeito, união e muitos momentos inesquecíveis.
O casamento aconteceu no dia 29 de Julho de 1.956 na Igreja São Patrícia no bairro Cancha.
Dessa união vieram os filhos: Nilda, Armanda, José, Fátima, Crispin, Rosely e Robson, Mário ( in memorian).
Pedro Peralta nasceu no dia 23.10.1937 , tem 88 anos e dona Florinda Mendes Peralta 89 anos, o casal teve 8 filhos, 21 netos, 38 bisnetos e 9 tataranetos.
As Bodas de Vinho celebram 70 anos de casamento.
O marco recebe esse nome porque, assim como um bom vinho, um relacionamento de sete décadas atravessou o tempo, amadureceu, tornou-se mais encorpado, valioso e raro.
É uma data especial que simboliza paciência, resiliência e amor profundo.
Por ser uma conquista de longevidade raríssima, a celebração costuma reunir toda a descendência do casal em festas marcadas pela emoção.
É muito comum que a comemoração envolva:
Renovação de votos: Uma cerimônia íntima ou religiosa para abençoar a união.
Tradição e família: Reuniões com filhos, netos, bisnetos e até tataranetos, muitas vezes acompanhadas de banquetes e licores artesanais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta terça-feira (21) o limite de gastos para os candidatos aos cargos em disputa nas eleições de outubro. Os recursos fazem parte do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que vai distribuir R$ 4,9 bilhões para os 30 partidos que vão participar do pleito.
Os candidatos à Presidência da República poderão gastar até R$ 133 milhões, incluindo os dois turnos. O limite para o primeiro turno ficou em R$ 88,9 milhões. Quem for disputar o segundo poderá gastar até R$ 44,4 milhões.
Também foi definido o limite de gastos para os cargos de governador, senador, deputado distrital, federal e estadual.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral, com 34 milhões de eleitores, os candidatos ao governo do estado poderão gastar R$ 26,6 milhões no primeiro turno e R$ 13,3 milhões no segundo.
Os valores não sofreram aumento e serão os mesmos fixados pelo TSE no pleito presidencial de 2022.
O limite para todos os cargos que serão disputados pode ser conferido no site do TSE.
Os gastos de campanha envolvem as despesas com contratações de serviços de viagens, gravações de vídeos, produção de comícios, entre outros.
Punição
O candidato que gastar acima do limite estabelecido pelo TSE poderá ser condenado ao pagamento de multa de até 100% sobre o valor excedente. Além disso, o candidato pode ser processado por abuso de poder econômico.
A checagem dos valores é feita por meio de prestações de contas que devem ser entregues obrigatoriamente pelos candidatos e partidos à Justiça Eleitoral ao longo da campanha.
Eleições
O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando eleitores votarão em deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Fonte: Agencia Brasil – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasi
A tentativa de Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), de voltar à Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) foi rejeitada pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).
Em decisão unânime, a Corte manteve a validade da nova totalização dos votos das eleições de 2022, que retirou o mandato do ex-deputado.
O julgamento analisou um pedido apresentado pelo PL (Partido Liberal) para suspender os efeitos da retotalização dos votos.
Os desembargadores e juízes eleitorais acompanharam o entendimento do relator, juiz Fernando Bonfim Duque Estrada, de que não havia fundamento para interromper a decisão já aplicada pela Justiça Eleitoral.
Com a manutenção do resultado, a vaga continua ocupada por João César Mattogrosso (PSDB), que retornou à Alems após a alteração no cálculo eleitoral.
A mudança ocorreu depois que a Justiça Eleitoral anulou votos recebidos pelo PL nas eleições de 2022.
A medida foi consequência da condenação de candidatos da legenda por irregularidades relacionadas à disputa eleitoral daquele ano. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou a decisão e encerrou a possibilidade de novos recursos sobre o caso.
Mandado de prisão preventiva
A situação eleitoral de Neno Razuk ocorre paralelamente ao processo criminal que envolve o ex-parlamentar. Ele foi condenado a mais de 16 anos de prisão por crimes como organização criminosa, exploração do jogo do bicho e roubos.
Após perder a imunidade parlamentar, Neno Razuk passou a ser alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande, em pedido feito pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Até agora, ele não foi encontrado pelas autoridades.
Recursos apresentados pela defesa para tentar suspender a prisão foram negados pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).