Durante a operação de 1º de maio, um douradense foi pego pela Polícia Militar de Presidente Epitácio, município paulista distante cerca de 350 quilômetros da Capital de Mato Grosso do Sul, transportando uma carga de cabelo humano que foi avaliada em cerca de trezentos mil reais.
Segundo a PMR-SP, na data de ontem (1º de maio) era executada a operação Impacto/Feriado pela Polícia Militar Rodoviária, quando equipes do policiamento Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) abordaram o carro sul-mato-grossense no km 648 da rodovia Raposo Tavares.
O carro, conforme divulgado, trata-se de um veículo Gol de cor prata, que continha um emplacamento da cidade de Ponta Porã e era conduzido por um homem de 32 anos.
Esse morador de dourados levava de companhia, conforme o boletim de ocorrência, um outro douradense, também masculino, de 22 anos.
Marcos Valério de Oliveira, 40 anos, foi morto a tiros na noite desta quinta-feira (1º) em Rio Brilhante, distante 158 quilômetros de Campo Grande. Após atirar, o autor teria saído em fuga, efetuado disparos em direção a um vigia noturno que estava de moto e, na sequência, ainda roubado a bicicleta de um jovem na tentativa de fugir.
Conforme as informações policiais, Marcos Valério, conhecido como “Cabeceira”, foi alvejado com um disparo de arma de fogo na região do peito, em frente a um bar. Por motivos ainda a serem apurados, o suspeito, identificado como Gilson, atirou com um revólver Tauros calibre 357.
A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros para o hospital local, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O suspeito a pé, durante a fuga, efetuou dois disparos em direção a um vigia noturno que estava de moto, porém nenhum tiro acertou o vigia.
Na sequência o suspeito ainda roubou um jovem, lhe apontando a arma, obrigou ele a entregar a bicicleta. Quando já estava com a bicicleta, o suspeito foi abordado por uma equipe da Polícia Militar que já havia sido informada do crime e estava em diligências.
Detido, o suspeito foi conduzido para a delegacia de Polícia Civil juntamente com o revólver e seis munições, sendo cinco deflagradas e uma intacta. Gilson, segundo a polícia, tem antecedente criminal e teria saído da cadeia no final de 2024 após cumprir pena por tráfico de drogas.
Marcos tinha passagem por homicídio praticado em 2008 no bairro Benedito Rondon, onde um homem foi morto a golpes de faca. Já em 2022, ele foi vítima de tentativa de homicídio após ser agredido por um adolescente, segundo o site local Rio Brilhante em Tempo Real.
A motivação do assassinato desta quinta-feira está sendo investigado. Conforme o delegado da polícia civil de Rio Brilhante, Ghoeth Júnior, o caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio e roubo na forma tentada.
CORUMBÁ – Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, neste sábado (26), em Corumbá, maconha e haxixe marroquino, em um ônibus. Na ação, uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante.
Os militares realizavam bloqueio na BR-262, zona rural do município, quando deram ordem de parada ao condutor do coletivo, que fazia o itinerário entre Corumbá e Miranda.
Durante vistorias no compartimento de cargas, foi encontrado na mala de uma passageira 3,4 quilos de maconha e 4,8 quilos de haxixe marroquino. Questionada, a mulher informou que pegou a droga em Corumbá e levaria até a cidade São Paulo (SP).
A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia da Polícia Civil em Corumbá. O prejuízo estimado ao crime foi de aproximadamente R$ 350 mil.
Com objetivo de levar orientação à população sobre animais silvestres, a PMA (Polícia Militar Ambiental) realiza uma série de ações, campanhas e até expedições para conscientizar ribeirinhos, pantaneiros e turistas sobre esta convivência e que práticas são consideradas ilegais.
Uma das grandes preocupações das autoridades é evitar o ato de “cevar animal”, que consiste em oferecer comida ou deixar alimento para atrair animais silvestres. Este ato é ilegal e criminoso, considerado maus tratos, previsto na Lei de Proteção à Fauna do Estado.
“Todo ano fazemos campanhas nas estradas sobre os animais silvestres, para evitar a ceva, maus tratos e atropelamentos, seja com cartazes ou placas em locais estratégicos para conscientização, em áreas como Pantanal, Bonito e outros locais que recebem grande fluxo de turistas”, afirmou o comandante 1º Batalhão da PMA, o major Diego Ferreira.
Esta ação da PMA tem a orientação por meio de panfletos, placas e parcerias com ongs e instituições do terceiro setor. “Reforçamos este trabalho principalmente na abertura da pesca, quando aumenta muito o fluxo de turistas. No segundo semestre este movimento também é grande”, destacou o comandante.
Major Diego reforçou que ataques de onças-pintadas são muito atípicas, já que existe esta convivência histórica e antiga dos pantaneiros e ribeirinhos com animais silvestres. No entanto ele admite que é preciso tomar devidos cuidados e precauções como não andar sozinho pela mata, manter uma distância segura e evitar a ceva.
“Vamos continuar com a fiscalização, porque realizar este ato (cevar) é um crime, e seguir nossas ações de conscientização e prevenção, tanto para quem mora na região, como turistas que passam pelo Pantanal, para que todos tenham o devido cuidado”.
A PMA inclusive realiza uma Expedição de Educação Ambiental junto aos ribeirinhos, que está na 10° edição, tendo como um dos focos principais a conscientização e educação ambiental. Realizada por via fluvial, a expedição tem duração de uma semana, com a participação de instituições públicas e privadas, com a oferta de uma série de serviços sociais (educação, saúde, psicológico, distribuição de roupas, jurídico) à crianças, jovens e adultos.
Conscientização da PMA sobre riscos de alimentar animais silvestres
Orientação e segurança
A professora da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), Paula Helena Santa Rita, coordenadora operacional do Gretap (Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal) conhece muito bem a realidade nos animais silvestres no Pantanal. Ela reafirma que ataques de onças-pintadas a seres humanos não é algo normal, pelo contrário, considera inclusive uma ocorrência rara.
“Como os especialistas enfatizam são baixíssimos os registros de ataques de onças-pintadas, pois a tendência é o animal fugir do ser humano. O que pode ocorrer é a população condicionar o animal, principalmente em relação a ceva, trazendo ele para próximo. Nós do Gretap sempre conscientizamos para não realizar esta prática”, disse a coordenadora.
Bióloga e médica veterinária, Paula Helena pondera que as onças são territorialistas, mas elas têm uma movimentação ampla, circulando bastante pela região, no entanto se existir a prática de “ceva” constante, o animal prefere permanecer no local por mais tempo.
“Muitas vezes o fornecimento do alimento é feito na mesma hora todo dia, o que acostuma o animal. Oferta de alimento para as onças é um grande risco. Às vezes até involuntária, deixando alimentos pra trás na pescaria. Há anos existe este trabalho de orientação das entidades, poder público e PMA. Os pesqueiros devem dispor desta conscientização e preparo em relação aos hábitos dos turistas”.
Mesma avaliação de Gustavo Figueirôa, que é biólogo e especialista em manejo e conservação da fauna silvestre. “Ataques de onças-pintadas a seres humanos são muito raros. Não são comuns. Existem muitas pessoas que vivem em áreas que tem onças e raríssimos ataques são relatados. São animais predadores, mas não é do seu feitio atacar seres humanos”.
Ele destaca que ataques ocorrem devido situações específicas. “Podem ocorrer na mata se houver o encontro e o animal estiver acasalando, protegendo o filhote ou se alimentando. Ou quando a onça perde o medo do ser humano, isto se deve muito em função da ceva ativa, atraindo o animal ou até não intencional, quando deixam alimentos próximo aos rios, resto de peixes após pescaria e as onças se aproximam pelo cheiro. Acostumam ir no local para se alimentar. Ficam mais próximas dos seres humanos”.
Gustavo ressalta que tanto os moradores locais, como turistas precisam ter medidas de segurança. “As onças por natureza não gostam deste contato, mas não podemos esquecer que elas são predadoras, todos devem ter o devido cuidado”.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Foto: Silas Ismael/PMA
Desenvolvimento sustentável e totalmente planejado para quatro estados brasileiros que, juntos, somam 34,2 milhões de pessoas – o equivalente a 16% da população nacional. Essa é a missão do Visão Regional 2040, planejamento estratégico encabeçado por Mato Grosso do Sul para guiar as ações de longo prazo dos estados membros do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul) – Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, além de MS.
A versão final desse planejamento foi entregue pela Comissão de Planejamento do Codesul, aos governadores Eduardo Riedel (que preside o bloco), Eduardo Leite (RS) e Jorginho Melo (SC), além do vice-governador paranaense Darci Piana, durante encontro do bloco na quarta-feira (23), em Brasília (DF). Coordenada pela Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica) sul-mato-grossense, a comissão contou com equipes dos quatro estados.
“Este é um passo crucial, um início promissor. Agora temos que trabalhar para estabelecer uma governança que permita a concretização da visão de futuro que construímos. Estamos prontos para dar este passo com coragem, visão e união”, comentou o governador Eduardo Riedel.
Secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo da Segov-MS, Thaner Castro Nogueira apresentou o escopo do trabalho, as prioridades estratégicas organizadas em nove eixos temáticos, divididos em três grandes grupos: Desenvolvimento Econômico e Competitividade; Infraestrutura e Sustentabilidade; e Inclusão Social e Bem-Estar.
Eixo Desenvolvimento Econômico e Competitividade
– Desenvolvimento de competências tecnológicas, de inovação e diversificação produtiva
– Modernização e integração das cadeias produtivas do agronegócio
– Ampliação e qualificação da inserção internacional
Eixo Infraestrutura e Sustentabilidade
– Adequação da infraestrutura para o desenvolvimento econômico e social
– Construção de resiliências frente às mudanças climáticas
– Promoção do desenvolvimento e uso de Energias Renováveis
Eixo Inclusão Social e Bem-Estar
– Fortalecimento de comunidades e espaços urbano e rural para a inclusão social e combate à pobreza
– Qualificação da prestação de serviços públicos
– Promoção da educação voltada às atividades portadoras de futuro
Os eixos foram levantados a partir de diretrizes que pautam o Visão Regional 2040, como buscar atividades portadoras de futuro, estrutura produtiva e ganhos de produtividade, e inclusão social e bem-estar, além da resiliência e adaptação às mudanças climáticas e preservação da biodiversidade. O objetivo é, assim, consolidar o Codesul como referência nacional.
Desenvolvido com apoio técnico da Universidade Unisinos e com colaboração do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), o documento envolveu sete entregas estratégicas, incluindo diagnósticos socioeconômicos, definição de indicadores, desenvolvimento de estratégias e proposições de projetos estruturantes.
“O trabalho foi amplamente apoiado pelos governadores e é resultado da intensa colaboração entre as secretarias de planejamento dos estados, a secretaria-executiva do Codesul e o BRDE. O resultado é um instrumento robusto que aponta para um futuro próspero, sustentável e inclusivo na região”, afirmou Thaner em sua explicação.
Já o secretário sul-mato-grossense de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, reforçou a importância da liderança dos governadores na realização desse trabalho histórico. “Este plano só é possível graças à visão de futuro e ao compromisso de cada um dos governadores. Estamos pensando nos resultados do presente, mas com foco em garantir um amanhã ainda melhor para nossa sociedade e futuras gerações”, destacou Perez, também presente em Brasília.
O plano Visão Regional 2040 enfatiza o papel estratégico dos estados do Codesul, que representam uma das regiões mais produtivas, inovadoras e resilientes do Brasil. A visão compartilhada reflete a oportunidade de construir uma agenda comum que projete a região como protagonista do desenvolvimento sustentável no país.
O planejamento de longo prazo busca integrar ações, alinhar investimentos e promover resultados duradouros, tendo como legado uma região mais preparada para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades dos próximos 15 anos.
Renata Brum, Comunicação Segem/Segov-MS
Foto de capa e interna 1: Eduardo Valente/GOVSC
Interna 2: Igor Jacinto/Vice-governadoria do PR
Intenção é ampliar a recuperação de aparelhos roubados e furtados e enfraquecer o mercado ilegal de celulares, frequentemente controlado por redes do crime organizado
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 aponta que os roubos e furtos de celulares funcionam como porta de entrada do crime organizado para o mundo virtual e são peça importante no crescimento da sensação de medo e insegurança da população. Com o objetivo de ampliar a recuperação de aparelhos e enfraquecer o mercado ilegal, o Governo Federal iniciou uma nova etapa do Programa Celular Seguro. Mensagens automáticas são enviadas por WhatsApp a celulares que tiverem sido cadastrados como roubados, furtados ou perdidos e que tiverem chip trocado posteriormente.
A intenção é desmontar as engrenagens que lucram com roubo, furto e revenda de celulares, sem criminalizar o consumidor de boa-fé. A atuação é voltada principalmente a redes de receptação e revenda, que usam o comércio informal para movimentar aparelhos roubados. “O foco está em quem lucra com o crime, não no cidadão comum que comprou sem saber. O objetivo é restituir o aparelho à vítima e coibir o mercado criminoso que financia outras atividades ilegais”, disse o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos de Almeida Neto.
NACIONAL – Segundo dados do Anuário, em 2023, o número de furto de celulares no Brasil caiu 10,1% em comparação a 2022. Foram registrados 442,9 mil furtos em 2023, contra 492,9 mil em 2022. A queda foi registrada em 21 das 27 unidades da Federação. Já em relação aos roubos, houve estabilidade: 490 mil em 2022 e 494 mil em 2023. Ainda assim, 12 estados registraram queda.
Mato Grosso do Sul é uma das unidades da Federação onde foi observada redução considerável no número de roubos. No estado, esse tipo de ocorrência teve queda de 14,2%, com 47,7 casos a cada 100 mil habitantes registrados em 2022 contra 41 em 2023. Em relação ao número de furtos, houve um aumento de 3,5%, com 120,1 registros a cada 100 mil habitantes em 2022 e 124,3 em 2023.
Como funciona o novo sistema de alertas:
Sempre que um chip novo for inserido em um celular cadastrado como roubado, furtado ou perdido no sistema, o aparelho recebe mensagem de alerta via WhatsApp dos números verificados do MJSP: (61) 2025-3000 ou (61) 2025-3003.
A pessoa que estiver com o celular será orientada a:
Comparecer a uma delegacia de polícia, com a nota fiscal ou documento que comprove que é o proprietário legal do aparelho
Caso não consiga comprovar a origem, deverá devolver o aparelho
Antes de comprar, consulte a situação
Quem pretende comprar um celular de segunda mão deve, obrigatoriamente, consultar a situação do aparelho. A verificação pode ser feita de forma rápida e gratuita:
No app Celular Seguro, pela opção “Celulares com Restrição”
Basta digitar o número do IMEI (encontrado ao digitar *#06# no teclado do celular) e verificar se há restrição. Isso evita que o comprador se torne, sem saber, parte da cadeia do crime.
Outras dicas para o cidadão
Evite comprar celulares em locais sem nota fiscal ou garantia
Prefira lojas ou vendedores com reputação reconhecida
Guarde sempre a nota fiscal do aparelho: ela é a prova de propriedade
Cadastre o celular no Modo Recuperação assim que notar roubo ou furto
CIDADES – O Anuário traz o ranking das 50 cidades brasileiras com maiores taxas de roubo e furto de celular. A lista apresenta municípios de 22 Unidades da Federação com população igual ou superior a 100 mil habitantes. Mato Grosso do Sul não aparece com nenhuma cidade listada entre as 50 com maiores taxas do país.
O Amazonas lidera o ranking nacional de roubos e furtos de celulares proporcionalmente à população, com 1.075 ocorrências por 100 mil habitantes em 2023, ano em que o estado registrou 42.408 furtos e roubos de aparelhos. A capital, Manaus, registrou a maior taxa entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes: 2.096,3 ocorrências por 100 mil. Em seguida, aparecem Teresina (1.866), São Paulo (1.781), Salvador (1.716) e Lauro de Freitas – BA (1.695).
GLOBAL – O crescimento de roubos e furtos de celulares tornou-se um problema global, segundo destaca o Anuário. Nos Estados Unidos, em 2023, 60% de todos os roubos em São Francisco incluíam um celular e em Oakland, 75% dos roubos de rua incluíam smartphones. Na Europa ocorre o mesmo fenômeno. Os roubos e furtos de celular tiveram crescimento de 20% no Reino Unido ano passado, sendo 52 mil aparelhos subtraídos apenas na capital, Londres. Um levantamento do Financial Times mostrou que, desde 2022, o volume de roubos e furtos de celular no Reino Unido já ultrapassou a quantidade de roubos de cartões de crédito e de dinheiro.
REDES – Relatório da Interpol sobre redes transnacionais de roubo e receptação de celulares na América Latina mostrou que, em 2014, o faturamento chegava a US$ 500 mil dólares diariamente, em uma rede que envolvia países como Brasil, Colômbia, Peru, Venezuela, Chile, Equador e México. Os celulares são usados para fraudes bancárias e golpes, e grande parte dos aparelhos tem como destino países da África, como Angola, Guiné-Bissau, Senegal e Nigéria, dado que o bloqueio das operadoras brasileiras não funciona nesses países e os celulares podem ser revendidos e reutilizados.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República