out 31, 2017 | Polícia

Brasil é o sétimo no ranking de jornalistas mortos
Em 2016, cinco jornalistas foram mortos no país por exercerem sua profissão, alçando o Brasil ao sétimo país do mundo em número de jornalistas assassinados.
O levantamento faz parte de um estudo da Unesco chamado “World Trends in Freedom of Expression and Media Development” (“Tendências mundiais em liberdade de expressão e desenvolvimento de mídia”, em tradução livre) a ser publicado nas próximas semanas.
Ele revela que, em média, um jornalista é assassinado a cada quatro dias em todo o mundo. Nos últimos 11 anos, foram 930 jornalistas mortos exercendo seu trabalho.
A impunidade nesse tipo de crime também é alta: a cada dez casos, apenas um é resolvido. O índice alarmante motivou em 2013 as Nações Unidas a declararem o dia 2 de novembro como o “Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas”.
Para a Unesco, a impunidade encoraja o assassinato de jornalistas e os intimida, criando um ciclo vicioso de cerceamento da liberdade de imprensa.
À frente do Brasil no ranking estão a Guatemala, com sete jornalistas mortos; a Síria, que há seis anos vive uma guerra civil, com oito mortes; e o Iraque, envolvido na guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico, com nove.
O terceiro lugar é do Iêmen, que está em guerra civil desde 2015 e sofre uma grave crise de segurança alimentar. Onze jornalistas morreram no país.
Em primeiro e segundo lugar estão o México e o Afeganistão; esse último completou em 2017 16 anos de conflito armado. Ambos tiveram 13 jornalistas mortos em 2016.
A SIP (“Sociedade Interamericana de Imprensa”, na sigla em espanhol) considera o México o país mais perigoso para o exercício do jornalismo na região. Em 23 de agosto deste ano, registrou-se o décimo assassinato de um jornalista mexicano.
O repórter Candido Ríos, 55, foi morto em Covarrubias, no Estado de Veracruz. Ele fazia parte de um programa de proteção a jornalistas ameaçados.
Desde 2016, Ríos vinha publicando reportagens sobre o envolvimento de autoridades locais com o narcotráfico no jornal “Diario de Acayucan”.
A Unesco, no exercício de seu mandato de defesa da liberdade de expressão e de imprensa, dedica em seu site uma página a condenações públicas de assassinatos de jornalistas em todo o mundo.
Entre os casos ocorridos no Brasil e condenados pela agência, destaca-se o assassinato de Maurício Campos Rosa, 64, que era dono do jornal “O Grito”, distribuído gratuitamente em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte.
No dia sete de setembro deste ano, Roseli Ferreira Pimentel (PSB), prefeita de Santa Luzia, foi presa por suspeita de envolvimento no assassinato de Rosa.
Investigações da Polícia Civil concluíram que ela teria desviado R$ 20 mil da Secretaria de Saúde municipal para pagar pelo crime.
out 31, 2017 | Polícia

Brasil: 25 casos de jornalistas mortos seguem impunes
Assassinato – 25 casos de jornalistas brasileiros assassinados continuam impunes. O levantamento foi feito pelo Comitê para Proteção dos Jornalistas (Committee to Protect Journalists) e inclui crimes desde 1992. O número de profissionais assassinados, porém, foi ainda maior. Ao todo, 39 jornalistas foram mortos no período analisado pelo CPJ.
Apreensiva com a escalada de violência, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lançou uma série de reportagens inéditas em vídeo sobre a violência contra jornalistas.
Por meio do Programa Tim Lopes, da Abraji, os repórteres Bob Fernandes, Bruno Miranda e João Wainer produziram longas reportagens contando as histórias dos jornalistas assassinados. Eles viajaram por Ceará, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul para relatar sobre os crimes.
A equipe da Abraji promete dar continuidade à série. Confira o material aqui.
Agência Lupa
out 30, 2017 | Polícia

PMA e 9º Batalhão fecham rinha e autuam 21 infratores em R$ 630 mil por maus-tratos e apreendem 60 galos de briga
Campo Grande (MS) – Policiais Militares Ambientais e do 9º Batalhão de Campo Grande fecharam ontem (28) uma rinha de galos no bairro jardim Veraneio na Capital. No momento da chegada dos Policiais, várias pessoas fugiram, porém, 21 foram detidas no local. Alguns veículos, dos quais não foram encontrados os proprietários foram catalogados como suspeitos e, se os proprietários foram identificados como participantes da rinha, também serão responsabilizados.
A PMA verificou no local a prática de rinha e foram apreendidos 60 galos domésticos da espécie galo-índio (Gallus gallus domesticus) e 90 gaiolas. Ainda foram apreendidas esporas artificiais, remédios, seringas, capas para transporte dos galos, duas arenas (rebolo), onde eram colocadas as aves para brigar, várias esporas e biqueiras artificiais e 90 gaiolas, onde são mantidos os animais. As gaiolas de madeira são apertadas com restrição de movimentos, privação de luz solar e circulação aérea inadequada, o que, por si só, caracteriza maus-tratos.
Os animais apresentavam diversos ferimentos na crista e peito, bem como todas as aves apresentavam-se mutiladas, com as esporas cortadas, sinais característicos de emprego dos animais em rinhas.
Os 21 infratores, residentes em Campo Grande, foram conduzidos à delegacia pela Polícia Civil na Capital e responderão por crime ambiental de maus-tratos a animais. A PMA confeccionou autos de infração e aplicou multa de R$ 30.000,00 contra cada infrator, perfazendo R$ 630.000,00.
Os galos e as gaiolas ficaram sob responsabilidade do proprietário da rinha, devido a falta de local adequado para serem levados. O fiel depositário precisa manter tudo como está, sob pena de prisão.
out 30, 2017 | Polícia

Tribunal teme participação do crime organizado nas eleições
Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alertam que o crime organizado pode usar a internet para interferir no resultado das eleições do próximo ano. Os políticos de Mato Grosso do Sul estão preocupados com essa investida das “facções criminosas” para destruírem reputação com páginas falsas na internet e com mensagens fictícias nas redes sociais.
“A lei brasileira é bastante clara e rigorosa: o crime, de qualquer natureza, deve ficar longe das eleições”, afirmou o ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) André Borges, que também reconheceu a necessidade de se buscar instrumentos para combater as ações dos criminosos nas eleições.
Borges destacou existir inúmeros mecanismos de fiscalização e controle “desse tipo de situação criminosa a serem colocados pela Polícia Federal e pelos Ministérios Públicos”. Ele considerou importante a participação dos cidadãos e da imprensapara denunciar as ações dos criminosos, bem como “a enérgica atuação do Judiciário”.
Para o ex-juiz do TRE-MS, “as eleições não devem ser influenciadas por aqueles que têm como profissão o descumprimento da lei, para artificialmente atrapalhar ou beneficiar candidatos [das organizações criminosas]”.
*Leia a reportagem, de Adilson Trindade e Tavani Ferraresi, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.
out 27, 2017 | Polícia

Versão contada por segurança de Wilian Bernal faz sentindo, segundo policiais que investigam ataque ocorrido quarta-feira
Assunção (PY) – Willian Gimenez Bernal, 28, funcionário do narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenes Pavão, atirou na própria cabeça ao ver o filho de cinco anos morto a tiros de fuzil no atentado ocorrido quarta-feira (25) em Assunção, capital do Paraguai. A versão foi contada pelo segurança e primo dele, Willer Fidelino Lescano Gimenez, 25, ferido pelos tiros disparados pelos pistoleiros.
A polícia também acredita em suicídio e diz que encontrou um boné, que estaria sendo usado por Willian, com uma perfuração de tiro. O homem também tinha queimaduras na cabeça, indicando um disparo feito a curta distância.
Morador em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande, Willian estava hospedado em uma casa no bairro Madame Lynch, na capital paraguaia. Ele visitava Jarvis Pavão frequentemente na prisão.
A polícia diz que Willian trabalhava para o narcotraficante. Já a advogada de Pavão, Laura Casuso, afirma que o motivo das visitas era a ligação de parentesco entre os dois, já que Willian era pai da filha de uma prima de Jarvis Pavão.
Suicídio – Willer contou que os três chegavam à residência em uma caminhonete Toyota Fortuner cinza. Bernal dirigia a caminhonete, Willer estava no banco do carona e o garoto, Gabriel Gimenez González, no banco de trás. Enquanto esperavam o brasileiro Heber Luiz de Figuereido Souto, que estava na casa, abrir o portão, os pistoleiros em uma Toyota Hilux bordô se aproximaram e fuzilaram a Fortuner.
Willian acelerou e entrou em outra rua. Nesse momento teria visto o filho morto no banco de trás. Desesperado, pegou sua pistola Glock calibre 9 milímetros e atirou na própria cabeça. O chefe do Departamento de Criminologia, comissário-chefe César Silguero, confirmou ontem à noite à rádio ABC Cardinal, que o boné com uma perfuração do lado esquerdo foi encontrado na caminhonete e que aparentemente ocorreu mesmo o suicídio.
Willer e Heber Souto, os dois sobreviventes do ataque, continuam detidos em Assunção. A promotora que acompanha o caso, Ariela Chaparro, recebeu apoio do promotor Hugo Volpe, que chefia a força-tarefa do Paraguai contra o narcotráfico.
Fonte: Campo Grande News
out 26, 2017 | Polícia

PMA autua dois paraguaios presos pela PM de Bela Vista traficando filhotes de tucanos
Campo Grande (MS) – Equipes da 2ª Companhia da Polícia Militar de Bela Vista prenderam ontem dois paraguaios com filhotes de tucanos, na BR 060, na altura do km 3. Os Policiais levaram os homens até a PMA para as providências administrativas relativas ao tráfico.
Os infratores, de 19 e 20 anos, residentes em Bella Vista Norte (PY), que estavam com dois filhotes de tucanos afirmaram que tinham pegado os animais em um coqueiro à margem da BR 060 e levariam para sua cidade de residência.
Os infratores receberam voz de prisão e foram conduzidos à delegacia de Polícia Civil de Bela Vista e responderão por crime ambiental. A pena é de seis meses a um ano de detenção. As aves serão encaminhadas ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), na Capital.