out 16, 2019 | Polícia
Um menino de 3 anos teve parte do pênis amputado após passar uma cirurgia de fimose em Malacacheta, Minas Gerais. O pai da criança contou que o cirurgião não admitiu e só percebeu a mutilação quando transferiu a criança para um hospital de Teófilo Otoni, que a submeteu a um procedimento de reconstrução da parte que sobrou do membro.
“Lá eu fui chamado para uma sala, onde me disseram ‘infelizmente houve a amputação do pênis do seu filho’. Aí eu fui pro chão, passei mal’”. De acordo com informações do G1, o cirurgião responsável pela cirurgia, que consiste na retirada do excesso de pele no órgão genital, morreu em casa dias após o fato, ocorrido no Hospital Municipal Dr. Carlos Marx.
A confirmação da morte do médico foi dada pela Prefeitura de Malacacheta, que até o momento disse não ter sido emitido o laudo com a causa da morte do cirurgião. A secretaria de Saúde informou ao G1 que, além do cirurgião, ainda participaram do procedimento um anestesista, um enfermeiro, um instrumentador e dois circulantes de sala. A secretaria disse ainda que solicitou a abertura de um procedimento administrativo.
O pai explicou que pediu a enfermeira para trocar o curativo sujo de sangue e não conseguiu ver o membro. “Eu deixei o meu filho no hospital e minha mãe ficou de acompanhante. Eu fui para uma reunião de trabalho e quando retornei soube que tinha algo errado. A cirurgia que deveria ter durado uns trinta minutos levou cerca de quatro horas. Quando tirou o primeiro esparadrapo, tinha tipo uma gaze enrolada simulando que o pênis estaria ali no meio. Tudo ensanguentado. Quando levantou a gaze não tinha pênis visível. Fiquei doido, falei que isso não era normal”.
O pai conta que chamou o médico de plantão, porque o que tinha operado havia ido embora, e ele disse que não poderia avaliar porque não havia participado da cirurgia. “Eu pressionei: ‘doutor, posso ficar tranquilo que tá tudo normal, então?’. E ele disse ‘não, eu não falei isso, só digo que não tenho condições de avaliar porque não participei da cirurgia’”, conta.
E então foi atrás do prefeito e do secretário de saúde do município. “Eu mostrei a foto do meu filho e perguntei ‘isso é normal?’. Eu vi que ele [secretário de saúde] ficou espantado, mas continuou dizendo que estava tudo bem. Horas depois apareceu o médico que fez a cirurgia e disse que estava normal, disse ‘daqui dez dias vai começar a desinchar e vai dar pra ver o pênis dele’”.
Mas o menino continuava a reclamar de dores na região, no dia seguinte o pai assinou um termo de responsabilidade e transferiu a criança por conta própria para o hospital de Teófilo Otoni. Na unidade, o menino passou por novos procedimentos cirúrgicos para avaliar o estado em que se encontrava e reconstruir o órgão.
O pai da criança conta que o laudo do segundo hospital apontou que houve laceração do prepúcio e diz que somente no futuro poderá saber se o filho poderá recorrer a uma prótese. A conta da internação em Teófilo Otoni ficou em torno de R$ 10 mil e o pai afirma que precisou pegar dinheiro emprestado para pagar, pois não recebeu apoio ou assistência do município. Também falou que somente semanas depois, após o caso ter repercutido na mídia, a Prefeitura o ressarciu dos custos da segunda internação, porém não tem prestado assistência à criança.
Ao G1, a Secretaria de Saúde disse que tem prestado apoio através das visitas domiciliares realizadas pela Equipe de Saúde da Família e ofertando consultas médicas e atendimento psicológico. Informou ainda que o pai foi ressarcido dos custos hospitalares no dia 4 de outubro e que tem contribuído com a Superintendência Regional de Saúde de Teófilo, através do Núcleo de Segurança do Paciente, para a investigação do ocorrido.
Investigação
A avó da criança procurou o promotor Roberto Vieira dos Santos, e o Ministério Público solicitou que a Polícia Civil investigasse o caso. O inquérito foi aberto na semana seguinte à cirurgia que amputou parte do membro do garoto. O MP aguarda a conclusão das investigações para avaliar as providências que serão tomadas.
A delegada Mariana Grassi Colin informou que o crime de lesão corporal está sendo apurado. Segundo ela, os familiares já foram ouvidos e agora está ouvindo os membros da equipe que participaram da cirurgia. A intenção é apurar se o erro foi apenas do médico que o operou ou mais pessoas teriam contribuído para os danos sofridos pela criança.
Reparação
O menino se recupera da cirurgia de reconstrução do órgão mutilado. Segundo o pai, ele continua sendo acompanhado pelo médico que fez a segunda cirurgia. “Agora é acompanhar a recuperação dele. É preciso ver como ele vai reagir, cuidar que ele receba os estímulos necessários para se desenvolver, para que sejam minimizados os danos”.
O pai ainda lida com muitas perguntas que permanecem sem respostas a respeito da amputação indevida e as consequências dela, mas disse ter certeza de que será longa a batalha que o filho enfrentará para lidar com os danos do erro ao qual foi submetido. Para arcar com custos do tratamento de saúde da criança, o pai criou uma vaquinha virtual pedindo contribuições a quem possa ajudar. Até o momento a campanha já arrecadou R$ 10,3 mil na internet.
“Deus tem colocado as pessoas certas no caminho e isso que tem nos dado força para encarar o que for preciso. Tenho milhares de perguntas. O que mais me deixa indignado é que os médicos que atenderam ele em Teófilo Otoni disseram que se o meu filho tivesse recebido atendimento correto desde o primeiro momento, podiam ter minimizado os danos. Se não tivessem omitido que algo havia dado errado na cirurgia, meu filho poderia ter sofrido menos. Agora quero saber o que aconteceu, quero justiça e quero que isso não aconteça com nenhuma outra criança”, conclui o pai.
out 16, 2019 | Polícia
Polícia Militar Ambiental de Amambai prende caminhoneiro e jovem de 18 anos com 13 kg de maconha e já são 1.083 kg da droga apreendidos neste ano pelo Grupamento
Campo Grande (MS) – Estão sendo autuados em flagrante agora (16) às 9h00, na Delegacia de Polícia Civil de Amambai, um caminhoneiro de 30 anos e uma jovem de 18 anos por tráfico de drogas. Eles foram presos por Policiais Militares Ambientais de Amambai que realizavam fiscalização na rodovia MS 156, em frente ao Posto do Grupamento durante a operação Pré-piracema ontem (15) à noite.
A PMA abordou um caminhão tractor com carreta acoplada, conduzido pelo caminhoneiro, onde estava a passageira de 18 anos e encontrou em uma bolsa 11 tabletes de maconha que somaram 13 kg. Eles pegaram a droga em Tacuru, local de residência do caminhoneiro e levavam para Presidente Prudente (SP), onde reside a traficante.
A droga e o veículo foram apreendidos e os traficantes receberam voz de prisão e foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Amambai, juntamente com o material apreendido, onde eles estão sendo autuados em flagrante por tráfico de drogas. Essa é a terceira apreensão de drogas pela PMA de Amambai neste ano, somando mais de m tonelada. No dia 13 de julho foram apreendidos 700 kg e no dia 1 de agosto mais 370 kg de maconha.
out 9, 2019 | Polícia
A Operação Pesticida, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (9) em cinco cidades de Mato Grosso do Sul, apontou desvio de mais de R$ 3 milhões de verbas federais que deveriam ser usadas no combate à miséria com a compra de alimentos da agricultura familiar para o programa Fome Zero.
Servidores da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), órgão responsável pelos repasses do Governo Federal, ficavam com parte do dinheiro após fraudar cadastros de produtores e cadastrar alimentos que não existiam na produção da agricultura familiar para justificar os desvios no repasse às entidades.
Muitos produtores, quando procurados durante a investigação, nem sabiam que ‘faziam’ parte do programa. O cadastro de pequenos produtores era fraudado por servidores para que o Governo Federal fizesse repasses maiores, sendo o dinheiro desviado pelos agentes públicos.
Quatro cooperativas no Estado, em Terenos, Caracol, Jardim e Bodoquena foram alvos da operação. Sendo que em Jardim, a cooperativa que deveria receber recursos repassados pelo Conab teria recebido apenas 15% de direito. O desvio é superior a R$ 3 milhões no Estado.
Segundo o delegado Iuri de Oliveira, a investigação é de grande volume com a apreensão de vários documentos, que implicam servidores nos desvios de verbas que deveriam chegar às cooperativas e aos produtores.
No total, nove servidores foram afastados, sendo um de Corumbá e oito de Campo Grande, por estarem implicados nos desvios das verbas. Além disso, o superintendente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) chegou a ser afastado, mas voltou a atuar em um cargo comissionado.
Fraudes
As fraudes teriam ocorrido entre os anos de 2011 e 2016, com envolvimento de representantes de cooperativas ou associações sediadas nos municípios sul-mato-grossenses de Terenos, Bodoquena, Caracol, Jardim e servidores da Conab, além de representantes municipais do PAA em Corumbá.
A PF e a CGU (Controladoria Geral da União) verificaram casos de cadastramentos no programa em nomes de produtores que desconheciam o fato ou lastreados em propriedades rurais que não tinham capacidade produtiva. Também foram descobertos simulação na entrega de produtos às associações/cooperativas e delas para as entidades destinatárias dos alimentos, obtendo-se da Conab a liberação de valores correspondentes à aquisição de produtos não entregues. O esquema contaria com a participação e conivência de agentes públicos.
Programa
O programa busca ser um instrumento de políticas públicas de garantia de renda e de apoio à comercialização de alimentos produzidos pelos agricultores familiares, assentados e povos e comunidades tradicionais, ao passo em que oportuniza a aquisição dos produtos agrícolas por eles produzidos e a destinação a entidades de assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar (creches, escolas, igrejas, dentre outras).
out 9, 2019 | Polícia
Dois bolivianos, um de 38 anos e outro de 28, foram presos por tráfico de drogas no km 602 da BR-262, próximo à cidade de Miranda, na rwegião do Pantanal, com uma carga de 150 quilos de cocaína. A droga foi encontrada em um compartimento da cabine do caminhão no qual a dupla viajava. O esconderijo é acionado por comandos eletrônicos, conforme relatou o site Diário Corumbaense.
A apreensão ocorreu por volta das 22h30 desta segunda-feira, dia 07 de outubro, durante barreira da PRF (Polícia Rodoviária Federal), quando o caminhão semirreboque, com placas bolivianas, foi abordado. O veículo estava carregado com sucata e seguia de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para Piracicaba, no interior de São Paulo.
Os ocupantes do veículo demonstraram nervosismo durante a abordagem. Em revista no veículo, foi encontrado o compartimento preparado para o transporte de ilícitos dentro da cabine. Nele, havia 121 tabletes de cocaína, que pesaram 126 quilos e 700 gramas da droga e 21 tabletes de pasta-base, totalizando 20 quilos.
Questionado, o motorista disse não saber sobre a existência das drogas, enquanto o passageiro disse ter visto o entorpecente ser ocultado –mas não sabia a quantidade e destino. Eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Campo Grande.
out 7, 2019 | Polícia
Bela Vista (MS) – Às 16h25 de ontem (06), uma guarnição de serviço da Polícia Militar em Bela Vista foi acionada para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo em um bar, localizado no residencial Rocha.
Imediatamente, a guarnição foi até o local e no momento da abordagem, um indivíduo empreendeu fuga. Logo, os policiais realizaram o acompanhamento tático e lograram êxito na captura do mesmo. O homem, de 30 anos, estava de posse de uma arma de fogo, tipo revólver, calibre .22, com duas munições no tambor, uma deflagrada e outra intacta. No bolso do autor havia mais três munições intactas e uma porção de maconha.
Diante dos fatos, o autor foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o revólver e o entorpecente apreendido, para as providências cabíveis.

out 7, 2019 | Polícia
Campo Grande (MS) – A Polícia Militar Ambiental de Aparecida do Taboado esteve em uma propriedade rural do município, a 160 km da cidade, para realizar levantamentos de áreas desmatadas não contíguas. Ao todo foram verificadas quatro áreas desmatadas ilegalmente, que medidas com uso de GPS perfizeram 62,90 hectares destruídos, que tinham sido verificadas por imagem de satélites, dentro de área protegida de Mata Atlântica.
Na conclusão dos levantamentos ontem (4) verificou-se que a proprietária rural suprimiu a vegetação há algum tempo para agricultura. A madeira proveniente da vegetação desmatada não estava mais no local. A infratora (43), residente em Amabai, foi autuada e recebeu multa administrativa de R$ 440.300,00.
A autuada também responderá por crime ambiental, que prevê pena de um a três anos de detenção. Além disso, ela foi notificada a apresentar um Plano de Recuperação da Área Degradada e Alterada (PRADA) junto ao órgão ambiental estadual.