dez 30, 2020 | Polícia
Polícia Militar Ambiental de Bela a Vista prende goiano depois de fuga com veículo pelas ruas da cidade
Bela Vista (MS) – Policiais Militares Ambientais de Bela Vista, que trabalham na operação piracema, saiam para realizar fiscalização na área rural do município ontem (30) à noite (21h00), com o objetivo de prevenir a pesca predatória e, ainda na cidade, perceberam um veículo Chevrolet Vectra, com placas de Cambé (PR) e, quando foram abordar, o condutor empreendeu fuga pelas ruas. Os Policiais mantiveram o acompanhamento tático e insistindo na ordem de parada, até que conseguiram com que o infrator parasse.
O motorista, um homem de 29 anos, residente em Goiânia (GO) não possuía habilitação, o veículo estava com os documentos atrasados e com várias multas. Ele afirmou que estava na cidade para encontrar uma mulher que conhecera pelas redes sociais.
O veículo foi apreendido. O condutor recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil de Bela Vista e responderá por crimes de dirigir sem CNH, desobediência e por direção perigosa.
dez 30, 2020 | Polícia
Policiais Militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), apreenderam na noite de ontem (29), no Anel Viário de Dourados, 13,3 quilos de pasta base de cocaína, distribuídos em 12 tabletes. A droga era transportada em um Hyundai/HB20 com placas de Cotia (SP).
Os policiais faziam patrulhamento na região, durante a Operação Hórus, parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, quando realizaram a abordagem ao veículo, conduzido por um homem de 43 anos.
O condutor apresentou nervosismo o que chamou a atenção dos policiais, que em buscas minuciosas encontram a droga escondida em um compartimento oculto no automóvel.
O motorista disse aos policiais que havia sido contratado por um desconhecido para pegar a droga na região e levar até a cidade de São Paulo e que receberia R$ 20 mil quando chegasse a capital paulista. O material apreendido e autor foram entregues na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).
O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.
dez 29, 2020 | Polícia
Polícia Militar Ambiental de Aquidauana autua vendedor em R$ 2 mil por maus-tratos ao viajar e deixar cachorro morrer de doença sem atendimento
Campo Grande (MS) – Uma equipe de Policiais Militares Ambientais de Aquidauana recebeu denúncia de vizinhos, de que poderia haver um cachorro morto na residência de um vizinho, tendo em vista que o homem é vendedor e permanecia muito tempo fora de casa.
A PMA foi ao local, no bairro Santa Terezinha e, quando chegou, verificou que o cachorro sem raça definida estava morto em adiantado estado de putrefação dentro da residência. O fato aconteceu no dia 14, porém, o infrator foi autuado somente ontem (28), quando chegara de viagem. Naquele dia, os Policiais conseguiram o telefone do proprietário e mantiveram contato, quando foram informados por ele que estava viajando, mas que deixara uma pessoa cuidando.
A PMA tinha pedido no dia 14 para o suposto cuidador ir ao local e ele afirmara que o cachorro estava doente, porém, tinha vindo à casa somente há dois dias, porém, pelo estado do animal, aparentemente ele estava morto há mais tempo. O cachorro foi recolhido e encaminhado ao aterro sanitário da cidade.
O proprietário do cachorro (36), residente em Aquidauana, foi autuado administrativamente e multado em R$ 2.000,00. Ele também responderá por crime ambiental de maus-tratos ao cachorro, com pena de dois a cinco anos de reclusão.
dez 29, 2020 | Polícia
Martín Escobar Deleón, do PLRA (Partido Liberal Raducal Autêntico) foi denunciado por agredir sua esposa. Com o nariz sangrando ela foi trancada em sua casa e somente depois foi levada a um posto de saúde de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.
No posto de saúde, ele relatou que a mulher tinha sofrido um acidente de trânsito. Diante da agressões, ela foi encaminha para Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para ser diagnosticada. Depois ela foi até a polícia para denunciar o marido e pedir proteção para ela e para o filho.
Segundo o boletim de ocorrência, as agressões aconteceram no domingo (27), aproximadamente às 21h, nas ruas 15 de Agosto e José de Jesús Martínez, dentro da picape Toyota Hilux, do vereador Martín Escobar de León.
A vítima relatou que estava a bordo do veículo em frente à sua casa com o companheiro, que consumia bebidas alcoólicas, segundo a denunciante. A certa altura, Escobar supostamente a esmurrou em diferentes partes do corpo e a ameaçou de que ela ameaçaria sua vida e a de sua família se denunciasse a agressão.
Mais tarde, o político liberal supostamente a levou para sua casa, onde voltou a atacá-la com socos e chutes. Então ela foi trancada em um dos quartos. Novamente, na madrugada desta segunda-feira, o casal discutiu e a mulher foi agredida pelo vereador, que posteriormente a levou a um hospital no Brasil, onde foi tratada e internada.
Fonte: Midia Max News
dez 26, 2020 | Polícia
Amigos e familiares de Márcia Lanzane, de 44 anos, mostraram profunda comoção pela morte da mulher em Guarujá, no litoral de São Paulo. A vítima foi encontrada morta dentro da própria casa e o filho de 23 anos é o principal suspeito de ter envolvimento no óbito. À Polícia, ele afirmou que a morte foi acidental. As investigações prosseguem.
Familiares relataram à reportagem que o próprio filho teria ligado para amigos, desesperado, e acionado a polícia, afirmando que encontrou a mãe morta em casa. Inicialmente, ele não teria contado nada sobre ter envolvimento no óbito. Foi após a polícia suspeitar e o questionar, segundo as autoridades informaram ao G1, que o jovem confessou que teria sido uma morte acidental após empurrá-la durante uma discussão. Em seguida, segundo ele alegou, Marcia teria caído e batido a cabeça.
O pai do filho da vítima, Joel Eustáquio Vieira, relata que já não era mais casado com Márcia. Ao G1, ele afirma que auxiliou no levantamento de informações sobre a morte da ex-mulher porque suspeitou que algo sério teria ocorrido assim que soube que ela morreu.
“Quando os investigadores chegaram na casa de minha ex-esposa, chegaram também ao meu pedido, porque achei que tinha algo errado. Eu pedi para eles buscarem umas imagens internas na casa. É bem triste tudo que aconteceu, na verdade não vamos ter Natal por conta disso”, lamenta. “Quando meu filho alegou que achou ela morta, ligou para as amigas de faculdade, não ligou para ninguém da família, o que também achei estranho”, acrescenta.
Por meio das redes sociais, a irmã da vítima fez uma postagem também lamentando o ocorrido. “Não me peçam para tentar entender o porque você se foi tão nova, cheia de saúde, tão cheia de sonhos. Mesmo não estando tão próximas, tínhamos como saber uma da outra através de mensagens, telefonemas. E agora? Que dor horrível, justo hoje, no meu aniversário minha irmã. Por que?”, escreveu a familiar.
Ela ainda relatou que o amor que tinha pela irmã é muito grande e que faria de tudo para que não fosse verdade o que ocorreu. “Sua casa agora é em um mundo diferente. E eu só desejo que aí você encontre a paz e a serenidade que sempre procurou”, publicou.
“Estamos estraçalhados, corrompidos por dentro. Um presente de aniversário, presente de Natal, que ninguém imagina ganhar”, acrescentou a irmã em outra postagem.
Além de familiares, amigos também ficaram comovidos e fizeram postagens em homenagem à Márcia e lamentando sua morte. Foram dezenas de comentários e publicações. Entre as postagens, colegas relataram que Márcia era uma pessoa maravilhosa, alegre e batalhadora.
O corpo de Marcia já foi sepultado. O filho da vítima foi ouvido e liberado. Segundo a Polícia Civil, ainda não há como definir com certeza qual foi a causa da morte de Marcia e, por isso, um inquérito policial foi instaurado e as investigações prosseguem pela Delegacia Sede de Guarujá, onde o caso foi registrado como morte suspeita. A Polícia Civil avalia a necessidade de exumação do corpo.
dez 26, 2020 | Polícia

Quatro corpos encontrados em cova rasa na Linha Internacional (Foto: Campo Grande News)
Em 2019, pelo menos 250 pessoas foram executadas na sangrenta Linha Internacional entre Mato Grosso do Sul e o departamento (equivalente a Estado) de Amambay. A maioria das mortes ocorreu em Pedro Juan Caballero, capital de Amambay, e Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.
Neste ano de 2020, a história se repetiu. Corpos jogados em estradas desertas, enterrados em covas rasas e carbonizados se juntaram às dezenas de execuções à luz do dia, no meio da rua, na frente de casa ou dentro de carros. Nem a blindagem é garantia de vida na fronteira dominada pelo crime organizado.
A única diferença entre 2019 e 2020 é que agora o número de execuções é desconhecido. Nenhum órgão de segurança dos dois lados da fronteira faz essa contagem. Em Mato Grosso do Sul até existe a estatística de homicídios, mas a polícia não separa as execuções dos “assassinatos comuns”.
Se o cidadão for morto com cem tiros de fuzil em plena Avenida Brasil ou com tiro de calibre 22 durante briga de bar no Marambaia, as mortes são contabilizadas na mesma estatística.
Do lado paraguaio a situação é ainda pior, quase impossível obter informações sobre número de homicídios. “A Polícia Nacional só pensa em dólar”, disse recentemente um repórter paraguaio.
Mas neste momento o leitor do Campo Grande News deve estar se perguntando: se houve contagem do número de assassinatos em 2019 por que não existiu em 2020?
A resposta é simples! O total de 250 execuções nos 12 meses de 2019 foi contabilizado dia a dia por um jornalista da fronteira, importante colaborador do Campo Grande News e de outros veículos de comunicação do Brasil, Lourenço Veras, o Léo Veras.

Foi Léo Veras que criou sua própria planilha para contar os assassinatos na Linha Internacional, especialmente na fronteira imaginária entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã.
Mas em 2020 ele não conseguiu repetir a contagem. Léo Veras passou a fazer parte da macabra e agora ignorada estatística da “Terra sem Lei” que se tornou esse pedaço do Continente.
Na noite de 12 de fevereiro de 2020, Léo Veras jantava com a esposa, os dois filhos e o sogro em sua modesta casa no Jardim Aurora, em Pedro Juan Caballero, quando bandidos chegaram em um SUV branco para sequestrá-lo. Léo tentou fugir correndo para o quintal, mas foi morto com 15 tiros de pistola 9 milímetros.
Quase um ano depois, a execução de Léo Veras continua sem solução, assim como 99% dos assassinatos semelhantes ocorridos em Pedro Juan Caballero/Ponta Porã.
A polícia sul-mato-grossense se vangloria por esclarecer a maioria dos assassinatos ocorridos em Mato Grosso do Sul. Essa estatística é verdadeira.
Entretanto, o percentual sem solução é formado justamente pelas execuções, as mortes encomendadas pelo crime organizado, que seguem sem explicação. Faltam testemunhas, afirmam os policiais da fronteira.

Outro ano de sangue – Entre desculpas, mea culpa e corrupção policial, as execuções continuaram ao longo de 2020. Nem mesmo a pandemia do novo coronavírus foi suficiente para frear os fuzilamentos, sequestros, torturas e corpos esquartejados na Linha Internacional que cada dia se parece mais com as cidades dominadas pelos cartéis mexicanos.
Ninguém sabe ou admite saber o motivo exato de tantas mortes. Existe todo tipo de especulação, mas todas relacionam os assassinatos ao acerto entre bandidos e à guerra travada pelas quadrilhas para assumir o controle do tráfico de drogas e de armas.
Fontes policiais da fronteira afirmam que a guerra começou em 2016, após a execução cinematográfica de Jorge Rafaat Toumani no centro de Pedro Juan Caballero. A morte foi atribuída pela polícia paraguaia ao consórcio formado pela facção brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital) e o narcotraficante Jarvis Gimenes Pavão, chefe de um dos poucos clãs locais que ainda existem. Ele está recolhido no Presídio Federal de Brasília.
Depois da morte de Rafaat, a trégua acabou e várias pessoas ligadas a Jarvis Pavão foram executadas nos últimos quatro anos. Moradores da fronteira afirmam que atualmente o PCC está no controle total da Linha Internacional.
Chacina – Em novembro de 2020, o PCC deu outra mostra de que não possui mais concorrentes em Pedro Juan Caballero/Ponta Porã. Quatro homens ligados ao antigo rei da fronteira Fahd Jamil, o “Fuad”, foram sequestrados, torturados, asfixiados e fuzilados.
Depois os corpos foram colocados dentro de uma mesma cova rasa a 15 km do centro da capital de Amambay. Dois mortos eram sobrinhos de Fuad e todos ligados ao filho dele, Flávio Correia Jamil Georges, o Flavinho.
Com base em informações de fontes anônimas, o Campo Grande News revelou no dia 30 de novembro que os quatro foram mortos no chamado “tribunal do crime”, o julgamento aplicado pelo PCC a seus inimigos. Havia temor de guerra sem precedentes entre as duas quadrilhas após as mortes. Mas a temida guerra não aconteceu. Por razões óbvias: no século XXI, nem Fuad Jamil é páreo para o PCC na sangrenta fronteira entre o Paraguai e Mato Grosso do Sul.
Fonte: Campo Grande News