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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 01 de Julho de 2026
Operações de erradicação de plantações de maconha no Paraguai bateram recorde de apreensões em 2021

Operações de erradicação de plantações de maconha no Paraguai bateram recorde de apreensões em 2021

A Polícia Federal, em ações conjuntas com a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai contra o tráfico de drogas, tem atuado sob a estratégia de erradicar plantações de maconha no país vizinho a partir do mapeamento realizado via satélite, drones e ferramentas de georreferenciamento, além de vigilâncias. Segundo o Delegado de Polícia Federal lotado na Coordenação-Geral de Cooperação Internacional, Marcos Paulo Pimentel, o enfrentamento ao tráfico com base na apreensão de drogas em fiscalizações em estradas, depósitos, encostas de rios e demais formas de circulação do ilícito mostra-se insuficiente para a desarticulação de organizações criminosas. “A atuação da Polícia Federal tem sido fundamentada em três diretrizes: a descapitalização das organizações criminosas por meio de investigações de lavagem de dinheiro, prisão de lideranças e cooperação internacional, com atuação focada na erradicação das plantações de maconha, o que tem se mostrado muito eficiente para o cumprimento dessas diretrizes”.
Em território paraguaio, as operações são realizadas junto à SENAD principalmente nos departamentos de Amambay, Canindeyú, Concepción e San Pedro. Tais locais apresentam variadas distâncias geográficas do Brasil, entre 120 km a 500 km de cidades de fronteira como Foz do Iguaçu (PR), Guaíra (PR) e Mundo Novo (MS).
No Brasil, as plantações de Cannabis sativa, nome científico da maconha, são mais comuns nas regiões Norte e Nordeste.
O número relacionado às operações de erradicação de plantações de maconha no Paraguai, em 2021, é de 5.443 toneladas, o maior quantitativo já registrado.
O número mais próximo deste ocorreu no ano de 2013, com pouco mais de 5 mil toneladas.
“Um dos principais benefícios de tal estratégia é destruir quantidades maiores de droga com menos investimentos em menor tempo. Além disso, o risco operacional é menor, se comparado ao das ações policiais pulverizadas, quando a droga já está em poder de organizações criminosas fortemente armadas e, ainda, diminui-se a incidência de crimes ambientais, pois muitas dessas plantações acontecem em áreas de preservação ou de comunidades como as de indígenas”.
Marcos também explica que, em geral, as plantações localizam-se em áreas públicas, ou zonas de preservação, dentre outros. Assim, dificilmente há perda da propriedade ou sanções legais, caso fossem identificadas em áreas particulares.

Safras de maconha e o “beneficiamento da droga”

Marcos explica que ao longo do tempo tem ocorrido um aprimoramento nas técnicas de cultivo da maconha, em termos de produtividade e menor tempo e o ciclo médio, entre plantio e colheita, dura cerca de 3 a 4 meses.

De acordo com estudos realizados pela área técnica da Polícia Federal, cada pé de Cannabis sativa da região produz, em média, 300 gramas de maconha (BRASIL, 2008). O beneficiamento da planta acontece nos acampamentos, ainda no campo. “Primeiro, porque para o traficante ficará mais fácil e terá menor custo o transporte da droga já compactada. Também é mais fácil de esconder e há menos risco de perda. Ela já sai dali pronta, embalada, até porque grande parte dessa maconha é atravessada pelo rio e lagos”, explicou Marcos.
Cooperação internacional e vias para o avanço em ações conjuntas

Luciano Stremel Barros, Presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), destacou que essas operações realizadas junto ao Paraguai são exemplos mundiais de cooperação e integração entre países. “É importante seguir com o aprimoramento destes mecanismos de cooperação e reforçar processos de integração, o que requer homogeneização das infraestruturas e das agências. Assim, os procedimentos, desde a investigação conjunta, operações policiais e sistema prisional dos países ficarão mais estruturados”.
Marcos também citou avanços necessários: “Além da aplicação de mais tecnologias como sensoriamento remoto, utilização de aeronaves não tripuladas, dentre outros, há questões legislativas que demandam mais rapidez em suas execuções. Por exemplo: Em um processo para se expropriar uma terra onde foi encontrado o cultivo, normalmente leva um tempo. E essa demora em todo o procedimento pode ser um fator prejudicial para a aplicação da lei”.
Apreensões do DOF nos primeiros 20 dias do ano já causaram prejuízo de mais de R$ 50 milhões ao crime organizado

Apreensões do DOF nos primeiros 20 dias do ano já causaram prejuízo de mais de R$ 50 milhões ao crime organizado

As ações do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) ao combate aos crimes transfronteiriços em Mato Grosso do Sul já causaram apenas nos primeiros 20 dias do ano, mais de R$ 50 milhões em prejuízo a traficantes e contrabandistas de todo o país. Em 2021, a perca causada aos criminosos pelo DOF foi de aproximadamente R$ 400 milhões.

Em 2022, o DOF tem contabilizado recordes e grandes apreensões. Nestes primeiros dias do ano já foram apreendidos 20.067 mil quilos de drogas, 11.030 mil quilos de agrotóxicos e 5.297 pacotes de cigarros, descapitalizando o crime organizado.

Nestas ações 18 pessoas foram presas e 22 veículos apreendidos. Em todo ano passado 456 veículos foram apreendidos ou recuperados pelo DOF envolvidos em ações criminosas em todo Mato Grosso do Sul.

Com a intensificação da Operação Hórus, parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul e o Ministério da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, o DOF tem intensificado cada vez mais as ações de combate aos crimes transfronteiriços.

Por meio desta parceria, o DOF tem ampliado a difusão de informações através do setor de inteligência junto a outras unidades policiais da federação, além da aquisição de novos equipes e aperfeiçoamento dos policiais da unidade, cada vez mais preparados para atuarem na fronteira.

Para manter os bons resultados dos anos anteriores o DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas e fazer denúncias através número 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Dupla de assaltantes que matou pai e filho seriam indígenas de Sapucaia

Dupla de assaltantes que matou pai e filho seriam indígenas de Sapucaia

Os dois assaltantes que mataram pai e filho na manhã de sexta-feira (14) em uma fazenda no município de Amambai, seriam ex-funcionários da propriedade e teriam sido reconhecidos por uma das vítimas.

O fazendeiro Olenir Nunes da Silva morreu em troca de tiros com os bandidos e o filho dele, Antônio Nunes da Silva, 23, foi executado por ter reconhecido os ex-empregados. A informação está sendo investigada pelos policiais que participam das buscas aos assassinos.

A reportagem apurou que um dos criminosos seria Siguinaldo Gonçalves. O outro tem menos de 18 anos de idade. Os dois seriam moradores da aldeia Taquapiri, localizada no município vizinho de Coronel Sapucaia. Fotos deles circulam em grupos do aplicativo WhatsApp.

Na tarde desta terça-feira (18) também surgiram boatos de que os dois teriam sido capturados pelas lideranças da aldeia e seriam entregues aos policiais, mas a informação ainda não foi confirmada pela Polícia Civil.

Também há relatos de que os dois latrocidas foram identificados após denúncia de uma mulher interessada na recompensa de R$ 50 mil oferecida por amigos e familiares das vítimas.

Ela teria reconhecido a pistola calibre 7,65 encontrada na caminhonete roubada da fazenda e abandonada após os criminosos se envolverem em acidente durante a fuga. A arma pertencia ao ex-marido dessa mulher e teria sido vendida a um dos assaltantes.

O crime – Na manhã de sexta, Antônio chegou à fazenda antes do pai. Quinze minutos depois, Olenir, mais conhecido como Nego, também chegou ao local e saiu da casa para consertar cercas com um funcionário da fazenda.

Neste período, os homens encapuzados entraram na propriedade e renderam Antônio, o deixando amarrado no quarto. Após dominarem a vítima, os homens teriam ido em direção à caminhonete Hilux da família, assim como à F-1000 antiga. Olenir estava retornando para a casa e encontrou com os ladrões.

Houve troca de tiros. O produtor rural foi atingido e morreu no local. Antônio foi morto mesmo sem reagir, o que reforça a suspeita de que tenha reconhecido os criminosos.

 

DOF apreende 220 quilos de maconha entre Amambai e Coronel Sapucaia

DOF apreende 220 quilos de maconha entre Amambai e Coronel Sapucaia

O DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreendeu na madruga de hoje (18/01), 220 quilos de maconha, em um VW/Gol de cor branca, na MS-289, entre Amambai e Coronel Sapucaia.

Os policiais faziam bloqueio na rodovia, quando avistaram o veículo que seguia sentido Coronel Sapucaia/Amambai. O condutor, um homem de 23 anos, não obedeceu a ordem de parada e tentou fugir.

Depois de alguns quilômetros o motorista perdeu o controle da direção do veículo saindo fora da pista. O autor tentou fugir a pé, mas foi presos pelos policiais.

Ele disse que pegou o veículo carregado com o entorpecente em Coronel Sapucaia e levaria até Juti onde receberia R$ 8 mil pelo transporte. A droga, veículo e autor foram entregues à Delegacia da Polícia Civil de Amambai.

A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro da Operação Hórus, parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Pistola de criminosos que mataram pai e filho em MS é deixada para trás; suspeitos foram identificados

Pistola de criminosos que mataram pai e filho em MS é deixada para trás; suspeitos foram identificados

A Polícia Civil de Amambai divulgou a imagem de pistola deixada na camionete do produtor rural Olenir Nunes da Silva, conhecido como ‘Nego Silva’, de 50 anos, assassinado em sua fazenda em Amambai, na última sexta-feira (14). O filho de Nego Silva também foi morto.

Os criminosos deixaram a pistola para trás. Mas a informação passada pela polícia é de que a arma não foi usada, já que estava desmuniciada. A divulgação da pistola seria para ajudar no reconhecimento. A pistola calibre 7,65 não é uma arma não comum de ser encontrada.

O delegado Ulises Rei confirmou que os criminosos foram identificados. Ainda de acordo com informações, um dos autores seria um adolescente e ambos os criminosos seriam moradores da região. A polícia faz buscas.

O crime

Olenir Nunes da Silva, 50 anos, e o filho, Antônio Alexandre Nunes da Silva, de 23 anos, foram mortos quando criminosos encapuzados invadiram a fazenda. Os autores foram filmados pelas câmeras de segurança e teriam cometido o latrocínio para roubar as camionetes das vítimas.

Conforme as primeiras informações repassadas pela polícia, Antônio chegou primeiro na fazenda e foi fazer café. O pai, Odenir, chegou 15 minutos depois e foi levar um funcionário na camionete até as cercas que precisavam ser arrumadas.

Enquanto isso, os bandidos encapuzados chegaram à propriedade e foram até a sede, onde renderam Antônio. O rapaz foi amarrado em um dos quartos e os bandidos saíram para pegar a Hilux da vítima, além de uma F1000 que ficava na fazenda.

Neste momento, eles acabaram encontrando com Odenir, que trocou tiros com os bandidos e acabou morrendo no local. Os suspeitos então voltaram até o quarto onde estava Antônio e mataram o rapaz com golpes de facão.

O irmão de Odenir, que estava na fazenda vizinha, foi até a propriedade ao ouvir os disparos de arma de fogo. Ele acabou encontrando com os bandidos quando eles saíam com as camionetes e também trocou tiros com os suspeitos.

Os homens então fugiram para uma área de matagal. Equipes do Batalhão de Choque, Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), GPA (Grupamento de Policiamento Aéreo) com helicóptero, DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e dos batalhões de área e outros órgãos de Segurança Pública fazem buscas pelos suspeitos.

Fonte: Midia Max

Apreensões de drogas do DOF sobem 300% na primeira quinzena de 2022

Apreensões de drogas do DOF sobem 300% na primeira quinzena de 2022

Com a apreensão de quase 20 toneladas de drogas nos primeiros 15 dias de 2022 o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) aumentou em mais de 300% o volume de entorpecente apreendido este ano se comparado ao mesmo período de 2021.

No ano passado, nos primeiros 15 dias haviam sido apreendidos 6.556 mil quilos de drogas pelos policiais do DOF, contra 19.843 mil quilos de entorpecentes na primeira quinzena de 2022.

Somente as apreensões de drogas dos primeiros 15 dias do ano já causaram um prejuízo aos traficantes de quase R$ 30 milhões. Sete pessoas foram presas envolvidas com o tráfico e seis veículos apreendidos.

Em todo ano de 2021, o DOF apreendeu quase 200 toneladas de drogas, gerando um prejuízo de mais de R$ 300 milhões ao crime no Brasil, sendo referência no país no combate aos crimes transfronteiriços.

DOF 2021

Das quase 200 toneladas de drogas apreendidas no ano passado 167.2 quilos eram de cocaína, 56,5 quilos de haxixe, 264,3 quilos de pasta base de cocaína, 1.207,9 quilos de skank e 193.339,395 quilos de maconha. Em 2021 foram apreendidos 237 veículos envolvidos com o tráfico de drogas, ainda 340 pessoas foram presas por esta prática criminosa, dos quais 303 adultos presos em flagrante e 37 menores apreendidos.

Estas apreensões envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro da Operação Hórus, parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

DISQUE DENÚNCIA

O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.