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Bela Vista-MS Terça-Feira, 23 de Junho de 2026
Debate sobre fim dos ‘saidões’ expõe desafios da ressocialização

Debate sobre fim dos ‘saidões’ expõe desafios da ressocialização

“As autorizações de saída representam um considerável avanço penalógico e os seus resultados são sempre proveitosos quando outorgados mediante bom senso e adequada fiscalização.” Foi com essa justificativa que o ministro da Justiça do ex-presidente João Figueiredo, Ibrahim Abi-Ackel, incluiu a saída temporária de presos no projeto de lei que originou a Lei de Execução Penal (Lei 7.210, de 1984). Agora os parlamentares questionam esse direito dos condenados a regime semiaberto — que hoje podem sair até cinco vezes ao ano, normalmente durante as datas comemorativas.

A Câmara dos Deputados analisa as mudanças feitas pelos senadores ao Projeto de Lei (PL) 2.253/2022, que restringe as saídas, permitindo-as apenas para estudo e pelo tempo necessário para essa atividade.

Em debate na Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado em 2023, especialistas divergiram sobre a eficiência da ressocialização promovida pelos chamados “saidões” diante das taxas de evasão (quando o preso não retorna à prisão ao final da saída temporária). Mas a divisão de opiniões não se reproduziu na votação em Plenário, no dia 20 de fevereiro: apenas os senadores Rogério Carvalho (PT-SE) e Cid Gomes (PSB-CE) votaram contra o fim do benefício no modelo atual.

Para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relator do projeto, a aprovação do texto é uma resposta do Congresso ao desejo da sociedade brasileira — que, na avaliação dele, não tolera mais as saídas temporárias.

— O nosso sistema carcerário infelizmente encontra-se superlotado e, em muitos estados, com instalações precárias, o que impede a devida ressocialização dos presos. Ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco — disse o relator na CSP.

Ressocialização

A frase citada pelo ex-ministro da Justiça Abi-Ackel no projeto da Lei de execução Penal é do especialista em criminologia Elias Neumam, que publicou nos anos 60, na Argentina, estudos sobre prisão aberta. Para o juiz do Tribunal de Justiça de Santa Catarina Mauro Ferrandin, o sistema penal brasileiro, como um todo, falha em readequar os presos à sociedade. Doutor em direito e ciência política pela Universidade de Barcelona (Espanha), ele afirmou à Agência Senado que a distância do convívio social provocada pelo encarceramento prejudica a capacidade do preso de obedecer à lei.

— Aquele que passa pelo sistema tende a voltar para ele e, quanto mais segregado for o indivíduo, mais ele perderá sua condição de viver em sociedade (…). As alternativas à pena privativa de liberdade, por outro lado, garantem a possibilidade de o indivíduo refletir sobre seus erros (…), responder por eles sem a segregação social tão escancarada. Certo é que depois de dezenas de anos estudando o tema e ter visto a legislação, ano após ano, recrudescer, nunca percebi qualquer sinal de redução da criminalidade ou caso de ressocialização.

Mas na opinião do consultor legislativo em direito penal no Senado Rafael Erthal de Sá, a imposição das normas do presídio aos presos exerce papel na reabilitação.

— É importante mencionar que a própria disciplina imposta pelo sistema de execução penal é fator que colabora para a ressocialização do condenado. Assim, o respeito às regras internas dos estabelecimentos prisionais colabora para a reinserção social do preso, quando for liberado — disse à Agência Senado.

Originalmente, o PL 2.253/2022 extinguia completamente o saidão. Mas os senadores aprovaram emenda do senador Sérgio Moro (União-PR) para manter o direito para os presos que fazem curso supletivo profissionalizante, ensino médio ou superior.

Evasões

Além das discussões sobre os melhores meios de ressocialização, parlamentares e especialistas comumente recorrem a dados estatísticos para sustentar suas opiniões. Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senappen) revelam que 11.415 presos não retornaram depois das saídas temporárias do primeiro semestre de 2023. Isso representa 6,27% de todos presos que cumprem regime semiaberto no país, beneficiados pelas saídas ou não. As informações foram analisadas apenas nos estabelecimentos que abrigam pelo menos uma pessoa condenada que esteja no regime semiaberto.

No entanto, as taxas geram interpretações conflitantes. “Trata-se de um quantitativo ínfimo se comparado ao número daqueles que cumpriram com as determinações legais e retornaram”, analisa o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária em nota técnica entregue aos senadores. Mas o senador Moro discorda da conclusão.

— Se nós formos pensar em quatro ou cinco feriados por ano, 5% a cada uma dessas oportunidades, nós temos um número substancial de presos que não retornam. E aí as forças de segurança, que já estão sobrecarregadas, têm que ser mobilizadas para buscar esses foragidos. Pior: parte desses presos colocados em liberdade cometem novos crimes — disse o senador em Plenário, durante a votação do projeto.

A fuga na saída temporária é considerada falta grave, mas por si só não é crime. A evasão pode levar o preso a perder os dias que trabalhou ou estudou para descontar no cumprimento da pena, entre outras consequências. Caso volte à prisão, ele não poderá mais usufruir da saída temporária, salvo se houver “cancelamento da punição disciplinar” ou “demonstração do merecimento”, segundo a Lei de Execução Penal.

População carcerária

Por meio de sua assessoria, o senador Rogério Carvalho argumenta que sua posição favorável aos saidões não se baseia somente na ressocialização, mas também porque “reflete o posicionamento histórico do Partido dos Trabalhadores contra o encarceramento em massa”.

O assunto também foi mencionado no parecer do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) entregue aos parlamentares antes da votação. A organização afirma, no documento, que “a superpopulação carcerária é uma das principais causas de todas as demais violações a direitos fundamentais dos  presos” e que “a promoção  de  medidas  desencarceradoras  vem  sendo  concebida  como  um  importante  instrumento  de  segurança  pública”.

De acordo com o Senappen, há déficit de 32,5 mil vagas para o regime semiaberto no país. A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) considera a falta de vagas um problema, mas isso não a impediu de declarar voto favorável à restrição do saidão. Segundo ela, não há estrutura para o cumprimento da pena em regime semiaberto em alguns estados, como Goiás e Minas Gerais, o que faz com que alguns presos saiam diretamente do regime fechado para o aberto.

— Eu vou votar a favor, mas em nenhum momento vou passar pano ou fingir para o povo brasileiro (…). Vamos cobrar do Poder Executivo que cumpra o seu dever, invista, construa estruturas para os regimes semiabertos — disse a senadora na sessão de votação do projeto.

Tema recorrente

No Senado, outras propostas sobre a saída temporária também estão sob análise dos parlamentares. O PL 205/2024, do senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o PLS 31/2018, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), desarquivado em 2023, também esperam revogar os saidões. Já o PL 476/2023, da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), busca agravar a pena quando o crime é cometido durante saída temporária ou outros casos fora da prisão.

Modelo atual

Com as regras em vigor, o condenado tem o direito de pleitear cinco saídas por ano, de até sete dias cada, para visitar familiares, realizar cursos ou outras atividades sociais. Segundo dados do Senappen, 67,53% dos presos em regime semiaberto receberam autorização para sair com a finalidade de ver a família no primeiro semestre de 2023, o que corresponde a 122.953 beneficiados.

O preso precisa seguir os seguintes requisitos:

  • estar no regime semiaberto;
  • não ter cometido crime hediondo com morte;
  • ter bom comportamento, comprovado, por exemplo, por meio de certidão expedida pelo diretor do presídio;
  • ter cumprido no mínimo 16,6% da pena, se for sua primeira condenação; ou 25%, se reincidente;
  • compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.

A autorização para sair é feita pelo juiz de execução penal, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária. Em alguns casos, como nos de crimes sexuais, há necessidade de outras análises. O juiz pode solicitar, por exemplo, exame criminológico. Assim, os presos têm que cumprir o que o psicólogo ou psiquiatra recomendarem no laudo, como tratamentos médicos.

Cada Vara de Execução Penal edita portaria no início do ano com suas próprias regras e datas dos “saidões”. Normalmente, são escolhidas datas de comemorações familiares, pois o objetivo é o estreitamento dos laços com a família e a volta ao convívio social. No entanto, não é obrigatório realizar todas as saídas de maneira conjunta, nem nas mesmas datas. Há casos em Minas Gerais e no Maranhão em que as datas são pulverizadas, de modo que não há um pico de saídas temporárias.

Todos os beneficiados precisam informar o endereço de residência ou de familiar, onde deverão permanecer durante a noite. Eles são proibidos de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos do gênero.

Monitoramento

Apesar de a lei estipular que não precisa de vigilância direta nos saidões, o juiz pode exigir que determinados beneficiados utilizem a monitoração eletrônica, além de outras formas de fiscalização. No Distrito Federal, cabe à Secretaria de Administração Penitenciária (Seape/DF) monitorar o cumprimento das condições impostas pelo juiz. O órgão pode, por exemplo, visitar o endereço fornecido pelos presos.

O monitoramento eletrônico também pode ser utilizado a critério do juiz em outros casos além da saída temporária, como em prisão domiciliar ou em acusados de cometer crime com investigação ainda em andamento. Caso o PL 2.253/2022 vire lei, o juiz terá mais hipóteses em que poderá determinar essa fiscalização, como no caso do livramento condicional.

Segundo dados do Senappen, das mais de 120 mil tornozeleiras eletrônicas contratadas, 76% estão em uso no país. No entanto, quatro estados possuem déficit do equipamento: Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio de Janeiro. A ausência do aparelho foi uma das razões divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para o não monitoramento, durante saidão de 2023, de condenados por tráfico que não retornaram ao presídio.

Tipos de regime

A autorização para sair temporariamente só alcança os condenados em regime semiaberto, com pena entre quatro e oito anos de prisão (se não reincidentes). Nesse tipo de regime, o preso ficará em colônia agrícola ou local semelhante. No Distrito Federal, por exemplo, há três locais que comportam esse regime. O estabelecimento prisional pode abrigar pessoas de diferentes regimes.

A legislação prevê outros dois tipos de regimes aos condenados em pena privativa de liberdade, que não podem acessar o benefício. O mais rigoroso é o regime fechado, para os sentenciados em mais de oito anos. Eles ficam em estabelecimento de segurança máxima ou média e só podem sair em algumas situações específicas, como para trabalhar em obras públicas.

As infrações mais leves cometidas por criminosos não reincidentes, com pena inferior a quatro anos, são punidas com regime aberto. Esses sentenciados devem se recolher à noite em casa ou nas chamadas “casas de albergado”, mas podem exercer atividades fora do local com autorização.

Com o passar do tempo e cumprindo requisitos da lei, o condenado pode mudar de um regime mais severo para um mais brando, por meio da chamada progressão de pena.

Fonte: Agência Senado – Foto: Seape/Divulgação

 

Polícia Civil apreende em Bombinhas adolescente suspeita de planejar ataque em colégio e matar o próprio irmão

Polícia Civil apreende em Bombinhas adolescente suspeita de planejar ataque em colégio e matar o próprio irmão

A Polícia Civil de Santa Catarina, por intermédio da Delegacia de Polícia do Município de Bombinhas, apreendeu na manhã desta sexta- feira (23 ) uma adolescente de 12 anos suspeita da prática de diversos atos infracionais nos últimos meses.

A adolescente vinha sendo monitorada pela polícia civil desde dezembro de 2023, quando foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa dela.
Na época, ela tinha feito uma live (transmissão ao vivo pela internet) em um aplicativo, praticando maus tratos contra o gato da família, onde chegou a arremessar o animal da sacada de onde mora, por sorte o felino sobreviveu.

Já naquela época, ela mantinha diálogos nos aplicativos que indicavam a prática de diversos atos infracionais graves.

Com relação ao cumprimento do mandado acima informado, o animal foi retirado do convívio familiar e encaminhado para o CVA (centro de vigilância animal) da cidade, e foram apreendidos com ela diversos telefones celulares.

Além dos maus tratos, a adolescente promovia divulgação e veiculação de ideais do nazismo e da cruz suástica, expunha seu irmão mais novo a situações vexatórios, e tinhas ideias de ataques em escolas, chegando inclusive a levar um facão para a colégio onde estudava.

Na poca, a adolescente não foi apreendida apesar da representação do delegado responsável pelo caso.
Mesmo diante da ação policial, a adolescente continuou, nos meses sequentes, a praticar atos semelhantes nas redes sociais.

O estopim ocorreu há aproximadamente 72 horas, quando mais uma vez ela ameaçou promover ataques no colégio onde estuda, matar animais, e também ameaçou assassinar o próprio irmão
O fato chamou a atenção inclusive das autoridades norte-americanas de segurança interna, que reportou o caso para as autoridades brasileiras.

Ao tomar conhecimento, a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Santa Catarina imediatamente informou à delegacia de Bombinhas na pessoa do delegado responsável.

Em menos de 24h, a polícia civil novamente representou pela internação provisória da adolescente. Desde o primeiro pedido, o Ministério Público já havia se posicionado pelo deferimento do pleito, o que manteve dessa vez, sendo então deferido o mandado de busca e apreensão pelo Poder Judiciário.
Na manhã de hoje, uma equipe de policiais se deslocou até o colégio onde a adolescente estuda e efetuou sua apreensão.

Após ser ouvida na delegacia na companhia de um responsável legal, ela foi encaminhada ao instituto médico legal e depois ao centro de internação feminino de Florianópolis onde ficará à disposição da justiça.

Fonte: Hora de Bombinhas

Mulher é preso por tráfico de drogas em Aquidauana

Mulher é preso por tráfico de drogas em Aquidauana

Na tarde de ontem, 22 de fevereiro, a equipe da Força Tática recebeu informações cruciais sobre um possível ponto de tráfico localizado na Rua Delfino Alves Corrêa, no Bairro Serraria. De acordo com as informações, o local era frequentado por usuários ao longo do dia, onde a proprietária, que já é conhecida no meio policial, foi apontada como responsável pelas atividades ilícitas no estabelecimento.

A Guarnição iniciou o patrulhamento no Bairro Serraria com o objetivo de flagrar essa atividade. Durante as diligências, a equipe visualizou a autora, que ao perceber a aproximação policial, tentou fugir em uma bicicleta, dispensando invólucros plásticos no trajeto. A equipe prontamente alcançou a suspeita, realizando a abordagem conforme os procedimentos padrão.

Na busca pessoal dela, foram encontradas sete porções de substância análoga à maconha, totalizando aproximadamente 38 gramas. A jovem de 24 anos foi informada de seus direitos constitucionais, incluindo o direito de permanecer em silêncio e não criar provas contra si.

Entretanto, ao ser questionada sobre a droga encontrada, ela admitiu realizar a venda das porções por valores entre R$ 20,00 e R$ 50,00. Em um desdobramento da situação, a autora consentiu com a busca em sua residência.

Durante a busca domiciliar, foram localizadas 23 porções prontas para venda, totalizando aproximadamente 187 gramas da mesma substância, além de uma trouxinha de substância análoga à pasta base, pesando 0,6 gramas. Também foram apreendidos três celulares e a quantia de R$ 102,00 em espécie.

A traficante, que já possui antecedentes por esse crime, conforme diversos Boletins de Ocorrência, havia saído do sistema prisional em dezembro de 2023, encontrando-se em livramento condicional.

Diante dos fatos, a autora, os entorpecentes e todo material utilizado no ilícito foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana para as providências legais.

Operação Ágata apreendeu 25,6 toneladas de drogas em 100 dias

Operação Ágata apreendeu 25,6 toneladas de drogas em 100 dias

Operação Ágata Fronteira Oeste II apreendeu 25,6 toneladas de droga, veículos avaliados em R$ 9,7 milhões, escavadeiras avaliadas em R$ 54,8 milhões, 222.368 unidades de pacotes de cigarro e R$ 157,8 milhões em espécie.

A operação começou em novembro de 2023 e vai até maio de 2024. Abrange 2.523 quilômetros da fronteira Oeste Brasil/Bolívia e Brasil/Paraguai – estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná.

Os objetivos são dificultar a entrada de entorpecentes em território brasileiro, recuperar objetos roubados, combater o tráfico de drogas e armamento, prender foragidos da justiça, entre outros. Geralmente as cargas ilícitas tem como destino os grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, para serem posteriormente transportadas para fora do País.

Coletiva de imprensa reuniu diversas autoridades na manhã desta quinta-feira (22). Foto: Marcelo Victor

A maioria das pessoas que passam pelos postos de bloqueio são trabalhadores, moradores da região, estudantes.

Participam da operação dois mil militares do Exército Brasileiro, além de efetivos da Força Aérea Brasileira (FAB), Marinha do Brasil, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Receita Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Polícia Militar (PMMS e PMMT), Polícia Civil (PCMS e PJCMT), Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP-MT) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

O trabalho é realizado através da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, 18ª Brigada de Infantaria do Pantanal, 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada.

No momento, o Exército Brasileiro participa de 53 operações, sendo 45 no Brasil e 8 internacionais.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, nesta semana, militares do Exército Brasileiro, da 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal, apreenderam 163 quilogramas de cocaína, na Estrada Lixão, que dá acesso à fronteira Brasil/Bolívia, localizada na parte alta de Corumbá (MS).

Na área da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Dourados (MS), foram apreendidos 9.736,86 quilos de maconha, 112,45 quilos de pasta base de cocaína, sete armas, 184.135 pacotes de cigarros e R$ 19 milhões que foram contabilizados em materiais fruto de descaminho.

De acordo com o Comandante Militar do Oeste, general Baganha, a melhor forma de combater o crime organizado é integrar instituições, pois, cada força de segurança tem seu treinamento, conhecimento e expertise que pode colaborar investigações.

“Juntos somos mais fortes. Das ações da Operação Ágata, que é feita rotineiramente pelo Exército [Brasileiro], por essas instituições e, aliás, pelas Forças Armadas, de forma conjunta e integrado com essas instituições que, no somatório, no movimento aí de sinergia, a gente consegue sempre um resultado muito maior”, explicou o general de Exército em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (22).

Segundo o Comandante de Operações Terrestres, general Novaes, com o lema “Braço Forte, Mão Amiga”, a função do Exército Brasileiro é defender a pátria em casos de guerra, garantir soberania nacional e deflagrar operações humanitárias.

“Hoje, por exemplo, nós temos muitas tropas atuando em combate à dengue, distribuindo água no nordeste, numa operação que já está mais de 20 anos lá, acolhendo pessoas na fronteira com a Venezuela, então nós temos várias operações de todos os níveis de força”, detalhou o general de Exército em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (22).

Para denunciar possíveis cargas ilícitas, basta ligar no número 0800 358 0007. A ligação é gratuita e funciona de forma ininterrupta, respeitando-se o anonimato dos denunciantes.

Operação mira esquema que movimentou R$ 200 milhões em notas frias

Operação mira esquema que movimentou R$ 200 milhões em notas frias

Em posse dos papeis irregulares, o grupo realizava o transporte irregular em território nacional de variados produtos

Policiais federais e servidores da Receita Federal cumprem desde o início da manhã desta quinta-feira (22/2) mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e São Paulo, contra grupo especializado em emissão de notas fiscais irregulares, chamadas de ‘frias’ e criação de empresas fantasmas para o transporte de produtos contrabandeados pelo Brasil.

As ações ocorrem em Dourados, Ponta Porã e São Paulo (SP). A operação foi batizada de Partidas Dobradas

Ao todo, de acordo com a PF, são cinco determinações para busca e apreensão [uma delas em Dourados] e uma para prisão preventiva.

De acordo com as investigações desde 2018 o grupo foi responsável pela emissão de mais de 35 mil notas fiscais.

Esses documentos somaram aproximadamente R$ 200 milhões. Para isso, eles eram remunerados de várias maneiras, dentre elas, o recebimento de um percentual sobre o valor global de cada nota fiscal.

Em posse dos papeis irregulares, o grupo realizava o transporte irregular em território nacional de variados produtos, “tais como eletrônicos, pneus, agrotóxicos, cabelo humano, garrafas térmicas, copos térmicos, postes de concreto, cimento, dentre outros. Muitos desses serviram também para ocultar drogas, armas e mercadorias de maior valor agregado”, cita em nota a Polícia Federal.

O transporte, por vezes, era realizado pelos solicitantes ou por terceiros.

Já a receptação era intermediada por assessoria contábil, que criava empresas laranjas por curto período de existência, descartadas e substituídas periodicamente.

Parte dos produtos contrabandeados/descaminhados pelo grupo foram apreendidos, além de Mato Grosso do Sul, em Santa Catarina, Minas Gerais Goiás, Mato Grosso, dentre outros

Fonte: folhacg.

Integrantes da “Gangue das Patroas” são presas em flagrante por furto na Capital

Integrantes da “Gangue das Patroas” são presas em flagrante por furto na Capital

Quatro mulheres, conhecidas no meio policial como “Gangue das Patroas”, foram presas em flagrante na tarde de quarta-feira (21) após serem flagradas furtando uma loja tradicional na região central de Campo Grande. O grupo já é conhecido por praticar diversos furtos em comércios da cidade.

Um funcionário da loja flagrou as criminosas no momento do furto e acionou a Polícia Militar. Ao chegar ao local, os policiais se depararam com as mulheres saindo da loja em um veículo Peugeot branco. Os militares seguiram o carro e realizaram a abordagem na Rua 13 de Maio.

No veículo, foram encontrados diversos objetos furtados da loja. O gerente da loja reconheceu as suspeitas e manifestou o desejo de representar criminalmente contra elas. O veículo, que apresentava restrição administrativa, foi recolhido e encaminhado ao pátio do Detran.

Fonte: folhacg